{"id":197840,"date":"2025-12-22T01:19:09","date_gmt":"2025-12-22T01:19:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/197840\/"},"modified":"2025-12-22T01:19:09","modified_gmt":"2025-12-22T01:19:09","slug":"tambem-ha-divergencias-europeismo-e-ponto-de-friccao-entre-catarina-martins-e-jorge-pinto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/197840\/","title":{"rendered":"&#8220;Tamb\u00e9m h\u00e1 diverg\u00eancias&#8221;. Europe\u00edsmo \u00e9 ponto de fric\u00e7\u00e3o entre Catarina Martins e Jorge Pinto"},"content":{"rendered":"<p>                Catarina Martins e Jorge Pinto protagonizaram o debate da noite deste domingo na RTP. O frente-a-frente arrancou com alguma fric\u00e7\u00e3o no cap\u00edtulo do papel de Portugal na Uni\u00e3o Europeia. Enquanto o candidato apoiado pelo Livre procurou demarcar-se da advers\u00e1ria apresentando-se como \u201ceurope\u00edsta cr\u00edtico, mas convicto\u201d, a antiga coordenadora do Bloco de Esquerda sustentou que ainda \u201c\u00e9 preciso escolher a Europa que queremos\u201d.<\/p>\n<p>Questionada, no in\u00edcio do debate sobre \u201cdiferen\u00e7as de relevo\u201d entre a sua candidatura e a de Jorge Pinto, Catarina Martins afirmou preferir falar das suas ideias para Bel\u00e9m. A candidata bloquista volto \u00e0 carga com o retrato de <b>\u201cum momento que temos um Governo com uma inclina\u00e7\u00e3o\u201d para cooperar com a extrema-direita<\/b>. Ou seja, o Chega.<\/p>\n<p><b>\u201c\u00c9 importante ter uma presidente da Rep\u00fablica que ajude a equilibrar\u201d<\/b>, acentuou. \u201cAcho que tenho o conhecimento do pa\u00eds. Estive envolvida em pol\u00edticas p\u00fablicas, tenho experi\u00eancia em criar pontos. Num momento em que h\u00e1 tantos bloqueios, a minha experi\u00eancia pode ajudar\u201d, advogou a candidata presidencial. <\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muitos pontos de converg\u00eancia, at\u00e9 mais do que de diverg\u00eancia. H\u00e1 sempre pontos de converg\u00eancia quando estamos com candidatos de esquerda. <b>Tamb\u00e9m h\u00e1 diverg\u00eancias<\/b>\u201d, redarguiu, por sua vez, Jorge Pinto, para introduzir, ent\u00e3o, o tema do europe\u00edsmo.<\/p>\n<p>\u201cNo caso concreto, h\u00e1 uma diverg\u00eancia que n\u00e3o sei se \u00e9 de fundo, que diz respeito ao papel de Portugal nas institui\u00e7\u00f5es europeias. <b>Sou um europe\u00edsta cr\u00edtico, mas convicto. Acredito que o futuro portugu\u00eas passa pelo projeto europeu<\/b>\u201d, propugnou, propondo-se assumir a \u201cdefesa dos Direitos Humanos, de um projeto de paz e da transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica\u201d.<\/p>\n<p>\u201c<b>Eu sei que a Catarina Martins dizia que o projeto europeu era um projeto condenado, espero que n\u00e3o seja<\/b>\u201d, atirou o candidato, para afirmar, em seguida, que os presidentes russo e norte-americano, Vladimir Putin e Donald Trump, parecem apostados em p\u00f4r termo ao projeto europeu. Constituindo assim uma \u201camea\u00e7a ao que conseguimos construir nos \u00faltimos 50 anos\u201d.<br \/>&#13;<br \/>\n\u201cVozes divergentes\u201d<br \/>&#13;<br \/>\nNa r\u00e9plica, <b>Catarina Martins defendeu que o projeto europeu \u201cvai sendo definido por vozes divergentes: \u201c\u00c9 uma disputa pol\u00edtica como todas, democr\u00e1tica. N\u00e3o somos espetadores, somos construtores da Uni\u00e3o Europeia\u201d<\/b>. <\/p>\n<p>\u201c\u00c9 por exemplo prevermos a possibilidade de referendos sobre mat\u00e9rias europeias e em Portugal nunca o termos feito\u201d, notou, insistindo que \u201ca participa\u00e7\u00e3o deve ser ativa, deve ser democr\u00e1tica, e que \u201c\u00e9 preciso construir a Europa, para al\u00e9m de falar, escolher a Europa que queremos\u201d.<\/p>\n<p>Adiante, <b>prometeu ser uma presidente da Rep\u00fablica que se defender\u00e1 &#8220;direitos europeus como a Seguran\u00e7a Social<\/b>&#8220;, opondo-se \u201ca qualquer projeto que ponha em causa as pens\u00f5es em Portugal\u201d.A farpa foi dirigida \u00e0 comiss\u00e1ria europeia Maria Lu\u00eds Albuquerque, que defende que os trabalhadores europeus descontem para fundos de pens\u00f5es privados.<br \/>&#13;<br \/>\n&#13;\n<\/p>\n<p>\u201c<b>Aquilo que \u00e9 concreto, aquilo que a Catarina propunha na sequ\u00eancia do Brexit era um referendo \u00e0 presen\u00e7a portuguesa na Uni\u00e3o Europeia<\/b>. N\u00e3o estou certo de que esse seja o caminho a seguir. Percebemos o imenso custo que o Brexit teve para a popula\u00e7\u00e3o [brit\u00e2nica]\u201d, retorquiu Jorge Pinto.<\/p>\n<p>Manifestando tamb\u00e9m oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 via defendida pela antiga ministra das Finan\u00e7as, agora comiss\u00e1ria, o candidato lembrou que n\u00e3o desistiu \u201cquando t\u00ednhamos Pedro Passos Coelho \u00e0 frente do pa\u00eds\u201d. <\/p>\n<p><b>\u201cEu n\u00e3o vou desistir da Uni\u00e3o Europeia. O que \u00e9 errado \u00e9 a esquerda desistir de lutar pelo projeto europeu, porque \u00e9 sempre um jogo de for\u00e7as\u201d<\/b>, reiterou.<\/p>\n<p>\u201cDistanciei-me sempre dos movimentos do Brexit\u201d, evocaria Catarina Martins, acrescentando: \u201cPropus que houvesse um referendo sobre o tratado or\u00e7amental, quando nos queriam impor san\u00e7\u00f5es e n\u00e3o as impunham a Fran\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>\u201c<b>Os l\u00edderes autorit\u00e1rios tamb\u00e9m est\u00e3o sentados no Conselho Europeu, Viktor Ob\u00e1n est\u00e1 l\u00e1, Meloni est\u00e1 l\u00e1. Quando entregamos \u00e0 guarda costeira da l\u00edbia a forma como lidamos com os movimentos miograt\u00f3rios, isto tamb\u00e9m \u00e9 Uni\u00e3o Europeia<\/b>. O que eu compreendo \u00e9 o conflito de todas as ideias que h\u00e1 na Uni\u00e3o Europeia. Eu coloco-me naquelas que acho importantes. Eu defendo os Direitos Humanos\u201d, vincou.<br \/>&#13;<br \/>\nComunidade de defesa<br \/>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\n\u201cO concreto\u201d, prosseguiu Jorge Pinto, \u201c\u00e9 pormos em cima da mesa uma comunidade europeia de defesa\u201d. <\/p>\n<p><b>\u201cEst\u00e1 a Catarina Martins confort\u00e1vel com isto? Eu estou. O Bloco de Esquerda n\u00e3o\u201d<\/b>, lan\u00e7ou. \u201cN\u00f3s n\u00e3o precisamos de gastar mais, precisamos de gastar melhor e isso consegue-se aprofundando esta coopera\u00e7\u00e3o europeia\u201d.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u201cDevo dizer que <b>tenho proposto que haja uma capacidade de coopera\u00e7\u00e3o na Europa, que tenha autonomia em rela\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos. Devemos falar com a Europa e n\u00e3o s\u00f3 com os pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia<\/b>\u201d, contrap\u00f4s Catarina Martins.&#13;\n<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 dif\u00edcil saber o que Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro pensa\u201d<br \/>\n<b>Jorge Pinto reitera que \u201c\u00e9 um perigo termos os ovos todos no mesmo cesto\u201d e que seria \u201cmau termos um presidente da Rep\u00fablica tamb\u00e9m \u00e0 direita\u201d.<\/b><\/p>\n<p>O candidato apoiado pelo Livre destaca que o presidente da Rep\u00fablica \u201cvai ser o bombeiro do sistema, a \u00faltima linha de defesa do sistema\u201d, salientando que \u201cnada nos garante que n\u00e3o haja uma amea\u00e7a s\u00e9ria \u00e0 nossa rep\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/6489c655f45fb04cf81b4e79778cfb97_N.jpg\"\/><\/p>\n<p>Debate na RTP entre Catarina Martins e Jorge Pinto<br \/>&#13;<\/p>\n<p>\nQuestionado sobre se admite desistir a favor de Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro \u2013 o \u00fanico candidato de esquerda que as sondagens colocam numa segunda volta das presidenciais \u2013 Jorge Pinto salientou que as sondagens \u201cdizem que h\u00e1 muita gente indecisa\u201d<\/p>\n<p><b>O deputado do Livre acrescenta que \u201ca principal raz\u00e3o para votar em algu\u00e9m n\u00e3o pode ser quem est\u00e1 melhor nas sondagens\u201d e defende que se vote em algu\u00e9m que tenha \u201cfirmeza e coragem\u201d.<\/b><\/p>\n<p><b>Em resposta \u00e0 mesma quest\u00e3o, Catrina Martins afirma que \u201c\u00e9 dif\u00edcil saber o que Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro pensa\u201d e diz ver \u201cuma grande proximidade entre Marques Mendes e Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro\u201d.<\/b><\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muitas vezes o discurso de que se escolhermos o mal menor trava o mal maior. Mas a escolha do mal menor s\u00f3 tem feito com que o mal maior cres\u00e7a\u201d, observou a ex-coordenadora do Bloco de Esquerda. <\/p>\n<p>Jorge Pinto destaca que quem passar \u00e0 segunda volta dever\u00e1 ter \u201ca consci\u00eancia descansada de que far\u00e1 um bom servi\u00e7o aos portugueses\u201d. Confrontado com as declara\u00e7\u00f5es de Manuel Alegre, que esta semana criticou partidos \u00e0 esquerda nas presidenciais, Jorge Pinto diz ter \u201crespeito\u201d pelo socialista, mas diz que se lembra de que Alegre j\u00e1 foi \u201cv\u00edtima desse tipo de afirma\u00e7\u00f5es\u201d e, por isso, discorda das suas declara\u00e7\u00f5es.<br \/>&#13;<br \/>\n\u201cPresente e mobilizador\u201d e \u201ccontra o abandono\u201d<br \/>&#13;<br \/>\n<b>Quanto ao perfil de cada um em Bel\u00e9m, Catarina Martins rejeita uma interven\u00e7\u00e3o presidencial \u201cno jogo partid\u00e1rio\u201d,<\/b> dando o exemplo de Marcelo Rebelo de Sousa, que tornou os Or\u00e7amentos de Estado em mo\u00e7\u00f5es de censura. A eurodeputada diz que quer lan\u00e7ar \u201cdebates que n\u00e3o est\u00e3o a ser lan\u00e7ados\u201d.<\/p>\n<p><b>Jorge Pinto, por sua vez, diz que quer ser um presidente \u201cpresente e mobilizador\u201d. <\/b>\u201cN\u00e3o quero ser a magistratura de influ\u00eancia mas da mobiliza\u00e7\u00e3o\u201d, disse, defendendo a exist\u00eancia de \u201cassembleias cidad\u00e3s\u201d e que a primeira seria sobre a regionaliza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Questionados sobre as causas das suas candidaturas, Catarina Martins disse que \u201cvivemos num pa\u00eds em que quem trabalha se sente abandonado\u201d, acusando o Estado de falhar nos \u201cservi\u00e7os p\u00fablicos fundamentais\u201d. <br \/>&#13;<br \/>\n<b><br \/>&#13;<br \/>\nA bloquista defende que um presidente da Rep\u00fablica, nos tempos atuais, \u201ctem de ser contra o abandono do pa\u00eds e capaz de tornar uma democracia mais forte\u201d.<\/b><\/p>\n<p>\u201cEstamos no tempo hist\u00f3rico para termos uma presidente da Rep\u00fablica que possa fazer este caminho\u201d, asseverou. <\/p>\n<p>Jorge Pinto, por sua vez, foi taxativo: \u201cAs minhas causas s\u00e3o cumprir a constitui\u00e7\u00e3o\u201d. <b>O deputado do Livre promete uma \u201cpresid\u00eancia constitucionalista que n\u00e3o deixa ningu\u00e9m para tr\u00e1s\u201d e um \u201cmodelo econ\u00f3mico que coloque as pessoas no centro, que corrija as desigualdades de g\u00e9nero\u201d.<\/b><\/p>\n<p>O candidato considera ainda que um presidente deve igualmente defender \u201cum novo modelo para o pa\u00eds\u201d, que tenha sempre em conta \u201co planeta e os mais fracos\u201d. <br \/>&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Catarina Martins e Jorge Pinto protagonizaram o debate da noite deste domingo na RTP. 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