{"id":19788,"date":"2025-08-07T13:32:09","date_gmt":"2025-08-07T13:32:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/19788\/"},"modified":"2025-08-07T13:32:09","modified_gmt":"2025-08-07T13:32:09","slug":"povos-indigenas-livro-infantil-da-fiocruz-valoriza-saberes-tradicionais-na-busca-pela-saude-coletiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/19788\/","title":{"rendered":"Povos ind\u00edgenas: livro infantil da Fiocruz valoriza saberes tradicionais na busca pela sa\u00fade coletiva"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"d3b848b7-4a64-4423-ac75-45731035d6fe\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/image (1).jpg\" width=\"550\"\/><br \/>\nCom foco em crian\u00e7as de 8 a 10 anos, &#8216;Curumim Wiz e a m\u00e3e natureza\u2019 est\u00e1 dispon\u00edvel on-line, para qualquer internauta (Arte: Vera Fernandes|Ascom Icict\/Fiocruz sobre ilustra\u00e7\u00f5es de K\u00e1ssia Borges)<\/p>\n<p>Wiz \u00e9 um curumim \u2014 ou seja, um menino \u2014, que mora numa aldeia ind\u00edgena do estado de Roraima. Ele est\u00e1 prestes a viver uma aventura e tanto: vai representar seu povo, o Wapichana, num grande encontro de crian\u00e7as de todo o Brasil. Para isso, anda de avi\u00e3o e fica longe de seus pais pela primeira vez. Mas o esfor\u00e7o vale a pena. Durante o encontro, Wiz vai ter a oportunidade de conversar com meninos e meninas de diversas regi\u00f5es do pa\u00eds. Juntos, v\u00e3o descobrir como o jeito de buscar sa\u00fade pode ser diferente para cada cultura. Mas que, em todas elas, a rela\u00e7\u00e3o com a terra e a natureza \u00e9 fundamental para o bem-estar comum.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 o enredo de Curumim Wiz e a m\u00e3e natureza &#8211; uma aventura pela sa\u00fade ind\u00edgena. Voltado a crian\u00e7as de 8 a 10 anos, o livro est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente, em formato digital, na plataforma Portinho Livre, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz). Foi escrito por Cristino Wapichana, um dos mais premiados autores brasileiros em atua\u00e7\u00e3o hoje, vencedor do Pr\u00eamio Jabuti &#8211; 2017 e 2024 &#8211; e do Pr\u00eamio FNLIJ 2017. E ilustrado por K\u00e1ssia Borges, artista visual que, em seus trabalhos, busca reverenciar e divulgar ra\u00edzes ind\u00edgenas. Ela \u00e9 ind\u00edgena Karaj\u00e1, do povo Iny, do cerrado do Brasil.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, a obra est\u00e1 sendo lan\u00e7ada em agosto como uma refer\u00eancia ao Dia Internacional dos Povos Ind\u00edgenas, celebrado em 9\/8. Os dois artistas receberam da Fiocruz o convite para criar uma narrativa infantojuvenil que explorasse como a ideia de &#8220;sa\u00fade&#8221; pode ser diversa. E que, ao mesmo tempo, valorizasse a diversidade de povos ind\u00edgenas do Brasil \u2014 cada um deles com seus pr\u00f3prios h\u00e1bitos, culturas e formas de promover a sa\u00fade coletiva.<\/p>\n<p>\u201cMe inspirei na minha pr\u00f3pria inf\u00e2ncia para escrever essa hist\u00f3ria. Nas mem\u00f3rias de um tempo de muitas trocas, de liberdade, da minha av\u00f3 preparando ervas para fazer rem\u00e9dios&#8221;, diz Cristino. &#8220;Gostaria que os pais, professores e cuidadores que fa\u00e7am a leitura com as crian\u00e7as pudessem lembrar da import\u00e2ncia de transmitir ensinamentos importantes para a vida, mas que andam esquecidos. Um tipo de conhecimento essencial para a exist\u00eancia: saber preparar alimentos, reconhecer as plantas, identificar quais podem ser usadas como rem\u00e9dio, quais delas representam perigo.\u201d<\/p>\n<p>A viagem de curumim Wiz \u00e9 justamente para o campus da Fiocruz, no Rio de Janeiro. No encontro, ele e seus novos amigos v\u00e3o trocar experi\u00eancias sobre plantas medicinais. Wiz, por exemplo, est\u00e1 levando na bagagem duas frutas: murici (um primo da acerola) e manguru (o mesmo que manga). Seu povo usa as folhas de manguru para se proteger de v\u00e1rias doen\u00e7as. E as cascas de murici, para lavar machucados e pintar panelas de barro, pratos e canecas.<\/p>\n<p>No encontro, ele conhece uma menina ind\u00edgena Patax\u00f3, da Bahia, que ensina sobre o jenipapo \u2014 ou kibiu, na l\u00edngua dela \u2014, uma fruta que seu povo usa de v\u00e1rias formas. Raimundo, aluno de uma escola do sert\u00e3o do Piau\u00ed, que mostra uma planta chamada cacto de palma, que alimenta o gado em \u00e9pocas de pouca chuva. E v\u00e1rias outras crian\u00e7as, que apresentam as plantas, frutas e receitas de sua terra. Personagens que instigam os pequenos leitores a refletirem sobre a import\u00e2ncia do respeito \u00e0s diferen\u00e7as e do cuidado com a natureza. \u201cOs ind\u00edgenas cuidam da natureza como uma m\u00e3e cuida de seus filhos. Nunca a machucar\u00edamos, pois ela \u00e9 tudo para a nossa exist\u00eancia. Todos n\u00f3s somos respons\u00e1veis por cuidar do planeta\u201d, conclama Wiz.<\/p>\n<p>Curumim Wiz e a m\u00e3e natureza \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o do selo Portinho Livre, cuja miss\u00e3o \u00e9 aliar a arte liter\u00e1ria \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, reunindo trabalhos que incentivem a criatividade e o pensamento cr\u00edtico de crian\u00e7as e adolescentes. O selo publica obras que ati\u00e7am a imagina\u00e7\u00e3o, a curiosidade e o interesse pelo mundo. Que usam o poder da literatura para instigar o interesse pela ci\u00eancia, pela sa\u00fade p\u00fablica e pela cidadania. E que podem ser lidas por qualquer internauta, de gra\u00e7a.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/portolivre.fiocruz.br\/portinho_livre\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Acesse aqui o acervo da plataforma<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com foco em crian\u00e7as de 8 a 10 anos, &#8216;Curumim Wiz e a m\u00e3e natureza\u2019 est\u00e1 dispon\u00edvel on-line,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19789,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,7286,7287,7284,114,115,864,170,32,7285,33],"class_list":{"0":"post-19788","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-comunidades-tradicionais","10":"tag-conhecimento-tradicional","11":"tag-educacao-e-literatura-infantil","12":"tag-entertainment","13":"tag-entretenimento","14":"tag-literatura","15":"tag-livros","16":"tag-portugal","17":"tag-povos-da-floresta","18":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19788"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19788\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}