{"id":198463,"date":"2025-12-22T14:36:10","date_gmt":"2025-12-22T14:36:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/198463\/"},"modified":"2025-12-22T14:36:10","modified_gmt":"2025-12-22T14:36:10","slug":"formula-1-esta-num-pico-tremendo-ha-provas-com-retorno-de-900-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/198463\/","title":{"rendered":"F\u00f3rmula 1 est\u00e1 num pico tremendo. H\u00e1 provas com retorno de 900 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>        A F\u00f3rmula 1 esteve em decl\u00ednio: perdeu estrelas, patrocinadores e audi\u00eancias. Mudou de vida, reinventou-se e a nova f\u00f3rmula resultou: agora, \u00e9 uma m\u00e1quina de fazer dinheiro e est\u00e1 a chegar a Portugal. O especialista em marketing desportivo estima impacto econ\u00f3mico superior ao apontado pelo Governo.    <\/p>\n<p>A F\u00f3rmula 1 chegar\u00e1 em Portugal em 2027 num \u201cpico tremendo\u201d, ap\u00f3s alguns anos em que parecia que a modalidade estava decadente, com o afastamento de grandes pilotos, patrocinadores e de audi\u00eancias. A prova-rainha do desporto motorizado reformulou-se, entendeu o contexto digital em que precisava de operar e acelerou \u00e0 conquista de novas audi\u00eancias. A nova f\u00f3rmula resultou: a modalidade transformou-se numa m\u00e1quina de fazer dinheiro.<\/p>\n<p>\u00c9 com esteja tremenda pujan\u00e7a que a F\u00f3rmula 1 chega a Portugal em 2027 e 2028. Daniel S\u00e1, diretor executivo do IPAM e especialista em marketing desportivo, diz ao JE que o pa\u00eds tem aqui uma excelente oportunidade para se estabelecer no calend\u00e1rio da prova e que o circuito de Portim\u00e3o tem adrenalina o suficiente para se diferenciar no circo da F\u00f3rmula 1. Sobre o impacto econ\u00f3mico, Daniel S\u00e1 acredita que o pa\u00eds pode sentir algo entre 100 e os 200 milh\u00f5es de euros, uma soma modesta quando se sabe que outras provas do mesmo calend\u00e1rio garantem retornos de 900 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Esta organiza\u00e7\u00e3o vai ser ben\u00e9fica para a economia nacional?<\/strong><\/p>\n<p>Estou em crer que sim.\u00a0Vale a pena recordar que h\u00e1 uns anos a F\u00f3rmula 1 esteve num cen\u00e1rio de decad\u00eancia, de perda de estrelas, espectadores, patrocinadores e de audi\u00eancias mas de h\u00e1 uns anos para c\u00e1 que o projeto a volta. Estamos a assistir neste momento a uma nova fase da vida da F\u00f3rmula 1 e isso tem resultado em pleno. Temos a famosa s\u00e9rie \u201cDrive to Survive\u201d que foi poss\u00edvel um novo impulso e uma nova vida da \u201cF\u00f3rmula 1\u201d que neste momento est\u00e1 num pico tremendo.<\/p>\n<p><strong>E que significado tem para Portugal fazer parte desta elite?<\/strong><\/p>\n<p>No contexto atual da \u201cF\u00f3rmula 1\u201d, n\u00e3o tenho grandes d\u00favidas em afirmar que s\u00e3o \u00f3timas not\u00edcias.<\/p>\n<p><strong>Em 2020 e 2021, tivemos a F\u00f3rmula 1 em Portugal, num contexto de pandemia. Essas duas provas foram fundamentais para apresentar o tra\u00e7ado que \u00e9 conhecido entre pilotos e equipas como a \u201cmontanha-russa\u201d. Portanto, temos aqui um tra\u00e7ado diferenciado e uma marca de \u00e1gua para a prova portuguesa?<\/strong><\/p>\n<p>Creio que o segredo est\u00e1 a\u00ed e este circuito deixa a sua marca. O circuito do M\u00f3naco \u00e9 um bom exemplo de diferencia\u00e7\u00e3o que \u00e9 um tra\u00e7ado com uma marca indel\u00e9vel, temos provas noturnas tamb\u00e9m mas o que a F\u00f3rmula 1 procura neste momento \u00e9 alguma diversidade nas provas. Algum conceito diferente quer pelos trajetos, quer pelas cidades e pa\u00edses que acolhem estes Grandes Pr\u00e9mios. Portugal acrescenta a adrenalina do circuito a este nova l\u00f3gica e \u00e9 bom que o Grande Pr\u00e9mio ganhe consist\u00eancia e que fique muitos e bons anos neste circuito de elite.<\/p>\n<p><strong>O Governo estima um impacto econ\u00f3mico nunca inferior a 140 milh\u00f5es por prova. \u00c9 um valor realista ou ainda \u00e9 dif\u00edcil fazer essa contabiliza\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Parece-me uma soma razo\u00e1vel mas provavelmente colocaria essa fasquia entre os 100 milh\u00f5es e os 200 milh\u00f5es de euros de impacto econ\u00f3mico para Portugal. No contexto da F\u00f3rmula 1, vejo aqui dois tipos de realidade em termos de impacto econ\u00f3mico: os tr\u00eas Grandes Pr\u00e9mios que se realizam nos EUA (onde \u00e0 boa maneira americana \u00e9 tudo maximizado, com m\u00fasica, moda, cinema; um mercado muito maduro) e t\u00eam impactos que est\u00e3o entre os 500 milh\u00f5es e os 800 milh\u00f5es de euros; depois temos os Grandes Pr\u00e9mios \u00e1rabes e asi\u00e1ticos (com Singapura a ter um retorno de 900 milh\u00f5es de euros) que atraem sobretudo espectadores internacionais. Estas s\u00e3o as provas que mais retorno geram no circuito mundial. Estando numa regi\u00e3o muito desenvolvida turisticamente, temos capacidade na organiza\u00e7\u00e3o de grandes eventos desportivos, parece-me que o objetivo do Governo \u00e9 alcan\u00e7\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Fala-se de um investimento de 50 milh\u00f5es de euros. Ser\u00e1 sempre um bom investimento?<\/strong><\/p>\n<p>Do ponto de vista da troca direta entre o que se investe e o impacto econ\u00f3mico esperado, creio que \u00e9 uma boa aposta. Acrescenta-se a isso a visibilidade medi\u00e1tica que \u00e9 sempre um aspeto que n\u00e3o se consegue contabilizar de forma imediata mas uma coisa \u00e9 certa: neste momento, a F\u00f3rmula 1 \u00e9 uma prova com transmiss\u00e3o para 200 pa\u00edses, com centenas de milh\u00f5es de espectadores a assistir e, como sabemos, n\u00e3o se limita \u00e0s duas horas da prova. Temos sempre os dias antes e os dias depois e um efeito de muito conte\u00fado que dura durante v\u00e1rios meses ao longo do tempo. Tudo isto coloca o nome de Portugal na boca do mundo e vale dinheiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A F\u00f3rmula 1 esteve em decl\u00ednio: perdeu estrelas, patrocinadores e audi\u00eancias. 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