{"id":19847,"date":"2025-08-07T14:31:14","date_gmt":"2025-08-07T14:31:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/19847\/"},"modified":"2025-08-07T14:31:14","modified_gmt":"2025-08-07T14:31:14","slug":"agosto-verde-claro-campanha-de-combate-ao-linfoma-acende-alerta-para-nodulos-no-pescoco-axilas-e-virilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/19847\/","title":{"rendered":"AGOSTO VERDE CLARO: CAMPANHA DE COMBATE AO LINFOMA ACENDE ALERTA PARA N\u00d3DULOS NO PESCO\u00c7O, AXILAS E VIRILHA"},"content":{"rendered":"<p>Institu\u00eddo pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, o Agosto Verde Claro \u00e9 o m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o e combate ao linfoma, tipo de c\u00e2ncer hematol\u00f3gico que acomete as c\u00e9lulas do sistema linf\u00e1tico, crucial para imunidade do organismo. No Brasil, o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (INCA) prev\u00ea cerca de 15.120 novos casos de linfomas para 2025, sendo 710 novos diagn\u00f3sticos previstos para Bahia.\u00a0 \u201cEssa campanha \u00e9 essencial para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a e a import\u00e2ncia dos exames preventivos e da aten\u00e7\u00e3o aos sintomas. Os tratamentos avan\u00e7aram bastante e hoje, a depender do tipo do linfoma, do est\u00e1gio da doen\u00e7a, idade e condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do paciente, as taxas de cura podem ser elevadas com boas perspectivas de recupera\u00e7\u00e3o e remiss\u00e3o completa do linfoma\u201d,\u00a0 explica a hematologista Liliana Borges, da Oncocl\u00ednicas<\/p>\n<p>Os linfomas s\u00e3o divididos em dois tipos principais, o Linfoma de Hodgkin, mais comuns em jovens, e o Linfoma n\u00e3o-Hodgkin, mais complexo, com mais de 50 subtipos diferentes e caracter\u00edsticas que variam bastante, inclusive com rela\u00e7\u00e3o a agressividade e velocidade do seu crescimento. Apesar de poder acometer pessoas de todas as idades, o Linfoma n\u00e3o-Hodgkin \u00e9 mais comum em indiv\u00edduos com mais de 60 anos.<\/p>\n<p>Embora as causas da doen\u00e7a n\u00e3o sejam bem conhecidas, alguns fatores s\u00e3o associados ao maior risco de desenvolver o linfoma. \u201c Imunidade enfraquecida, infec\u00e7\u00f5es virais como o Epstein-Barr, HIV e HTLV,\u00a0 doen\u00e7as autoimunes, exposi\u00e7\u00e3o a agrot\u00f3xicos e solventes, e radia\u00e7\u00e3o ionizante s\u00e3o alguns fatores de risco\u201d, explica a hematologista Lycia Bellintani, da Oncocl\u00ednicas.<\/p>\n<p>Sintomas e diagn\u00f3stico<\/p>\n<p>Os sintomas e sinais variam bastante e dependem do subtipo e do est\u00e1gio da doen\u00e7a. \u201cUm sintoma bastante comum dos linfomas \u00e9 a presen\u00e7a de linfonodos (g\u00e2nglios linf\u00e1ticos) aumentados, principalmente, nas axilas, virilha e pesco\u00e7o. Esses n\u00f3dulos, popularmente conhecidos como \u00ednguas, costumam ser indolores\u201d, explica o hematologista Caio Espirito Santo, da Oncocl\u00ednicas.<\/p>\n<p>Os g\u00e2nglios alterados podem ser resultantes de rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas, hormonais ou outros problemas benignos e, nesses casos, elas desaparecem em poucos dias. \u201cQuando elas persistem por mais de duas semanas, aumentam de tamanho ou h\u00e1 a presen\u00e7a de outros sintomas, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 buscar o m\u00e9dico, imediatamente, para uma investiga\u00e7\u00e3o mais detalhada\u201d, acrescenta Lycia Bellintani.<\/p>\n<p>Cansa\u00e7o excessivo, suores noturnos, febre, n\u00e1useas e v\u00f4mitos, dor abdominal, coceira intensa, perda de peso inexplicada e mal-estar tamb\u00e9m est\u00e3o dentre os sintomas dos linfomas. \u201cO diagn\u00f3stico dos linfomas \u00e9 realizado atrav\u00e9s de exames cl\u00ednicos, laboratoriais (sangue), de imagem e bi\u00f3psia dos linfonodos para confirma\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e do seu subtipo\u201d, esclarece Liliana Borges.\u201cA detec\u00e7\u00e3o precoce e a identifica\u00e7\u00e3o precisa do subtipo do linfoma fazem a diferen\u00e7a para o sucesso do tratamento e o aumento da expectativa de vida do paciente\u201d, destaca Caio Espirito Santo.<\/p>\n<p>Tratamentos e terapia g\u00eanica<\/p>\n<p>O tratamento \u00e9 sempre individualizado e pode incluir uma combina\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas, como quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. \u201cNos casos de pacientes com linfomas que n\u00e3o respondem ao tratamento ou que t\u00eam recidiva, pode ser necess\u00e1rio realizar um transplante de medula \u00f3ssea\u201d, finaliza Liliana Borges.<\/p>\n<p>Uma terapia inovadora e promissora tem trazido esperan\u00e7a para o tratamento de tumores hematol\u00f3gicos. Trata-se do Car-T Cell, que j\u00e1 \u00e9 usado nos Estados Unidos e em outros pa\u00edses para tratar alguns tipos de leucemias e linfomas avan\u00e7ados. No Brasil, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) j\u00e1 aprovou quatro medicamentos para terapia g\u00eanica com c\u00e9lulas Car-T Cell, forma de imunoterapia personalizada que utiliza c\u00e9lulas de defesa do sistema imune do pr\u00f3prio paciente, os linf\u00f3citos T, modificadas geneticamente em laborat\u00f3rio, para reconhecer e lutar contra os tumores. A terapia \u00e9 indicada para tratar tumores recidivados ou que n\u00e3o responderam a outros tratamentos, nos casos de Leucemia Linfobl\u00e1stica Aguda (LLA) de c\u00e9lulas B, alguns subtipos de Linfomas n\u00e3o Hodgkin e mieloma m\u00faltiplo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Institu\u00eddo pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, o Agosto Verde Claro \u00e9 o m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o e combate ao&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19848,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,4240,32,33,117],"class_list":{"0":"post-19847","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-linfoma","10":"tag-portugal","11":"tag-pt","12":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19847"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19847\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19848"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}