{"id":199028,"date":"2025-12-22T22:17:35","date_gmt":"2025-12-22T22:17:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/199028\/"},"modified":"2025-12-22T22:17:35","modified_gmt":"2025-12-22T22:17:35","slug":"europa-quer-voltar-a-ter-carros-pequenos-e-baratos-mas-desta-vez-eletricos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/199028\/","title":{"rendered":"Europa quer voltar a ter carros pequenos e baratos. Mas desta vez el\u00e9tricos"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">A chegada dos carros el\u00e9tricos ao mercado e os regulamentos de seguran\u00e7a europeus implicaram um aumento do custo dos ve\u00edculos, mesmo no tradicional mercado dos segmentos A e B, os mais pequenos e populares em Portugal.<\/p>\n<p>Numa tentativa de acelerar a implementa\u00e7\u00e3o no mercado destes ve\u00edculos sem emiss\u00f5es, mantendo-os a num n\u00edvel de custo comport\u00e1vel pela classe m\u00e9dia, a Comiss\u00e3o Europeia quer criar uma categoria a que chama &#8220;Carros Pequenos e Baratos&#8221;, os M1E, com um comprimento m\u00e1ximo de 4,20 metros e regras espec\u00edficas. Ser\u00e1 uma tentativa de regresso a grandes sucessos comerciais nos carros em que o Velho Continente sempre se destacou, como o Fiat Uno, Renault 5, Citro\u00ebn AX ou Peugeot 106.<\/p>\n<p>Estes ve\u00edculos ser\u00e3o eleg\u00edveis para &#8220;supercr\u00e9ditos&#8221; nas metas de emiss\u00f5es at\u00e9 2034, com cada venda a contar 1,3 vezes, o que significa que 10 ve\u00edculos el\u00e9tricos pequenos seriam creditados como 13, nas contas de CO2 das marcas que os produzem. A Renault e a Stellantis, dois dos principais construtores no espa\u00e7o europeu, lideraram a press\u00e3o sobre a UE para a cria\u00e7\u00e3o desta nova classe de carros pequenos, argumentando que reduziria os custos e tornaria os ve\u00edculos el\u00e9tricos mais acess\u00edveis.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Segundo a proposta da Comiss\u00e3o Europeia, ter\u00e3o uma menor carga regulat\u00f3ria, com um n\u00edvel de estabilidade a dez anos, para permitir reduzir custos em altera\u00e7\u00f5es impostas por lei, mas ter\u00e3o de ser completamente el\u00e9tricos e constru\u00eddos no espa\u00e7o europeu, para combater a hegemonia chinesa nesta \u00e1rea. O plano &#8220;constitui um forte incentivo para os fabricantes de ve\u00edculos produzirem e comercializarem volumes mais elevados de ve\u00edculos el\u00e9tricos pequenos, com um efeito positivo indireto esperado tamb\u00e9m na acessibilidade destes ve\u00edculos&#8221;.<\/p>\n<p>A iniciativa pode tamb\u00e9m conduzir a incentivos fiscais (tais como regimes de subs\u00eddios) e n\u00e3o fiscais (como lugares de estacionamento reservados, carregamentos mais baratos ou isen\u00e7\u00e3o de portagens), compat\u00edveis com as regras de apoios estatais. V\u00e1rios modelos j\u00e1 se enquadram nestes requisitos, como os Renault Twingo, 4 e 5; o Volkswagen ID. Polo, Skoda Epiq e Cupra Raval; a Stellantis est\u00e1 representada pelo Citro\u00ebn e-C3, Opel Corsa Electric, Fiat 500e e Peugeot E-208. O Kia EV2, constru\u00eddo na Eslov\u00e1quia, tamb\u00e9m se qualifica. O futuro ID. Every1, produzido na Autoeuropa, em Palmela, tamb\u00e9m se enquadrar\u00e1 nesta categoria.<\/p>\n<p>Metas suavizadas<\/p>\n<p>A aposta em autom\u00f3veis el\u00e9tricos pequenos e baratos foi pormenorizada em simult\u00e2neo com o abandono da meta de ter \u00e0 venda, em 2035, s\u00f3 ve\u00edculos el\u00e9tricos ou a hidrog\u00e9nio, fixando-se agora o objetivo nos 90%, respondendo \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es do setor.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">Assim, a partir de 2035, \u00e9 obrigat\u00f3ria a redu\u00e7\u00e3o de 90% das emiss\u00f5es de gases poluentes, sendo os restantes 10% compensados com a utiliza\u00e7\u00e3o de a\u00e7o de baixo carbono produzido na Uni\u00e3o, uso de combust\u00edveis sint\u00e9ticos (&#8216;e-fuels&#8217;) e de biocombust\u00edveis. Esta compensa\u00e7\u00e3o, considera o executivo comunit\u00e1rio, permite que ve\u00edculos que n\u00e3o sejam totalmente el\u00e9tricos ou movidos a hidrog\u00e9nio continuem a ser vendidos ap\u00f3s 2035, desde que os fabricantes compensem as emiss\u00f5es dessa forma.<\/p>\n<p>O &#8220;Pacote Autom\u00f3vel&#8221; responde tamb\u00e9m aos apelos da ind\u00fastria da UE para simplificar as regras e oferecer \u00e0 ind\u00fastria mais flexibilidade para atingir as metas de di\u00f3xido de carbono. Com esta revis\u00e3o das metas, Bruxelas considera que a competitividade da UE aumenta, ao mesmo tempo que economiza custos estimados em 706 milh\u00f5es de euros anuais e redu\u00e7\u00e3o da burocracia.<\/p>\n<p>Haver\u00e1 ainda mudan\u00e7a nas regras para frotas de empresas, que representam cerca de 60% das vendas de carros novos na UE. As metas de eletrifica\u00e7\u00e3o ter\u00e3o por base o PIB per capita dos Estados-Membros, embora as pequenas e m\u00e9dias empresas com menos de 250 funcion\u00e1rios e fatura\u00e7\u00e3o inferior a 50 milh\u00f5es de euros estejam isentas das regras.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">Bruxelas quer ainda acelerar o desenvolvimento de uma cadeia de valor de baterias totalmente fabricada na UE, a &#8220;Battery Booster&#8221;, que prev\u00ea uma verba de 1,5 mil milh\u00f5es de euros para apoiar os produtores europeus de c\u00e9lulas de baterias atrav\u00e9s de empr\u00e9stimos sem juros. Para al\u00e9m disto, est\u00e1 previsto um investimento de 1,8 mil milh\u00f5es de euros para acelerar o desenvolvimento de uma cadeia de valor de baterias totalmente fabricadas na UE.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Europeia garante manter o objetivo de neutralidade clim\u00e1tica at\u00e9 2050, o mais tardar, e est\u00e1 empenhada em que todas as pol\u00edticas continuem a ser coerentes com este n\u00edvel de ambi\u00e7\u00e3o. Em 2023, as emiss\u00f5es de CO2 do transporte rodovi\u00e1rio representavam cerca de 30% do total da UE.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A chegada dos carros el\u00e9tricos ao mercado e os regulamentos de seguran\u00e7a europeus implicaram um aumento do custo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":199029,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[964,39783,88,89,90,62,32,33],"class_list":{"0":"post-199028","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-ambiente","9":"tag-autocarros-eletricos","10":"tag-business","11":"tag-economy","12":"tag-empresas","13":"tag-mundo","14":"tag-portugal","15":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115765539351183616","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199028","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=199028"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199028\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/199029"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=199028"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=199028"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=199028"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}