{"id":199181,"date":"2025-12-23T00:25:14","date_gmt":"2025-12-23T00:25:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/199181\/"},"modified":"2025-12-23T00:25:14","modified_gmt":"2025-12-23T00:25:14","slug":"morreu-chris-rea-o-autor-de-driving-home-for-christmas-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/199181\/","title":{"rendered":"Morreu Chris Rea, o autor de &#8220;Driving Home For Christmas&#8221; \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Morreu o guitarrista e cantor brit\u00e2nico Chris Rea, aos 74 anos. A sua morte foi confirmada por um porta-voz da fam\u00edlia \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/live\/c0q5g3v02qjt\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">BBC<\/a>. \u201cEle morreu hoje tranquilamente no hospital, ap\u00f3s breve doen\u00e7a, rodeado pela fam\u00edlia\u201d, l\u00ea-se na curta nota divulgada.<\/p>\n<p>Nascido em 1951 em Middlesbrough, no norte do pa\u00eds, Chris Rea come\u00e7ou por trabalhar na f\u00e1brica de gelados e nos caf\u00e9 detidos pelo pai, antes de comprar uma guitarra e optar por mudar de vida. \u201cEra suposto transformar a gelataria do meu pai numa empresa global, mas passava todo o meu tempo na arrecada\u00e7\u00e3o a tocar guitarra slide\u201d, revelou, em declara\u00e7\u00f5es recuperadas pela <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/articles\/c51y93wqv5po\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">BBC<\/a>.<\/p>\n<p>Foi a partir da\u00ed que, ap\u00f3s tocar em algumas bandas locais, aventurou-se numa carreira a solo com o single S Much Love, lan\u00e7ado em 1974. Esse foi o tiro de partida para uma carreira onde lan\u00e7ou 25 \u00e1lbuns, tendo particularmente sucesso no final dos anos 80, quando dois deles \u2014 The Road to Hell e Auberge \u2014 chegaram ao topo das tabelas do Reino Unido. Ao todo, vendeu mais de 30 milh\u00f5es de discos e chegou a ser nomeado para um Grammy pela can\u00e7\u00e3o Fool (If You Think It\u2019s Over),\u00a0o seu \u00fanico \u00eaxito nos EUA.<\/p>\n<p>A sua can\u00e7\u00e3o mais conhecida e que se veio a tornar num cl\u00e1ssico de Natal, Driving Home For Christmas,\u00a0foi, todavia, escrita num per\u00edodo de dificuldades para si. \u201cFoi em 1978, perto do Natal. Para mim, estava tudo acabado: o meu contrato discogr\u00e1fico estava prestes a terminar e o meu empres\u00e1rio tinha acabado de me dizer que me ia deixar. Eu s\u00f3 precisava de voltar para casa, em Middlesbrough, vindo de Londres, mas a editora discogr\u00e1fica n\u00e3o pagava o bilhete de comboio e eu estava proibido de conduzir\u201d, recordou ao <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/culture\/2016\/dec\/19\/chris-rea-how-we-made-driving-home-for-christmas\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">The Guardian<\/a> em 2016.<\/p>\n<p>Foi a mulher que o foi buscar de carro e, ao ficarem os dois presos no tr\u00e2nsito na viagem de regresso, surgiu-lhe espontaneamente a inspira\u00e7\u00e3o ao olhar \u201cpara os outros condutores, que pareciam todos t\u00e3o miser\u00e1veis\u201d. Driving Home For Christmas, todavia, n\u00e3o era suposto ser cantada por si: tentou vend\u00ea-la ao cantor norte-irland\u00eas Van Morrison, sem sucesso.<\/p>\n<p>Rea deixou-a ficar na gaveta at\u00e9 1986, quando ele e o seu teclista encontraram-na quando estavam a testar material. O m\u00fasico n\u00e3o estava convencido quanto a lan\u00e7ar um tema de Natal porque achava que isso retirar-lhe-ia credibilidade. \u201cNaquela altura, n\u00e3o precisava de uma can\u00e7\u00e3o de Natal. Fiz tudo o que pude para que n\u00e3o lan\u00e7assem aquele disco. Felizmente, lan\u00e7aram!\u201d, admitiu. O tema saiu como lado B de um single e o sucesso inicial levou-o a regrav\u00e1-la para a sua compila\u00e7\u00e3o de \u00eaxitos editada em 1988, New Light Through Old Windows.\u00a0<\/p>\n<p>Esta \u201cvers\u00e3o automobil\u00edstica de uma can\u00e7\u00e3o natal\u00edcia\u201d teve sucesso modesto, mas a partir de 2007 come\u00e7ou a ser encarada como um cl\u00e1ssico de Natal nost\u00e1lgico, passando a figurar todos os anos nas tabelas do Reino Unido e tornando-se triplo Platina. A febre chegou tamb\u00e9m a Portugal, onde tornou-se num single de Ouro.<\/p>\n<p>Rea passou a maior parte da carreira sem toc\u00e1-la ao vivo, at\u00e9 21 de dezembro de 2014, quando deu um concerto no lend\u00e1rio Hammersmith Odeon. \u201cA road crew andava a insistir para que eu a tocasse. Eu disse: \u2018Se vou tocar o raio dessa m\u00fasica, vou faz\u00ea-lo bem\u2019. Por isso, alug\u00e1mos 12 canh\u00f5es de neve. Quando come\u00e7amos a m\u00fasica, n\u00e3o dava para ouvir nada por causa do barulho da multid\u00e3o, e ligamos as m\u00e1quinas. Colocamos quase um metro de neve artificial nas bancadas. A sala cobrou-me 12 mil libras para limpar tudo\u201d, contou nessa mesma conversa com o The Guardian.<\/p>\n<p>Apesar das suas reservas quanto a Driving Home For Christmas,\u00a0Rea veio a apreci\u00e1-la numa fase tardia da sua vida. Este ano, por exemplo lan\u00e7ou The Christmas Album\u00a0com esse tema a abrir este disco de can\u00e7\u00f5es natal\u00edcias. E menos de 24 horas antes de morrer, a sua conta oficial de Instagram tinha feito uma publica\u00e7\u00e3o alusiva a este tema e ao ritual de tanta gente conduzir at\u00e9 casa para passar o Natal com a fam\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Morreu o guitarrista e cantor brit\u00e2nico Chris Rea, aos 74 anos. 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