{"id":199195,"date":"2025-12-23T00:36:57","date_gmt":"2025-12-23T00:36:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/199195\/"},"modified":"2025-12-23T00:36:57","modified_gmt":"2025-12-23T00:36:57","slug":"ha-pessoas-que-nao-querem-ser-lideres-estao-orientadas-para-fazer-aquilo-que-fazem-muito-bem-e-nao-deixam-de-ser-ambiciosas-na-mesma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/199195\/","title":{"rendered":"\u201cH\u00e1 pessoas que n\u00e3o querem ser l\u00edderes. Est\u00e3o orientadas para fazer aquilo que fazem muito bem e n\u00e3o deixam de ser ambiciosas na mesma\u201d"},"content":{"rendered":"<p>A Thinking Heads iniciou a sua atividade em Portugal no final de 2025 e j\u00e1 organizou mais de 30 eventos no pa\u00eds e inseriu mais de 50 portugueses na rede de mais de 5 mil oradores que esta tem. A CEO da consultora de comunica\u00e7\u00e3o AMP Associates e l\u00edder da Thinking Heads Portugal, Rita Serrabulho, revela, em conversa com o <strong>Jornal PT50<\/strong>, algumas ideias sobre o que \u00e9 ser um l\u00edder, o que isto envolve e que caracter\u00edsticas v\u00e3o ser cada vez mais necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Com um forte \u2018background\u2019 na capacita\u00e7\u00e3o para comunica\u00e7\u00e3o de l\u00edderes, Rita Serrabulho explica que a contrata\u00e7\u00e3o de oradores \u2013 \u00e1rea em que a Thinking Heads atua \u2013 era uma lacuna do mercado, cada vez mais evidente pela concentra\u00e7\u00e3o de eventos no pa\u00eds, algo que, aponta, passa despercebido \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o. \u201cApesar, provavelmente, da sociedade em geral n\u00e3o se dar conta, Portugal est\u00e1 no top 5 dos organizadores de eventos a n\u00edvel mundial\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Entre v\u00e1rias quest\u00f5es sobre lideran\u00e7a e quais as perspetivas futuras sobre esta \u00e1rea e o mercado de trabalho, Rita Serrabulho indica que a ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 algo necess\u00e1rio para vingar profissionalmente, mas que nem todas as pessoas t\u00eam perfil ou vontade para serem l\u00edderes. \u201cH\u00e1 pessoas que n\u00e3o querem ser l\u00edderes. Est\u00e3o orientadas para fazer aquilo que fazem muito bem e n\u00e3o deixam de ser ambiciosas na mesma\u201d ou de quererem \u201cevoluir constantemente\u201d.<\/p>\n<p>Vai at\u00e9 mais longe e afirma que existe um problema de falta de ambi\u00e7\u00e3o no pa\u00eds e que uma ambi\u00e7\u00e3o \u201cdiferente\u201d por parte dos portugueses poderia ter levado a que Portugal fosse mais \u201crobusto\u201d e \u201ccompetitivo\u201d do ponto de vista econ\u00f3mico. No que diz respeito \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais novas, acredita que t\u00eam \u201cmais mundo, porque est\u00e3o mais obrigadas a ir para fora e, portanto, torna-os mais competitivos e conhecedores daquilo que est\u00e1 a acontecer de uma forma global\u201d.<\/p>\n<p>Contudo, aponta que \u201cfalta-lhes a vontade de voltarem ao seu pa\u00eds e aplicarem esse conhecimento\u201d por c\u00e1. Deixa a nota, no entanto, de que \u201co pa\u00eds tamb\u00e9m tem de fazer a sua parte\u201d e dar o \u201cretorno\u201d sobre o que t\u00eam para oferecer.<\/p>\n<p>Ainda no t\u00f3pico dos mais novos e, mais especificamente, sobre a reten\u00e7\u00e3o do talento mais jovem nas empresas, Rita Serrabulho defende que o principal erro cometido por l\u00edderes de organiza\u00e7\u00f5es neste \u00e2mbito \u00e9 a falta de oportunidades para que estes participem nos processos de decis\u00e3o. \u201c\u00c9 algo que os jovens hoje em dia ambicionam. Eles querem fazer parte do processo e querem fazer parte da decis\u00e3o\u201d, reitera.<\/p>\n<p>E \u00e9 tamb\u00e9m isto, argumenta, que leva os jovens a procurar oportunidades fora do pa\u00eds. \u201cAqui, as organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o muito mais hierarquizadas, [os jovens] n\u00e3o s\u00e3o chamados para a discuss\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o ouvidos e, portanto, isso acaba por criar uma desmotiva\u00e7\u00e3o generalizada\u201d, critica. Mais ainda, acredita que, na generalidade, os l\u00edderes em Portugal ainda n\u00e3o se aperceberam desta quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Acrescenta que, dentro da Thinking Heads, uma das \u00e1reas mais procuradas \u00e9 precisamente esta, em que levam oradores \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es para estes explicarem como lidar com \u2018gaps\u2019 geracionais dentro das mesmas.<\/p>\n<p>Dentro daquilo que \u00e9 o futuro das organiza\u00e7\u00f5es e da lideran\u00e7a das mesmas, \u00e9 imposs\u00edvel fugir \u00e0 influ\u00eancia que a Intelig\u00eancia Artificial (IA) vai ter. A CEO da AMP Associates acredita que esta ser\u00e1 um complemento e n\u00e3o um obst\u00e1culo. Contudo, alerta que esta \u201cn\u00e3o vai substituir aquilo que \u00e9 o fator humano\u201d.<\/p>\n<p>O conhecimento que \u00e9 poss\u00edvel adquirir atrav\u00e9s de IA vai ser, acredita, complementado com a componente humana, que vai acrescentar valor com a an\u00e1lise e interpreta\u00e7\u00e3o de dados, por exemplo.<\/p>\n<p>Neste sentido, e com a ascens\u00e3o da import\u00e2ncia da IA e de \u201cum tempo onde come\u00e7a a ser dif\u00edcil distinguir aquilo que \u00e9 ver\u00eddico\u201d, Rita Serrabulho considera que um \u201cbom conjunto de \u2018soft skills\u2019\u201d vai ser necess\u00e1rio para um l\u00edder do futuro, \u201cque \u00e9 precisamente aquilo que vai complementar a m\u00e1quina\u201d. \u201cSe tivermos l\u00edderes que apenas se baseiam naquilo que \u00e9 desenvolvido com base em n\u00fameros e an\u00e1lises, n\u00e3o ser\u00e3o necess\u00e1rios, porque as m\u00e1quinas fazem isso\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Questionada sobre qual a caracter\u00edstica mais necess\u00e1ria para um l\u00edder do futuro, acredita que \u00e9 a mesma de agora: autenticidade. \u201cUm processo de comunica\u00e7\u00e3o, quanto mais aut\u00eantico for, mais capacidade tem de ter impacto, porque a comunica\u00e7\u00e3o s\u00f3 se consegue ou por emo\u00e7\u00e3o ou por repeti\u00e7\u00e3o\u201d, assegura. Esta \u00e9 a qualidade que vai permitir distinguir entre a pessoa e a m\u00e1quina, pois \u201cas pessoas conseguem perceber quando \u00e9 que um l\u00edder est\u00e1 efetivamente a ser genu\u00edno\u201d.<\/p>\n<p><strong>As ambi\u00e7\u00f5es da Thinking Heads Portugal<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEste ano foi o da estrutura\u00e7\u00e3o\u201d, esclarece Rita Serrabulho, acrescentando que \u201ca expectativa para 2025 n\u00e3o era tanto uma expectativa financeira, mas de conseguir estruturar a Thinking Heads Portugal, atrav\u00e9s de uma divulga\u00e7\u00e3o massiva\u201d para que o mercado ficasse a saber que este servi\u00e7o existe agora.<\/p>\n<p>Garante ainda que a organiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 atingiu \u201camplamente\u201d e \u201crapidamente\u201d os seus objetivos estabelecidos para 2025. Para 2026, adianta que j\u00e1 tem \u201cmuitos eventos e muitos oradores contratados para o primeiro semestre\u201d. Ainda sobre 2026, acredita que ser\u00e1 o ano em que espera que \u201co neg\u00f3cio em si j\u00e1 gere receitas para n\u00f3s e para os nossos parceiros de forma significativa\u201d. N\u00e3o adianta n\u00fameros espec\u00edficos, justificando que os or\u00e7amentos ainda n\u00e3o est\u00e3o fechados.<\/p>\n<p>Questionada sobre um poss\u00edvel n\u00famero desejado de oradores contratados no pr\u00f3ximo ano, indica que \u201cn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel projetar\u201d, pois depende da din\u00e2mica do mercado. Em vez destes n\u00fameros, Rita Serrabulho prefere uma an\u00e1lise mais qualitativa e refor\u00e7a que o objetivo \u00e9 colocar os especialistas portugueses, nas mais variadas \u00e1reas, no \u201cpalco internacional\u201d e partilharem conhecimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Thinking Heads iniciou a sua atividade em Portugal no final de 2025 e j\u00e1 organizou mais de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":199196,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,32,33],"class_list":{"0":"post-199195","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-portugal","12":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115766089954945774","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=199195"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199195\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/199196"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=199195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=199195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=199195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}