{"id":199685,"date":"2025-12-23T12:31:13","date_gmt":"2025-12-23T12:31:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/199685\/"},"modified":"2025-12-23T12:31:13","modified_gmt":"2025-12-23T12:31:13","slug":"precos-das-casas-registam-maior-aumento-de-sempre-no-terceiro-trimestre-habitacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/199685\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7os das casas registam maior aumento de sempre no terceiro trimestre | Habita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Ao final de pouco mais de um ano depois de o Governo ter apresentado o seu <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/05\/10\/economia\/noticia\/governo-aposta-construcao-resolver-crise-habitacao-lanca-novas-linhas-credito-2090004\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">primeiro pacote<\/a> de medidas destinadas a responder \u00e0 crise habitacional, os pre\u00e7os das casas continuam a aumentar e fazem-no a ritmo cada vez mais acelerado. No terceiro trimestre deste ano, os valores aumentaram 17,7%, o maior crescimento de que h\u00e1 registo, verificando-se tamb\u00e9m um novo m\u00e1ximo no montante total transaccionado num s\u00f3 trimestre.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados, nesta ter\u00e7a-feira, pelo Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), que d\u00e1 conta de que, no terceiro trimestre de 2025, o \u00edndice de pre\u00e7os da habita\u00e7\u00e3o registou um aumento de 17,7% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano passado. Este \u00e9 o maior crescimento desde que o INE iniciou esta s\u00e9rie estat\u00edstica, que recua at\u00e9 2009. \u00c9, tamb\u00e9m, o sexto trimestre consecutivo em que se verifica uma acelera\u00e7\u00e3o do crescimento, um movimento iniciado no segundo trimestre de 2024.<\/p>\n<p>A contribuir para este movimento estiveram tanto as casas novas como as j\u00e1 existentes. Nas casas novas, o \u00edndice de pre\u00e7os aumentou em 14,1%, enquanto o pre\u00e7o das casas existentes subiu 19,1% no per\u00edodo em an\u00e1lise.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Estes n\u00fameros verificam-se num per\u00edodo em que foram vendidas 42.481 casas, um aumento de 3,8% em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro trimestre do ano passado, por um valor total de mais de quase 10,5 mil milh\u00f5es de euros. Este montante representa um crescimento anual pr\u00f3ximo de 16% e \u00e9, tamb\u00e9m, o mais elevado de que h\u00e1 registo.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o deste indicador coincide, tamb\u00e9m, com a altura em que o Governo apresentou um <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/09\/25\/economia\/noticia\/incentivos-fiscais-deducoes-irs-novas-medidas-governo-habitacao-2148569\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">segundo pacote<\/a> de medidas dirigidas ao sector da habita\u00e7\u00e3o, quase todas de car\u00e1cter fiscal e direccionadas, sobretudo, para os propriet\u00e1rios. Entre outras medidas, que ainda t\u00eam de ser aprovadas pela Assembleia da Rep\u00fablica, o Governo prop\u00f5e reduzir a taxa de IRS sobre os rendimentos obtidos por via de rendas para 10%, desde que as rendas n\u00e3o ultrapassem 2300 euros por m\u00eas, baixar a taxa de IVA para 6% nos projectos de constru\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00e3o que sejam vendidos por um pre\u00e7o m\u00e1ximo de 648.022 euros ou arrendados por uma renda de at\u00e9 2300 euros, ou isentar de mais-valias os propriet\u00e1rios que vendam as casas e que, no prazo de cinco anos, reinvistam o produto dessa venda na aquisi\u00e7\u00e3o ou constru\u00e7\u00e3o de uma nova casa que seja colocada a arrendar com valor &#8220;moderado&#8221;.<\/p>\n<p>A estas, juntam-se outras j\u00e1 em vigor, que t\u00eam fomentado a procura sem um correspondente aumento da oferta. Em concreto, as medidas destinadas a apoiar jovens na compra da primeira casa, como a isen\u00e7\u00e3o de IMT e de imposto do selo, em vigor desde o ano passado e que, comprovadamente, t\u00eam contribu\u00eddo para a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/12\/22\/economia\/noticia\/subida-precos-casas-anula-poupanca-isencao-imt-meses-2158772\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">acelera\u00e7\u00e3o da subida<\/a> de pre\u00e7os que j\u00e1 antes se verificava.<\/p>\n<p>Pre\u00e7o m\u00e9dio em Lisboa ultrapassa 400 mil euros<\/p>\n<p>Considerando o volume total transaccionado e o n\u00famero de vendas de casas concretizadas no per\u00edodo em an\u00e1lise, o pre\u00e7o m\u00e9dio das casas fixou-se em mais de 247 mil euros, o valor mais alto alguma vez registado pelo INE.<\/p>\n<p>Os valores variam de forma significativa entre as v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds. Na Grande Lisboa, onde se registam os pre\u00e7os mais elevados, venderam-se 7759 casas, por um valor total superior a 3,1 mil milh\u00f5es de euros, o que elevou o pre\u00e7o m\u00e9dio das casas para mais de 401 mil euros, naquela que \u00e9 a primeira vez em que o pre\u00e7o m\u00e9dio ultrapassa a fasquia dos 400 mil euros em qualquer regi\u00e3o do pa\u00eds. Segue-se o Algarve, onde o pre\u00e7o m\u00e9dio se fixou em mais de 389 mil euros, um aumento anual de quase 14%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o maior aumento verifica-se na Regi\u00e3o Aut\u00f3noma dos A\u00e7ores, onde foram vendidas 697 casas, por cerca de 141 milh\u00f5es de euros, o que fez com que o pre\u00e7o m\u00e9dio aumentasse em 23%, para 202 mil euros.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o do Alentejo mant\u00e9m os valores mais baixos, com um pre\u00e7o m\u00e9dio de 130 mil euros por casa, o que, ainda assim, representa um aumento superior a 15% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ao final de pouco mais de um ano depois de o Governo ter apresentado o seu primeiro pacote&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":199686,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,3246,476,89,90,456,1228,4860,1962,32,1503,33],"class_list":{"0":"post-199685","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-conjuntura","10":"tag-economia","11":"tag-economy","12":"tag-empresas","13":"tag-habitacao","14":"tag-imobiliario","15":"tag-ine","16":"tag-instituto-nacional-de-estatistica","17":"tag-portugal","18":"tag-precos","19":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115768897262504379","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199685","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=199685"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199685\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/199686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=199685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=199685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=199685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}