{"id":199791,"date":"2025-12-23T14:01:14","date_gmt":"2025-12-23T14:01:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/199791\/"},"modified":"2025-12-23T14:01:14","modified_gmt":"2025-12-23T14:01:14","slug":"medicamentos-para-obesidade-custariam-ao-estado-entre-1948-e-9544-milhoes-de-euros-em-dois-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/199791\/","title":{"rendered":"Medicamentos para obesidade custariam ao Estado entre 194,8 e 954,4 milh\u00f5es de euros em dois anos"},"content":{"rendered":"<p>No estudo, o Infarmed analisou custos da comparticipa\u00e7\u00e3o tanto neste cen\u00e1rio \u2013 utentes com crit\u00e9rios do PCIPO (entre 170.405 e 180.880) &#8211; como no caso da estimativa da popula\u00e7\u00e3o adulta (entre os 25 e os 74 anos) com obesidade, que atinge os 2.008.386, segundo o Inqu\u00e9rito Nacional de Sa\u00fade com Exame F\u00edsico (INSEF).<\/p>\n<p>Se a comparticipa\u00e7\u00e3o contemplasse estes mais de dois milh\u00f5es de adultos obesos que se estima existam em Portugal, a despesa com a comparticipa\u00e7\u00e3o destes medicamentos \u2013 tendo em conta dois anos de tratamento com todos os doentes a entrarem ao mesmo tempo \u2013 poderiam variar entre 2.296 milh\u00f5es e os 11.248 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Segundo dados do Infarmed, entre janeiro e setembro, a despesa com medicamentos cresceu 14,9% (+257 milh\u00f5es de euros) nos hospitais e 13,1% em ambulat\u00f3rio (+162 milh\u00f5es de euros), chegando aos 2.381,4 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise ao impacto or\u00e7amental da comparticipa\u00e7\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o eleg\u00edvel de acordo com o PCIPO, o Infarmed estimou tanto os valores dos diversos escal\u00f5es a comparticipar como a hip\u00f3tese de entrarem todos os doentes em tratamento no mesmo ano ou entrar 50% em cada um dos anos.<\/p>\n<p>Neste segundo cen\u00e1rio, com a introdu\u00e7\u00e3o faseada, a despesa no escal\u00e3o A (90% de comparticipa\u00e7\u00e3o) variaria entre os 229,1 milh\u00f5es (1.\u00ba ano) e 477,2 milh\u00f5es (2.\u00ba ano). No escal\u00e3o D (15% de comparticipa\u00e7\u00e3o), seria de 46,8 milh\u00f5es no 1.\u00baano e de 97,4 milh\u00f5es de euros no 2.\u00baano.<\/p>\n<p>No final da an\u00e1lise, o Infarmed diz que o regime de comparticipa\u00e7\u00e3o a definir deve prever a monitoriza\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o dos objetivos e resultados obtidos, assim como a reavalia\u00e7\u00e3o dos medicamentos financiados em fun\u00e7\u00e3o dos resultados na redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de obesidade e comorbilidade associadas na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 j\u00e1 diversos pa\u00edses na Europa a comparticipar alguns dos medicamentos para tratar a obesidade, cinco dos quais s\u00e3o comercializados em Portugal, mas totalmente a cargo do utente e com necessidade de receitas m\u00e9dica: Mounjaro (Tirzepatida), Wegovy (Semaglutido), Saxenda (Liraglutido), Mysimba (Bupropiom + Naltrexona) e Orlistato 120 mg.<\/p>\n<p>As indica\u00e7\u00f5es aprovadas em sede de Autoriza\u00e7\u00e3o de Introdu\u00e7\u00e3o no Mercado (AIM) para estes medicamentos s\u00e3o sobrepon\u00edveis, indicados em complemento a uma dieta reduzida em calorias e aumento da atividade f\u00edsica em doentes adultos com um \u00cdndice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 Kg\/m\u00b2 ou entre 27 Kg\/m\u00b2 e 30 Kg\/m2, se a pessoa tiver, pelo menos, uma comorbilidade relacionada com o peso, embora nem todos tenham indica\u00e7\u00e3o no tratamento da obesidade em adolescentes.<\/p>\n<p>Todos os pa\u00edses que comparticipam estes medicamentos e que o Infarmed teve como refer\u00eancia para esta an\u00e1lise t\u00eam crit\u00e9rios definidos para a comparticipa\u00e7\u00e3o com base tanto no \u00cdndice de Massa Corporal (IMC) do doente como nos resultados obtidos, sendo que preveem um m\u00e1ximo de dois anos de comparticipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O PCIPO define como crit\u00e9rio de elegibilidade para esta medica\u00e7\u00e3o o utente ter um IMC igual ou superior a 35 Kg\/m2, com pelo menos uma comorbilidade associada \u00e0 adiposidade excessiva, para a generalidade dos f\u00e1rmacos, considerando algumas exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Prev\u00ea igualmente o facto de n\u00e3o ter havido sucesso noutras interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o farmacol\u00f3gicas ap\u00f3s um per\u00edodo de 12 meses de acompanhamento multidisciplinar, com interven\u00e7\u00e3o nutricional, plano de atividade f\u00edsica e interven\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>O PCIPO define que o tratamento n\u00e3o cir\u00fargico da obesidade deve ter uma abordagem estruturada e multidisciplinar, centrada na modifica\u00e7\u00e3o do estilo de vida (interven\u00e7\u00e3o nutricional e plano de atividade f\u00edsica), apoio psicol\u00f3gico, terap\u00eautica farmacol\u00f3gica e monitoriza\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No estudo, o Infarmed analisou custos da comparticipa\u00e7\u00e3o tanto neste cen\u00e1rio \u2013 utentes com crit\u00e9rios do PCIPO (entre&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":199792,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[39862,986,116,7315,3083,1022,32,33,117],"class_list":{"0":"post-199791","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-comparticipacao","9":"tag-estado","10":"tag-health","11":"tag-infarmed","12":"tag-medicamentos","13":"tag-obesidade","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=199791"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199791\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/199792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=199791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=199791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=199791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}