{"id":200089,"date":"2025-12-23T18:23:09","date_gmt":"2025-12-23T18:23:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/200089\/"},"modified":"2025-12-23T18:23:09","modified_gmt":"2025-12-23T18:23:09","slug":"medicos-de-familia-querem-saber-se-podem-prescrever-medicamentos-para-obesidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/200089\/","title":{"rendered":"M\u00e9dicos de fam\u00edlia querem saber se podem prescrever medicamentos para obesidade"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\nOs m\u00e9dicos de fam\u00edlia pediram hoje \u00e0 Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Sa\u00fade que esclare\u00e7a se podem ou n\u00e3o prescrever os medicamentos para tratar a obesidade, considerando que barrar a prescri\u00e7\u00e3o a estes cl\u00ednicos afunila o acesso.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Isto n\u00e3o \u00e9 ter o doente no centro, afunila o acesso e n\u00f3s n\u00e3o podemos achar que a obesidade, com o impacto que tem, com a preval\u00eancia que tem, que vai ser toda tratada farmacologicamente nos cuidados hospitalares&#8221;, disse \u00e0 Lusa o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Nuno Jacinto.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO respons\u00e1vel falava a prop\u00f3sito do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade (PCIPO), da Dire\u00e7\u00e3o-Geral da Sa\u00fade (DGS), que define todos os passos que estas pessoas ter\u00e3o de dar dentro do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade para terem acesso aos medicamentos para tratar a obesidade, que neste momento precisa de receita m\u00e9dica e n\u00e3o \u00e9 comparticipado.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNuno Jacinto considera que este documento &#8220;n\u00e3o \u00e9 claro&#8221; quanto \u00e0s responsabilidades de prescri\u00e7\u00e3o destes medicamentos, pois inicialmente abre a porta a que possa ocorrer nos cuidados prim\u00e1rios, mas depois atribui a responsabilidade de prescri\u00e7\u00e3o aos m\u00e9dicos do n\u00facleo dos cuidados hospitalares, designadamente \u00e0s especialidades de Endocrinologia, Medicina Interna e Pediatria.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;J\u00e1 assumir que era numa consulta multidisciplinar de obesidade dentro dos centros de sa\u00fade era esquisito, porque era a mesma coisa que eu dizer a um doente que hoje est\u00e1 aqui comigo, sou o seu m\u00e9dico de fam\u00edlia, vamos falar da diabetes, vamos falar da hipertens\u00e3o, do colesterol, da artrose, agora da obesidade vai amanh\u00e3, ou daqui a uma semana, \u00e0 consulta de um colega meu, porque eu n\u00e3o sou capaz de o ver&#8221;, explicou Nuno Jacinto.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nCom esta estrat\u00e9gia, referiu, est\u00e1-se &#8220;a cortar os doentes \u00e0s fatias&#8221;: &#8220;Agora fazemos este percurso para a obesidade, depois fazemos um percurso para a diabetes, um percurso para a hipertens\u00e3o, mas esquecemos que a pessoa \u00e9 a mesma&#8221;, acrescentou.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nConsiderou que n\u00e3o faz sentido o m\u00e9dico de fam\u00edlia n\u00e3o poder prescrever estes medicamentos, explicando que s\u00e3o id\u00eanticos aos da diabetes, que hoje prescrevem: &#8220;Aquele famoso chav\u00e3o do doente no centro do percurso e dos cuidados n\u00e3o est\u00e1 a acontecer&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Se \u00e9 por uma quest\u00e3o financeira, ent\u00e3o assumamos, enquanto Estado, que n\u00f3s n\u00e3o temos dinheiro para tratar todos os obesos e s\u00f3 vamos tratar os mais graves (&#8230;). N\u00e3o podemos andar \u00e9 com subterf\u00fagios&#8221;, afirmou.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nSegundo a an\u00e1lise ao impacto or\u00e7amental da comparticipa\u00e7\u00e3o dos medicamentos para tratar a obesidade feita pelo Infarmed, o Estado gastaria, pelo menos, entre 194,8 e 954,4 milh\u00f5es de euros para comparticipar por dois anos estes f\u00e1rmacos aos 170.405 doentes que est\u00e3o dentro dos crit\u00e9rios definidos no PCIPO para ter acesso \u00e0 medica\u00e7\u00e3o.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEstes valores t\u00eam em conta comparticipa\u00e7\u00f5es entre os 15% e os 90%, sendo que o valor mais alto representa uma despesa de quase metade do total gasto pelo SNS em medicamentos entre janeiro e setembro deste ano (2.381,4 milh\u00f5es).&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNos crit\u00e9rios de prescri\u00e7\u00e3o indicados, o Infarmed aponta os m\u00e9dicos dos n\u00facleos de cuidados hospitalares pertencentes \u00e0s equipas multidisciplinares de obesidade (EMO) no Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade, aludindo ao PCIPO.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNo estudo, o Infarmed analisou os custos da comparticipa\u00e7\u00e3o tanto neste cen\u00e1rio &#8211; utentes com crit\u00e9rios do PCIPO (entre 170.405 e 180.880) &#8211; como no caso da estimativa da popula\u00e7\u00e3o adulta (entre os 25 e os 74 anos) com obesidade, que atinge os 2.008.386, segundo o Inqu\u00e9rito Nacional de Sa\u00fade com Exame F\u00edsico (INSEF).&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nSe a comparticipa\u00e7\u00e3o contemplasse estes mais de dois milh\u00f5es de adultos obesos que se estima existam em Portugal, a despesa com a comparticipa\u00e7\u00e3o destes medicamentos &#8211; tendo em conta dois anos de tratamento com todos os doentes a entrarem ao mesmo tempo &#8211; poderiam variar entre 2.296 milh\u00f5es e os 11.248 milh\u00f5es de euros, quase cinco vezes mais do que o SNS gastou em medicamentos entre janeiro e setembro deste ano (2.381,4 milh\u00f5es).&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Os m\u00e9dicos de fam\u00edlia pediram hoje \u00e0 Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Sa\u00fade que esclare\u00e7a se podem ou n\u00e3o prescrever&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":200090,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,19447,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,39874,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-200089","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-familiar","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-obesidade-pcipo","23":"tag-portugal","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-pt","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115770281507527405","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=200089"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200089\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/200090"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=200089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=200089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=200089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}