{"id":200324,"date":"2025-12-23T21:45:21","date_gmt":"2025-12-23T21:45:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/200324\/"},"modified":"2025-12-23T21:45:21","modified_gmt":"2025-12-23T21:45:21","slug":"documentario-resgata-a-historia-de-abimael-silva-e-do-sebo-vermelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/200324\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio resgata a hist\u00f3ria de Abimael Silva e do Sebo Vermelho"},"content":{"rendered":"<p>Um dos mais importantes espa\u00e7os de preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria liter\u00e1ria cultural do Rio Grande do Norte ganhou homenagem audiovisual de sua trajet\u00f3ria. O document\u00e1rio sobre Abimael Silva e os 40 anos do Sebo Vermelho estreou no \u00faltimo dia 15 de dezembro, ele integra um epis\u00f3dio especial do programa Identidade RN, produzido pela TV Assembleia. A produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 agora tamb\u00e9m dispon\u00edvel no YouTube.<\/p>\n<p>Mais do que contar a hist\u00f3ria de uma livraria, o document\u00e1rio resgata quatro d\u00e9cadas de resist\u00eancia cultural, protagonizadas por um homem que transformou livros em instrumentos de identidade, mem\u00f3ria e perman\u00eancia hist\u00f3rica. <\/p>\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background has-medium-font-size\"><strong>SAIBA+ <a href=\"https:\/\/saibamais.jor.br\/2025\/06\/sebo-vermelho-celebra-cultura-nordestina-com-novo-lancamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Sebo Vermelho celebra cultura nordestina com novo lan\u00e7amento<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Fundado em 1985, no Beco da Lama, no Centro de Natal, o Sebo Vermelho nasceu de uma decis\u00e3o radical. Abimael, ent\u00e3o banc\u00e1rio, abandonou um emprego est\u00e1vel para investir os recursos da rescis\u00e3o em uma pequena cigarreira pintada de vermelho, onde passou a vender livros usados. O acervo inicial era a pr\u00f3pria biblioteca pessoal, com cerca de 600 exemplares. Hoje, s\u00e3o aproximadamente 93 mil livros, muitos deles raros, organizados segundo um m\u00e9todo pr\u00f3prio desenvolvido pelo sebista.<\/p>\n<p>A paix\u00e3o pelos livros logo extrapolou o com\u00e9rcio. Em 1990, Abimael decidiu tamb\u00e9m se tornar editor, diante da dificuldade enfrentada por autores locais para publicar suas obras. O primeiro t\u00edtulo lan\u00e7ado foi O \u00c9cran Natalense, de Anchieta Fernandes, em 1991, considerado um marco editorial na historiografia cultural da cidade. Desde ent\u00e3o, o Sebo Vermelho publicou 665 t\u00edtulos, todos voltados \u00e0 hist\u00f3ria, \u00e0 cultura e \u00e0 literatura do Rio Grande do Norte, tornando-se o \u00fanico sebo do pa\u00eds a atuar tamb\u00e9m como editora.<\/p>\n<p>Ao longo do document\u00e1rio, Abimael relembra os desafios de manter um projeto editorial independente, as dificuldades de distribui\u00e7\u00e3o e a aus\u00eancia de apoio institucional. Ele lamenta que, ao longo de 40 anos, nenhuma institui\u00e7\u00e3o cultural do estado tenha adquirido oficialmente suas publica\u00e7\u00f5es, apesar da relev\u00e2ncia hist\u00f3rica dos t\u00edtulos lan\u00e7ados. Ainda assim, o editor destaca a import\u00e2ncia do repert\u00f3rio, da pesquisa e do compromisso com a mem\u00f3ria local como diferenciais do Sebo Vermelho.<\/p>\n<p>Entre as obras mais emblem\u00e1ticas publicadas est\u00e3o \u00c9cran Natalense, a 1\u00aa Antologia dos Poetas do Rio Grande do Norte, de Ezequiel Wanderley, originalmente lan\u00e7ada em 1922, livros de C\u00e2mara Cascudo e estudos sobre o Serid\u00f3, que somam cerca de 300 t\u00edtulos. Abimael tamb\u00e9m publicou correspond\u00eancias de Carlos Drummond de Andrade com Zila Mamede e obras sobre a presen\u00e7a dos americanos em Natal durante a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background has-medium-font-size\"><strong>SAIBA+ <a href=\"https:\/\/saibamais.jor.br\/2025\/08\/uma-jornada-pelos-sebos-da-grande-natal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Uma jornada pelos sebos da Grande Natal<\/a><\/strong><\/p>\n<p>O document\u00e1rio tamb\u00e9m revela o lado pessoal de Abimael Silva, que faz um balan\u00e7o sincero de sua trajet\u00f3ria. Ele afirma viver com simplicidade, mas com a convic\u00e7\u00e3o de ter realizado um projeto \u00fanico no pa\u00eds. \u201cEu costumo dizer que tenho tudo e n\u00e3o tenho nada\u201d, resume, ao refletir sobre o valor simb\u00f3lico de sua obra frente \u00e0s limita\u00e7\u00f5es materiais.<\/p>\n<p>Com depoimentos, imagens de arquivo e registros do cotidiano da livraria, a produ\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o papel do Sebo Vermelho como patrim\u00f4nio cultural potiguar,um espa\u00e7o de encontros, ideias e resist\u00eancia. Aos 40 anos, o sebo segue ativo, independente e fiel \u00e0 miss\u00e3o de preservar e difundir a hist\u00f3ria do Rio Grande do Norte, impulsionado pelo sonho declarado de seu fundador: publicar mil t\u00edtulos. <\/p>\n<p>Um sonho que, como o pr\u00f3prio document\u00e1rio evidencia, j\u00e1 faz parte da mem\u00f3ria coletiva do estado.<\/p>\n<p>Confira na \u00edntegra:<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um dos mais importantes espa\u00e7os de preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria liter\u00e1ria cultural do Rio Grande do Norte ganhou homenagem&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":200325,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140],"tags":[114,115,147,148,864,146,32,33,10563,39939],"class_list":{"0":"post-200324","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-filmes","8":"tag-entertainment","9":"tag-entretenimento","10":"tag-film","11":"tag-filmes","12":"tag-literatura","13":"tag-movies","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-rn","17":"tag-sebos"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115771075824087577","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=200324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200324\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/200325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=200324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=200324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=200324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}