{"id":200415,"date":"2025-12-23T23:03:10","date_gmt":"2025-12-23T23:03:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/200415\/"},"modified":"2025-12-23T23:03:10","modified_gmt":"2025-12-23T23:03:10","slug":"portugal-em-processo-de-construcao-acelerado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/200415\/","title":{"rendered":"Portugal em processo de constru\u00e7\u00e3o acelerado"},"content":{"rendered":"<p>        Infraestruturas, habita\u00e7\u00e3o, redes. Portugal est\u00e1 a investir em obra e isso projeta novas estrelas empresariais, f\u00e1-las regressar depois da crise. A Mota-Engil destaca-se. Depois, a Teixeira Duarte. Mas h\u00e1 mais a crescer.    <\/p>\n<p>Construir Portugal n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o nome de um programa, \u00e9 um processo em curso, mais vasto. Em 2026, o Estado prev\u00ea investir 1,2 mil milh\u00f5es para responder \u00e0 crise habitacional e alterou as regras, principalmente com um choque fiscal, para incentivar os privados a participarem neste esfor\u00e7o. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3. Os investimentos em grandes projetos avan\u00e7am, com a alta velocidade entre Lisboa e Porto \u00e0 cabe\u00e7a. Arranca com 800 milh\u00f5es de euros, mas \u00e9 um projeto que vai ultrapassar os 4,5 mil milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O Plano Ferrovia prev\u00ea 2,8 mil milh\u00f5es de investimento at\u00e9 2030, com 15% executados j\u00e1 em 2026. N\u00e3o inclui os planos de expans\u00e3o dos metros de Lisboa e Porto, que, em conjunto, representam 1,5 mil milh\u00f5es de euros. Acrescem obras nas rodovias, nos portos, em infraestruturas militares. Ou o que o ministro Miguel Pinto Luz quer fazer na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa.<\/p>\n<p>\u00c9 um pipeline apreci\u00e1vel, transformador, e n\u00e3o inclui o investimento privado, que se prev\u00ea forte num mercado imobili\u00e1rio em situa\u00e7\u00e3o de escassez de oferta. Os efeitos s\u00e3o gerais, no setor financeiro, M&amp;A, na procura de m\u00e3o de obra, que amea\u00e7a ser um entrave a um mais robusto ritmo de expans\u00e3o. Mas o impacto sente-se mais no setor da constru\u00e7\u00e3o, que recupera definitivamente da depress\u00e3o provocada pela crise global de 2008 e 2009.<\/p>\n<p>\u201cPara o setor da constru\u00e7\u00e3o e do imobili\u00e1rio, 2026 dever\u00e1 ser um ano determinante, marcado pela fase final de execu\u00e7\u00e3o do PRR [Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia] e por um esfor\u00e7o acrescido na resposta \u00e0 crise habitacional\u201d, diz ao Jornal Econ\u00f3mico (JE) Manuel Reis Campos, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Portuguesa da Constru\u00e7\u00e3o e do Imobili\u00e1rio. \u201cAs perspetivas apontam para um crescimento do setor claramente superior ao da economia como um todo\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A economia portuguesa cresceu pouco abaixo dos 2% em 2025, dever\u00e1 acelerar para 2,2% em 2026 e desacelerar no ano seguinte.<br \/>\u201c2026 ter\u00e1 de ser um ano de pragmatismo nas pol\u00edticas de investimento publico em projetos transformadores para o refor\u00e7o da produtividade e cria\u00e7\u00e3o de valor acrescentado bem como para a atratividade de investimento\u201d, diz ao JE Carlos Mota Santos, chairman e CEO da Mota-Engil, que aponta como exemplos de \u00e2ncoras \u201co novo aeroporto internacional de Lisboa, a alta velocidade, que ter\u00e1 de ser uma realidade at\u00e9 final da d\u00e9cada, bem como as \u00e1reas do ambiente e a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica onde temos enquanto pa\u00eds um significativo esfor\u00e7o a realizar no refor\u00e7o da circularidade atrav\u00e9s de inova\u00e7\u00e3o cujas compet\u00eancias as empresas portuguesas possuem para assegurar estes desafios de m\u00e9dio e longo prazo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Constru\u00e7\u00e3o internacional<\/strong><br \/>A Mota-Engil \u00e9 uma multinacional. Cresceu para fora de Portugal, que o pa\u00eds se tornou pequeno para a ambi\u00e7\u00e3o do projeto constru\u00eddo por Ant\u00f3nio Mota, e fugiu da crise para onde havia mais oportunidades. O grosso do neg\u00f3cio \u00e9 feito al\u00e9m-fronteiras, em \u00c1frica e na Am\u00e9rica do Sul e Central.<br \/>Em setembro tinha uma carteira de encomendas de 15,7 mil milh\u00f5es de euros. Depois disso, venceu o concurso para a constru\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do t\u00fanel imerso que ligar\u00e1 as cidades de Santos e Guaruj\u00e1, no Estado de S\u00e3o Paulo, no Brasil. \u00c9 um projeto de 1.255 milh\u00f5es de euros. Tamb\u00e9m 1.020 milh\u00f5es de euros em projetos ferrovi\u00e1rios no M\u00e9xico. E a concess\u00e3o por 25 anos da concess\u00e3o do novo aeroporto internacional de Luanda e a participa\u00e7\u00e3o no cons\u00f3rcio que vai explorar o Corredor do Lobito.<\/p>\n<p>Em Portugal, na alta velocidade, o grande projeto estrutural portugu\u00eas que est\u00e1 em fase de ser concretizado, a Mota-Engil lidera o cons\u00f3rcio a quem foi atribu\u00edda a constru\u00e7\u00e3o do primeiro tro\u00e7o, entre o Porto e Oi\u00e3. Um cons\u00f3rcio que inclui Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Casais, Conduril e Gabriel Couto. Acrescentamos a DST e a Somague. Todas est\u00e3o a produzir e a crescer.<\/p>\n<p>O mercado reconhece isso. A Mota-Engil valorizou-se em dois ter\u00e7os desde o in\u00edcio do ano, mesmo com as tentativas desestabilizadoras dos short-sellers, cotando agora a 4,86 euros. Vale 1,5 mil milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Em 2025, tamb\u00e9m a Teixeira Duarte voltou \u00e0 ribalta nos neg\u00f3cios, incluindo o regresso ao PSI, o principal \u00edndice da bolsa portuguesa, nove anos depois. A cota\u00e7\u00e3o foi multiplicada por oito, para os atuais 66 c\u00eantimos por a\u00e7\u00e3o. Vale 276 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Tudo junto, \u201cpermite \u00e0 constru\u00e7\u00e3o assumir um papel refor\u00e7ado como motor do crescimento nacional\u201d, diz Reis Campos. \u201cSer\u00e1 decisivo para a coes\u00e3o social e territorial, dependendo, contudo, de uma execu\u00e7\u00e3o eficaz das obras p\u00fablicas, da simplifica\u00e7\u00e3o administrativa e da mitiga\u00e7\u00e3o da escassez de m\u00e3o de obra\u201d, finaliza. Ou seja, \u00e9 preciso fazer.<\/p>\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o Especial de Natal do <a href=\"https:\/\/leitor.jornaleconomico.pt\/edicao\/jornal-economico\/2331\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Jornal Econ\u00f3mico<\/a> de 19 de dezembro.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Infraestruturas, habita\u00e7\u00e3o, redes. 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