{"id":200640,"date":"2025-12-24T02:47:32","date_gmt":"2025-12-24T02:47:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/200640\/"},"modified":"2025-12-24T02:47:32","modified_gmt":"2025-12-24T02:47:32","slug":"newsletter-o-diagnostico-de-beatriz-e-isabel-demorou-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/200640\/","title":{"rendered":"Newsletter\/ O diagn\u00f3stico de Beatriz e Isabel demorou anos \u2013"},"content":{"rendered":"<tr>\n<td>\n<p style=\"font-family:Georgia,serif;margin-top:0;margin-bottom:24px;font-size:17px;line-height:26px;\"><img style=\"width:100%;max-width:560px;height:auto;margin:0;\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/igor-martins-rutesampaio-28-029-scaled.jpg\"\/><a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/observador.pt\/seccao\/saude\/dor\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Acab\u00e1mos de celebrar dois meses de arranque da nova sec\u00e7\u00e3o do Observador totalmente dedicada \u00e0 dor,<\/a> raz\u00e3o que me leva a escrever todos os meses esta newsletter. Temos ouvido profissionais de sa\u00fade, de v\u00e1rias \u00e1reas, e recebido artigos na primeira pessoa, da autoria de doentes, pessoas que vivem com dor cr\u00f3nica e que aceitam partilhar os desafios que enfrentam na vida pessoal, social e profissional.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"font-family:Georgia,serif;margin-top:0;margin-bottom:24px;font-size:17px;line-height:26px;\">No \u00faltimo m\u00eas destac\u00e1mos os v\u00e1rios tipos de tratamento, desde logo, <a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/observador.pt\/programas\/conversas-sobre-dor\/a-dor-cronica-precisa-de-um-tratamento-individualizado-e-nunca-aguentar-sem-pedir-ajuda\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">em mais um epis\u00f3dio do podcast Conversas sobre Dor. <\/a>Rita Moutinho \u00e9 m\u00e9dica anestesista e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa para o Estudo da Dor, parceiro do DOR \u2014 com a SIP-Portugal \u2014 e explica-nos\u00a0que as formas de tratar devem ser individualizadas, ajustadas a cada caso, e que ningu\u00e9m deve tolerar as queixas sem pedir ajuda. Al\u00e9m dos medicamentos, existem v\u00e1rias t\u00e9cnicas que podem ser ajustadas a cada pessoa. As mesmas s\u00e3o destacadas nesta conversa.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"font-family:Georgia,serif;margin-top:0;margin-bottom:24px;font-size:17px;line-height:26px;\">Um dos problemas de quem vive com dor \u00e9 a demora no diagn\u00f3stico. Os artigos de opini\u00e3o que temos publicado s\u00e3o disso exemplo. <a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/observador.pt\/opiniao\/demorei-cinco-anos-a-ter-uma-explicacao-para-as-dores-que-sentia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Beatriz Pereira Matos, 32 anos, conta que demorou cinco anos a chegar a um nome para as suas queixas<\/a> enquanto o \u201ccorpo gritava de dor\u201d. \u201cCada gesto simples \u2014 levantar-me, vestir-me, cozinhar, andar \u2014 transformava-se num enorme esfor\u00e7o\u201d, explica. Tornou-se caso de estudo para muitos fisioterapeutas, que compreendiam os seus sintomas, mas ningu\u00e9m conseguia dar-lhe uma resposta. At\u00e9 que dois reumatologistas chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de tem fibromialgia. \u201cPesquisei sobre a doen\u00e7a e assustei-me ainda mais: a informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel era confusa, contradit\u00f3ria e, na maior parte das vezes, insuficiente para compreender o impacto real desta condi\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica e invis\u00edvel.\u201d<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"font-family:Georgia,serif;margin-top:0;margin-bottom:24px;font-size:17px;line-height:26px;\">Cada dia na vida de Beatriz era \u201cuma batalha silenciosa, com ansiedade e cansa\u00e7o\u201d que a \u201cdrenavam f\u00edsica e emocionalmente\u201d. E foi ent\u00e3o que teve de tomar a decis\u00e3o de deixar o trabalho, algo que considera doloroso. Sentiu-se \u201cderrotada, foi uma fase escura, de medo e de tristeza\u201d, partilha, e acha que muitas entidades patronais t\u00eam preconceitos sobre doen\u00e7as invis\u00edveis, como a sua.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"font-family:Georgia,serif;margin-top:0;margin-bottom:24px;font-size:17px;line-height:26px;\">Tamb\u00e9m Isabel Pireza, 50 anos, bibliotec\u00e1ria e presidente da mesa da Assembleia Geral MIGRA Portugal \u2014 \u00a0Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias,<a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/observador.pt\/opiniao\/aos-oito-anos-e-demasiado-cedo-para-lidar-com-a-enxaqueca\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> sabe o que \u00e9 passar os dias com dores<\/a>. Conta que as queixas de dor de cabe\u00e7a a acompanham desde tenra idade, mais precisamente, aos oito anos. \u201cO pior era sentir-me assustada e sozinha. Via os meus amigos brincarem sem restri\u00e7\u00f5es e fui aprendendo que havia brincadeiras que n\u00e3o podia fazer, por exemplo: andar a rodopiar para ver tudo a girar ou simplesmente andar a correr ao sol e ao calor.\u201d \u00c0s dores de cabe\u00e7a juntavam-se dores de barriga, que eram interpretadas por muitos os que viviam ao seu redor como \u201cmimo e ansiedade\u201d. E foram desvalorizadas durante anos. Foi crescendo e as crises tornaram-se mais frequentes. \u201cComecei a ter medo de ter dores de cabe\u00e7a. Ningu\u00e9m me compreendia ou me levava a s\u00e9rio. Sentia-me sozinha e diferente.\u201d<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"font-family:Georgia,serif;margin-top:0;margin-bottom:24px;font-size:17px;line-height:26px;\">Aos 24 anos, quando come\u00e7ou a trabalhar e depois de ter pesquisado muito sobre os seus sintomas, foi a um neurologista especialista em cefaleias e recebeu a confirma\u00e7\u00e3o de enxaqueca. Num artigo da sua autoria partilha que \u201ctinha cerca de 13 dias de crise de enxaqueca por m\u00eas, o que significa que metade do m\u00eas vivia com dor e a outra metade vivia em cansa\u00e7o extremo a recuperar das crises\u201d. Aos poucos foi encontrando solu\u00e7\u00f5es, aprendeu a atenuar o peso da culpa e a aceitar a sua doen\u00e7a. Criou <a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/migraportugal.pt\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">a MIGRA Portugal<\/a>, juntamente com pessoas com queixas semelhantes, que lutam diariamente para que os doentes com cefaleias e enxaquecas tenham \u201cexpress\u00e3o na sociedade\u201d e que estas doen\u00e7as sejam \u201cconhecidas e valorizadas\u201d.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"font-family:Georgia,serif;margin-top:0;margin-bottom:24px;font-size:17px;line-height:26px;\">No lan\u00e7amento desta iniciativa abord\u00e1mos a dor nas crian\u00e7as num Explicador preparado para o efeito. Ser\u00e1 que \u00e9 diferente da dor nos adultos?<a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/observador.pt\/explicadores\/a-dor-das-criancas-e-diferente-da-dor-dos-adultos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> Saiba a resposta aqui<\/a>. Entretanto, recentemente,\u00a0 jovens investigadoras da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa (Ci\u00eancias ULisboa), foram distinguidas no concurso de apresenta\u00e7\u00e3o de ideias de neg\u00f3cio do evento Universe, que aconteceu no Pavilh\u00e3o de Portugal, em simult\u00e2neo com o Web Summit. Chama-se<a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/imagi-health.pt\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">IMAGI Health <\/a>e recorre a um conjunto de ferramentas que pretendem travar a dor cr\u00f3nica infantil, como \u00f3culos de realidade virtual, uma App que gere cen\u00e1rios virtuais e uma pulseira que tem como fun\u00e7\u00e3o monitorizar os dados vitais e dar informa\u00e7\u00e3o sobre os efeitos que esta inova\u00e7\u00e3o produz nos utilizadores.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"font-family:Georgia,serif;margin-top:0;margin-bottom:24px;font-size:17px;line-height:26px;\">As alunas de doutoramento Mariana de Oliveira e Leonor de Oliveira Pires e as antigas alunas In\u00eas Castro de Lima e Raquel Sales Rebord\u00e3o criaram este projeto para minimizar a dor em crian\u00e7as com cancro, artrite idiop\u00e1tica juvenil ou de <a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/observador.pt\/opiniao\/aos-20-anos-senti-na-pele-o-que-e-viver-com-uma-doenca-que-provoca-dor-dor-a-serio\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">origem reumatol\u00f3gica<\/a>, avan\u00e7a uma <a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/ciencias.ulisboa.pt\/pt\/noticia\/18-11-2025\/investigadoras-de-ciencias-ganham-competi%C3%A7ao-do-evento-universe-com-solu%C3%A7ao-para\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">not\u00edcia da Ci\u00eancias ULisboa, que pode ler aqui.<\/a> O impacto est\u00e1 a ser avaliado e medido atrav\u00e9s da parceria estabelecida no Hospital da Luz e Hospital S\u00e3o Francisco Xavier, em Lisboa.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"font-family:Georgia,serif;margin-top:0;margin-bottom:24px;font-size:17px;line-height:26px;\">E se no caso das pessoas mais jovens os desafios s\u00e3o incont\u00e1veis, a dor nas pessoas mais velhas exige um tratamento adequado aos desafios do pr\u00f3prio envelhecimento. <a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/observador.pt\/explicadores\/como-se-trata-a-dor-nas-pessoas-mais-velhas-10-perguntas-e-mitos-sobre-os-desafios-do-acompanhamento-da-dor-nos-idosos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Prepar\u00e1mos um Explicador dedicado \u00e0 dor nos seniores<\/a> com a ajuda da oncologista com compet\u00eancia em medicina da dor, Maria Fragoso. A dor musculoesquel\u00e9tica, que resulta da degenera\u00e7\u00e3o dos ossos e das articula\u00e7\u00f5es, \u00e9 a mais comum nesta faixa et\u00e1ria. Ao ler o artigo aqui fica a conhecer as respostas a perguntas como \u201cQuais as principais causas da dor nos idosos?\u201d, \u201cComo se trata a dor nas pessoas mais velhas?\u201d, \u201c\u00c9 habitual os idosos falharem a medica\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cAl\u00e9m dos medicamentos, o que pode ajudar a tratar a dor?\u201d, \u201cO tempo frio e quente podem interferir na dor do idoso?\u201d, \u2026<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"font-family:Georgia,serif;margin-top:0;margin-bottom:24px;font-size:17px;line-height:26px;\">Estamos num m\u00eas que exige presen\u00e7a, partilha, reflex\u00e3o, recome\u00e7o. Desejo-lhe um Feliz Natal e um excelente ano novo. Se se identifica com as hist\u00f3rias que lhe contamos neste projeto espero que se sinta que n\u00e3o est\u00e1 sozinho.<a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/observador.pt\/opiniao\/viver-com-lupus-nao-estou-invalida-para-sentir-pensar-ou-contribuir\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> Tamb\u00e9m M\u00f3nica Rebelo sente que poderia continuar a trabalhar<\/a> e a contribuir apesar do diagn\u00f3stico de l\u00fapus. <a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/observador.pt\/seccao\/saude\/dor\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">E a enfermeira Carina Raposo revela que os mais de 20 anos de experi\u00eancia profissional<\/a> ajuda-nos a entender que a pessoa \u00e9 mais do que o seu sofrimento. Tamb\u00e9m o anestesista <a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/as-vezes-o-problema-nao-e-doer-muito-e-doer-sempre\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Jos\u00e9 Manuel Caseiro explica que \u201c\u00e0s vezes o problema n\u00e3o \u00e9 doer muito, \u00e9 doer sempre\u201d.<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p style=\"font-family:Georgia,serif;margin-top:0;margin-bottom:24px;font-size:17px;line-height:26px;\">Vale a pena procurar ajuda e conhecer associa\u00e7\u00f5es de pessoas com a mesma doen\u00e7a. A dor cr\u00f3nica n\u00e3o tem cura, mas pode ser tratada e substancialmente melhorada com o acompanhamento certo. E \u00e9 com essa mensagem de esperan\u00e7a que me despe\u00e7o at\u00e9 ao pr\u00f3ximo ano. Continue connosco, envie-nos sugest\u00f5es de temas, <a style=\"color:#57A0D7;\" href=\"https:\/\/observador.pt\/seccao\/saude\/dor\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ative os alertas de conte\u00fados novos<\/a> \u2013 e assim consegue aceder mais rapidamente \u2013 e desta newsletter mensal.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Acab\u00e1mos de celebrar dois meses de arranque da nova sec\u00e7\u00e3o do Observador totalmente dedicada \u00e0 dor, raz\u00e3o que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":200641,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[39984,442,27227,5474,116,2648,1208,7654,32,4740,33,2946,117],"class_list":{"0":"post-200640","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-centros-de-sau00fade","9":"tag-ciu00eancia","10":"tag-ciu00eancias-sociais","11":"tag-dor","12":"tag-health","13":"tag-hospitais","14":"tag-medicina","15":"tag-neurologia","16":"tag-portugal","17":"tag-psicologia","18":"tag-pt","19":"tag-sau00fade","20":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115772263222379318","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=200640"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/200640\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/200641"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=200640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=200640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=200640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}