{"id":201111,"date":"2025-12-24T15:38:07","date_gmt":"2025-12-24T15:38:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/201111\/"},"modified":"2025-12-24T15:38:07","modified_gmt":"2025-12-24T15:38:07","slug":"champanhe-de-filme-da-netflix-esta-a-venda-no-brasil-24-12-2025-isabelle-moreira-lima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/201111\/","title":{"rendered":"Champanhe de filme da Netflix est\u00e1 \u00e0 venda no Brasil &#8211; 24\/12\/2025 &#8211; Isabelle Moreira Lima"},"content":{"rendered":"<p>As borbulhas devem ser finas e persistentes, correndo da base \u00e0 borda enquanto houver <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/isabelle-moreira-lima\/2025\/07\/quer-aproveitar-mais-seu-vinho-foque-a-textura.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">l\u00edquido na ta\u00e7a<\/a>. As notas podem variar, h\u00e1 fruta branca ou vermelha e, quem sabe, um toque floral. O que invariavelmente se destaca \u00e9 o tostadinho perfeito de brioche amanteigado sa\u00eddo da chapa. Quando o l\u00edquido \u00e9 sorvido, as papilas se ouri\u00e7am: primeiro uma musse cresce e preenche toda a boca; depois, ela seca, a acidez bate nos cantos da l\u00edngua, saliva-se muito. O c\u00e9rebro entende: \u00e9 hora de mais um gole.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea j\u00e1 provou algum <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2023\/03\/como-3-viuvas-mudaram-a-historia-do-champanhe.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">champanhe <\/a>na vida, conhece a sensa\u00e7\u00e3o. Foi na regi\u00e3o francesa de mesmo nome que nasceram os vinhos borbulhantes e onde o estilo virou categoria (o que rendeu uma baita disputa jur\u00eddica e hoje s\u00f3 podemos chamar de champanhe o que \u00e9 feito l\u00e1). Tornou-se s\u00edmbolo de luxo e, por s\u00e9culos, \u00e9 o que os ricos elegem para relaxar e celebrar \u2014pense em Maria Antonieta, nos czares russos, no Grande Gatsby, nos rappers.<\/p>\n<p>Se champanhe sempre foi glamouroso e chique, agora d\u00e1 para ficar ainda mais: com os vintage das grandes maisons, que os ricos amam; ou com os de pequeno produtor, que envolvem uma aura extra de personalidade, ao apostar em terroir, vinhedos pr\u00f3prios e ousadia na vinifica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o eles os retratados no hit de Natal da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/netflix\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Netflix<\/a>, &#8220;Borbulhas de Amor&#8221;. O filme \u00e9 ruim, mas a bebida \u00e9 boa \u2014fiquemos com ela.<\/p>\n<p>No Brasil, temos algumas importadoras que se dedicam \u00e0s casas menores: a De La Croix, com Fleury, Billecart-Salmon e Larmandier-Bernier; a Uva Vinhos, com Barrat-Masson (de 2010, algo rar\u00edssimo); a Tanyno, com Hur\u00e9 Fr\u00e8res, Rodez, La Parcelle, Roger Coulon e Vilmart; e a Anima Vinum, com uma lista que inclui mais de dez maisons, entre eles Robert Moncuit, Thierry Massin, Doyard e Laherte Fr\u00e8re.<\/p>\n<p>Provei os vinhos do \u00faltimo com Aurelien Laherte, que comanda viticultura e enologia. Quando assumiu os neg\u00f3cios da fam\u00edlia, h\u00e1 20 anos, entendeu que havia dois fatores fundamentais a serem dominados: o terroir, hoje com vinhedos em 11 sub-regi\u00f5es, mas sem desprezar a vinifica\u00e7\u00e3o. &#8220;Em Champagne, o DNA \u00e9 o blend. Um mais um \u00e9 tr\u00eas&#8221;, diz, referindo-se ao que se pode alcan\u00e7ar no trabalho da adega.<\/p>\n<p>Essencialmente, champanhe \u00e9 um <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/vinho\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">vinho<\/a> de alquimia, algo que poderia ser demod\u00e9. Hoje, dez entre dez en\u00f3logos dizem que o bom vinho se faz no vinhedo: uma vinha bem cuidada d\u00e1 uvas melhores e, logo, a bebida ter\u00e1 boa qualidade. Mas, na regi\u00e3o, a receita desenha o perfil da bebida do come\u00e7o ao fim. Por exemplo, o tempo que o l\u00edquido fica em contato com as leveduras define o n\u00edvel de cremosidade, se mais fresco ou mais amanteigado.<\/p>\n<p>    Colunas<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Receba no seu email uma sele\u00e7\u00e3o de colunas da Folha<\/p>\n<p>Os vinhos de Laherte, por exemplo, resgatam uvas aut\u00f3ctones quase esquecidas, como arbanne e petit meslier. Algumas s\u00e3o plantadas no esquema de field blend (todas misturadas). Outros s\u00e3o os chamados single vineyard, num retrato mais fiel de terroir. Gostei da Champagne Laherte Fr\u00e8res Ultradition, um corte de meunier (60%), chardonnay (30%), pinot noir (10%), mas especialmente do Blanc de Blanc, um 100% chardonnay com perfil oxidativo e acidez que corta como faca, e do Ros\u00e9 de Meunier, de cor viva, muita estrutura e personalidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o que eu desdenhe das grandes maisons que fizeram a fama de champanhe nos quatro cantos do mundo. Se me encurralassem para um v\u00eddeo viral ao estilo &#8220;esse ou aquele&#8221;, fico completamente gaga. Entre uma Bollinger (maravilhosa, importada no Brasil pela Mistral) ou uma Louis Roederer (fin\u00edssima, trazida pela \u00c9pice), escolho as duas \u2014e tamb\u00e9m as recomendo com entusiasmo para o estouro do dia 31.<\/p>\n<p class=\"c-context__content\">&#13;<br \/>\n    <strong>LINK PRESENTE:<\/strong> Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.&#13;\n  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As borbulhas devem ser finas e persistentes, correndo da base \u00e0 borda enquanto houver l\u00edquido na ta\u00e7a. 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