{"id":201183,"date":"2025-12-24T17:08:52","date_gmt":"2025-12-24T17:08:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/201183\/"},"modified":"2025-12-24T17:08:52","modified_gmt":"2025-12-24T17:08:52","slug":"maria-jose-vivia-sozinha-em-lisboa-vera-nao-encontrava-casa-para-estudar-esta-plataforma-juntou-as-num-match-de-sucesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/201183\/","title":{"rendered":"Maria Jos\u00e9 vivia sozinha em Lisboa, Vera n\u00e3o encontrava casa para estudar. Esta plataforma juntou-as num &#8220;match de sucesso&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\t                Muitos dos seniores que se candidatam &#8220;vivem sozinhos, t\u00eam muita resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a e j\u00e1 est\u00e3o acomodados \u00e0 solid\u00e3o&#8221;. Do outro lado, os jovens, al\u00e9m de estarem &#8220;desesperados porque n\u00e3o t\u00eam alojamento&#8221; para prosseguirem os estudos, sentem-se, tamb\u00e9m eles, muito sozinhos, explica a Une.Idades<\/p>\n<p>Aos 64 anos, Maria Jos\u00e9 vivia sozinha em casa, em Lisboa. A engenheira qu\u00edmica estava reformada \u201ch\u00e1 alguns anos\u201d e tinha a companhia dos netos \u201cuma vez por semana\u201d. \u201c\u00c9ramos cinco em casa, sempre foi uma fam\u00edlia grande. E estar sozinha em casa, para mim, n\u00e3o faz muito sentido\u201d, conta \u00e0 CNN Portugal.<\/p>\n<p>Vera tinha acabado o secund\u00e1rio no Porto, onde vive com a fam\u00edlia, e decidiu prosseguir os estudos em Lisboa. \u201cTive de andar \u00e0 procura de resid\u00eancias e a oferta n\u00e3o era muita\u201d, diz a estudante de M\u00fasica, que se assume como \u201cuma pessoa muito sossegada e introvertida\u201d e que procurava \u201cum ambiente mais familiar do que propriamente uma resid\u00eancia de estudantes\u201d.<\/p>\n<p>De pontos opostos no mapa, foi atrav\u00e9s da plataforma <a href=\"https:\/\/www.une-idades.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Une.Idades<\/a>, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que tem como miss\u00e3o \u201co combate \u00e0 solid\u00e3o e isolamento social dos seniores e a resposta \u00e0 crise habitacional dos estudantes universit\u00e1rios\u201d, que ambas se conheceram, no ano passado. Maria Jos\u00e9 tinha um quarto vago em casa e soube do projeto atrav\u00e9s de um familiar. \u201cQuis juntar o \u00fatil ao agrad\u00e1vel e ajudar um jovem estudante a ter uma casa.\u201d<\/p>\n<p>Inscreveram-se ambas na plataforma, que oferece duas op\u00e7\u00f5es de candidatura &#8211; uma destinada a seniores com idade igual ou superior a 60 anos e que t\u00eam um quarto dispon\u00edvel em casa e outra destinada a jovens estudantes universit\u00e1rios at\u00e9 aos 35 anos.\u00a0<\/p>\n<p>Numa primeira fase, os candidatos t\u00eam de preencher um question\u00e1rio, onde devem \u201cespecificar da melhor forma poss\u00edvel os seus dados, caracter\u00edsticas pessoais, expectativas e necessidades\u201d. A ideia \u00e9 reunir o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel sobre os candidatos para encontrar um par ou um match\u00a0adequado.\u00a0<\/p>\n<p>Maria Jos\u00e9 confessa que \u201cn\u00e3o tinha prefer\u00eancia nenhuma\u201d quando fez a candidatura, nem colocou quaisquer \u201climita\u00e7\u00f5es\u201d. Queria apenas uma companhia casual, algu\u00e9m com quem conversar quando estivesse em casa. \u201cQuero dizer, eu tenho 64 anos, mas n\u00e3o estou incapacitada. Ainda fa\u00e7o as refei\u00e7\u00f5es, fa\u00e7o gin\u00e1stica e saio todos os dias. Portanto, era mais a companhia\u201d, confessa.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a candidatura, segue-se uma primeira entrevista com uma equipa da Une.Idades, que procura fazer \u201cuma avalia\u00e7\u00e3o cuidadosa\u201d do candidato, desde logo dos seus \u201cdesejos, expectativas, motiva\u00e7\u00f5es, tra\u00e7os de personalidade e h\u00e1bitos de conviv\u00eancia\u201d. No caso dos seniores, a equipa faz ainda uma avalia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es do alojamento.<\/p>\n<p>Um &#8220;match de sucesso&#8221; <\/p>\n<p>Uma vez identificado um \u201cpotencial par\u201d, a plataforma prop\u00f5e um encontro entre ambas as partes na casa do anfitri\u00e3o, com a supervis\u00e3o de um t\u00e9cnico da Une.Idades. Cabe \u00e0s duas partes a decis\u00e3o de avan\u00e7ar para o pr\u00f3ximo passo e, nesse caso, declara-se um \u201cmatch de sucesso\u201d, com a assinatura de um contrato, cujo \u201cvalor total a pagar pelo estudante estar\u00e1 sempre abaixo do valor m\u00e9dio do mercado\u201d, garante a plataforma.<\/p>\n<p>Foi assim no caso de Maria Jos\u00e9 e Vera. \u201cPrimeiro, fizemos uma videochamada, porque ela \u00e9 do Norte. Depois, ela veio c\u00e1 com os pais. Eles at\u00e9 estavam de f\u00e9rias e passaram por c\u00e1 no ver\u00e3o. Vieram conhecer-me a mim e \u00e0 casa. E pronto, eu gostei dela, \u00e9 uma menina muito educada e calminha, e ela gostou de mim.\u201d<\/p>\n<p>Entretanto, j\u00e1 se passou mais de um ano. Para a estudante de 19 anos, a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova companheira de casa \u201cfoi muito natural\u201d. \u201cNormalmente, passo muito tempo fora de casa por causa das aulas, mas costumo jantar com a Maria Jos\u00e9 todos os dias e passo muito tempo com ela\u201d, conta.<\/p>\n<p>Maria Jos\u00e9 recorda que Vera \u201cera muito t\u00edmida\u201d no in\u00edcio. \u201cAcho que est\u00e1vamos um bocadinho inibidas\u201d, admite a anfitri\u00e3, que garante que essa \u201ccerim\u00f3nia\u201d foi rapidamente ultrapassada. Ambas trocam mensagens diariamente, nem que seja para avisar de algum atraso ou de alguma sa\u00edda.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEla diz-me se vem jantar, se n\u00e3o vem jantar. Se se atrasar, diz-me, e eu fa\u00e7o o mesmo. \u00c9 aquela rela\u00e7\u00e3o normal de duas pessoas que vivem na mesma casa, mas que t\u00eam vidas independentes\u201d, descreve Maria Jos\u00e9.<\/p>\n<p>Mesmo para as sa\u00eddas \u00e0 noite, t\u00e3o t\u00edpicas da idade, Vera diz que s\u00f3 tem de avisar a companheira de casa. \u201c\u00c9 muito tranquilo. O que costumo fazer caso venha para casa mais tarde \u00e9 avisar antes, mas sem nenhum compromisso.\u201d<\/p>\n<p>\u201cAcho que somos as duas muito parecidas em termos de personalidade\u201d, observa a estudante, ainda que admita que Maria Jos\u00e9 \u00e9 \u201cbastante mais extrovertida\u201d. \u201cMas ela deixa-me muito confort\u00e1vel. Tem muitos gostos em comum comigo, nomeadamente a m\u00fasica, a Maria Jos\u00e9 tamb\u00e9m gosta muito de m\u00fasica\u201d, nota.<\/p>\n<p>Afinal, o par n\u00e3o foi desenhado ao acaso. Por detr\u00e1s deste \u201cmatch de sucesso\u201d, est\u00e1 uma equipa focada na miss\u00e3o de unir as duas gera\u00e7\u00f5es. Leonor Serzedelo, fundadora da Une.Idades, explica \u00e0 CNN Portugal que \u201ca escolha do par tem sempre um motivo\u201d. \u201cOu \u00e9 porque ambas viajaram muito, ou \u00e9 porque ambas gostam de m\u00fasica ou de croch\u00ea, ou porque t\u00eam feitios semelhantes, enfim, qualquer coisa que junte as duas partes.\u201d<\/p>\n<p>Jovens &#8220;sentem-se muito sozinhos, muito abandonados&#8221; <\/p>\n<p>Al\u00e9m de atuar como \u201cfacilitadora\u201d ao procurar candidatos compat\u00edveis, a plataforma atua tamb\u00e9m \u201ccomo um quebra-gelo\u201d, explica Leonor Serzedelo. A fundadora do projeto diz que muitos dos seniores que se candidatam \u201cvivem sozinhos, t\u00eam muita resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a e j\u00e1 est\u00e3o acomodados \u00e0 solid\u00e3o\u201d. Do outro lado, os jovens, al\u00e9m de estarem \u201cdesesperados porque n\u00e3o t\u00eam alojamento\u201d para prosseguirem os estudos, sentem-se, tamb\u00e9m eles, muito sozinhos.<\/p>\n<p>\u201cHoje, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o isolamento dos seniores. Hoje \u00e9 o isolamento de ambos, seniores e jovens\u201d, observa Leonor Serzedelo, lembrando os efeitos da pandemia nas capacidades sociais dos mais novos. \u201cEsta gera\u00e7\u00e3o que est\u00e1 agora no in\u00edcio da faculdade est\u00e1 muito dependente do telem\u00f3vel e tem muita falta de intera\u00e7\u00e3o com os seus pares cara a cara\u201d, explica. \u201cEnt\u00e3o, quando v\u00eam para as cidades universit\u00e1rias, sentem-se muito sozinhos. Muitos est\u00e3o nas resid\u00eancias [de estudantes] e depois recorrem a n\u00f3s porque n\u00e3o se adaptam.\u201d<\/p>\n<p>\u201c[Os jovens] Sentem-se muito sozinhos, muito abandonados e num caos, sem conseguir lidar com as pessoas da idade deles\u201d, descreve a fundadora da Une.Idades, sublinhando assim o potencial de uma rela\u00e7\u00e3o intergeracional para estimular la\u00e7os e empatia nos mais novos. \u201cGarantimos que os estudantes n\u00e3o se fecham no quarto e promovemos um esfor\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o entre os dois.\u201d<\/p>\n<p>Os n\u00fameros refletem esta tend\u00eancia. De acordo com um <a href=\"https:\/\/www.who.int\/groups\/commission-on-social-connection\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">relat\u00f3rio<\/a> da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), publicado em junho, um em cada cinco jovens de todo o mundo, dos 13 aos 29 anos, diz sentir-se s\u00f3. Por outro lado, segundo dados do Observat\u00f3rio da Solid\u00e3o, <a href=\"https:\/\/rr.pt\/noticia\/pais\/2022\/05\/26\/70-dos-idosos-em-portugal-sentem-se-sos\/285783\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">70% dos idosos em Portugal dizem sentir-se s\u00f3s.<\/a> Os Census 2021 revelam que 1.750 milh\u00f5es de idosos vivem sozinhos em Portugal.\u00a0<\/p>\n<p>Em dois anos, a plataforma j\u00e1 conseguiu criar 57 parelhas, adianta Leonor Serzedelo, apontando que o n\u00famero \u201cexcede as expectativas\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise de benchmarking inicialmente feita pela equipa. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que eu gostaria, n\u00e3o. Eu adoraria j\u00e1 ter 100 ou 200 parelhas\u201d, confessa a fundadora do programa.\u00a0<\/p>\n<p>Tal como acontece no mercado, tamb\u00e9m aqui a procura \u00e9 maior do que a oferta: h\u00e1 \u201cmuito mais\u201d candidaturas por parte de jovens do que por parte de seniores que estejam dispostos a abrir as portas da sua casa a um desconhecido. A Une.Idades tem procurado sensibilizar os seniores para esta iniciativa junto de parceiros sociais, como a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia e juntas de freguesia. \u201cQueremos mostrar que esta \u00e9 uma boa solu\u00e7\u00e3o para uma longevidade maior e com qualidade cognitiva, mental e f\u00edsica\u201d, sublinha Leonor Serzedelo.<\/p>\n<p>Maria Jos\u00e9 confessa que, se n\u00e3o fosse esta iniciativa, provavelmente n\u00e3o colocaria o seu quarto a arrendar. \u201cSozinha, acho que n\u00e3o me aventurava\u201d, admite, apontando que a Une.Idades transmite-lhe \u201cuma seguran\u00e7a enorme\u201d, que acredita que n\u00e3o teria se o fizesse de forma independente. \u201cEles [na Une.Idades] acompanham-nos sempre, quer a mim, quer \u00e0 Vera, e sentimo-nos muito mais apoiadas. E t\u00eam servi\u00e7os jur\u00eddicos por tr\u00e1s. N\u00e3o \u00e9 meter uma pessoa assim, de qualquer maneira, dentro de nossa casa\u201d, explica Maria Jos\u00e9.<\/p>\n<p>Rede \u00bc: a resposta da Universidade NOVA de Lisboa ao &#8220;agravamento das rendas&#8221; <\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1766596132_203_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   Lisboa \u00e9 o distrito onde se verificam rendas mais elevadas: pre\u00e7o m\u00e9dio de um quarto para estudantes na capital fixa-se nos 500 euros (Manuel de Almeida\/LUSA) <\/p>\n<p>A Une.Idades integra a plataforma <a href=\"https:\/\/www.partilhacasa.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Partilha Casa<\/a>, uma iniciativa nacional que promove a divulga\u00e7\u00e3o de programas para a partilha de alojamento entre seniores e jovens estudantes universit\u00e1rios. A iniciativa come\u00e7ou em Lisboa e, em dois anos, j\u00e1 se alargou a Coimbra, com a associa\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.acersi.pt\/portfolio\/abraco-de-geracoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Abra\u00e7o de Gera\u00e7\u00f5es<\/a>, e \u00c9vora, com o programa <a href=\"https:\/\/www.cm-evora.pt\/municipe\/areas-de-acao\/juventude\/programas-e-iniciativaspara-a-juventude\/lacos-para-a-vida\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">La\u00e7os para a Vida<\/a>.<\/p>\n<p>Em Lisboa, surgiu, entretanto, um novo programa &#8211; a <a href=\"https:\/\/www.redeumquarto.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Rede \u00bc<\/a>, uma iniciativa promovida pela Universidade NOVA de Lisboa, e que, tal como o nome indica, se destina aos estudantes daquela universidade, mas abre o leque de \u201canfitri\u00f5es\u201d. \u201cQualquer pessoa pode p\u00f4r um quarto a arrendar\u201d, indica \u00e0 CNN Portugal Sandra Fernandes, gestora do projeto. \u201cPodem ser seniores, mas tamb\u00e9m podem ser fam\u00edlias monoparentais, podem ser casais com filhos, casais sem filhos, inclusive pessoas que n\u00e3o vivam na mesma casa do quarto que querem arrendar.\u201d<\/p>\n<p>O projeto nasceu da preocupa\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria reitoria da Universidade NOVA de Lisboa, que promoveu um \u201cmapeamento\u201d interno para perceber as situa\u00e7\u00f5es a que era necess\u00e1rio dar resposta. \u201cO que se verificou \u00e9 que, dado o agravamento das rendas em Lisboa e na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa, os estudantes tinham, de facto, dificuldade em suportar as rendas aos pre\u00e7os em que se encontram\u201d, explica Sandra Fernandes.<\/p>\n<p>Lisboa \u00e9, sem surpresas, o distrito onde os pre\u00e7os dos quartos s\u00e3o mais elevados: o pre\u00e7o m\u00e9dio de um quarto para estudantes na capital fixa-se nos 500 euros, segundo o mais recente <a href=\"https:\/\/pnaes.pt\/observatorio-alojamento-estudantil\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">relat\u00f3rio<\/a> do Observat\u00f3rio do Alojamento Infantil, divulgado em novembro.\u00a0<\/p>\n<p>A tend\u00eancia verifica-se no resto do pa\u00eds: de acordo com aquele observat\u00f3rio, que faz uma an\u00e1lise a mais de 20 plataformas de alojamento privado, o pre\u00e7o m\u00e9dio por um quarto em Portugal ronda agora os 410 euros, o que corresponde a um aumento de 1,1% em rela\u00e7\u00e3o ao valor m\u00e9dio verificado no \u00faltimo ano.\u00a0<\/p>\n<p>Sabendo desta realidade, a Universidade NOVA de Lisboa resolveu ent\u00e3o criar o projeto Rede \u00bc, que promove o alojamento para estudantes \u201ccom rendas a um valor acess\u00edvel\u201d. Esse valor \u201cfoi definido de acordo com o Programa de Arrendamento Acess\u00edvel (PAA)\u201d, que determina que <a href=\"https:\/\/paa.portaldahabitacao.pt\/web\/paa\/more-information\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">\u201ca renda deve ser pelo menos 20% inferior\u201d ao valor de mercado<\/a>, tendo em conta os \u00faltimos contratos celebrados numa determinada \u00e1rea. No site da rede \u00bc, est\u00e3o descritos os valores m\u00e1ximos de renda por quarto individual, com base nos c\u00e1lculos da plataforma. Em Lisboa, por exemplo, o valor m\u00e1ximo de renda de um quarto situa-se nos 361 euros; em Oeiras e Cascais, 316 euros, e em Almada 241 euros.<\/p>\n<p>Sandra Fernandes adianta que \u201co feedback tem sido muito positivo\u201d. A plataforma Rede \u00bc foi lan\u00e7ada em maio deste ano e, desde ent\u00e3o, j\u00e1 foram criados 81 emparelhamentos de estudantes e anfitri\u00f5es. Nesta fase, segundo a gestora do projeto, est\u00e3o registados na plataforma \u201ccerca de 330 estudantes\u201d e \u201cmais de 200 anfitri\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da Une.Idades, nesta plataforma \u00e9 dada mais autonomia a ambas as partes: as pessoas registam-se e procuram por um quarto ou por um estudante. \u201cTanto anfitri\u00f5es podem procurar estudantes, como os estudantes podem procurar anfitri\u00f5es\u201d, explica Sandra Fernandes. S\u00e3o os pr\u00f3prios candidatos que conversam entre si, num chat que est\u00e1 integrado na plataforma, podendo depois marcar uma videochamada ou um encontro presencial. Depois, s\u00e3o os pr\u00f3prios anfitri\u00f5es e os estudantes que fazem o \u201cmatch\u201d e que escolhem com quem querem ficar.<\/p>\n<p>Uma equipa da rede \u00bc assegura-se que os estudantes que se inscrevem \u201cs\u00e3o mesmo estudantes da NOVA de Lisboa\u201d, atrav\u00e9s de um certificado solicitado aos servi\u00e7os acad\u00e9micos, e verifica as condi\u00e7\u00f5es dos quartos dos anfitri\u00f5es. Durante todo o processo, a plataforma garante um \u201cacompanhamento personalizado de cada match\u201d, sublinha a gestora do projeto. \u201cPor exemplo, contactamos regularmente o anfitri\u00e3o, contactamos o estudante, tentamos perceber se est\u00e1 tudo a correr bem, se h\u00e1 alguma necessidade, procuramos saber como \u00e9 que est\u00e1 a ocorrer a conviv\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>Sandra Fernandes ressalva que \u201cesta solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o substitui outras solu\u00e7\u00f5es da Universidade NOVA de Lisboa\u201d, como as resid\u00eancias para estudantes. \u201cEst\u00e1 a ser feito um esfor\u00e7o muito grande na constru\u00e7\u00e3o e na requalifica\u00e7\u00e3o de resid\u00eancias\u201d, diz, descrevendo a rede \u00bc como \u201cuma solu\u00e7\u00e3o complementar\u201d.<\/p>\n<p>O projeto foi desenhado com a ambi\u00e7\u00e3o de um dia poder vir a ser alargado a \u201coutros territ\u00f3rios e outras universidades\u201d, indica Sandra Fernandes, que reconhece que, \u201cneste momento, ainda se trata de um projeto-piloto e experimental\u201d e que precisa de ser \u201cconsolidado\u201d. \u201cTemos sido contactados por v\u00e1rias universidades que nos perguntam como funciona e querem saber como est\u00e1 a correr, mas primeiro precisamos mesmo de consolidar esta ferramenta para podermos pass\u00e1-la a outros\u201d, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Muitos dos seniores que se candidatam &#8220;vivem sozinhos, t\u00eam muita resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a e j\u00e1 est\u00e3o acomodados \u00e0&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":201184,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[609,40057,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,301,830,14,40058,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,33,22821,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-201183","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-alerta","9":"tag-alojamento-estudantil","10":"tag-analise","11":"tag-ao-minuto","12":"tag-breaking-news","13":"tag-breakingnews","14":"tag-cnn","15":"tag-cnn-portugal","16":"tag-comentadores","17":"tag-costa","18":"tag-crime","19":"tag-desporto","20":"tag-direto","21":"tag-economia","22":"tag-featured-news","23":"tag-featurednews","24":"tag-governo","25":"tag-guerra","26":"tag-headlines","27":"tag-jovens-universitarios","28":"tag-justica","29":"tag-latest-news","30":"tag-latestnews","31":"tag-live","32":"tag-main-news","33":"tag-mainnews","34":"tag-mais-vistas","35":"tag-marcelo","36":"tag-mundo","37":"tag-negocios","38":"tag-news","39":"tag-noticias","40":"tag-noticias-principais","41":"tag-noticiasprincipais","42":"tag-opiniao","43":"tag-pais","44":"tag-politica","45":"tag-portugal","46":"tag-principais-noticias","47":"tag-principaisnoticias","48":"tag-pt","49":"tag-solidao","50":"tag-top-stories","51":"tag-topstories","52":"tag-ultimas","53":"tag-ultimas-noticias","54":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=201183"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201183\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/201184"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=201183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=201183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=201183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}