{"id":201850,"date":"2025-12-25T11:21:24","date_gmt":"2025-12-25T11:21:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/201850\/"},"modified":"2025-12-25T11:21:24","modified_gmt":"2025-12-25T11:21:24","slug":"marcelo-escreve-na-imprensa-ha-muros-que-podem-ser-dificeis-de-demolir-porem-nao-sao-impossiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/201850\/","title":{"rendered":"Marcelo escreve na imprensa. &#8220;H\u00e1 muros que podem ser dif\u00edceis de demolir. Por\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o imposs\u00edveis&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>                \u00c9 o \u00faltimo texto de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto presidente da Rep\u00fablica, nas p\u00e1ginas do Jornal de Not\u00edcias, em dia de Natal. \u201cOs nossos muros ou a lembran\u00e7a de Jorge Sampaio\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do artigo de opini\u00e3o do chefe de Estado, para quem \u201ca pobreza j\u00e1 foi mais grave e j\u00e1 foi menos grave. Mas nunca deixou de ser grave demais para o todo nacional que somos\u201d.<\/p>\n<p>Num retrato dos atuais contextos nacional e internacional, o presidente da Rep\u00fablica evoca um dos antecessores em Bel\u00e9m, o socialista Jorge Sampaio, recordando a corrida pol\u00edtica que ambos protagonizaram em 1989, pela presid\u00eancia da C\u00e2mara Municipal de Lisboa, nas elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas.<\/p>\n<p>\u201cEste ano, n\u00e3o sei porqu\u00ea, lembrei-me de Jorge Sampaio. Est\u00e1vamos em 1989. E concorr\u00edamos os dois &#8211; amigos j\u00e1 antigos, filhos de pais amigos j\u00e1 antigos &#8211; \u00e0 C\u00e2mara de Lisboa. <b>Caiu o muro de Berlim. E eu sublinhei esse momento decisivo na Hist\u00f3ria contempor\u00e2nea &#8211; e que viria a substituir as duas superpot\u00eancias de d\u00e9cadas pelas duas superpot\u00eancias de hoje, com a que deixou de o ser a nunca desistir do sonho do que fora. E converti o momento, em sinal para o futuro, tamb\u00e9m de Portugal<\/b>\u201d, escreve Marcelo Rebelo de Sousa.<\/p>\n<p>\u201c<b>A\u00ed, Jorge Sampaio respondeu a essa minha chamada de aten\u00e7\u00e3o &#8211; diria de raz\u00e3o na mudan\u00e7a no Mundo, mas, igualmente, conveniente como arma eleitoral &#8211; com um coment\u00e1rio muito simples e muito poderoso &#8211; mais importantes do que o muro de Berlim s\u00e3o os muros que existem na nossa terra<\/b>. N\u00e3o garanto o rigor dos termos, mas a ideia era essa\u201d, recorda o presidente.Na quarta-feira, durante a tradicional desloca\u00e7\u00e3o \u00e0 ginjinha do Barreiro, em v\u00e9spera de Natal, Marcelo Rebelo de Sousa recordou o ano de 2023 como \u201cuma tempestade perfeita\u201d que combinou o pedido de demiss\u00e3o de Ant\u00f3nio Costa e um \u201cambiente muito pesado\u201d sobre Bel\u00e9m. Deixou tamb\u00e9m cr\u00edticas ao Parlamento por causa da demora na elei\u00e7\u00e3o de conselheiros do Estado.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/opiniao\/artigo\/os-nossos-muros-ou-a-lembranca-de-jorge-sampaio\/18033639\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Escreve o chefe de Estado<\/a> que, \u201ctodos os Natais, os crist\u00e3os acreditam mais na sua f\u00e9 e todos, crist\u00e3os, outros crentes e n\u00e3o crentes, vivem a fam\u00edlia, o encontro, o reencontro, a partilha poss\u00edvel para cada uma e cada um. Diferentes. Que n\u00e3o h\u00e1 duas pessoas iguais\u201d. <\/p>\n<p>\u201cE muitos de n\u00f3s recordam &#8211; na sua solid\u00e3o ou no meio dos abra\u00e7os e beijos de Natal &#8211; aquelas e aqueles que n\u00e3o t\u00eam Natal, nunca tiveram e nunca ter\u00e3o. Porque a mis\u00e9ria, a guerra, a morte, a doen\u00e7a ou a dist\u00e2ncia dos seus entes queridos toldam de uma tristeza, saudade, melancolia, dor, a alegria, mesmo se s\u00f3 poss\u00edvel, de um tempo de esperan\u00e7a\u201d, prossegue. <\/p>\n<p><b>\u201cAs televis\u00f5es recordam os que sofrem na Ucr\u00e2nia, no M\u00e9dio Oriente, no Sud\u00e3o. Mais raramente, o s que nasceram, vivem e morrem sem nunca ningu\u00e9m saber que existem e quem s\u00e3o. Ainda assim, no Natal h\u00e1 quem pare um minuto para n\u00e3o se esquecer desses milhares de milh\u00f5es sem Natal, ou milh\u00f5es para quem o Natal em guerra passou a ser um modo de viver o Natal\u201d<\/b>.\u201cE, este ano, este Natal, lembrei-me de Jorge Sampaio e da sua frase, obviamente eleitoral, mas, essencialmente, justa e certeira. Quase quarenta anos depois, Natal que ignore os muros de Berlim de hoje, os de l\u00e1 de fora, os das guerras, \u00f3dios, disputas, pobrezas do Mundo, n\u00e3o \u00e9 Natal, nem \u00e9 nada. Porque, mais do que nunca, somos um s\u00f3 planeta, um s\u00f3 Mundo, uma s\u00f3 Humanidade\u201d.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>Marcelo observa, em seguida, que \u201c<b>os muros dos outros s\u00e3o os nossos muros<\/b>. As fronteiras, as opress\u00f5es, os sofrimentos dos outros, s\u00e3o as nossas fronteiras, opress\u00f5es, sofrimentos. E as suas esperan\u00e7as, ainda que muitos vagas, muito t\u00e9nues, muito prec\u00e1rias, s\u00e3o as nossas esperan\u00e7as. <b>Para j\u00e1 do cessar-fogo no M\u00e9dio Oriente, na Palestina, em Gaza. Ainda n\u00e3o na t\u00e3o mais pr\u00f3xima Ucr\u00e2nia<\/b>\u201d.<\/p>\n<p><b>\u201cEu tinha raz\u00e3o ao falar no muro de Berlim. Nos muros l\u00e1 de fora, que s\u00e3o c\u00e1 de dentro. Inevitavelmente. S\u00f3 que Jorge Sampaio tinha raz\u00e3o ao evocar os muros nascidos e agravados c\u00e1 dentro. E que, alguns deles, n\u00e3o pararam de se agravar\u201d<\/b>, enfatiza.Na visita \u00e0 Ginja de Natal do Barreiro, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se \u00e0 pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Conselho de Estado, agendada para 9 de janeiro, explicando que a Ucr\u00e2nia &#8211; o tema escolhido &#8211; \u201c\u00e9 fundamental para a nossa vida\u201d.<\/p>\n<p>\u201c<b>A pobreza j\u00e1 foi mais grave e j\u00e1 foi menos grave. Mas nunca deixou ser grave demais para o todo nacional que somos<\/b>. Antigos muros ca\u00edram. Novos muros se ergueram\u201d, faz notar o presidente da Rep\u00fablica, para elencar a \u201cpobreza com envelhecimento coletivo impar\u00e1vel\u201d, ou \u201cmenos jovens a ficarem e mais gera\u00e7\u00f5es antigas a entrarem em becos sem sa\u00edda\u201d. <\/p>\n<p>\u201cMais leis a prometerem melhor futuro com mais abertura, toler\u00e2ncia, paz, seguran\u00e7a e, ao mesmo tempo, mais medos, reais ou imagin\u00e1rios, mas todos vividos como reais, a convidarem a mais muros, muros mais altos, t\u00e3o altos que n\u00e3o se veja nada sen\u00e3o muros\u201d, enumera.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muros que podem ser dif\u00edceis de demolir. Por\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o imposs\u00edveis. Quer isto dizer que percamos a esperan\u00e7a neste Natal, e fora dele e sempre? Claro que n\u00e3o. Umas vezes, ajudamos a derrubar muros. Outras, fracassamos. E o mais avisado talvez seja, neste Natal, revermos o rol dos muros mais urgentes de superar. <b>Sem respondermos a um muro com outro muro. Que os muros tendem a alimentar-se de outros muros<\/b>. E isso n\u00e3o cria esperan\u00e7a, alimenta condom\u00ednios fechados de ego\u00edsmos em que s\u00f3 alguns t\u00eam direito ao Natal\u201d, conclui o presidente.<br \/>&#13;\n            <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00c9 o \u00faltimo texto de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto presidente da Rep\u00fablica, nas p\u00e1ginas do Jornal de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":201851,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[4958,27,28,15,16,14,3804,40138,40137,25,26,21,22,588,1129,7561,12,13,19,20,32,1963,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-201850","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-artigo","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-imprensa","15":"tag-jorge-sampaio","16":"tag-jornal-de-noticias","17":"tag-latest-news","18":"tag-latestnews","19":"tag-main-news","20":"tag-mainnews","21":"tag-marcelo-rebelo-de-sousa","22":"tag-mensagem","23":"tag-natal","24":"tag-news","25":"tag-noticias","26":"tag-noticias-principais","27":"tag-noticiasprincipais","28":"tag-portugal","29":"tag-presidente-da-republica","30":"tag-principais-noticias","31":"tag-principaisnoticias","32":"tag-pt","33":"tag-top-stories","34":"tag-topstories","35":"tag-ultimas","36":"tag-ultimas-noticias","37":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=201850"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201850\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/201851"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=201850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=201850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=201850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}