{"id":202003,"date":"2025-12-25T13:58:12","date_gmt":"2025-12-25T13:58:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/202003\/"},"modified":"2025-12-25T13:58:12","modified_gmt":"2025-12-25T13:58:12","slug":"argelia-aprova-lei-que-criminaliza-colonizacao-francesa-colonialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/202003\/","title":{"rendered":"Arg\u00e9lia aprova lei que criminaliza coloniza\u00e7\u00e3o francesa | Colonialismo"},"content":{"rendered":"<p>O parlamento da Arg\u00e9lia aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, uma lei que criminaliza a coloniza\u00e7\u00e3o francesa (1830-1962) e exige \u00e0 Fran\u00e7a um pedido oficial de desculpas, o que pode agravar a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/04\/18\/mundo\/noticia\/deterioracao-relacoes-franca-argelia-leva-expulsao-mutua-agentes-diplomaticos-2130184\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">crise j\u00e1 existente entre os dois pa\u00edses<\/a>.<\/p>\n<p>O presidente da Assembleia Nacional Popular, Brahim Boughali, saudou a aprova\u00e7\u00e3o un\u00e2nime da lei, que responsabiliza legalmente o Estado franc\u00eas pelo seu passado colonial na Arg\u00e9lia e pelas trag\u00e9dias que gerou, e que foi aplaudida de p\u00e9 pelos deputados argelinos, usando len\u00e7os com as cores da bandeira, segundo a ag\u00eancia noticiosa France-Presse (AFP).<\/p>\n<p>A nova lei enumera os &#8220;<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2017\/02\/16\/mundo\/noticia\/macron-diz-que-colonizacao-francesa-na-argelia-foi-crime-contra-a-humanidade-1762303\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">crimes da coloniza\u00e7\u00e3o francesa<\/a>&#8220;, considerados imprescrit\u00edveis, &#8220;testes nucleares&#8221;, &#8220;execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais&#8221;, &#8220;a pr\u00e1tica generalizada de tortura f\u00edsica e psicol\u00f3gica&#8221; e &#8220;a pilhagem sistem\u00e1tica de recursos&#8221;, e estipula que &#8220;a compensa\u00e7\u00e3o integral e equitativa por todos os danos materiais e morais causados pela coloniza\u00e7\u00e3o francesa \u00e9 um direito inalien\u00e1vel do Estado e do povo argelino&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar da sua ineg\u00e1vel dimens\u00e3o simb\u00f3lica, o impacto real da lei ao n\u00edvel das reivindica\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00f5es pode ser limitado.<\/p>\n<p>&#8220;Legalmente, esta lei n\u00e3o tem alcance internacional e, por isso, n\u00e3o pode vincular a Fran\u00e7a&#8221;, disse \u00e0 AFP Hosni Kitouni, investigador em hist\u00f3ria colonial na Universidade de Exeter, no Reino Unido, acrescentando que, ainda assim, &#8220;marca um ponto de viragem na rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica com a Fran\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Questionado na semana passada sobre a vota\u00e7\u00e3o, o porta-voz do Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros franc\u00eas, Pascal Confavreux, afirmou que n\u00e3o iria comentar &#8220;debates pol\u00edticos que ocorram em pa\u00edses estrangeiros&#8221;.<\/p>\n<p>Boughali declarou, por seu turno, que a iniciativa &#8220;n\u00e3o tinha como alvo nenhum povo, nem procurava vingan\u00e7a ou incitar o ressentimento&#8221;.<\/p>\n<p>A vota\u00e7\u00e3o surge numa altura em que Paris e Argel continuam mergulhados numa crise diplom\u00e1tica, devido ao reconhecimento pela Fran\u00e7a, no ver\u00e3o de 2024, do plano de autonomia para o Saara Ocidental de Marrocos, que prev\u00ea que o territ\u00f3rio fique sob a soberania de Rabat.<\/p>\n<p>V\u00e1rios acontecimentos desde ent\u00e3o exacerbaram as tens\u00f5es, como a condena\u00e7\u00e3o e pris\u00e3o do escritor franco-argelino <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/11\/18\/culturaipsilon\/noticia\/boualem-sansal-regressou-paris-recebido-macron-2155097?ref=argelia&amp;cx=page__content\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Boualem Sansal<\/a>, que acabou por ser perdoado gra\u00e7as \u00e0 interven\u00e7\u00e3o da Alemanha.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da coloniza\u00e7\u00e3o francesa na Arg\u00e9lia continua a ser uma das principais fontes de tens\u00e3o entre Paris e Argel.<\/p>\n<p>A conquista da Arg\u00e9lia, iniciada em 1830, foi marcada por assassinatos em massa e pela destrui\u00e7\u00e3o das suas estruturas socioecon\u00f3micas, bem como por deporta\u00e7\u00f5es em grande escala, segundo os historiadores.<\/p>\n<p>Numerosas revoltas foram reprimidas antes da sangrenta guerra da independ\u00eancia (1954-1962), que matou 1,5 milh\u00f5es de argelinos, segundo a Arg\u00e9lia, e 500 mil pessoas, incluindo 400 mil argelinos, segundo historiadores franceses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O parlamento da Arg\u00e9lia aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, uma lei que criminaliza a coloniza\u00e7\u00e3o francesa (1830-1962) 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