{"id":203310,"date":"2025-12-26T14:19:13","date_gmt":"2025-12-26T14:19:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/203310\/"},"modified":"2025-12-26T14:19:13","modified_gmt":"2025-12-26T14:19:13","slug":"brasil-deve-registrar-18-milhao-de-casos-de-dengue-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/203310\/","title":{"rendered":"Brasil deve registrar 1,8 milh\u00e3o de casos de dengue em 2026"},"content":{"rendered":"<p>Especialistas recomendam continuar com as medidas de preven\u00e7\u00e3o e a vacina\u00e7\u00e3o para quem for eleg\u00edvel (Reprodu\u00e7\u00e3o\/FVS-RCP)<\/p>\n<p>MANAUS (AM) \u2013 O Brasil poder\u00e1 chegar a 1,8 milh\u00e3o de\u00a0casos prov\u00e1veis de dengue\u00a0em 2026. Dos Estados do Norte do Pa\u00eds, Acre e\u00a0Tocantins t\u00eam a expectativa de alcan\u00e7ar coeficiente de incid\u00eancia acima de 300 casos por 100 mil habitantes, o que \u00e9 considerado epidemia, de acordo com a\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>A estimativa \u2013 que considera o per\u00edodo de 12 meses a partir de outubro de 2025 \u2013 \u00e9 resultado do InfoDengue\u2013Mosqlimate Dengue Challenge, um desafio internacional dos projetos InfoDengue e Mosqlimate, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV).<\/p>\n<p>As an\u00e1lises para a pr\u00f3xima temporada sugerem um ano com caracter\u00edsticas epid\u00eamicas, mas sem sinais de alcan\u00e7ar os extremos de incid\u00eancia observados em 2024. Apesar disso, o pr\u00f3ximo ano dever\u00e1 ser o segundo maior em n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es desde 2010.<\/p>\n<p>O estudo reuniu esfor\u00e7os de 52 pesquisadores da\u00a0\u00c1frica do Sul, Alemanha, Ar\u00e1bia Saudita, do Brasil, da Espanha, dos\u00a0Estados Unidos, da It\u00e1lia e do\u00a0Reino Unido\u00a0com os objetivos de apoiar o desenvolvimento e treinamento de modelos preditivos de\u00a0dengue\u00a0no Brasil e melhorar as previs\u00f5es de surtos com a utiliza\u00e7\u00e3o de dados clim\u00e1ticos e epidemiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><img data-lazyloaded=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"783\" height=\"545\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-282.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-756491\" style=\"width:840px;height:auto\"  data-\/>Agente comunit\u00e1rio encontra criadouro de mosquito da dengue no Amazonas (Reprodu\u00e7\u00e3o\/FVS)<\/p>\n<p>Ao todo, 15 equipes de pesquisa participaram da a\u00e7\u00e3o \u2013 chamada de Sprint \u2013 com 19 modelos diferentes de previs\u00f5es de\u00a0casos de dengue\u00a0no Brasil. As previs\u00f5es foram unificadas.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es mostram que o patamar ser\u00e1 menor do observado em 2024 \u2013 quando o Brasil alcan\u00e7ou mais de 6,5 milh\u00f5es de casos prov\u00e1veis e 6,3 mil\u00a0mortes por dengue \u2013 e semelhante ao de 2025, que somou 1,6 milh\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es e 1.761 mortos at\u00e9 6 de dezembro.<\/p>\n<p>Acre e\u00a0Tocantins\u00a0(Norte), Rio Grande do Norte (Nordeste),\u00a0S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo (Sudeste), e todas as unidades federativas do Sul e do Centro-Oeste t\u00eam a expectativa de alcan\u00e7ar coeficiente de incid\u00eancia acima de 300 casos por 100 mil habitantes, o que \u00e9 considerado epidemia, de acordo com a\u00a0OMS\u00a0(Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, em 2026, vale ressaltar que o Paran\u00e1, Rio Grande do Sul, S\u00e3o Paulo, Acre e Amap\u00e1 dever\u00e3o ter incid\u00eancia mais baixa do que a registrada neste ano. Espera-se um coeficiente maior em Santa Catarina, Minas Gerais,\u00a0Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Os demais ter\u00e3o taxas semelhantes a atual, projeta a an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Minas Gerais preocupa os pesquisadores porque \u00e9 um estado com altos n\u00fameros de dengue nos \u00faltimos anos e mais uma vez apresenta crescimento, de acordo com as proje\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" data-lazyloaded=\"1\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-283-1024x768.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-756493\"  data-\/>Segundo estudo, situa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 melhor do que a observada em 2024 (Reprodu\u00e7\u00e3o\/SES-AM)<\/p>\n<p>\u201cPraticamente n\u00e3o tinha dengue\u00a0no Sul\u00a0e de alguns anos para c\u00e1 a regi\u00e3o passou a ser sempre o vice-campe\u00e3o de casos. Os campe\u00f5es eram Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O Nordeste, nos \u00faltimos anos, tem registrado poucos casos em rela\u00e7\u00e3o ao Sudeste. E o Sul tem uma grande popula\u00e7\u00e3o virgem, que nunca teve dengue\u201d, explica Kleber Luz, coordenador do Comit\u00ea de Arboviroses da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e consultor para arboviroses da Opas (Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade), bra\u00e7o da OMS nas Am\u00e9ricas e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O especialista n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p>Acre e\u00a0Tocantins\u00a0(Norte), Rio Grande do Norte (Nordeste),\u00a0S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo (Sudeste), e todas as unidades federativas do Sul e do Centro-Oeste t\u00eam a expectativa de alcan\u00e7ar coeficiente de incid\u00eancia acima de 300 casos por 100 mil habitantes, o que \u00e9 considerado epidemia, de acordo com a\u00a0OMS\u00a0(Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, em 2026, vale ressaltar que o Paran\u00e1, Rio Grande do Sul, S\u00e3o Paulo, Acre e Amap\u00e1 dever\u00e3o ter incid\u00eancia mais baixa do que a registrada neste ano. Espera-se um coeficiente maior em Santa Catarina, Minas Gerais,\u00a0Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Os demais ter\u00e3o taxas semelhantes a atual, projeta a an\u00e1lise.<\/p>\n<p>\u201cNas cidades que n\u00e3o t\u00eam a experi\u00eancia com a dengue, a popula\u00e7\u00e3o tende a sofrer um pouco mais. O diagn\u00f3stico \u00e9 mais dif\u00edcil porque os m\u00e9dicos locais n\u00e3o tem experi\u00eancia com a doen\u00e7a e s vezes o munic\u00edpio n\u00e3o est\u00e1 preparado para dar aquela assist\u00eancia. A nossa maior preocupa\u00e7\u00e3o no momento \u00e9 essa expans\u00e3o que a gente chama de interioriza\u00e7\u00e3o da dengue. A partir dos grandes centros ela se espalha para as cidades de m\u00e9dio e pequeno porte\u201d, explica Fl\u00e1vio.<\/p>\n<p>Para Kleber Luz, o Brasil n\u00e3o dever\u00e1 ultrapassar dois milh\u00f5es de casos. O infectologista chama a aten\u00e7\u00e3o para a possibilidade de entrada do\u00a0sorotipo 3, que n\u00e3o causa epidemias no pa\u00eds h\u00e1 mais de 17 anos. Seu retorno \u00e9 arriscado por causa da baixa imunidade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A dengue \u00e9 uma arbovirose transmitida pelo\u00a0Aedes aegypti. A doen\u00e7a possui quatro sorotipos. Quando um indiv\u00edduo \u00e9 infectado por um deles adquire imunidade contra aquele v\u00edrus, mas ainda fica suscet\u00edvel aos demais.<\/p>\n<p>(*) Com informa\u00e7\u00f5es da Folha de S\u00e3o Paulo  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Especialistas recomendam continuar com as medidas de preven\u00e7\u00e3o e a vacina\u00e7\u00e3o para quem for eleg\u00edvel (Reprodu\u00e7\u00e3o\/FVS-RCP) MANAUS (AM)&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":203311,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[726,1891,116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-203310","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-brasil","9":"tag-dengue","10":"tag-health","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115786309500145197","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=203310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203310\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/203311"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=203310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=203310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=203310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}