{"id":204379,"date":"2025-12-27T09:21:12","date_gmt":"2025-12-27T09:21:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/204379\/"},"modified":"2025-12-27T09:21:12","modified_gmt":"2025-12-27T09:21:12","slug":"a-islandia-e-o-lugar-que-temos-mais-parecido-com-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/204379\/","title":{"rendered":"A Isl\u00e2ndia \u00e9 o lugar que temos mais parecido com Marte"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Kleifarvatn_iceland_hiticeland_reykjanes.png\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" class=\"ext-link\"> Emstrur \/ Wikipedia<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-718959\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/33d70625197766d9e205da605be50e00-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Lago Kleifarvatn, na Isl\u00e2ndia<\/p>\n<p><strong>Os cientistas est\u00e3o mais motivados do que nunca para explorar a vida em Marte antigo. E que melhor forma de o fazer do que estudando a geologia da Isl\u00e2ndia?<\/strong><\/p>\n<p>Os rovers rob\u00f3ticos da NASA que andam a passear por Marte forneceram recentemente as melhores provas at\u00e9 hoje da exist\u00eancia de vida passada no planeta vermelho.<\/p>\n<p>Em setembro, a ag\u00eancia espacial norte-americana anunciou a descoberta de <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/nasa-diz-ter-descoberto-o-sinal-mais-evidente-de-vida-em-marte-700009\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">prov\u00e1veis biossinais em Marte<\/a>: pequenas manchas semelhantes a um padr\u00e3o de pele de leopardo que, at\u00e9 agora, s\u00f3 se conhecem como <strong>resultado da atividade de vida <\/strong>microbiana. \u00c9 como encontrar um f\u00f3ssil a 225 milh\u00f5es de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Agora, os cientistas est\u00e3o mais motivados do que nunca para explorar a vida em Marte antigo. E que melhor forma de o fazer do que estudar a <strong>geologia da Isl\u00e2ndia<\/strong>?<\/p>\n<p>\u00c9 amplamente aceite que Marte j\u00e1 teve uma paisagem hidrol\u00f3gica diversificada. Ou seja, outrora <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/marte-agua-suficiente-planeta-oceanico-510149\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">a \u00e1gua corria em rios, lagos e ribeiros<\/a>.<\/p>\n<p>A c\u00e2mara do rover Curiosity da NASA revelou algumas descobertas fascinantes em Marte, incluindo <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/oceano-profundezas-marte-677578\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ind\u00edcios de antigos lagos<\/a>. Mas, na maior parte das vezes, o rover captou <strong>sobretudo imagens de intermin\u00e1veis rochas sedimentares<\/strong> e de uma superf\u00edcie \u00e1rida e hostil.<\/p>\n<p>Estes sinais apontam para um <strong>passado marciano de \u00e1guas correntes<\/strong> e atividade vulc\u00e2nica. Afinal, sem \u00e1gua em movimento, os dep\u00f3sitos sedimentares seriam <strong>simplesmente imposs\u00edveis,<\/strong> nota o <a href=\"https:\/\/www.sciencing.com\/2056301\/iceland-closest-thing-scientists-have-to-mars\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Sciencing<\/a>.<\/p>\n<p>Por sorte, <strong>a geologia da Isl\u00e2ndia reproduz na perfei\u00e7\u00e3o<\/strong> essas condi\u00e7\u00f5es antigas de Marte. Como refere <strong>Mike Thorpe<\/strong>, do Centro Espacial Goddard da NASA, a Isl\u00e2ndia e Marte t\u00eam <strong>geologias que permitem uma compara\u00e7\u00e3o direta<\/strong>.<\/p>\n<p>Os rios frios da Isl\u00e2ndia escavam desfiladeiros em basalto, expondo camadas de rocha sedimentar que t\u00eam origem em vulc\u00f5es e foram depositadas por fluxos de \u00e1gua. <strong>O mesmo processo geol\u00f3gico ocorreu em Marte<\/strong>, embora h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>O desafio agora \u00e9 perceber <strong>como ler essas camadas de rocha sedimentar<\/strong> \u00e0 procura de <strong>sinais de vida<\/strong>. A equipa respons\u00e1vel por essa miss\u00e3o chama-se SWIFT (Southwest Iceland Field Team) e tem estado ocupada a recolher amostras da regi\u00e3o sudoeste de<strong> St\u00f3ra Lax\u00e1<\/strong>, na Isl\u00e2ndia, para desvendar as formas como a vida resiste num ambiente agreste e alien\u00edgena.<\/p>\n<p>Procura de vida: uma quest\u00e3o de carbono<\/p>\n<p>Ao compreendermos como a vida funciona na Terra, podemos aplicar esse conhecimento a outros planetas. Para isso, a NASA tem estado a procurar \u201c<strong>an\u00e1logos planet\u00e1rios<\/strong>\u201d, regi\u00f5es na Terra que se assemelham geologicamente a paisagens extraterrestres.<\/p>\n<p>Por exemplo, <strong>a Cratera do Meteoro no Arizona<\/strong> \u00e9 estudada para perceber as <strong>crateras de impacto na Lua<\/strong>, enquanto sism\u00f3metros na Gronel\u00e2ndia s\u00e3o usados para investigar os sismos na lua Europa, de J\u00fapiter.<\/p>\n<p>Mas encontrar sinais de vida em Marte \u00e9, <strong>acima de tudo, uma quest\u00e3o de qu\u00edmica<\/strong>. O mais importante \u00e9 a <strong>procura de carbono<\/strong>, o elemento fundamental dos compostos org\u00e2nicos e, por isso, da pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>A equipa SWIFT recolheu amostras de fontes hidrotermais, paredes rochosas, leitos de rios e lagos da Isl\u00e2ndia nesta pesquisa. A miss\u00e3o envolveu garrafas de mergulho, longas caminhadas e in\u00fameros recipientes para amostras.<\/p>\n<p>Segundo um <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=B1HlG-QU-Ao\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">v\u00eddeo da NASA<\/a> sobre o projeto, o lago em que a equipa se tem concentrado, o <strong>Lago Kleifarvatn<\/strong>, tem uma composi\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 dos lagos que provavelmente existiram em Marte h\u00e1 cerca de 4 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Com efeito, o Lago Kleifarvatn \u00e9 rico em<strong> fontes hidrotermais e siltito de gr\u00e3o fino<\/strong> \u2014 que tamb\u00e9m teria sido abundante em Marte no passado.<\/p>\n<p>As amostras recolhidas em St\u00f3ra Lax\u00e1 cont\u00eam grandes quantidades de di\u00f3xido de carbono, que emerge dos sedimentos dos lagos. <strong>\u00c9 f\u00e1cil tra\u00e7ar paralelos<\/strong> com os antigos lagos de Marte, e outros compostos encontrados ali tamb\u00e9m ter\u00e3o provavelmente existido na paisagem marciana do passado.<\/p>\n<p>A geologia da Isl\u00e2ndia apresenta <strong>compostos org\u00e2nicos e inorg\u00e2nicos<\/strong>, bem como minerais essenciais \u00e0 vida. Esta investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 entusiasmante, pois ajuda a tra\u00e7ar um perfil das condi\u00e7\u00f5es de vida em Marte.<\/p>\n<p>Se a vida consegue resistir \u00e0s condi\u00e7\u00f5es extremas da Isl\u00e2ndia, n\u00e3o \u00e9 descabido concluir que<strong> poderia tamb\u00e9m sobreviver ao clima antigo de Marte<\/strong>.<\/p>\n<p>Assim sendo, se acha que n\u00e3o vai viver tempo suficiente para um dia fazer uma escapadinha at\u00e9 ao Planeta Vermelho numa das naves da SpaceX de Elon Musk\u2026 pode sempre dar <strong>um salto at\u00e9 \u00e0 Isl\u00e2ndia<\/strong>.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_545_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_770_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389372_556_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Emstrur \/ Wikipedia Lago Kleifarvatn, na Isl\u00e2ndia Os cientistas est\u00e3o mais motivados do que nunca para explorar a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":204380,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[122,443,269,109,107,108,7833,8282,2559,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-204379","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-astrofisica","9":"tag-astronomia","10":"tag-capa","11":"tag-ciencia","12":"tag-ciencia-e-tecnologia","13":"tag-cienciaetecnologia","14":"tag-geologia","15":"tag-islandia","16":"tag-marte","17":"tag-portugal","18":"tag-pt","19":"tag-science","20":"tag-science-and-technology","21":"tag-scienceandtechnology","22":"tag-technology","23":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115790799670877624","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/204379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=204379"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/204379\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/204380"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=204379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=204379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=204379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}