{"id":20444,"date":"2025-08-07T23:11:11","date_gmt":"2025-08-07T23:11:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/20444\/"},"modified":"2025-08-07T23:11:11","modified_gmt":"2025-08-07T23:11:11","slug":"a-china-castigava-quem-tinha-demasiados-bebes-agora-esta-desesperada-para-fazer-o-contrario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/20444\/","title":{"rendered":"A China castigava quem tinha demasiados beb\u00e9s. Agora est\u00e1 desesperada para fazer o contr\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>\t                \u00c9 caro ter filhos na China. Mesmo muito caro. E \u00e9 por isso que os incentivos do governo n\u00e3o chegam para tentar resolver um problema grave<\/p>\n<p>Zane Li tinha nove anos quando teve uma irm\u00e3 mais nova &#8211; e a sua chegada mergulhou a fam\u00edlia, numa pequena cidade do leste da China, numa d\u00edvida devastadora.<\/p>\n<p>Na altura, ao abrigo da rigorosa pol\u00edtica chinesa do filho \u00fanico, os pais de Li foram multados em 100 mil yuan (cerca de 12 mil euros) por terem um segundo filho &#8211; quase o triplo do seu rendimento anual com a venda de peixe no mercado local.<\/p>\n<p>\u201cMal consegu\u00edamos sobreviver\u201d, recorda Li. O ent\u00e3o aluno da terceira classe foi obrigado a crescer de um dia para o outro, assumindo a maior parte das tarefas dom\u00e9sticas e passando as f\u00e9rias escolares a ajudar a m\u00e3e na sua banca.<\/p>\n<p>Agora com 25 anos, Li diz que n\u00e3o planeia ter filhos &#8211; uma atitude cada vez mais comum na sua gera\u00e7\u00e3o e algo que preocupa o governo da China, que tenta evitar uma crise populacional criada por si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, as autoridades pressionaram os casais a terem menos filhos, atrav\u00e9s de multas pesadas, abortos for\u00e7ados e esteriliza\u00e7\u00f5es, para agora apelarem \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de Li para ter mais beb\u00e9s.<\/p>\n<p>Na semana passada, no \u00faltimo esfor\u00e7o para aumentar a taxa de natalidade, a China anunciou que iria oferecer aos pais um subs\u00eddio anual de 3.600 yuan (cerca de 430 euros) por cada crian\u00e7a at\u00e9 aos tr\u00eas anos de idade, com efeitos retroativos a partir de 1 de janeiro.<\/p>\n<p>Mas para muitos jovens adultos, como Li, a oferta n\u00e3o tem qualquer valor.<\/p>\n<p>\u201cO custo de criar um filho \u00e9 enorme e 3.600 yuan por ano \u00e9 uma mera gota no balde\u201d, diz Li, que contraiu um empr\u00e9stimo estudantil para fazer um mestrado em servi\u00e7os de sa\u00fade em Pequim.<\/p>\n<p>Criar um filho at\u00e9 aos 18 anos custa, em m\u00e9dia, 538 mil yuan (perto de 65 mil euros) na China, mais de seis vezes o PIB per capita &#8211; o que a torna num dos locais mais caros do mundo para ter filhos, em termos relativos, de acordo com um estudo recente do YuWa Population Research Institute, sediado em Pequim.<\/p>\n<p>Em Xangai, o custo ultrapassa um milh\u00e3o de yuan, com Pequim logo atr\u00e1s, com 936 mil yuan, em valores que variam entre os 120 mil e os 112 mil euros.<\/p>\n<p>&#8220;[Ter filhos] s\u00f3 traria mais dificuldades. N\u00e3o sou capitalista nem nada do g\u00e9nero, e o meu filho provavelmente tamb\u00e9m n\u00e3o teria uma vida muito boa&#8221;, refere Li, que est\u00e1 ansioso com as suas perspetivas de emprego e est\u00e1 a pensar em fazer um doutoramento.<\/p>\n<p>Estas perspetivas pouco animadoras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 futura paternidade &#8211; alimentadas pelo abrandamento da economia chinesa e pelo aumento do desemprego entre os jovens &#8211; constituem um grande obst\u00e1culo ao incentivo do governo para que os jovens se casem e tenham filhos.<\/p>\n<p>Confrontada com a diminui\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra e o r\u00e1pido envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, a China aboliu a pol\u00edtica do filho \u00fanico em 2016, permitindo que os casais tenham dois filhos e depois tr\u00eas em 2021. Mas as taxas de natalidade continuaram a diminuir. A popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 a diminuir h\u00e1 tr\u00eas anos consecutivos, apesar de uma ligeira recupera\u00e7\u00e3o dos nascimentos no ano passado, e os especialistas alertam agora para um decl\u00ednio ainda mais acentuado.<\/p>\n<p>Das multas aos subs\u00eddios <\/p>\n<p>O rec\u00e9m-anunciado subs\u00eddio nacional para cuidados infantis constitui um passo significativo na campanha chinesa a favor da natalidade.<\/p>\n<p>Durante anos, as autoridades locais experimentaram uma s\u00e9rie de incentivos &#8211; desde redu\u00e7\u00f5es de impostos, benef\u00edcios em termos de habita\u00e7\u00e3o e subs\u00eddios em dinheiro a licen\u00e7as de maternidade alargadas. Agora, o governo central est\u00e1 a tomar a dianteira com um programa padronizado a n\u00edvel nacional, atribuindo 90 mil milh\u00f5es de yuan (perto de 10 mil milh\u00f5es de euros) em subs\u00eddios que dever\u00e3o beneficiar 20 milh\u00f5es de fam\u00edlias este ano.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 n\u00e3o se trata apenas de uma experi\u00eancia local. \u00c9 um sinal de que o governo v\u00ea a crise da natalidade como urgente e nacional&#8221;, explica Emma Zang, dem\u00f3grafa e professora de sociologia na Universidade de Yale. \u201cA mensagem \u00e9 clara: n\u00e3o estamos apenas a dizer-vos para terem beb\u00e9s, estamos finalmente a p\u00f4r algum dinheiro na mesa.\u201d<\/p>\n<p>O novo programa, que tamb\u00e9m oferece subs\u00eddios parciais para crian\u00e7as menores de tr\u00eas anos nascidas antes de 2025, foi bem recebido pelos pais eleg\u00edveis, mas Zang acha improv\u00e1vel que isso tenha impacto na taxa de fertilidade. Pol\u00edticas semelhantes falharam em grande parte em aumentar os nascimentos em outras sociedades do leste asi\u00e1tico, como Jap\u00e3o e Coreia do Sul, acrescenta.<\/p>\n<p>Para muitos jovens chineses que enfrentam pre\u00e7os de habita\u00e7\u00e3o inacess\u00edveis, longos dias de trabalho e um mercado de trabalho prec\u00e1rio, o subs\u00eddio nem sequer come\u00e7a a resolver as ansiedades profundas que sustentam a sua relut\u00e2ncia em constituir fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se trata apenas do custo. Muitos jovens adultos est\u00e3o c\u00e9ticos em rela\u00e7\u00e3o ao futuro, como seguran\u00e7a no emprego, pais idosos, press\u00e3o social, ent\u00e3o um subs\u00eddio em dinheiro n\u00e3o resolve o cansa\u00e7o emocional que as pessoas est\u00e3o enfrentando atualmente\u201d, continua Zang.<\/p>\n<p>A ironia da mudan\u00e7a de multar os pais por nascimentos n\u00e3o autorizados para os subsidiar para terem mais filhos n\u00e3o passou despercebida aos millennials e \u00e0 Gera\u00e7\u00e3o Z da China &#8211; especialmente \u00e0queles que testemunharam em primeira m\u00e3o as duras penas da pol\u00edtica do filho \u00fanico.<\/p>\n<p>Nas redes sociais chinesas, alguns utilizadores publicaram fotografias de recibos antigos que mostram as multas que os pais pagaram por terem dado \u00e0 luz a si pr\u00f3prios ou aos seus irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Entre eles est\u00e1 Gao, que cresceu nas remotas montanhas de Guizhou e pediu para ser identificada apenas pelo seu nome de fam\u00edlia. A prov\u00edncia do sudoeste \u00e9 uma das mais pobres da China e foi uma das muitas \u00e1reas que beneficiaram de uma derroga\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da pol\u00edtica do filho \u00fanico, permitindo que os casais rurais tivessem um segundo filho se o primeiro fosse uma rapariga &#8211; uma concess\u00e3o \u00e0 prefer\u00eancia tradicional do pa\u00eds por filhos.<\/p>\n<p>Tal como as suas duas irm\u00e3s mais velhas, Gao foi enviada para viver com a av\u00f3 pouco depois de ter nascido, para se esconder dos funcion\u00e1rios do planeamento familiar, para que os pais pudessem continuar a tentar ter um rapaz. Depois disso, tiveram quatro filhas antes de finalmente terem um filho.<\/p>\n<p>Atualmente a viver na prov\u00edncia oriental de Jiangsu, Gao, 27 anos, n\u00e3o tem qualquer interesse em casar ou criar filhos.<\/p>\n<p>\u201cSabendo que n\u00e3o posso proporcionar a uma crian\u00e7a um bom ambiente para a educa\u00e7\u00e3o e para a vida, optar por n\u00e3o ter um filho \u00e9 tamb\u00e9m um ato de bondade\u201d, afirma. \u201cDefinitivamente, n\u00e3o quero que o meu filho cres\u00e7a como eu&#8230; sem hip\u00f3teses de ascens\u00e3o social e a lutar no fundo da sociedade, tal como eu fiz.\u201d<\/p>\n<p>Otimismo em decl\u00ednio <\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, \u00e0 medida que a economia chinesa crescia e o n\u00edvel de vida melhorava, gera\u00e7\u00f5es de jovens cresceram com a convic\u00e7\u00e3o de que teriam uma vida melhor do que a dos seus pais.<\/p>\n<p>Esse otimismo est\u00e1 agora a desvanecer-se.<\/p>\n<p>Hoje em dia, muitos jovens que cresceram com a promessa de mobilidade ascendente atrav\u00e9s do trabalho \u00e1rduo e da educa\u00e7\u00e3o est\u00e3o a ficar desiludidos: os pre\u00e7os dos im\u00f3veis dispararam para al\u00e9m do seu alcance e um diploma universit\u00e1rio j\u00e1 n\u00e3o garante um bom emprego &#8211; sendo que as cobi\u00e7adas oportunidades v\u00e3o cada vez mais para aqueles que t\u00eam liga\u00e7\u00f5es familiares.<\/p>\n<p>H\u00e1 um sentimento crescente de futilidade, de que o seu esfor\u00e7o incans\u00e1vel s\u00f3 produz resultados decrescentes numa sociedade cada vez mais competitiva &#8211; uma tend\u00eancia resumida pela palavra popular \u201cinvolu\u00e7\u00e3o\u201d, um termo emprestado da sociologia para descrever uma espiral autodestrutiva de competi\u00e7\u00e3o excessiva.<\/p>\n<p>Em resposta, muitos est\u00e3o a optar por \u201cficar deitados\u201d &#8211; outro slogan que se refere \u00e0 op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o cumprir as expectativas da sociedade, incluindo o casamento e a educa\u00e7\u00e3o dos filhos.<\/p>\n<p>June Zhao, 29 anos, cresceu no seio de uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia num dos locais mais \u201cinvolu\u00eddos\u201d da China: o bairro de Haidian, em Pequim.<\/p>\n<p>Lar de tr\u00eas milh\u00f5es de pessoas e de muitas das melhores universidades do pa\u00eds, Haidian \u00e9 igualmente famoso pela sua abordagem hiper-competitiva \u00e0 educa\u00e7\u00e3o dos filhos. Zhao come\u00e7ou a frequentar aulas de refor\u00e7o todos os fins de semana no terceiro ano &#8211; e j\u00e1 estava alguns anos atrasada em rela\u00e7\u00e3o aos seus colegas.<\/p>\n<p>Depois de terminar a licenciatura e a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no estrangeiro, Zhao regressou a Pequim para trabalhar em rela\u00e7\u00f5es com investidores. Diz que a imensa press\u00e3o com que cresceu &#8211; e que ainda sente &#8211; desempenhou um papel importante na sua decis\u00e3o de n\u00e3o ter filhos.<\/p>\n<p>\u201cO custo \u00e9 simplesmente demasiado elevado e o retorno demasiado baixo\u201d, afirma. \u201cDe um modo geral, tenho uma vis\u00e3o bastante pessimista da vida &#8211; j\u00e1 dei tanto, mas recebi muito pouco em troca.\u201d<\/p>\n<p>Zhao considera-se sortuda &#8211; o seu trabalho raramente exige muitas horas extraordin\u00e1rias. Mesmo assim, esfor\u00e7a-se por imaginar ter tempo para criar um filho. Depois de se deslocar para o trabalho e jantar, tem apenas duas ou tr\u00eas horas de tempo livre por dia antes de ir para a cama. Seria ainda mais dif\u00edcil para as suas amigas que est\u00e3o presas na rotina \u201c996\u201d de trabalhar das 09:00 \u00e0s 21:00, seis dias por semana.<\/p>\n<p>Tal como muitos dos seus contempor\u00e2neos, Gao simplesmente n\u00e3o est\u00e1 otimista quanto \u00e0 vida que poderia proporcionar a uma crian\u00e7a, nem quanto \u00e0 sociedade em que ela nasceria. \u201cS\u00f3 se sente vontade de ter filhos quando se acredita que os dias que vir\u00e3o ser\u00e3o bons\u201d, diz.<\/p>\n<p>Depois, h\u00e1 o desequil\u00edbrio de longa data entre os g\u00e9neros na educa\u00e7\u00e3o dos filhos, bem como o peso f\u00edsico e emocional que isso tem para as mulheres. No caso de Zhao, foi a m\u00e3e que teve de conciliar o trabalho a tempo inteiro com a ajuda nos trabalhos de casa ou com o acompanhamento \u00e0s aulas de refor\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;Vi em primeira m\u00e3o como foi dif\u00edcil para a minha m\u00e3e criar-me. Sei, de facto, que as mulheres suportam um fardo e custos muito mais pesados do que os homens quando se trata de criar uma fam\u00edlia&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que a taxa de fertilidade diminui, o Partido Comunista, no poder, tem enfatizado o papel dom\u00e9stico das mulheres como \u201cesposas virtuosas e boas m\u00e3es\u201d, considerando-o uma parte preciosa da cultura tradicional chinesa e essencial para o \u201ccrescimento saud\u00e1vel da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o\u201d. As autoridades exortaram as mulheres a estabelecer uma \u201cvis\u00e3o correta do casamento, do parto e da fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>Zang, o dem\u00f3grafo, diz que \u00e9 simplesmente irrealista esperar que as mulheres tenham mais filhos sem abordar as verdadeiras barreiras que enfrentam.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o se pode voltar atr\u00e1s no tempo e esperar que as mulheres se limitem a adotar pap\u00e9is mais tradicionais. As jovens de hoje t\u00eam um elevado n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o, est\u00e3o orientadas para a carreira e querem mais igualdade. A menos que as pol\u00edticas apoiem essa realidade atrav\u00e9s de medidas como a licen\u00e7a de paternidade, a prote\u00e7\u00e3o no local de trabalho e os empregos flex\u00edveis, as taxas de fertilidade n\u00e3o recuperar\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>\u201cO governo quer mais beb\u00e9s, mas a sociedade n\u00e3o est\u00e1 estruturada para apoiar as fam\u00edlias\u201d, completa. &#8220;Atualmente, a parentalidade parece uma armadilha, sobretudo para as mulheres. Enquanto isso n\u00e3o mudar, os subs\u00eddios n\u00e3o ser\u00e3o suficientes.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00c9 caro ter filhos na China. Mesmo muito caro. 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