{"id":205157,"date":"2025-12-27T22:35:15","date_gmt":"2025-12-27T22:35:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/205157\/"},"modified":"2025-12-27T22:35:15","modified_gmt":"2025-12-27T22:35:15","slug":"portugal-no-topo-da-uniao-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/205157\/","title":{"rendered":"Portugal no Topo da Uni\u00e3o Europeia"},"content":{"rendered":"<p>O Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade brit\u00e2nico (NHS) enfrenta no final de 2025 uma depend\u00eancia estrutural de profissionais estrangeiros que j\u00e1 duplica a de outros pa\u00edses ocidentais. De acordo com os dados mais recentes do NHS Digital e do General Medical Council (GMC), publicados em novembro de 2025, o Reino Unido conta com uma das maiores propor\u00e7\u00f5es de m\u00e9dicos formados no exterior em todo o mundo: 42% dos cl\u00ednicos licenciados (cerca de 138.405 profissionais) obtiveram o seu diploma fora do pa\u00eds, enquanto 36,3% reportam uma nacionalidade n\u00e3o brit\u00e2nica.<\/p>\n<p><strong>Neste mapa, Portugal \u00e9 como uma das principais fontes de talento qualificado, com cerca de 1403 m\u00e9dicos no ativo naquele pa\u00eds.<\/strong> O pa\u00eds ocupa a quarta posi\u00e7\u00e3o entre as nacionalidades da UE com cl\u00ednicos a trabalhar nas ilhas brit\u00e2nicas, sendo apenas superado pela Irlanda, Gr\u00e9cia e It\u00e1lia.<\/p>\n<p><strong>Prest\u00edgio portugu\u00eas em \u00e1reas de alta complexidade<\/strong><\/p>\n<p>A &#8220;escola portuguesa&#8221; de medicina continua a ser um dos ativos mais valorizados dentro das unidades hospitalares brit\u00e2nicas. Ao contr\u00e1rio de outras nacionalidades que se concentram maioritariamente em medicina geral, os m\u00e9dicos portugueses t\u00eam uma penetra\u00e7\u00e3o acima da m\u00e9dia em especialidades de alta complexidade.<\/p>\n<p><strong>Dados do GMC (novembro 2025) e dos relat\u00f3rios de especialidade do Royal College of Anaesthetists indicam que os cl\u00ednicos formados em Portugal s\u00e3o preferencialmente selecionados para as \u00e1reas de Anestesia, Cuidados Intensivos e Cirurgia.<\/strong> Esta valoriza\u00e7\u00e3o deve-se \u00e0 natureza intensiva do internato em Portugal, que prepara os m\u00e9dicos para uma elevada autonomia cl\u00ednica. <\/p>\n<p>&#8220;Os especialistas portugueses entram no sistema brit\u00e2nico com uma maturidade t\u00e9cnica que o NHS dificilmente consegue formar em tempo \u00fatil&#8221;, refere um dos relat\u00f3rios da British Medical Association (BMA).<\/p>\n<p><strong>O custo do talento: taxas a subir em 2025<\/strong><\/p>\n<p>Um dos fatores que tem ajudado a moldar o perfil do corpo cl\u00ednico em 2025 s\u00e3o as novas exig\u00eancias financeiras impostas pelo Minist\u00e9rio do Interior (Home Office) do governo trabalhista brit\u00e2nico. <\/p>\n<p>A subida das taxas, aplicada em abril de 2025, representou um agravamento direto nos custos de entrada: o <strong>Visto de Sa\u00fade e Cuidados (at\u00e9 3 anos) tinha uma <\/strong>taxa de <strong>284 libras (aprox. \u20ac326), que passou<\/strong> para os atuais <strong>\u00a3304 (aprox. \u20ac349)<\/strong>. J\u00e1 um v<strong>isto de Sa\u00fade e Cuidados (mais de 3 anos),<\/strong> tinha um custo de <strong>\u00a3551 (aprox. \u20ac632)<\/strong>, mas foi fixada em <strong>\u00a3590 (aprox. \u20ac676)<\/strong>.<\/p>\n<p>Pior foi o <strong>Certificado de Patroc\u00ednio (CoS), <\/strong>que disparou: o governo imp\u00f4s-lhe uma subida de <strong>120%<\/strong>. Se at\u00e9 abril de 2025 os hospitais pagavam <strong>\u00a3239 (aprox. \u20ac274)<\/strong> por cada m\u00e9dico contratado, o valor atual situa-se nos <strong>\u00a3525 (cerca de \u20ac602)<\/strong>.<\/p>\n<p>Para os m\u00e9dicos portugueses e outros europeus, que antes do Brexit beneficiavam de livre circula\u00e7\u00e3o, todos estes custos &#8212; somados aos processos burocr\u00e1ticos de patroc\u00ednio &#8212; funcionam como uma barreira psicol\u00f3gica e financeira. A Academy of Medical Royal Colleges escreve mesmo, no seu relat\u00f3rio de dezembro deste ano, que este &#8220;ambiente oneroso&#8221; \u00e9 o principal respons\u00e1vel pela estagna\u00e7\u00e3o do recrutamento na UE &#8212; esta, segundo os dados estat\u00edsticos de novembro, est\u00e1 fixada nos 5,2%.<\/p>\n<p>Apesar da for\u00e7a europeia na medicina, a verdadeira base do sistema do NHS \u00e9 agora garantida pela \u00c1sia e \u00c1frica. <strong>A \u00cdndia lidera o recrutamento externo no Reino Unido (8% do total de m\u00e9dicos), seguida pelo Paquist\u00e3o (3,7%) e Egito (2,9%).<\/strong> No entanto, um dado novo de 2025 revela que <strong>9% dos m\u00e9dicos do Reino Unido prov\u00eam de pa\u00edses que integram a &#8220;lista vermelha&#8221; da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) &#8212; <\/strong>ou seja s\u00e3o pa\u00edses com car\u00eancias cr\u00edticas de pessoal cl\u00ednico, sendo que esta organiza\u00e7\u00e3o internacional <strong>pro\u00edbe o recrutamento ativo por parte de na\u00e7\u00f5es mais ricas destas na\u00e7\u00f5es para proteger sistemas de sa\u00fade vulner\u00e1veis.<\/strong><\/p>\n<p>Este facto coloca o governo brit\u00e2nico sob press\u00e3o internacional, devido \u00e0s implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas de retirar profissionais de sa\u00fade a pa\u00edses com car\u00eancias severas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade brit\u00e2nico (NHS) enfrenta no final de 2025 uma depend\u00eancia estrutural de profissionais estrangeiros&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":205158,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,1764,15,16,14,25,26,21,22,2647,62,12,13,19,20,23,24,713,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-205157","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-emigracao","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-medicos","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-reino-unido","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias","32":"tag-world","33":"tag-world-news","34":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115793921524872156","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205157","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=205157"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205157\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/205158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=205157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=205157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=205157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}