{"id":205399,"date":"2025-12-28T04:18:16","date_gmt":"2025-12-28T04:18:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/205399\/"},"modified":"2025-12-28T04:18:16","modified_gmt":"2025-12-28T04:18:16","slug":"os-eventos-culturas-e-divindades-que-inspiraram-a-franquia-avatar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/205399\/","title":{"rendered":"Os eventos, culturas e divindades que inspiraram a franquia Avatar"},"content":{"rendered":"<p>Na \u00faltima semana, estreou nos cinemas brasileiros o terceiro filme de uma das franquias de maior sucesso da carreira de <strong>James Cameron<\/strong>, e de toda a hist\u00f3ria do cinema: \u2018Avatar: Fogo e Cinzas\u2018. Dando continuidade aos eventos do segundo filme, agora \u201co conflito em Pandora aumenta quando Jake e Neytiri encontram uma nova e agressiva tribo Na\u2019vi\u201d, narra a sinopse.<\/p>\n<p>A franquia come\u00e7ou com \u2018Avatar\u2018, em 2009, que se tornou o filme que arrecadou a maior bilheteria da hist\u00f3ria do cinema (cargo este que ocupa at\u00e9 hoje), ao apresentar um mundo fant\u00e1stico impressionante, em uma das principais obras de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do s\u00e9culo 21. A continua\u00e7\u00e3o, \u2018Avatar: O Caminho da \u00c1gua\u2019, estreou em 2022, e \u00e9 atualmente a terceira maior bilheteria da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>No cerne da franquia est\u00e1 o humano Jake Sully (<strong>Sam Worthington<\/strong>), que assumiu o corpo de uma ra\u00e7a alien\u00edgena chamada Na\u2019vi, que habita o planeta de Pandora, ao lado de outros membros de sua equipe, tornando-se assim seus Avatares. A miss\u00e3o tinha como pretens\u00e3o inicial uma explora\u00e7\u00e3o militar humana da regi\u00e3o para saquear recursos, mas terminou com uma concilia\u00e7\u00e3o entre Jake Sully e os Na\u2019vi \u2014 criando assim uma obra bastante cr\u00edtica \u00e0 explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e os impactos ambientais da brutalidade humana em novos ambientes, em contexto colonizat\u00f3rio.<\/p>\n<p>E para tanto, <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/james-cameron-alerta-possivel-apocalipse-ao-estilo-do-exterminador-do-futuro-com-ia.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">James Cameron<\/a> acabou se inspirando em v\u00e1rias culturas que j\u00e1 existiram ou ainda existem na terra, al\u00e9m de tribos e eventos do mundo geral. \u201cAs pessoas s\u00e3o inerentemente emp\u00e1ticas [\u2026]\u201d, disse o cineasta \u00e0 People em 2024. \u201cElas desejam inerentemente uma conex\u00e3o umas com as outras. Elas desejam inerentemente a beleza. [Avatar] \u00e9 sobre beleza, \u00e9 sobre conex\u00e3o, \u00e9 sobre valores positivos, e isso parece estar funcionando\u201d.<\/p>\n<p>Por mais que \u2018Avatar\u2019 n\u00e3o se baseie exatamente em uma hist\u00f3ria real, <strong>James Cameron<\/strong> j\u00e1 confirmou que a trama \u00e9 inspirada em v\u00e1rios momentos hist\u00f3ricos. Por\u00e9m, se algum per\u00edodo vale destaque particular, \u00e9 o contexto da coloniza\u00e7\u00e3o europeia.<\/p>\n<p>Em outubro de 2012, durante um depoimento judicial, <strong>Cameron<\/strong> defendeu que \u2018Avatar\u2019 n\u00e3o era uma c\u00f3pia de qualquer filme ou s\u00e9rie j\u00e1 existente, mas apenas uma releitura da <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/reportagem\/processo-de-colonizacao-do-brasil-gerou-a-deturpada-imagem-da-iemanja-branca.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">coloniza\u00e7\u00e3o europeia das Am\u00e9ricas<\/a>. \u201cAvatar \u00e9 uma releitura de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da hist\u00f3ria da Am\u00e9rica do Norte e do Sul no in\u00edcio do per\u00edodo colonial\u201d, afirmou. \u201cAvatar fez refer\u00eancia muito direta ao per\u00edodo colonial nas Am\u00e9ricas, com todos os seus conflitos e derramamento de sangue entre os agressores militares da Europa e os povos ind\u00edgenas. Europa \u00e9 igual \u00e0 Terra. Os nativos americanos s\u00e3o os Na\u2019vi\u201d.<\/p>\n<p>Se considerar o personagem do Coronel Miles Quaritch (<strong>Stephen Lang<\/strong>) tem como objetivo saquear Pandora e todos os seus recursos naturais poss\u00edveis, essa compara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m faz sentido. J\u00e1 os Na\u2019vi, sendo retratados como um povo emp\u00e1tico e espiritual, que busca proteger sua terra e valorizar seus recursos, s\u00e3o um paralelo bastante evidente com os povos <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/artes-rupestres-e-calendario-de-nativos-americanos-sao-achados-nos-eua.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">nativos americanos<\/a>.<\/p>\n<p>Os Na\u2019vi se tornaram figuras emblem\u00e1ticas da cultura pop, com seus corpos altos, esguios e, o que mais chama aten\u00e7\u00e3o, azuis. E a inspira\u00e7\u00e3o para esse visual foram deuses hindus da vida real, frequentemente retratados com pele azul. Vale destacar que at\u00e9 a palavra \u201cAvatar\u201d possui um significado em s\u00e2nscrito: \u201cdescend\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>De maneira mais espec\u00edfica, no <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/oppenheimer-india-critica-cena-polemica-considerada-ataque-ao-hinduismo.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">hindu\u00edsmo<\/a>, Avatar se refere aos deuses que descem dos c\u00e9us e assumem diferentes formas, humanas ou animais. \u201c[Um Avatar \u00e9] a encarna\u00e7\u00e3o de um dos deuses hindus assumindo uma forma humana\u201d, disse <strong>Cameron<\/strong> \u00e0 Time em 2007. \u201cNeste filme, isso significa que a tecnologia humana no futuro \u00e9 capaz de injetar a intelig\u00eancia de um humano em um corpo localizado remotamente, um corpo biol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-217106 img-fluid lazy\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/avatar-9.jpg\"  \/>Cena de \u2018Avatar\u2019 (2009) \/ Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o\/20th Century Fox <\/p>\n<p>J\u00e1 outro aspecto relevante relacionado aos Na\u2019vi \u00e9 a l\u00edngua em que eles se comunicam, que foi criada de maneira complexa para os filmes. Segundo a People, um professor da Universidade do Sul da Calif\u00f3rnia foi contratado para criar este dialeto, e ele se inspirou em uma infinidade de l\u00ednguas diferentes de todo o mundo para desenvolv\u00ea-lo.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Paul Frommer<\/strong> \u00e9 um especialista em lingu\u00edstica da USC, e n\u00f3s o contratamos para criar um idioma\u201d, relatou <strong>Cameron<\/strong> em 2010 \u00e0 Entertainment Weekly. \u201c[Os Na\u2019vi] tinham um pouco de influ\u00eancia polin\u00e9sia\/<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/manto-maori-feito-de-penas-de-kakapo-e-exibido-ao-publico-na-nova-zelandia.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">maori<\/a> devido ao tempo que passei na Nova Zel\u00e2ndia e em outros lugares da Polin\u00e9sia. Ent\u00e3o ele usou algumas ra\u00edzes polin\u00e9sias \u2014 mas tamb\u00e9m h\u00e1 algumas africanas, ind\u00edgenas americanas, at\u00e9 mesmo alguns elementos das l\u00ednguas latinas \u2014 e depois misturou tudo com a estrutura de frases alem\u00e3s, onde o verbo vem por \u00faltimo\u201d.<\/p>\n<p>Um dos aspectos mais deslumbrantes da franquia \u00e9 a geografia bastante \u00fanica e praticamente m\u00e1gica de Pandora. Uma lua alien\u00edgena habit\u00e1vel, exuberante e colorida, o lar dos Na\u2019vi salta aos olhos \u2014 quase literalmente, no caso dos que assistiram aos filmes em 3D \u2014 com montanhas e penhascos flutuantes, e \u00e1rvores gigantes e elegantes.<\/p>\n<p>O cineasta comentou que sua inspira\u00e7\u00e3o para criar Pandora veio de v\u00e1rios destinos belos que existem ao redor do mundo, mas um destaque especial vai \u00e0 China. \u201c[Nos inspiramos em] muitos tipos diferentes de montanhas, mas principalmente nas forma\u00e7\u00f5es c\u00e1rsticas de calc\u00e1rio da China\u201d, escreveu o designer <strong>Dylan Cole<\/strong> em um livro complementar do filme. \u201cHavia tr\u00eas regi\u00f5es principais: Guilin, Huangshan e Zhangjiajie. Outros locais foram os tepuis na Venezuela, bem como as forma\u00e7\u00f5es c\u00e1rsticas na Tail\u00e2ndia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTratava-se de encontrar o equil\u00edbrio perfeito entre rocha e vegeta\u00e7\u00e3o. Para muitas das vistas da selva, usei fotos que tirei do telef\u00e9rico Kuranda Skyrail, perto de Cairns, na Austr\u00e1lia\u201d, continuou <strong>Cole<\/strong>.<\/p>\n<p>No <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/entenda-porque-avatar-2-e-odiado-na-nova-zelandia.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">segundo filme da franquia<\/a>, \u2018Avatar: O Caminho da \u00c1gua\u2018, <strong>James Cameron<\/strong> expandiu o mundo da Pandora ainda mais ao deixar um pouco de lado as imponentes florestas do primeiro filme, para apresentar uma cultura oce\u00e2nica bastante distinta. E, com isso, tamb\u00e9m fomos apresentados a um novo grupo Na\u2019vi, a tribo Metkayina.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Cameron<\/strong>, os Metkayina foram inspirados em culturas indon\u00e9sias, com destaque ao grupo Sama-Bajau. \u201cPesquisamos bastante sobre culturas ind\u00edgenas reais que est\u00e3o intimamente ligadas ao oceano\u201d, disse o cineasta \u00e0 National Geographic.<\/p>\n<p>\u201cA quest\u00e3o era: como podemos pegar a cultura ind\u00edgena aqui do nosso planeta e analis\u00e1-la sob a perspectiva de Pandora? H\u00e1 os Sama-Bajau, um povo na Indon\u00e9sia que vive em palafitas e jangadas. Analisamos coisas assim\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-217108 img-fluid lazy\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"850\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/avatar-10.jpg\"  \/>Cena de \u2018Avatar: O Caminho da \u00c1gua\u2019 \/ Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Walt Disney Studios Motion Pictures  <\/p>\n<p>Agora, em \u2018Avatar: Fogo e Cinzas\u2018, um diferencial est\u00e1 no fato de os novos vil\u00f5es n\u00e3o serem simplesmente os humanos, mas uma outra tribo Na\u2019vi ainda n\u00e3o apresentada: o cl\u00e3 Mangkwan, ou mais comumente conhecida como Povo das Cinzas. Ap\u00f3s terem seu lar destru\u00eddo, os Mangkwan adotaram uma ideologia mais sombria que outros Na\u2019vi j\u00e1 conhecidos, priorizando o fogo e a tecnologia em detrimento da espiritualidade.<\/p>\n<p>Nesse caso, Cameron revelou que a inspira\u00e7\u00e3o veio de uma expedi\u00e7\u00e3o de 2012 \u00e0 Papua Nova Guin\u00e9, em que viu uma cidade soterrada por cinzas vulc\u00e2nicas, bastante semelhante a Pompeia. Por\u00e9m, ao observar crian\u00e7as brincando em meio \u00e0s cinzas, ele percebeu que, possivelmente, elas n\u00e3o tinham conex\u00e3o com o conhecimento das gera\u00e7\u00f5es anteriores, enquanto ainda experienciavam traumas geracionais \u2014 o que foi um prato cheio para criar o Povo das Cinzas.<\/p>\n<p>\u201cEu vi essas crian\u00e7as brincando nesses campos de cinzas, e era assim que a poeira estava levantando\u201d, afirmou <strong>Cameron<\/strong> ao MovieWeb. \u201cN\u00f3s as filmamos em c\u00e2mera lenta para o filme, e eu quase acho que havia uma certa esperan\u00e7a nisso. A destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o os afetava porque era de uma gera\u00e7\u00e3o anterior; dava para ver que eles tinham ficado profundamente traumatizados com esse evento. Eles tinham perdido muito. E eu pensei: \u2018Ok, vamos cham\u00e1-los de povo das cinzas&#8217;\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Povo das Cinzas, o novo filme tamb\u00e9m introduz um novo cl\u00e3 conhecido como os Mercadores do Vento, que voam pelos c\u00e9us em criaturas gigantescas de Pandora. \u201cEles s\u00e3o comerciantes n\u00f4mades, equivalentes \u00e0s caravanas de camelos da Rota das Especiarias na Idade M\u00e9dia\u201d, explicou <strong>Cameron<\/strong> \u00e0 Empire. \u201cE sabe, eles s\u00e3o simplesmente divertidos. Como todos os Na\u2019vi, eles vivem em simbiose com suas criaturas\u201d.<\/p>\n<p>        <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/author\/eric-moreira\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n          <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\u00c9ric Moreira\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2021-09-24-at-18.30.11-150x150.jpeg\" class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle\" height=\"115\" width=\"115\"\/>        <\/a><\/p>\n<p>\u00c9ric Moreira \u00e9 jornalista, formado pelo Centro Universit\u00e1rio Belas Artes de S\u00e3o Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e s\u00e9ries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e Hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Na \u00faltima semana, estreou nos cinemas brasileiros o terceiro filme de uma das franquias de maior sucesso da&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":205400,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140],"tags":[21826,470,3471,114,115,147,148,736,7328,5640,146,62,32,33],"class_list":{"0":"post-205399","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-filmes","8":"tag-avatar","9":"tag-cinema","10":"tag-curiosidades","11":"tag-entertainment","12":"tag-entretenimento","13":"tag-film","14":"tag-filmes","15":"tag-historia","16":"tag-james-cameron","17":"tag-materias","18":"tag-movies","19":"tag-mundo","20":"tag-portugal","21":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115795270722616226","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205399","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=205399"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205399\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/205400"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=205399"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=205399"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=205399"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}