{"id":205918,"date":"2025-12-29T09:17:21","date_gmt":"2025-12-29T09:17:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/205918\/"},"modified":"2025-12-29T09:17:21","modified_gmt":"2025-12-29T09:17:21","slug":"angola-aceita-receber-os-seus-emigrantes-expulsos-do-reino-unido-reino-unido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/205918\/","title":{"rendered":"Angola aceita receber os seus emigrantes expulsos do Reino Unido | Reino Unido"},"content":{"rendered":"<p>O Governo de Jo\u00e3o Louren\u00e7o cedeu perante a press\u00e3o do Reino Unido e aceitou as exig\u00eancias das autoridades brit\u00e2nicas, obrigando-se a partir de agora a aceitar o repatriamento de nacionais angolanos que sejam detidos sem documentos v\u00e1lidos em solo brit\u00e2nico ou que sejam condenados por crimes. A Nam\u00edbia tamb\u00e9m aceitou cooperar com Londres.<\/p>\n<p>A not\u00edcia foi avan\u00e7ada pelo Minist\u00e9rio do Interior brit\u00e2nico no s\u00e1bado, tendo a ministra, Shabana Mahmood, afirmado que o Governo de Keir Starmer \u201cespera que os pa\u00edses cumpram as regras\u201d e que \u201cse um dos seus cidad\u00e3os n\u00e3o tem o direito de estar aqui, t\u00eam de o aceitar de volta\u201d.<\/p>\n<p>A ministra brit\u00e2nica amea\u00e7ara no m\u00eas passado com deixar de emitir vistos para cidad\u00e3os de determinados pa\u00edses se estes n\u00e3o aceitassem cooperar com o Reino Unido no repatriamento de imigrantes indocumentados. Tamb\u00e9m incluiu na poss\u00edvel retalia\u00e7\u00e3o, o fim de tratamento preferencial para governantes e membros das elites desses pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8220;A minha mensagem para os governos estrangeiros hoje \u00e9 clara: aceitem o regresso dos vossos cidad\u00e3os ou v\u00e3o perder o privil\u00e9gio de poder entrar no nosso pa\u00eds&#8221;, avisou Shabana Mahmood, em comunicado<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Dos tr\u00eas pa\u00edses referenciados pela ministra, s\u00f3 a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC) se recusou a aceitar o acordo de coopera\u00e7\u00e3o com as autoridades brit\u00e2nicas, o que levou o Minist\u00e9rio do Interior a concretizar a amea\u00e7a. Os congoleses-democr\u00e1ticos deixaram de poder aceder aos servi\u00e7os de agiliza\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de vistos e perderam o tratamento VIP para governantes, altos quadros, empres\u00e1rios e outros.<\/p>\n<p>As medidas incluem ainda a redu\u00e7\u00e3o da protec\u00e7\u00e3o concedida aos refugiados provenientes da RDC que ser\u00e3o impedidos do acesso autom\u00e1tico aos apoios sociais concedidos aos requerentes de asilo e ser\u00e3o &#8220;for\u00e7ados a regressar ao seu pa\u00eds de origem assim que for considerado seguro&#8221;.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a diplomacia angolana no Reino Unido negou as acusa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio do Interior brit\u00e2nico de falta de coopera\u00e7\u00e3o nos processos de deporta\u00e7\u00e3o. Com o embaixador Jos\u00e9 Patr\u00edcio a garantir, citado pela Lusa, que \u201cem momento algum a embaixada e consulado de Angola deixaram de cooperar, sendo a percep\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria um lament\u00e1vel equ\u00edvoco\u201d.<\/p>\n<p>As autoridades brit\u00e2nicas acusaram a representa\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica angolana em Londres de \u201cn\u00e3o processar a documenta\u00e7\u00e3o atempadamente e exigir que os indiv\u00edduos repatriados assinem os seus pr\u00f3prios documentos\u201d, o que lhes permitiria, ao recusar, bloquear a sua pr\u00f3pria deporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO requisito para assinatura de um documento\u201d, explicava Patr\u00edcio, \u00e9 \u201cuma norma jur\u00eddica universal para a sua valida\u00e7\u00e3o que n\u00e3o foi inventada e institu\u00edda pelo Estado angolano\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 um m\u00eas, o secret\u00e1rio de Estado para o Asilo e a Seguran\u00e7a das Fronteiras do Reino Unido, Alex Norris, avisava, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Sky News, que os tr\u00eas pa\u00edses tinham precisamente \u201cum m\u00eas\u201d para cooperar ou sofrer as consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>\u201cAgrade\u00e7o a Angola e \u00e0 Nam\u00edbia e sa\u00fado a sua coopera\u00e7\u00e3o. Chegou o momento de a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo fazer o que \u00e9 correcto: readmitir os seus cidad\u00e3os ou perder o privil\u00e9gio de entrar no nosso pa\u00eds\u201d, disse a ministra do Interior este s\u00e1bado.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o para o Governo trabalhista de Keir Starmer ter escolhido estes tr\u00eas pa\u00edses como exemplo est\u00e1 ainda por esclarecer. Nem Angola, nem Nam\u00edbia, nem RDC figuram entre os primeiros pa\u00edses com mais requerentes de asilo ou de indocumentados.<\/p>\n<p>De acordo com os n\u00fameros divulgados pelo jornal brit\u00e2nico The Independent, citados pelo seman\u00e1rio angolano Expans\u00e3o, dos 834.977 vistos emitidos no primeiro semestre de 2025, s\u00f3 299 foram para cidad\u00e3os da RDC, 273 para angolanos e 140 para namibianos. E entre os imigrantes apanhados em situa\u00e7\u00e3o irregular, havia 11 congoleses, tr\u00eas angolanos e nenhum namibiano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Governo de Jo\u00e3o Louren\u00e7o cedeu perante a press\u00e3o do Reino Unido e aceitou as exig\u00eancias das autoridades&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":205919,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[1063,27,28,15,16,14,1481,8269,25,26,21,22,1961,62,27610,12,13,19,20,23,24,713,16776,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-205918","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-angola","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-imigracao","15":"tag-keir-starmer","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-migracoes","21":"tag-mundo","22":"tag-namibia","23":"tag-news","24":"tag-noticias","25":"tag-noticias-principais","26":"tag-noticiasprincipais","27":"tag-principais-noticias","28":"tag-principaisnoticias","29":"tag-reino-unido","30":"tag-republica-democratica-do-congo","31":"tag-top-stories","32":"tag-topstories","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias","36":"tag-world","37":"tag-world-news","38":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205918","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=205918"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205918\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/205919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=205918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=205918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=205918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}