{"id":206147,"date":"2025-12-29T11:36:21","date_gmt":"2025-12-29T11:36:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/206147\/"},"modified":"2025-12-29T11:36:21","modified_gmt":"2025-12-29T11:36:21","slug":"tribunal-espanhol-decide-que-as-empresas-podem-geolocalizar-os-funcionarios-e-despedi-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/206147\/","title":{"rendered":"Tribunal espanhol decide que as empresas podem geolocalizar os funcion\u00e1rios \u2014 e despedi-los"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">ZAP \/\/ nicoletaionescu  \/ Depositphotos; Rawpixel<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-719299\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/b22a74a48cd2f1d35dac23d239312139-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Uma decis\u00e3o do Tribunal Superior de Justi\u00e7a das Ast\u00farias validou a utiliza\u00e7\u00e3o deste tipo de sistemas de localiza\u00e7\u00e3o para verificar o cumprimento do hor\u00e1rio de trabalho, e usar essa informa\u00e7\u00e3o para despedir funcion\u00e1rios por justa causa.<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>geolocaliza\u00e7\u00e3o em contexto laboral<\/strong> regressou ao centro do debate jur\u00eddico em Espanha, depois de uma senten\u00e7a do Tribunal Superior de Justi\u00e7a das Ast\u00farias ter reconhecido o uso de<strong> sistemas de localiza\u00e7\u00e3o<\/strong> como ferramenta leg\u00edtima para verificar o cumprimento de hor\u00e1rios e, em \u00faltima an\u00e1lise, fundamentar despedimento por justa causa.<\/p>\n<p>Esta decis\u00e3o clarifica uma \u00e1rea que afeta trabalhadores com fun\u00e7\u00f5es m\u00f3veis e empresas que recorrem a aplica\u00e7\u00f5es de <strong>controlo de hor\u00e1rios<\/strong> no dia-a-dia, nota o <a href=\"https:\/\/www.elconfidencial.com\/tecnologia\/2025-12-27\/sentencia-judicial-geolocalizacion-despido-1qrt_4259740\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">El\u00a0Confidencial<\/a>.<\/p>\n<p>O caso tem origem na situa\u00e7\u00e3o de um <strong>t\u00e9cnico de manuten\u00e7\u00e3o de elevadores<\/strong> que utilizava uma aplica\u00e7\u00e3o instalada num telem\u00f3vel da empresa para registar entradas e sa\u00eddas.<\/p>\n<p>Esta aplica\u00e7\u00e3o guardava a hora e o local exato do registo, <strong>procedimento habitual<\/strong> em fun\u00e7\u00f5es que exigem desloca\u00e7\u00f5es constantes. Apesar disso, a empresa come\u00e7ou a detetar <strong>v\u00e1rias anomalias nos registos<\/strong>, sobretudo quando o trabalhador realizava o registo do fim do turno a partir de casa e ainda dentro do hor\u00e1rio de trabalho.<\/p>\n<p>As discrep\u00e2ncias recorrentes levaram a empresa a<strong> pedir explica\u00e7\u00f5es<\/strong> ao trabalhador e a recordar-lhe a <strong>obriga\u00e7\u00e3o de registar o ponto<\/strong> a partir do local onde realizava cada interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s v\u00e1rias advert\u00eancias, <strong>os registos irregulares continuaram<\/strong>, raz\u00e3o pela qual a empresa decididiu avan\u00e7ar para um despedimento disciplinar \u2014 sem indemniza\u00e7\u00e3o, mas com direito ao subs\u00eddio de desemprego.<\/p>\n<p>A Sec\u00e7\u00e3o Social do Tribunal Superior de Justi\u00e7a das Ast\u00farias (TSJA) confirmou a validade desta decis\u00e3o, considerando <strong>provado o incumprimento reiterado<\/strong> do hor\u00e1rio acordado.<\/p>\n<p>O tribunal salientou que o<strong> uso da geolocaliza\u00e7\u00e3o era proporcionada e conforme<\/strong> \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o em vigor, uma vez que <strong>o dispositivo era da empresa<\/strong>, a aplica\u00e7\u00e3o apenas recolhia a localiza\u00e7\u00e3o<strong> no momento do registo<\/strong> de ponto e o trabalhador tinha <strong>conhecimento do seu funcionamento<\/strong>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a senten\u00e7a recordou que o artigo 20.3 da lei laboral espanhola autoriza o empregador a <strong>adotar medidas de supervis\u00e3o<\/strong> para verificar o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es laborais, desde que estas sejam adequadas \u00e0 natureza do posto de trabalho.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o sublinha que a lei espanhola determina a <strong>necessidade de informar<\/strong> de forma clara sobre a utiliza\u00e7\u00e3o de sistemas de geolocaliza\u00e7\u00e3o, a sua finalidade, o \u00e2mbito do tratamento e os direitos do trabalhador. Neste caso, o tribunal considerou que <strong>a empresa cumpriu todas estas obriga\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, o TSJA recordou que o artigo 34.5 da mesma lei estabelece que o trabalhador<strong> deve estar no seu posto de trabalho no in\u00edcio e no fim da jornada<\/strong>, o que implica disponibilidade operacional no local onde presta servi\u00e7o.<\/p>\n<p>O TSJA lembrou ainda que<strong> existe apenas uma exce\u00e7\u00e3o j\u00e1 reconhecida<\/strong> pelo Supremo Tribunal: <strong>nas empresas sem sede f\u00edsica<\/strong> ou sem qualquer espa\u00e7o onde iniciar a jornada, a resid\u00eancia do trabalhador pode ser considerada ponto v\u00e1lido para o in\u00edcio do trabalho.<\/p>\n<p>Esta doutrina a<strong>plica-se a organiza\u00e7\u00f5es totalmente descentralizadas<\/strong>. No entanto, no caso em an\u00e1lise, <strong>a empresa tinha um local claramente definido<\/strong> para o in\u00edcio da atividade di\u00e1ria, pelo que registar o ponto a partir de casa n\u00e3o tinha justifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_545_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_770_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389372_556_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"ZAP \/\/ nicoletaionescu \/ Depositphotos; Rawpixel Uma decis\u00e3o do Tribunal Superior de Justi\u00e7a das Ast\u00farias validou a utiliza\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":206148,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,16213,89,618,90,640,603,32,33,849],"class_list":{"0":"post-206147","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-direitos-do-trabalho","10":"tag-economy","11":"tag-emprego","12":"tag-empresas","13":"tag-espanha","14":"tag-justica","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-trabalho"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115802655130833615","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206147","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=206147"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206147\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/206148"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=206147"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=206147"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=206147"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}