{"id":206256,"date":"2025-12-29T12:48:12","date_gmt":"2025-12-29T12:48:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/206256\/"},"modified":"2025-12-29T12:48:12","modified_gmt":"2025-12-29T12:48:12","slug":"mais-de-60-mil-novos-casos-de-cancro-em-2022-norte-e-madeira-com-maior-carga-oncologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/206256\/","title":{"rendered":"Mais de 60 mil novos casos de cancro em 2022, &#8220;Norte e Madeira com maior carga oncol\u00f3gica&#8221;"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">&#8220;Os resultados mostram que ap\u00f3s as altera\u00e7\u00f5es provocadas pela pandemia de covid-19 a <strong>incid\u00eancia em 2022 diminuiu <\/strong>e aproximou-se dos valores observados em 2019. Mantiveram, no entanto, uma <strong>tend\u00eancia crescente o cancro do c\u00f3lon e o melanoma maligno<\/strong> em ambos os sexos, bem como os cancros do reto e do rim nos homens&#8221;, disse \u00e0 ag\u00eancia Lusa a coordenadora do RON, Maria Jos\u00e9 Bento.<\/p>\n<p>Em 2022 foram registados em Portugal <strong>60.954 novos casos<\/strong> de cancro, o que corresponde a uma taxa de incid\u00eancia de 579,6 casos por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>De acordo com um resumo do RON a que a Lusa teve acesso, a incid\u00eancia foi mais elevada nos homens (658,3 por 100 mil) do que nas mulheres (507,7 por 100 mil) e cerca de 75% dos diagn\u00f3sticos ocorreram em pessoas com mais de 60 anos.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Sobre o aumento global do cancro do c\u00f3lon, Maria Jos\u00e9 Bento disse &#8220;ser poss\u00edvel relacionar com um aumento do alargamento do rastreio&#8221; deste tipo de patologia, enquanto a incid\u00eancia nas faixas et\u00e1rias mais velhas pode ser atribu\u00edda \u00e0 &#8220;evolu\u00e7\u00e3o normal do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, uma vez que os cancros s\u00e3o, sobretudo, detetados em pessoas velhas&#8221;.<\/p>\n<p>Os <strong>tumores mais frequentemente diagnosticados <\/strong>em 2022 foram os da mama, colorretal, pr\u00f3stata, pulm\u00e3o e pele n\u00e3o-melanoma.<\/p>\n<p>O grupo et\u00e1rio dos 80 aos 84 anos apresentou a taxa de incid\u00eancia mais elevada, com 1.645 casos por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>&#8220;Norte e Madeira com maior carga oncol\u00f3gica&#8221;<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">Seguindo o padr\u00e3o habitual, nos homens o cancro da pr\u00f3stata foi o mais frequente, enquanto nas mulheres o cancro da mama continuou a liderar os diagn\u00f3sticos.<\/p>\n<p>Do ponto de vista geogr\u00e1fico, &#8220;as taxas de incid\u00eancia padronizadas mais altas registaram-se nos distritos do Porto, Braga e Lisboa, bem como na Regi\u00e3o Aut\u00f3noma da Madeira, mantendo-se o Norte e a Madeira como as regi\u00f5es com maior carga oncol\u00f3gica&#8221;, l\u00ea-se no resumo do RON.<\/p>\n<p>A coordenadora do RON e diretora do Servi\u00e7o de Epidemiologia do Instituto Portugu\u00eas de Oncologia (IPO) do Porto considerou que &#8220;mais do que questionar a acessibilidade ao diagn\u00f3stico e aos cuidados de sa\u00fade&#8221;, a maior incid\u00eancia nestes distritos &#8220;pode estar associada ao estilo de vida e a fatores de risco que poder\u00e3o ser mais ou menos controlados&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">&#8220;Por exemplo, o cancro do pulm\u00e3o \u00e9 mais nas zonas urbanas, o cancro do est\u00f4mago \u00e9 na regi\u00e3o norte que continua a ter esta maior incid\u00eancia. Estas diferen\u00e7as regionais t\u00eam muito a ver com fatores ligados ao estilo de vida, alimenta\u00e7\u00e3o, fumar, etc. As pessoas ligam muito \u00e0 gen\u00e9tica, consideram que \u00e9 quase uma fatalidade e n\u00e3o \u00e9. E tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 acessibilidade. <strong>Tem muito a ver com os h\u00e1bitos de vida<\/strong>. Est\u00e1 provado que conseguir manter atividade f\u00edsica melhora a sobreviv\u00eancia para alguns cancros&#8221;, disse a especialista, em jeito de alerta.<\/p>\n<p>Rastreios tardam<\/p>\n<p>Maria Jos\u00e9 Bento aproveitou ainda para apelar para a concretiza\u00e7\u00e3o dos rastreios do cancro do pulm\u00e3o, pr\u00f3stata e est\u00f4mago, medida que tarda em avan\u00e7ar em Portugal apesar de em dezembro de 2022, o Conselho da Uni\u00e3o Europeia ter recomendado aos Estados-membros que adotassem medidas que permitissem implementar projetos-piloto para novos rastreios oncol\u00f3gicos.<\/p>\n<blockquote data-type=\"articles\" data-id=\"related-article-18018688\"><p>\n              <strong>Leia tamb\u00e9m <\/strong><br \/>\n              <a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/nacional\/artigo\/liga-contra-o-cancro-lamenta-impasse-nos-rastreios-a-cancro-do-pulmao-estomago-e-prostata\/18018688\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Liga Contra o Cancro lamenta impasse nos rastreios a cancro do pulm\u00e3o, est\u00f4mago e pr\u00f3stata<\/a>\n            <\/p><\/blockquote>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">O alargamento dos programas de rastreio oncol\u00f3gico nacional aos cancros do pulm\u00e3o, da pr\u00f3stata e do est\u00f4mago chegou a estar inclu\u00eddo no Or\u00e7amento do Estado para 2024. &#8220;S\u00e3o realmente patologias que vale a pena rastrear porque vale a pena garantir melhor sobreviv\u00eancia com um diagn\u00f3stico mais cedo. O cancro da pr\u00f3stata \u00e9 o cancro de maior incid\u00eancia no homem. E o cancro do pulm\u00e3o \u00e9 o quarto cancro mais frequente. E o cancro do est\u00f4mago \u00e9 um cancro muito incidente na popula\u00e7\u00e3o portuguesa. N\u00f3s somos considerados uma popula\u00e7\u00e3o de m\u00e9dio risco para o cancro do est\u00f4mago&#8221;, alertou.<\/p>\n<p>O RON \u00e9 um registo que assenta numa plataforma \u00fanica eletr\u00f3nica, que tem por finalidade a recolha e a an\u00e1lise de dados de todos os doentes oncol\u00f3gicos diagnosticados e ou tratados em Portugal continental e nas regi\u00f5es aut\u00f3nomas.<\/p>\n<p>Este registo inclui todos os tumores na popula\u00e7\u00e3o residente em Portugal e permite a monitoriza\u00e7\u00e3o da atividade realizada pelas institui\u00e7\u00f5es, da efetividade dos rastreios organizados e da efetividade terap\u00eautica, a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, a investiga\u00e7\u00e3o e, em articula\u00e7\u00e3o com o Infarmed, a monitoriza\u00e7\u00e3o da efetividade de medicamentos e dispositivos m\u00e9dicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Os resultados mostram que ap\u00f3s as altera\u00e7\u00f5es provocadas pela pandemia de covid-19 a incid\u00eancia em 2022 diminuiu e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":206257,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,1207,15,16,14,25,26,21,22,619,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-206256","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-cancro","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-nacional","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-portugal","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-pt","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115802938142293694","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206256","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=206256"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206256\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/206257"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=206256"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=206256"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=206256"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}