{"id":206453,"date":"2025-12-29T14:59:13","date_gmt":"2025-12-29T14:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/206453\/"},"modified":"2025-12-29T14:59:13","modified_gmt":"2025-12-29T14:59:13","slug":"sondagem-ad-de-montenegro-afunda-297-chega-de-ventura-recupera-226-e-volta-a-estar-a-par-do-ps-de-carneiro-231","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/206453\/","title":{"rendered":"Sondagem: AD de Montenegro afunda (29,7%), Chega de Ventura recupera (22,6%) e volta a estar a par do PS de Carneiro (23,1%)"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">Lu\u00eds Montenegro j\u00e1 viveu melhores dias. De acordo com a sondagem de dezembro da Pitag\u00f3rica para o JN, TSF, TVI e CNN, a AD afunda-se quase nove pontos face ao <a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/nacional\/artigo\/sondagem-legislativas-ad-dispara-chega-derrapa-e-fica-dez-pontos-abaixo-do-ps\/18021479\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">bar\u00f3metro de novembro<\/a> e fica-se pelos 29,7%, abaixo at\u00e9 do que conseguiu nas legislativas. Ao contr\u00e1rio, o Chega recupera do trambolh\u00e3o do m\u00eas passado e volta a um n\u00edvel (22,6%) pr\u00f3ximo do que conseguiu nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es. O PS tamb\u00e9m perde g\u00e1s, mas mant\u00e9m o segundo lugar, ainda que por escasso meio ponto (23,1%). Mais para baixo, s\u00f3 h\u00e1 boas not\u00edcias para liberais de esquerda e de direita: Livre e Iniciativa Liberal est\u00e3o a crescer e empatam nos 7,3%. No fundo da tabela seguem a CDU (2,6%), o BE (1,3%) e o PAN (0,5%).<\/p>\n<p>A lideran\u00e7a da coliga\u00e7\u00e3o que junta PSD e CDS continua a ser relativamente folgada (29,7%), com uma vantagem de quase sete pontos sobre o PS (para l\u00e1 da margem de erro), mas a quebra \u00e9 acentuada. Uma explica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 a contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma laboral e a greve geral, que decorreu a 11 de dezembro, precisamente o dia em que se iniciou o trabalho de campo desta sondagem (prolongou-se at\u00e9 19 de dezembro).<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">A situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 pior para Montenegro porque Jos\u00e9 Lu\u00eds Carneiro tamb\u00e9m acusa algum desgaste (23,1%), recuando tr\u00eas pontos. Pior ainda, em novembro, os socialistas superavam o Chega a dez pontos e, um m\u00eas depois, voltam a uma situa\u00e7\u00e3o de empate e t\u00e3o maltratados como nas legislativas de maio passado.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o h\u00e1 nenhuma explica\u00e7\u00e3o evidente para a quebra dos socialistas, pode haver uma para a recupera\u00e7\u00e3o do Chega (22,6%): a exposi\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica de Andr\u00e9 Ventura que, enquanto candidato presidencial, participou, ao longo das \u00faltimas semanas, em v\u00e1rios frente a frente, incluindo os tr\u00eas que tiveram maior audi\u00eancia televisiva (com Marques Mendes, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro e Catarina Martins). A recupera\u00e7\u00e3o do Chega, de um m\u00eas para outro (seis pontos) est\u00e1 tamb\u00e9m em linha com a <a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/nacional\/artigo\/cinco-candidatos-com-um-pe-na-segunda-volta-mendes-lidera-com-seguro-a-decimas-almirante-afunda-se-ventura-e-cotrim-disparam\/18032896\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">progress\u00e3o de Andr\u00e9 Ventura<\/a> enquanto candidato a Bel\u00e9m (quatro pontos). Embora persista o facto surpreendente de o l\u00edder valer <a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/nacional\/artigo\/sondagem-ventura-vale-menos-do-que-o-chega-cotrim-e-catarina-mais-do-que-il-e-be\/18021482\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">menos do que o partido<\/a>.<\/p>\n<p>Livre e Iniciativa Liberal s\u00e3o os que mais crescem<\/p>\n<p>Quando se comparam os resultados desta sondagem com as \u00faltimas legislativas, nenhum dos tr\u00eas maiores partidos se destaca pela positiva. Essa &#8220;medalha&#8221; vai para os dois seguintes na tabela, em particular o Livre, que somaria mais tr\u00eas pontos, enquanto a Iniciativa Liberal cresceria dois pontos (ambos com 7,3%). Recorde-se que, nas elei\u00e7\u00f5es, os liberais de Esquerda ficaram mais de um ponto atr\u00e1s dos liberais de Direita.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">Dois partidos recentes com pontos em comum: um eleitorado mais jovem (superam a m\u00e9dia nos escal\u00f5es et\u00e1rios at\u00e9 aos 44 anos), dificuldades nos mais velhos e uma razo\u00e1vel distribui\u00e7\u00e3o pelas diferentes regi\u00f5es de pa\u00eds, com o melhor resultado a ser registado em Lisboa. Mas tamb\u00e9m diferen\u00e7as claras: o Livre mais feminino e mais bem cotado nas classes m\u00e9dias, IL mais masculino e a destacar-se entre quem tem melhores rendimentos.<\/p>\n<p>Direita continua a valer bem mais do que a Esquerda<\/p>\n<p>O bar\u00f3metro da Pitag\u00f3rica tem detetado v\u00e1rias oscila\u00e7\u00f5es, algumas bastante acentuadas, mas h\u00e1 uma tend\u00eancia que se mant\u00e9m firme: a predomin\u00e2ncia dos partidos \u00e0 Direita, que somam 60 pontos percentuais, praticamente o mesmo valor registado nas elei\u00e7\u00f5es de maio, embora com uma AD ligeiramente enfraquecida e uma IL um pouco mais forte. S\u00e3o mais 25 pontos do que o bloco de partidos \u00e0 Esquerda, que se fica pelos 35 pontos, um pouco acima das legislativas, por responsabilidade quase exclusiva do Livre.<\/p>\n<p>Esta supremacia da Direita repercute-se por todos os segmentos da amostra, mas com intensidades diferentes. Se tivermos em conta o g\u00e9nero, por exemplo, a vantagem da Direita sobre a Esquerda \u00e9 maior entre os homens (34 pontos) do que entre as mulheres (14 pontos). Nos escal\u00f5es et\u00e1rios, \u00e9 nos 35\/44 anos que se concentra a maior percentagem de eleitores \u00e0 Direita (vantagem de 41 pontos), enquanto nos mais velhos a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais equilibrada (mesmo assim, mais sete pontos).<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">Finalmente, e considerando a geografia, \u00e9 no Norte que o bloco que inclui a AD, o Chega e a IL mais se destaca (vantagem de 29 pontos), enquanto em Lisboa o bloco que inclui PS, Livre, CDU, BE e PAN consegue reduzir a desvantagem para nove pontos.<\/p>\n<p>PS e Chega empatados com eleitores muito diferentes<\/p>\n<p>O PS e o Chega est\u00e3o praticamente empatados na sondagem (a vantagem de d\u00e9cimas dos socialistas n\u00e3o tem relev\u00e2ncia estat\u00edstica), mas a composi\u00e7\u00e3o dos respetivos eleitorados \u00e9 bastante distinta, como se percebe, de novo, pela an\u00e1lise aos diferentes segmentos da amostra (g\u00e9nero, idade, classe social e geografia). Ventura leva vantagem de quase seis pontos entre os homens, sucedendo exatamente o contr\u00e1rio entre as mulheres, com Carneiro na frente.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">Apesar do empate entre os mais jovens, e quando se compara exclusivamente os dois partidos, o Chega domina entre os 25 e os 54 aos (com destaque para os 14 pontos de vantagem sobre os socialistas nos 35\/44 anos), enquanto o PS lidera dos 55 em diante (e em particular nos mais velhos, tamb\u00e9m com uma vantagem de 14 pontos sobre o Chega). Se o \u00e2ngulo mudar para a classe social, Carneiro est\u00e1 nove pontos acima de Ventura nos que t\u00eam maiores rendimentos, mas entre os mais pobres a situa\u00e7\u00e3o inverte-se (sete pontos a favor do Chega).<\/p>\n<p>Bloco Central com desafio dif\u00edcil nos 25\/34 anos<\/p>\n<p>Numa an\u00e1lise global aos 15 segmentos da amostra (sempre sem distribui\u00e7\u00e3o de indecisos, ao contr\u00e1rio do que sucede com a inten\u00e7\u00e3o de voto geral), \u00e9 sem surpresa que se verifica que a AD lidera em nove deles, enquanto o Chega fica e primeiro em quatro e o PS apenas em dois.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro5\">A coliga\u00e7\u00e3o liderada por Lu\u00eds Montenegro revela um balan\u00e7o quase perfeito no g\u00e9nero (ao contr\u00e1rio de PS e Chega), mas tamb\u00e9m um relativo equil\u00edbrio ao longo da pir\u00e2mide et\u00e1ria, com duas exce\u00e7\u00f5es: o pior resultado surge nos 25\/34 anos e o melhor dos 55\/64 anos (com uma diferen\u00e7a de 17 pontos percentuais entre estes dois escal\u00f5es). O PS \u00e9 mais desequilibrado, mas partilha o pior resultado com os sociais-democratas nos 25\/34 anos, conseguido o seu topo entre os que t\u00eam 65 ou mais anos, onde \u00e9, ali\u00e1s, o partido mais votado (20 pontos de diferen\u00e7a entre o resultado dos socialistas nas duas faixas et\u00e1rias).<\/p>\n<p>A fragilidade dos dois partidos do chamado Bloco Central entre os eleitores dos 25 aos 34 anos, explica-se, quer pelo facto de o Chega ser o partido favorito neste escal\u00e3o (19,5%), quer por ser tamb\u00e9m entre estes que a Iniciativa Liberal (15,4%) e o Livre (10,6%) atingem o seu pico de popularidade. Refira-se, no entanto, e relativamente ao partido de Andr\u00e9 Ventura, que \u00e9 na faixa dos 35\/44 anos que consegue o seu melhor resultado (29%, quase o dobro dos socialistas).<\/p>\n<p>Norte \u00e9 territ\u00f3rio da AD, PS \u00e0 frente em Lisboa<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0s diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds, a AD vence no Centro e no Norte (e aqui com 32,5%, o melhor resultado regional), sendo esta \u00faltima a mais adversa para o PS, que no entanto consegue ficar em primeiro em Lisboa (24,3%), a mais agreste para a AD. O Chega lidera no resto do pa\u00eds (Oeste, Alentejo, Algarve e ilhas) e tem maiores dificuldades em Lisboa, que \u00e9 ali\u00e1s a regi\u00e3o em que o equil\u00edbrio \u00e9 maior (\u00e9 aqui que Livre, IL, BE e PAN t\u00eam os seus melhores progn\u00f3sticos).<\/p>\n<p>Finalmente, quando o \u00e2ngulo incide sobre as tr\u00eas classes sociais em que se divide a amostra, percebe-se que AD e IL partilham a tend\u00eancia de conseguir maior propor\u00e7\u00e3o de votos, quanto maior for o rendimento dos eleitores (a diferen\u00e7a \u00e9 de 15 pontos no caso da coliga\u00e7\u00e3o e de oito no caso dos liberais, entre a base e o topo), enquanto no Chega acontece rigorosamente o contr\u00e1rio, cresce \u00e0 medida que o eleitorado empobrece (e com um fosso de 20 pontos no resultado que consegue entre os mais ricos e os mais pobres, sendo partido mais votado neste segmento, com 30,5%). PS e Livre distribuem-se de forma mais equitativa nas classes sociais, mas os socialistas destacam-se entre os mais pobres e o Livre entre a classe interm\u00e9dia.<\/p>\n<p>Ficha T\u00e9cnica<\/p>\n<p>Sondagem realizada pela Pitag\u00f3rica para a TVI e CNN Portugal com o objetivo de avaliar a opini\u00e3o dos portugueses sobre temas relacionados com a atualidade nacional e internacional e com as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2026. O trabalho de campo decorreu entre os dias 11 e 19 de dezembro de 2025. A amostra foi recolhida de forma aleat\u00f3ria junto de eleitores recenseados em Portugal e foi devidamente estratificada por g\u00e9nero, idade e regi\u00e3o. Foram realizadas 2012 tentativas de contacto, para alcan\u00e7armos 1000 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 49,7%. As 1000 entrevistas telef\u00f3nicas recolhidas correspondem a uma margem de erro m\u00e1xima de +\/- 3,16% para um n\u00edvel de confian\u00e7a de 95,5%. A distribui\u00e7\u00e3o de indecisos \u00e9 feita de forma proporcional. A dire\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do estudo \u00e9 da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha t\u00e9cnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC &#8211; Entidade Reguladora da Comunica\u00e7\u00e3o Social que os disponibilizar\u00e1 para consulta online.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Lu\u00eds Montenegro j\u00e1 viveu melhores dias. 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