{"id":206759,"date":"2025-12-29T18:30:11","date_gmt":"2025-12-29T18:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/206759\/"},"modified":"2025-12-29T18:30:11","modified_gmt":"2025-12-29T18:30:11","slug":"so-israel-reconhece-a-somalilandia-porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/206759\/","title":{"rendered":"S\u00f3 Israel reconhece a Somalil\u00e2ndia. Porqu\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">Abir Sultan \/ EPA<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-505701 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/fb7519110e7fbe37169dc60df1eede3b-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.<\/p>\n<p><strong>Declarou independ\u00eancia h\u00e1 mais de 30 anos, mas s\u00f3 agora foi reconhecida como um Estado: por Israel. Somalil\u00e2ndia est\u00e1 em territ\u00f3rio valioso e tem uma hist\u00f3ria cheia de sangue \u2014 mas tamb\u00e9m \u00e9 tida como um exemplo de democracia na regi\u00e3o disputada do Corno de \u00c1frica.<br \/><\/strong><\/p>\n<p>Territ\u00f3rio semides\u00e9rtico, aproximadamente do tamanho da Nicar\u00e1gua, a <strong>Somalil\u00e2ndia<\/strong> declarou a sua independ\u00eancia em 1991. Mais de 34 anos ap\u00f3s essa turbulenta declara\u00e7\u00e3o, ainda\u00a0 n\u00e3o tinha sido reconhecida como Estado por nenhuma outra na\u00e7\u00e3o \u2014 at\u00e9 agora. Tudo mudou na sexta-feira, quando <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/tag\/israel\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Israel<\/a> se tornou o primeiro pa\u00eds a reconhec\u00ea-la formalmente como um pa\u00eds independente.<\/p>\n<p>O presidente da Somalil\u00e2ndia, Abdirahman Mohamed Abdullahi, descreveu a declara\u00e7\u00e3o do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu como um <strong>\u201cmomento hist\u00f3rico\u201d. Mas a decis\u00e3o foi condenada por uma boa parte dos l\u00edderes mundiais<\/strong>, entre os quais os ministros dos Neg\u00f3cios Estrangeiros da Som\u00e1lia, do Egito, da Turquia e do Djibuti que, em comunicado, afirmaram a sua \u201crejei\u00e7\u00e3o total\u201d do an\u00fancio israelita.<\/p>\n<p>O reconhecimento in\u00e9dito poder\u00e1 encorajar outras na\u00e7\u00f5es a seguir o exemplo, refor\u00e7ando a posi\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica da regi\u00e3o separatista e o seu acesso aos mercados internacionais.<\/p>\n<p>Porque Israel est\u00e1 interessado<\/p>\n<p>O territ\u00f3rio de 137.600 km\u00b2, lar de cerca de 3,5 milh\u00f5es de pessoas, \u00e9 considerado uma verdadeira anomalia no Corno de \u00c1frica.<\/p>\n<p>Localizada entre a Eti\u00f3pia e a Som\u00e1lia \u2014 o Estado de que faz oficialmente parte \u2014, a Somalil\u00e2ndia \u00e9 <strong>territ\u00f3rio valioso<\/strong>. Est\u00e1 estrategicamente localizada perto do \u201cPort\u00e3o das L\u00e1grimas\u201d, <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/gargalos-rotas-armas-geopoliticas-400090\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Bab al Mandeb<\/a>, o estreito por onde passa um ter\u00e7o do transporte mar\u00edtimo mundial. O territ\u00f3rio \u00e9 vital para seguran\u00e7a mar\u00edtima na regi\u00e3o vol\u00e1til, alerta a <a href=\"https:\/\/www.aljazeera.com\/video\/inside-story\/2025\/12\/29\/how-will-israels-recognition-of-somaliand-impact-the-middle-east\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Al Jazeera<\/a>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, segundo a <a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/world\/middle-east\/israel-recognises-somaliland-somalias-breakway-region-independent-state-2025-12-26\/?utm_source=chatgpt.com\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Reuters<\/a>, o acordo anunciado foi acompanhado do compromisso da Somalil\u00e2ndia aderir aos Abraham Accords, algo que Israel pode ler como refor\u00e7o pol\u00edtico de uma arquitetura regional que tenta expandir no Mar Vermelho.<\/p>\n<p>As origens da Somalil\u00e2ndia<\/p>\n<p>Foi um <strong>protetorado brit\u00e2nico<\/strong> at\u00e9 \u00e0 sua independ\u00eancia, a 26 de junho de 1960. Mas essa autonomia \u2014 que na altura j\u00e1 tinha sido reconhecida por Israel \u2014 <strong>durou pouco: cinco dias depois, fundiu-se com a Somalil\u00e2ndia Italiana<\/strong>, tamb\u00e9m rec\u00e9m-independente. Foi uma uni\u00e3o de que muitos somalilandeses se arrependeram assim que foi conclu\u00edda.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as com os vizinhos do sul come\u00e7aram quase de imediato, ap\u00f3s o Parlamento aprovar a lei que fundou a Rep\u00fablica da Som\u00e1lia. A 20 de julho de 1961, um ano ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do novo Estado, realizou-se um referendo para elaborar uma nova Constitui\u00e7\u00e3o. Apesar da ampla rejei\u00e7\u00e3o por parte dos somalilandeses, o texto foi aprovado, tornando-se a constitui\u00e7\u00e3o da jovem rep\u00fablica. E, menos de uma d\u00e9cada depois, <strong>o pa\u00eds entrou em colapso.<\/strong><\/p>\n<p>Em 1967, Abdirashid Ali Shermarke foi eleito presidente e nomeou o somali Mohamed Haji Ibrahim Egal como primeiro-ministro. Mas, dois anos depois, <strong>o presidente foi assassinado pelo seu guarda-costas<\/strong>, num golpe liderado pelo general Mohamed Siad Barre, que tomou o poder.<\/p>\n<p>Assim, a Som\u00e1lia tornou-se a <strong>Rep\u00fablica Democr\u00e1tica da Som\u00e1lia<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cDeixarei edif\u00edcios, mas n\u00e3o pessoas\u201d<\/p>\n<p>O governo de facto de Siad Barre agravou o descontentamento na Somalil\u00e2ndia e alimentou, em muitos somalilandeses, o desejo de seguir um caminho diferente. O controverso oficial militar marxista-leninista provocou descontentamento n\u00e3o s\u00f3 na Somalil\u00e2ndia, mas em todo o pa\u00eds, e isso desencadeou uma <strong>revolu\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cQuando eu deixar a Som\u00e1lia, deixarei edif\u00edcios, mas n\u00e3o pessoas\u201d, prometeu Barre no final da d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio encomendado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas e publicado no in\u00edcio deste s\u00e9culo determinou que \u201co crime de <strong>genoc\u00eddio<\/strong> foi concebido, planeado e perpetrado\u201d pelo governo somali contra o povo Isaaq no norte da Som\u00e1lia, entre 1987 e 1989. Durante esse per\u00edodo, a for\u00e7a a\u00e9rea somali realizou bombardeamentos em larga escala contra Hargeisa, a capital da autoproclamada Rep\u00fablica da Somalil\u00e2ndia, matando milhares de civis e destruindo parcialmente a cidade.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s v\u00e1rios anos de um conflito sangrento, em 1991, Siad Barre foi deposto, o que levou a uma <strong>guerra civil<\/strong>.<\/p>\n<p>Falta de reconhecimento internacional<\/p>\n<p>O fim do regime militar levou tamb\u00e9m a Somalil\u00e2ndia a declarar unilateralmente a sua independ\u00eancia. Naquela altura, era \u2014 e continua a ser \u2014 um o\u00e1sis de relativa calma numa das regi\u00f5es mais turbulentas do mundo.<\/p>\n<p>Mais de tr\u00eas d\u00e9cadas depois, a Somalil\u00e2ndia <strong>funciona quase como um pa\u00eds independente<\/strong>, mas sem o ser, pelo menos oficialmente. Tem um sistema pol\u00edtico pr\u00f3prio, parlamento, for\u00e7a policial, bandeira, moeda e emite passaportes pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>A falta de apoio internacional foi agravada pela crise diplom\u00e1tica com a Som\u00e1lia, ap\u00f3s o <strong>acordo<\/strong> assinado em janeiro de 2024 <strong>entre a Eti\u00f3pia e a Somalil\u00e2ndia<\/strong>, que concedeu a Adis Abeba (a capital da Eti\u00f3pia) acesso ao mar atrav\u00e9s do porto de Berbera e abriu caminho para um eventual reconhecimento. Mogadixo (a capital da Som\u00e1lia e sede do governo federal) denunciou o acordo como uma<strong> viola\u00e7\u00e3o da sua soberania<\/strong>, considerando a Somalil\u00e2ndia parte insepar\u00e1vel da Som\u00e1lia.<\/p>\n<p>Embora Israel se tenha tornado, esta semana, o primeiro pa\u00eds a reconhecer formalmente a Somalil\u00e2ndia como na\u00e7\u00e3o soberana, o resto da comunidade internacional n\u00e3o reconhece a sua independ\u00eancia, incluindo as Na\u00e7\u00f5es Unidas, a Liga \u00c1rabe e a Uni\u00e3o Africana.<\/p>\n<p>Compara\u00e7\u00f5es com Taiwan<\/p>\n<p>O caso da Somalil\u00e2ndia \u00e9 frequentemente comparado ao de <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/tag\/taiwan\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Taiwan<\/a>. Ambos parecem ser Estados plenamente funcionais e declaram com orgulho a sua independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos seus vizinhos maiores \u2014 Som\u00e1lia e China \u2014, que insistem que estas \u00e1reas rebeldes fazem parte dos seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Reconhecendo isso, Hargeisa (capital da Somalil\u00e2ndia) e Taip\u00e9 (capital de Taiwan) refor\u00e7aram a sua rela\u00e7\u00e3o e estabeleceram oficialmente <strong>la\u00e7os diplom\u00e1ticos em 2020<\/strong>, provocando a ira dos vizinhos.<\/p>\n<p>O representante taiwan\u00eas na Somalil\u00e2ndia, Allen Chenhwa Lou, descreveu a rela\u00e7\u00e3o entre os dois territ\u00f3rios como <strong>\u201cwin-win\u201d<\/strong>, numa entrevista \u00e0 BBC no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o precisamos de procurar a independ\u00eancia agora porque j\u00e1 somos independentes. O que ambos precisamos \u00e9 de reconhecimento. Partilhamos esta situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O\u00e1sis de estabilidade<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o pol\u00edtica e da independ\u00eancia institucional, a Somalil\u00e2ndia \u00e9 muito mais est\u00e1vel do que o resto da Som\u00e1lia. \u00c9 considerada por especialistas um <strong>exemplo de democracia<\/strong> <strong>na regi\u00e3o<\/strong>. Os seus l\u00edderes chegam ao poder atrav\u00e9s de elei\u00e7\u00f5es disputadas, cujos resultados, ao contr\u00e1rio do que acontece noutros pa\u00edses africanos, s\u00e3o respeitados, mesmo quando a oposi\u00e7\u00e3o vence. E, apesar de ser uma cidade com pobreza generalizada e uma taxa de desemprego muito elevada, <strong>Hargeisa \u00e9 uma das cidades mais seguras da regi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Como <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/world-africa-36300592\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">escreveu<\/a> a jornalista da BBC Mary Harper, em 201 6, no 25.\u00ba anivers\u00e1rio da declara\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia do territ\u00f3rio: \u201cA Somalil\u00e2ndia tem relativa paz e estabilidade.\u201d<\/p>\n<p>\u201cPor vezes viajo entre a Som\u00e1lia e a Somalil\u00e2ndia no mesmo dia, e o contraste n\u00e3o poderia ser maior. Na Som\u00e1lia, como jornalista ocidental, n\u00e3o consigo deslocar-me sem seis guarda-costas fortemente armados (\u2026). Na Somalil\u00e2ndia, ando sozinha, mesmo \u00e0 noite\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>O jornalista somali Farhan Jimale explica que essa relativa paz se deve aos esfor\u00e7os da Somalil\u00e2ndia desde a d\u00e9cada de 1990: \u201cHavia anci\u00e3os locais que atuaram como mediadores. Reuniram todas as comunidades locais e formaram um governo local que partilha o poder.\u201d<\/p>\n<p>A vis\u00e3o da Som\u00e1lia<\/p>\n<p>A Som\u00e1lia considera a Somalil\u00e2ndia parte integrante do pa\u00eds. Nos \u00faltimos 10 anos, Hargeisa e Mogadixo realizaram negocia\u00e7\u00f5es de paz, mas, para a Som\u00e1lia, a integridade do pa\u00eds \u00e9 inegoci\u00e1vel, sublinha Jimale. \u201cNo entanto, reconhece a Somalil\u00e2ndia como uma regi\u00e3o que desenvolveu as suas autoridades locais\u201d, prossegue.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, embora o governo federal somali tenha conseguido consolidar o seu controlo em Mogadixo e noutras grandes cidades, grupos islamistas como o <strong>Al-Shabaab<\/strong> \u2014 que j\u00e1 garantiu que vai combater contra qualquer presen\u00e7a israelita na Somalil\u00e2ndia, ap\u00f3s o reconhecimento israelita do territ\u00f3rio \u2014 continuam a ser uma amea\u00e7a ativa e recuperaram influ\u00eancia em v\u00e1rias \u00e1reas do pa\u00eds. Se a Som\u00e1lia alcan\u00e7ar a paz, ter\u00e1 menos motivos para reconhecer a independ\u00eancia da Somalil\u00e2ndia.<\/p>\n<p>\u201cO principal argumento dos separatistas da Somalil\u00e2ndia \u00e9 que a Som\u00e1lia precisa de p\u00f4r a casa em ordem antes de ambos os lados se poderem sentar para conversar\u201d, destaca Jimale. Mas, se o pa\u00eds continuar mergulhado numa grave crise de seguran\u00e7a, a luta pela independ\u00eancia n\u00e3o cessar\u00e1.<\/p>\n<p>Seja como for, a decis\u00e3o final sobre a independ\u00eancia da Somalil\u00e2ndia provavelmente ter\u00e1 de vir de Mogadixo, tal como aconteceu com a secess\u00e3o do vizinho <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/tag\/sudao-do-sul\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Sud\u00e3o do Sul<\/a>, que o governo sudan\u00eas acabou por aceitar ap\u00f3s um referendo.<\/p>\n<p>\u201cProvocador\u201d, \u201cinaceit\u00e1vel\u201d, \u201camea\u00e7a\u201d. As rea\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia pediu que a integridade territorial da Som\u00e1lia fosse respeitada, o que considera fundamental para a paz e a estabilidade de toda a regi\u00e3o do Corno de \u00c1frica\u201d, disse o porta-voz da UE para os Neg\u00f3cios Estrangeiros, Anouar El Anouni.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-geral da<strong> Liga \u00c1rabe<\/strong> afirmou que o reconhecimento \u00e9 uma medida \u201cprovocadora e inaceit\u00e1vel\u201d que pode \u201cminar a estabilidade regional\u201d. \u00c9 \u201cuma clara viola\u00e7\u00e3o das normas do Direito Internacional\u201d e \u201cuma viola\u00e7\u00e3o flagrante do princ\u00edpio da unidade e soberania dos Estados, que constitui um pilar fundamental da Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas e das rela\u00e7\u00f5es internacionais\u201d, disse Ahmed Abulgheit: \u201cequivale a um ataque israelita \u00e0 soberania de um Estado \u00e1rabe e africano\u201d.<\/p>\n<p>O gabinete do <strong>primeiro-ministro da Som\u00e1lia<\/strong> condenou o \u201cataque deliberado \u00e0 sua soberania\u201d por parte de Israel, considerando que o reconhecimento da Somalil\u00e2ndia exacerba \u201cas tens\u00f5es pol\u00edticas e de seguran\u00e7a no Corno de \u00c1frica, no Mar Vermelho e no Golfo de \u00c1den, no M\u00e9dio Oriente e na regi\u00e3o em geral\u201d. \u201cA Som\u00e1lia nunca aceitar\u00e1 tornar o povo palestiniano ap\u00e1trida\u201d, sublinhou Hamza Abdi Barre.<\/p>\n<p>A Embaixada da <strong>China<\/strong> na Som\u00e1lia afirmou que o seu embaixador, Wang Yu, teve uma \u201cconversa urgente\u201d com o ministro somali dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Abdisalam Ali, sublinhando o \u201cfirme apoio de Pequim \u00e0 soberania, \u00e0 unidade nacional e \u00e0 integridade territorial da Som\u00e1lia\u201d.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros da <strong>Palestina<\/strong> afirmou, por sua vez, que o reconhecimento israelita \u201cmenospreza a soberania da Som\u00e1lia\u201d e alertou que<strong> Israel poder\u00e1 estar a tentar encontrar um destino para expulsar os palestinianos<\/strong>, recordando as conversas secretas com autoridades africanas sobre a desloca\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de Gaza.<\/p>\n<p>O grupo islamita <strong>Hamas<\/strong> classificou o reconhecimento da Somalil\u00e2ndia como um \u201cprecedente perigoso\u201d e uma \u201ctentativa desesperada de uma entidade fascista que ocupa o territ\u00f3rio palestiniano, de obter uma falsa legitimidade\u201d, acusando Israel de isolamento internacional, devido aos crimes cometidos em Gaza, e reafirmando a sua total rejei\u00e7\u00e3o a qualquer plano de reassentamento for\u00e7ado de palestinianos, incluindo na Somalil\u00e2ndia.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_545_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_770_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389372_556_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Abir Sultan \/ EPA Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. 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