{"id":207076,"date":"2025-12-29T22:18:53","date_gmt":"2025-12-29T22:18:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/207076\/"},"modified":"2025-12-29T22:18:53","modified_gmt":"2025-12-29T22:18:53","slug":"atrasados-ambientais-campanha-quer-portugal-a-acelerar-mudanca-de-comportamentos-na-reciclagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/207076\/","title":{"rendered":"&#8220;Atrasados ambientais&#8221;. Campanha quer Portugal a acelerar mudan\u00e7a de comportamentos na reciclagem"},"content":{"rendered":"<p itemprop=\"text\" class=\"article-body\">\n                  Com a taxa de retoma prevista a fechar o ano nos 61 por cento, abaixo dos 65 exigidos por Bruxelas, o Electr\u00e3o lan\u00e7a esta segunda-feira a campanha nacional &#8220;Atrasados ambientais&#8221;, que pretende ser um choque de realidade para p\u00f4r o tema reciclagem na agenda e mobilizar os cidad\u00e3os para separar embalagens. <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/a5a6431703d9078b9d3e9b6264c4bc57.jpeg\"\/><\/p>\n<p>O lixo sempre nos acompanhou ao longo da evolu\u00e7\u00e3o civilizacional, ora reaproveitado em tempos remotos como adubo na agricultura de subsist\u00eancia, ora descartado na natureza mas absorvido por esta. Com a revolu\u00e7\u00e3o industrial e a introdu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica no processo evolutivo, o tipo de lixo foi-se alterando, sendo este menos absorvido pela natureza e pelo uso quotidiano.<br \/>&#13;<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o em grande escala e uma necessidade de consumo cada vez &#13;<br \/>\nmaior, associadas \u00e0 massifica\u00e7\u00e3o e do&#13;<br \/>\npl\u00e1stico, o fator polui\u00e7\u00e3o cresceu e tornou o lixo um problema social e &#13;<br \/>\ncomplexo de resolver. Apesar de durante anos os aterros sanit\u00e1rios, em &#13;<br \/>\nconjunto com a incenera\u00e7\u00e3o, fossem solu\u00e7\u00f5es para este problema, a quest\u00e3o&#13;<br \/>\ntamb\u00e9m passou a ser colocada a n\u00edvel do consumo de recursos, n\u00e3o s\u00f3 &#13;<br \/>\npoluentes mas tamb\u00e9m eles finitos. <\/p>\n<p>No sentido da mudan\u00e7a de comportamentos, bem como a necessidade de resolver o problema do lixo em 1985, a ent\u00e3o Comunidade Econ\u00f3mica Europeia (CEE) emitiu a primeira Diretiva Europeia que veio obrigar os pa\u00edses a gerir os seus res\u00edduos. <\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de aterros n\u00e3o se revelava suficiente para resolver esta quest\u00e3o e tornava-se imperativo dar uma solu\u00e7\u00e3o adequada a todo o \u201clixo\u201d considerado n\u00e3o degrad\u00e1vel. Nascia assim a quest\u00e3o da reciclagem e reutiliza\u00e7\u00e3o inserido num sistema de economia circular.  O lixo feio, porco e mau come\u00e7ou a ser encarado como res\u00edduo e pass\u00edvel de dar origem a novas utiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a entrada de Portugal para a Comunidade Econ\u00f3mica Europeia (CEE) em 1986, esta diretiva \u00e9 transposta para a legisla\u00e7\u00e3o nacional em 1990. Contudo, <b>n\u00e3o havia o h\u00e1bito, por parte do cidad\u00e3o portugu\u00eas, de separar o lixo e a quest\u00e3o reciclagem era ainda um assunto muito embrion\u00e1rio, com as autarquias a n\u00e3o apostarem nesta vertente. N\u00e3o havia tamb\u00e9m ecopontos suficientes que levassem os cidad\u00e3os a fazer a devida separa\u00e7\u00e3o.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/368a29469f889bb29e3ca9374859a94b.jpeg\"\/><\/p>\n<p>Cerca de 59 por cento dos res\u00edduos urbanos seguem para aterro, e uma parte significativa dos aterros aproxima\u2011se do limite de capacidade | Foto: AFP<\/p>\n<p>Vinte cinco anos passados e ap\u00f3s v\u00e1rias campanhas de sensibiliza\u00e7\u00e3o e uma vasta rede de recolha de ecopontos a n\u00edvel nacional, a quest\u00e3o da reciclagem est\u00e1 j\u00e1 na g\u00e9nese dos portugueses, mas <b>ainda assim estamos &#8220;atrasados ambientalmente&#8221;<\/b> nas metas de reciclagem estabelecidas para 2025. <\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio mais empenho de cada um de n\u00f3s, mas tamb\u00e9m de todos os agentes envolvidos na cadeia de valor das embalagens.&#13;\n<\/p>\n<p>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2e2ceb340103f38ec414446c0b7d36ca.png\"\/><\/p>\n<p>Metas europeias apertam, n\u00fameros nacionais ficam aqu\u00e9m<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEm 2024, foram encaminhadas para reciclagem 477 mil toneladas de embalagens, o equivalente a 58,6 por cento de taxa de retoma (cumprindo a meta de 55 por cento desse ano, mas longe do novo patamar). <b>Em 2025, at\u00e9 final de novembro, 493 mil toneladas j\u00e1 seguiram para reciclagem<\/b> e, mantendo o ritmo, o ano dever\u00e1 fechar cerca de 550 mil toneladas, o que aponta para 61 por cento \u2014 <b>um valor aqu\u00e9m da meta europeia que estabelece 65 por cento.<\/b>\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Para 2030, a fasquia volta a subir e vai estabelecer uma nova meta para 70 por cento de reciclagem global de embalagens, exigindo \u201cesfor\u00e7o acrescido e continuado\u201d ao longo da d\u00e9cada.\u00a0<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/9f7bc0af5d2e3d1d5e5568aa24e91daf.png\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNo contexto europeu, <b>Portugal est\u00e1 atrasado a n\u00edvel ambiental e surge na posi\u00e7\u00e3o 21.\u00ba no ranking da taxa de reciclagem de embalagens, abaixo da m\u00e9dia da Uni\u00e3o<\/b>, segundo os dados mais recentes dispon\u00edveis do Eurostat (2023). O pa\u00eds gera n\u00edveis de res\u00edduos de embalagens pr\u00f3ximos da m\u00e9dia europeia, mas continua sem transformar essa produ\u00e7\u00e3o em reciclagem ao ritmo que as metas imp\u00f5em.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/772d777438d356b3cf42f40aa33316d6.png\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEntre os v\u00e1rios fatores est\u00e1 o atraso na reciclagem de embalagens a que se soma um contexto fr\u00e1gil na gest\u00e3o de res\u00edduos urbanos: <b>Portugal mant\u00e9m\u2011se em torno dos 30 por cento de reciclagem, contra cerca de 50 por cento na m\u00e9dia da UE.\u00a0&#13;<br \/>\n<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Cerca de 59 por cento dos res\u00edduos urbanos seguem para aterro e uma parte significativa dos aterros aproxima\u2011se do limite de capacidade<\/b> \u2014 dos 35 aterros existentes, apenas 13 t\u00eam mais de 20 por cento de capacidade dispon\u00edvel, havendo v\u00e1rios que podem esgotar at\u00e9 2027 se nada for feito, confirma o Plano de A\u00e7\u00e3o TERRA.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/6b6349769db156a36f8a1ae413eaaaa3.png\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u201cAtrasados ambientais\u201d: humor para abanar consci\u00eancias&#13;\n<\/p>\n<p>\u201cEstamos com metas mais exigentes, mais embalagens a entrar no mercado, aterros perto do limite e um crescimento muito t\u00edmido das taxas de reciclagem\u2026 Se n\u00e3o acelerarmos agora, n\u00e3o ser\u00e1 apenas a meta de 2025 que fica em risco, todo o caminho at\u00e9 2030 fica comprometido\u201d, alerta Pedro Nazareth, CEO do Electr\u00e3o.<b> <\/b><\/p>\n<p>A campanha cria um r\u00f3tulo desconfort\u00e1vel \u2014 \u201catrasados ambientais\u201d \u2014 para expor comportamentos errados na separa\u00e7\u00e3o e transformar o inc\u00f3modo em impulso de mudan\u00e7a. \u201cA op\u00e7\u00e3o foi usar humor e um certo desconforto saud\u00e1vel para p\u00f4r o tema na mesa\u2026 \u00c9 esse inc\u00f3modo que queremos transformar num impulso para mudar comportamentos\u201d, sublinha o respons\u00e1vel.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nUma campanha que passa a estar presente nos org\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social &#8211;\u00a0em televis\u00e3o, r\u00e1dio, mupis, digital e redes sociais. No plano visual, esta campanha do Electr\u00e3o introduz um novo verde el\u00e9trico, mais intenso, que sublinha o tom de urg\u00eancia e funciona como sinal luminoso de alerta: \u00e9 para ver, parar e pensar antes de deitar embalagens fora. <b>O objetivo declarado \u00e9 tirar Portugal do grupo dos \u201catrasados ambientais\u201d e aproxim\u00e1\u2011lo dos pa\u00edses que cumprem e lideram na transi\u00e7\u00e3o para a economia circular.<\/b>\u00a0&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com a taxa de retoma prevista a fechar o ano nos 61 por cento, abaixo dos 65 exigidos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":207077,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,420,421,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-207076","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-rtp","26":"tag-rtp-noticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115805183354284337","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/207076","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=207076"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/207076\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/207077"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=207076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=207076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=207076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}