{"id":207886,"date":"2025-12-30T12:57:07","date_gmt":"2025-12-30T12:57:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/207886\/"},"modified":"2025-12-30T12:57:07","modified_gmt":"2025-12-30T12:57:07","slug":"metroid-prime-4-beyond-o-regresso-de-samus-brilha-na-switch-2-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/207886\/","title":{"rendered":"Metroid Prime 4: Beyond \u2014 o regresso de Samus brilha na Switch 2 | Cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 jogos que n\u00e3o chegam propriamente \u2014 regressam. Metroid Prime 4: Beyond \u00e9 um desses casos. Depois de anos de sil\u00eancio, avan\u00e7os e recuos no desenvolvimento e uma expectativa quase mitol\u00f3gica entre os f\u00e3s da Nintendo, Samus Aran volta finalmente a vestir o seu fato tecnol\u00f3gico e a lembrar-nos porque \u00e9 uma das figuras mais marcantes da hist\u00f3ria dos videojogos. F\u00e1-lo agora na <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/07\/18\/enter\/critica\/switch-2-teste-nintendo-melhorou-formula-sucesso-2140734\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Switch 2<\/a>, numa aventura que respeita a heran\u00e7a da s\u00e9rie, mas que n\u00e3o tem receio de experimentar novos caminhos \u2014 nem sempre com igual sucesso.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria arranca de forma deliberadamente enigm\u00e1tica, como manda a tradi\u00e7\u00e3o. Samus chega sem grandes explica\u00e7\u00f5es ao planeta Viewros, antigo lar da civiliza\u00e7\u00e3o Lamorn, hoje reduzida a ru\u00ednas e ecos de uma trag\u00e9dia antiga. Sozinha, vulner\u00e1vel e privada de grande parte das capacidades do seu fato, a ca\u00e7adora de recompensas inicia uma viagem de reconstru\u00e7\u00e3o \u2014 n\u00e3o apenas da armadura, mas tamb\u00e9m da mem\u00f3ria do pr\u00f3prio planeta. \u00c9 uma narrativa contida, relatada sobretudo atrav\u00e9s do ambiente, dos vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos e de pequenas revela\u00e7\u00f5es dispersas, numa abordagem que a s\u00e9rie Metroid Prime sempre soube trabalhar com mestria.<\/p>\n<p><strong>Poderes ps\u00edquicos e combate fiel \u00e0 s\u00e9rie<\/strong><\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o do jogo continua a ser a progress\u00e3o atrav\u00e9s do fato de Samus. Cada nova habilidade desbloqueada abre portas \u2014 literalmente \u2014 a zonas antes inacess\u00edveis, refor\u00e7ando aquele ciclo viciante de explora\u00e7\u00e3o, regresso e descoberta que define o ADN da s\u00e9rie. Beyond introduz, contudo, uma camada nova: poderes ps\u00edquicos que permitem manipular objectos \u00e0 dist\u00e2ncia, desviar m\u00edsseis em pleno voo, criar plataformas invis\u00edveis ou interagir com elementos espec\u00edficos do ambiente. N\u00e3o se trata de uma ruptura, mas de uma extens\u00e3o natural das mec\u00e2nicas cl\u00e1ssicas, agora reinterpretadas com um verniz mais moderno.<\/p>\n<p>As ferramentas familiares est\u00e3o todas l\u00e1. A \u201cmorfosfera\u201d continua a ser essencial para explorar passagens apertadas e resolver enigmas ambientais; os diferentes tipos de disparo \u2014 gelo, fogo, plasma \u2014 mant\u00eam a sua import\u00e2ncia estrat\u00e9gica; e o visor do fato ganha novas fun\u00e7\u00f5es, ajudando a decifrar a l\u00f3gica ps\u00edquica de Viewros. Tudo isto \u00e9 apresentado de forma acess\u00edvel, sem excessos de complexidade t\u00e9cnica, o que torna o jogo compreens\u00edvel mesmo para quem n\u00e3o acompanha a s\u00e9rie h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n                O grafismo \u00e9 do melhor que j\u00e1 vimos numa consola Nintendo&#13;<br \/>\nDR            &#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>O combate \u00e9 um dos pontos mais consistentes da experi\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 particularmente inovador, mas \u00e9 s\u00f3lido, reactivo e satisfat\u00f3rio. Os inimigos v\u00e3o escalando em complexidade e obrigam a usar, de forma criteriosa, as capacidades entretanto adquiridas. Os confrontos com criaturas de grandes dimens\u00f5es \u2014 verdadeiros testes de leitura de padr\u00f5es e de precis\u00e3o \u2014 est\u00e3o entre os momentos mais memor\u00e1veis do jogo. J\u00e1 os puzzles, embora bem integrados no ritmo da explora\u00e7\u00e3o, raramente colocam grandes dificuldades. Os coment\u00e1rios constantes dos aliados de Samus, por vezes demasiado explicativos, retiram algum prazer \u00e0 descoberta, mas dificilmente chegam a quebrar o envolvimento.<\/p>\n<p><strong>Ambi\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, um deserto e um balan\u00e7o positivo<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a meio da aventura que Metroid Prime 4: Beyond trope\u00e7a pela primeira vez de forma mais evidente. Sol Valley, um vasto deserto que funciona como zona de liga\u00e7\u00e3o entre v\u00e1rias \u00e1reas, aposta numa estrutura mais aberta e introduz a Vi-O-La, uma mota futurista criada pelos Lamorn. A ideia \u00e9 interessante e, no papel, ambiciosa. Mas, na pr\u00e1tica, a extens\u00e3o do mapa e a relativa escassez de acontecimentos transformam longos per\u00edodos de desloca\u00e7\u00e3o num exerc\u00edcio algo mon\u00f3tono. A sensa\u00e7\u00e3o de solid\u00e3o \u2014 normalmente uma virtude em Metroid \u2014 aqui joga contra, diluindo o impacto de uma das suas principais novidades.<\/p>\n<p>Felizmente, o deslize \u00e9 compensado por um trabalho t\u00e9cnico not\u00e1vel. Para um t\u00edtulo da Switch 2, Beyond impressiona pela qualidade visual, pela diversidade dos cen\u00e1rios e pelo cuidado na direc\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Viewros \u00e9 um planeta estranho, belo e amea\u00e7ador, com identidades bem distintas entre as suas regi\u00f5es. A banda sonora acompanha esse registo, alternando entre temas atmosf\u00e9ricos e composi\u00e7\u00f5es mais intensas, sempre ao servi\u00e7o da imers\u00e3o.<\/p>\n<p>No balan\u00e7o final, Metroid Prime 4: Beyond \u00e9 tudo aquilo que se esperava \u2014 ainda que talvez um pouco menos do que se sonhou durante anos de espera. N\u00e3o \u00e9 um jogo perfeito nem totalmente consistente, mas \u00e9 uma aventura s\u00f3lida, respeitosa da sua hist\u00f3ria e suficientemente aberta para acolher novos jogadores. A dificuldade mant\u00e9m-se acess\u00edvel, raramente punitiva, e o ritmo, com excep\u00e7\u00e3o de alguns momentos mais arrastados, convida a avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Samus est\u00e1 de volta. E, apesar de alguns passos em falso pelo caminho, continua a saber conduzir-nos por mundos onde o sil\u00eancio, a explora\u00e7\u00e3o e a curiosidade valem tanto como qualquer explos\u00e3o.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p><strong>Tipo<\/strong><br \/>&#13;<br \/>\nAc\u00e7\u00e3o e aventura na primeira pessoa<br \/>&#13;<br \/>\n<strong>Plataforma<\/strong><br \/>&#13;<br \/>\nNintendo Switch 2<br \/>&#13;<br \/>\n<strong>Pre\u00e7o<\/strong><br \/>&#13;<br \/>\n59,99\u20ac<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>            &#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 jogos que n\u00e3o chegam propriamente \u2014 regressam. Metroid Prime 4: Beyond \u00e9 um desses casos. 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