{"id":207948,"date":"2025-12-30T13:43:22","date_gmt":"2025-12-30T13:43:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/207948\/"},"modified":"2025-12-30T13:43:22","modified_gmt":"2025-12-30T13:43:22","slug":"foi-2025-o-ano-em-que-sentimos-na-pele-as-alteracoes-climaticas-balancos-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/207948\/","title":{"rendered":"Foi 2025 o ano em que sentimos na pele as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas? | Balan\u00e7os 2025"},"content":{"rendered":"<p>As contas ainda n\u00e3o est\u00e3o fechadas, mas 2025 pode entrar para a Hist\u00f3ria como o segundo ano mais quente desde que h\u00e1 registos. Em Portugal, testemunh\u00e1mos fen\u00f3menos extremos como a depress\u00e3o Martinho, em Mar\u00e7o, uma onda de calor em Junho com novo recorde de temperatura (<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/06\/29\/azul\/noticia\/onda-calor-trouxe-novo-recorde-temperatura-junho-466c-2138312\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">46,6 graus Celsius<\/a> em Mora, no Alentejo), grandes inc\u00eandios florestais no Ver\u00e3o e o tornado em Novembro no Algarve. 2025 foi ano em que sentimos na pele as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas?<\/p>\n<p>O cientista clim\u00e1tico Pedro Matos Soares afirma que a ocorr\u00eancia de todos esses fen\u00f3menos em territ\u00f3rio nacional n\u00e3o deve causar espanto ou estranheza. \u201cToda esta fenomenologia \u2013 desde as precipita\u00e7\u00f5es muito extremas \u00e0s fortes rajadas de vento e ondas de calor \u2013 enquadra-se na quest\u00e3o projectada do que \u00e9 o clima futuro portugu\u00eas e ib\u00e9rico\u201d, diz o f\u00edsico da atmosfera do Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa. \u201cN\u00e3o h\u00e1 aqui nenhuma surpresa.\u201d<\/p>\n<p>Em conversa com o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/azul\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Azul<\/a>, o investigador recorda que Portugal apresenta um clima de transi\u00e7\u00e3o que, por defini\u00e7\u00e3o, apresenta variabilidade tanto de temperatura como de precipita\u00e7\u00e3o. \u201cSomos atreitos a essa fenomenologia e, por isso, para sermos rigorosos temos de ver tend\u00eancias a longo prazo\u201d, refere o investigador.<\/p>\n<p>Faltam estudos espec\u00edficos<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise do grupo <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/02\/04\/azul\/entrevista\/partimos-principio-mundo-vivemos-melhor-mundo-possivel-disparate-2078695\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">World Weather Attribution<\/a> \u00e0 onda de calor que atingiu a Europa no final de Junho mostrou que 65% das 2305 mortes atribu\u00eddas ao calor resultam das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Em Lisboa, o tempo quente foi a causa de 23% das mortes em excesso, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/07\/09\/azul\/noticia\/alteracoes-climaticas-tornaram-onda-calor-europa-tres-vezes-letal-2139460\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">concluiu<\/a> o estudo de atribui\u00e7\u00e3o elaborado por cientistas do Imperial College London e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres\u200b.<\/p>\n<p>Em Portugal, contudo, ainda n\u00e3o h\u00e1 estudos de atribui\u00e7\u00e3o (ver caixa) deste tipo. O que a ci\u00eancia nos diz hoje com certeza \u00e9 que o ac\u00famulo progressivo de carbono na atmosfera, provocado pela queima progressiva de combust\u00edveis f\u00f3sseis, est\u00e1 a transformar o clima, aumentando a intensidade e a frequ\u00eancia de fen\u00f3menos extremos como ondas de calor e extremos de precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cIsso est\u00e1 projectado e \u00e9 claro para n\u00f3s. Mas n\u00e3o podemos dizer, por exemplo, que a depress\u00e3o Martinho foi amplificada pelo contexto de aquecimento global \u2013 isto n\u00e3o foi especificamente estudado e, por isso, n\u00e3o posso dizer isso\u201d, afirma o investigador, referindo-se \u00e0 aus\u00eancia em Portugal de estudos de atribui\u00e7\u00e3o para fen\u00f3menos espec\u00edficos.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/03\/20\/azul\/noticia\/pior-ja-passou-depressao-martinho-mantem-metade-pais-aviso-amarelo-chuva-2126661\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">depress\u00e3o Martinho<\/a> deixou dezenas de pessoas desalojadas. Em Mar\u00e7o, ventos fortes com rajadas at\u00e9 169\u202f quil\u00f3metros por hora, chuva intensa, inunda\u00e7\u00f5es e agita\u00e7\u00e3o mar\u00edtima provocaram milhares de ocorr\u00eancias no pa\u00eds, cortes no sistema de energia el\u00e9ctrica e perturba\u00e7\u00f5es nos servi\u00e7os p\u00fablicos de transporte.<\/p>\n<p>Para o geof\u00edsico Filipe Duarte Santos, professor catedr\u00e1tico da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa (FCUL), apesar da falta de estudos espec\u00edficos sobre fen\u00f3menos recentes, a tend\u00eancia \u00e9 clara: h\u00e1 um aumento da frequ\u00eancia e da intensidade dos fen\u00f3menos extremos devido \u00e0 crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Entre eles, as ondas de calor destacam-se como os mais mort\u00edferos. \u201cS\u00e3o, de longe, os eventos extremos que provocam mais v\u00edtimas\u201d, afirma, em conversa com o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/azul\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Azul<\/a>, lembrando que o excesso de mortalidade \u00e9 facilmente quantific\u00e1vel. Em Portugal, o programa \u00cdcaro, que emite avisos para ondas de calor, tem sido eficaz: \u201cA mortalidade tem descido devido a esse sistema de alerta.\u201d<\/p>\n<p>Clima, um sistema vari\u00e1vel<\/p>\n<p>Tanto Filipe Duarte Santos como Pedro Matos Soares sublinham que o clima consiste num sistema muito vari\u00e1vel, podendo oscilar a n\u00edvel local e regional. Esta variabilidade tamb\u00e9m ocorre ao longo do tempo, pelo que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer afirma\u00e7\u00f5es absolutas tendo em conta apenas um ano, ou mesmo um s\u00f3 estudo r\u00e1pido de atribui\u00e7\u00e3o. \u00c9 por isso, ali\u00e1s, que a ci\u00eancia do clima requer s\u00e9ries de dados recolhidas ao longo de tr\u00eas ou mais d\u00e9cadas para estabelecer tend\u00eancias ou padr\u00f5es clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>\u201cO sistema \u00e9 muito vari\u00e1vel. Hoje a comunica\u00e7\u00e3o social pode estar a falar de longos per\u00edodos de seca como o \u2018novo normal\u2019, mas isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o possamos ter anos chuvosos dentro de dois ou tr\u00eas anos. N\u00e3o podemos ser demag\u00f3gicos. H\u00e1 muita gente surpresa com a precipita\u00e7\u00e3o intensa e as barragens cheias, mas eu n\u00e3o estou nada surpreso\u201d, confessa <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/autor\/pedro-matos-soares\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Pedro Matos Soares<\/a>.<\/p>\n<p>Para o f\u00edsico da atmosfera Instituto Dom Luiz, h\u00e1 um desacerto entre \u201co tempo medi\u00e1tico\u201d e a capacidade de resposta da ci\u00eancia clim\u00e1tica, que est\u00e1 ancorada sobretudo em estudos de longo prazo e longas s\u00e9ries de dados. Se perguntarmos a um cientista se um <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/11\/17\/azul\/noticia\/tornado-albufeira-atingiu-220-quilometros-hora-2154955\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">tornado portugu\u00eas<\/a> foi alimentado pela actividade humana, a resposta n\u00e3o poder\u00e1 garantir a l\u00f3gica bin\u00e1ria do sim ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Os estudos de atribui\u00e7\u00e3o, por sua vez, conseguem satisfazer a din\u00e2mica jornal\u00edstica e das redes sociais porque estimam rapidamente o aumento da severidade e frequ\u00eancia dos fen\u00f3menos. \u201cEstes estudos s\u00e3o importantes, mas resultam de modelos e os modelos n\u00e3o cont\u00eam verdades absolutas\u201d, diz Pedro Matos Soares, para quem h\u00e1 uma d\u00favida que persiste: \u201cSer\u00e1 que \u00e9 a\u00ed que devemos concentrar a comunica\u00e7\u00e3o sobre as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas?\u201d<\/p>\n<p>Cuidar de pessoas e bens<\/p>\n<p>Para Pedro Matos Soares, no contexto geopol\u00edtico actual \u2013 vol\u00e1til, tenso e marcado pelo decl\u00ednio do multilateralismo \u2013, \u00e9 fundamental focar a aten\u00e7\u00e3o na adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e na \u201csalvaguarda de pessoas e bens\u201d para que a quest\u00e3o clim\u00e1tica possa ganhar um espa\u00e7o maior nas preocupa\u00e7\u00f5es quotidianas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s vimos que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas desapareceram praticamente do discurso pol\u00edtico em Portugal\u201d, lamenta Matos Soares, que recorda que foi necess\u00e1rio haver um evento tr\u00e1gico, como o inc\u00eandio de Pedr\u00f3g\u00e3o Grande em Junho de 2017, para que o clima ocupasse o centro dos debates parlamentares.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o do clima pode ganhar se n\u00e3o estiver centrada s\u00f3 na mitiga\u00e7\u00e3o e na atribui\u00e7\u00e3o, dando visibilidade \u201caos ganhos em termos de minimiza\u00e7\u00e3o de risco\u201d e \u201c\u00e0 relev\u00e2ncia da \u201ccontabiliza\u00e7\u00e3o do risco clim\u00e1tico\u201d, acredita o f\u00edsico da atmosfera.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas t\u00eam uma vida corrida e n\u00e3o est\u00e3o preparadas para viver sempre sob uma amea\u00e7a constante. \u00c9 claro que devemos ser sempre transparentes e \u00e9 certo que o clima que estamos a viver hoje em dia \u00e9 um clima diferente do que est\u00e1vamos a viver h\u00e1 dez anos\u201d, afirma Pedro Matos Santos, para quem a adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica merece maior aten\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica.<\/p>\n<p>Se \u00e9 certo que a prepara\u00e7\u00e3o e sistemas de alerta salvam vidas, e que \u00e9 preciso manter as popula\u00e7\u00f5es e os l\u00edderes pol\u00edticos empenhados na ac\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica que salvaguarda pessoas e bens, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que a adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica tem um limite.<\/p>\n<p>\u201cTemos de continuamente resenhar as nossas estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. A prepara\u00e7\u00e3o e a adapta\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais, mas t\u00eam limites. A redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica das emiss\u00f5es \u00e9 urgente\u201d, afirma Theodore Keeping, investigador do Imperial College London, numa confer\u00eancia de imprensa virtual em que o World Weather Attribution apresentou o balan\u00e7o de 2025.<\/p>\n<p>Inc\u00eandios, furac\u00f5es e calor<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o sabemos se 2025 vai ou n\u00e3o entrar para a Hist\u00f3ria como o segundo ano mais quente desde que h\u00e1 registo \u2013 isto porque n\u00e3o \u00e9 certo que supere 2023, que det\u00e9m hoje essa classifica\u00e7\u00e3o e que \u00e9 superado apenas por 2024, o ano mais quente registado globalmente.<\/p>\n<p>H\u00e1 aqui, contudo, um detalhe preocupante: sem a crise clim\u00e1tica, 2025 n\u00e3o teria sido um ano particularmente quente. Isto porque 2023 e 2024 estiveram sob a influ\u00eancia do padr\u00e3o clim\u00e1tico El Ni\u00f1o, um fen\u00f3meno que aquece as \u00e1guas do Pac\u00edfico equatorial, fazendo subir temporariamente a temperatura m\u00e9dia global.<\/p>\n<p>J\u00e1 2025 conta com o efeito \u201crefrescante\u201d do padr\u00e3o clim\u00e1tico <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/11\/15\/azul\/noticia\/ondas-internas-pacifico-ajudam-prever-comportamento-el-nino-nina-2070320\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">La Ni\u00f1a<\/a>, que integra Sistema Clim\u00e1tico El Ni\u00f1o\/Oscila\u00e7\u00e3o Sul (ENSO, na sigla em ingl\u00eas) e faz arrefecer naturalmente as \u00e1guas superficiais do Pac\u00edfico. Ou seja: mesmo sem contar com o \u201cempurr\u00e3o\u201d que o La Ni\u00f1a d\u00e1 para fazer baixar o merc\u00fario dos term\u00f3metros, 2025 est\u00e1 a \u201cdisputar\u201d o t\u00edtulo de vice-campe\u00e3o da crise clim\u00e1tica com 2023.<\/p>\n<p>O ano que agora est\u00e1 prestes a terminar re\u00fane uma tr\u00e1gica e destrutiva colec\u00e7\u00e3o de fen\u00f3menos extremos. Se olharmos para os Estados Unidos, por exemplo, veremos no calend\u00e1rio um m\u00eas de Janeiro marcado pelos <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/24\/azul\/noticia\/megaincendios-clima-ajuda-escolhas-humanas-determinam-dimensao-desastre-2144679\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">inc\u00eandios de Los Angeles<\/a>. Ap\u00f3s um Outono muito seco, as folhagens destitu\u00eddas de humidade ofereceram combust\u00edvel suficiente para fazer arder mais de 23 mil hectares e causou directamente a morte de 31 pessoas.<\/p>\n<p>No mesmo ano em que o presidente norte-americano Donald Trump se esfor\u00e7ou para <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/12\/18\/azul\/noticia\/administracao-trump-vai-dissolver-principal-agencia-investigacao-climatica-eua-2158547\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">desmantelar<\/a> as estruturas acad\u00e9micas e t\u00e9cnicas que fazem avan\u00e7ar a ci\u00eancia clim\u00e1tica, os Estados Unidos tamb\u00e9m foram fustigados por fen\u00f3menos extremos como as cheias no rio Guadalupe, no Texas.<\/p>\n<p>O ano de 2025 foi ainda marcado pelo furac\u00e3o Melissa nas Cara\u00edbas, um fen\u00f3meno que atingiu a categoria 5. Um dos furac\u00f5es atl\u00e2nticos mais fortes a chegar \u00e0 superf\u00edcie terrestre, o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/10\/29\/azul\/noticia\/tempestade-forte-jamaica-furacao-melissa-virase-cuba-2152516\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Melissa<\/a> provocou cerca de 1200 mortes e dois milh\u00f5es de desalojados em Cuba, no Haiti, na Jamaica e na Rep\u00fablica Dominicana.<\/p>\n<p>Os furac\u00f5es s\u00e3o classificados nas categorias de 1 a 5 pela escala de Saffir-Simpson, com base na velocidade dos ventos sustentados. As categorias indicam o potencial de destrui\u00e7\u00e3o, desde danos menores na categoria 1 (ventos entre 119-153 quil\u00f3metros por hora) at\u00e9 danos catastr\u00f3ficos na categoria 5 (ventos acima de 252 km\/h). Basta lembrar que o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2015\/08\/27\/mundo\/noticia\/katrina-a-destruicao-de-uma-cidade-com-hora-marcada-1706048\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Katrina<\/a>, que h\u00e1 20 anos deixou quase toda a Nova Orle\u00e3es submersa, tamb\u00e9m ostentava a perigosa categoria 5.<\/p>\n<p>As ondas de calor foram dos fen\u00f3menos mais mort\u00edferos de 2025. Estes extremos tornaram-se significativamente mais intensos desde a assinatura do Acordo de Paris, sendo alguns agora at\u00e9 dez vezes mais prov\u00e1veis de ocorrer do que em 2015, segundo an\u00e1lises r\u00e1pidas do World Weather Attribution.<\/p>\n<p>Outros estudos desta iniciativa publicados neste ano revelaram ainda que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas intensificaram as ondas de calor no Sud\u00e3o do Sul, Burquina Faso, Noruega, Su\u00e9cia, M\u00e9xico, Argentina e Inglaterra.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Esta imagem baseada em dados do servi\u00e7o europeu Cop\u00e9rnico mostra as anomalias da temperatura da superf\u00edcie do Pac\u00edfico em 8 de Dezembro de 2025&#13;<br \/>\nCop\u00e9rnico                     &#13;<\/p>\n<p>\u201cA cada ano, os riscos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas tornam-se menos hipot\u00e9ticos e mais uma realidade brutal\u201d, afirmou Friederike Otto, professora de Ci\u00eancias Clim\u00e1ticas no Centro de Pol\u00edtica Ambiental do Imperial College London e co-fundadora do grupo World Weather Attribution, numa confer\u00eancia de imprensa.<\/p>\n<p>\u201cO nosso relat\u00f3rio mostra que, apesar dos esfor\u00e7os para reduzir as emiss\u00f5es de carbono, eles t\u00eam sido insuficientes para impedir o aumento da temperatura global e os piores impactos. Os decisores pol\u00edticos devem enfrentar a realidade de que a depend\u00eancia cont\u00ednua dos combust\u00edveis f\u00f3sseis est\u00e1 a custar vidas, milhares de milh\u00f5es em perdas econ\u00f3micas e a causar danos irrevers\u00edveis \u00e0s comunidades em todo o mundo\u201d, alerta Friederike Otto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As contas ainda n\u00e3o est\u00e3o fechadas, mas 2025 pode entrar para a Hist\u00f3ria como o segundo ano mais&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":207949,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[2335,785,40943,27,28,2271,15,16,14849,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31,40944],"class_list":{"0":"post-207948","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-alteracoes-climaticas","9":"tag-azul","10":"tag-balancos-2025","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-clima","14":"tag-featured-news","15":"tag-featurednews","16":"tag-furacoes","17":"tag-headlines","18":"tag-latest-news","19":"tag-latestnews","20":"tag-main-news","21":"tag-mainnews","22":"tag-news","23":"tag-noticias","24":"tag-noticias-principais","25":"tag-noticiasprincipais","26":"tag-portugal","27":"tag-principais-noticias","28":"tag-principaisnoticias","29":"tag-pt","30":"tag-top-stories","31":"tag-topstories","32":"tag-ultimas","33":"tag-ultimas-noticias","34":"tag-ultimasnoticias","35":"tag-wwa"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115808816579626967","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/207948","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=207948"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/207948\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/207949"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=207948"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=207948"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=207948"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}