{"id":208264,"date":"2025-12-30T17:53:16","date_gmt":"2025-12-30T17:53:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/208264\/"},"modified":"2025-12-30T17:53:16","modified_gmt":"2025-12-30T17:53:16","slug":"treino-de-5-minutos-ja-ajuda-a-identificar-rostos-falsos-criados-por-ia-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/208264\/","title":{"rendered":"Treino de 5 minutos j\u00e1 ajuda a identificar rostos falsos criados por IA, mostra estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>Cinco minutos de treinamento podem melhorar significativamente a capacidade das pessoas de identificar\u00a0rostos criados por intelig\u00eancia artificial (IA). Essa \u00e9 a principal conclus\u00e3o de um estudo conduzido por pesquisadores das universidades de Leeds, Reading, Greenwich e Lincoln, no Reino Unido, publicado na revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/rsos\/article\/12\/11\/250921\/234220\/Training-human-super-recognizers-detection-and\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Royal Society Open Science<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p>O ponto de partida da pesquisa \u00e9 um problema cada vez mais comum. Hoje, programas de IA conseguem criar rostos que parecem totalmente reais, embora nunca tenham pertencido a ningu\u00e9m. <\/p>\n<p>Essas imagens j\u00e1 s\u00e3o usadas para criar perfis falsos em redes sociais, burlar sistemas de verifica\u00e7\u00e3o de identidade e servir de base para deepfakes, que podem ser usados em golpes, campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o ou fraudes digitais.<\/p>\n<p>Para medir o tamanho dessa dificuldade, os pesquisadores reuniram 664 volunt\u00e1rios. Parte do grupo era formada por pessoas com uma habilidade rara de reconhecer rostos muito acima da m\u00e9dia, conhecidas como super-reconhecedores; o restante tinha desempenho considerado t\u00edpico nesse tipo de tarefa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Compartilhe essa mat\u00e9ria via:<\/p>\n<p>No primeiro experimento, os participantes viam imagens de rostos, um de cada vez, como as exibidas na foto de capa desta mat\u00e9ria. Cada uma podia ser real ou criada por computador. A tarefa era decidir, em at\u00e9 dez segundos, se aquela face pertencia a uma pessoa real ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>As imagens artificiais usadas no estudo foram produzidas com o StyleGAN3, um dos algoritmos mais avan\u00e7ados para gerar rostos artificiais dispon\u00edveis na \u00e9poca, desenvolvido pela Nvidia.<\/p>\n<p>Os resultados iniciais foram fracos. Sem qualquer treinamento, os super-reconhecedores acertaram apenas 41% das vezes ao identificar rostos falsos. J\u00e1 os participantes com habilidades comuns tiveram desempenho ainda pior, com cerca de 30% de acertos. <\/p>\n<p>Em muitos casos, eles julgavam rostos artificiais como reais, mais do que fariam por puro chute. Ou seja, eram enganados com facilidade pela apar\u00eancia \u201cperfeita\u201d dessas imagens.<\/p>\n<p>O treinamento<\/p>\n<p>Na etapa seguinte do estudo, um novo grupo de participantes passou por um treinamento r\u00e1pido, de cerca de cinco minutos. Durante esse tempo, eles aprenderam a observar pequenos detalhes que costumam denunciar rostos artificiais.\u00a0<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Entre esses sinais estavam dentes estranhos ou desalinhados, \u00e0s vezes em n\u00famero errado ou com formatos irregulares; linhas de cabelo que parecem \u201cmal encaixadas\u201d na testa ou nas laterais do rosto; pele excessivamente lisa, sem poros, manchas ou varia\u00e7\u00f5es naturais; olhos com brilho artificial ou que n\u00e3o parecem olhar exatamente na mesma dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m aparecem rostos sim\u00e9tricos demais, transi\u00e7\u00f5es estranhas entre o rosto e o pesco\u00e7o, sombras incoerentes e acess\u00f3rios, como brincos ou \u00f3culos, que surgem deformados ou diferentes de um lado para o outro.<\/p>\n<p>Depois disso, os volunt\u00e1rios fizeram testes curtos com respostas imediatas sobre seus erros e acertos, seguidos por uma revis\u00e3o final do que deveria chamar aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A melhora foi clara. Ap\u00f3s o treinamento, os super-reconhecedores passaram a acertar 64% das vezes. Entre os participantes com habilidades comuns, a taxa subiu para 51%. Em ambos os grupos, o ganho foi significativo. Mesmo um treinamento muito curto j\u00e1 foi suficiente para reduzir bastante a chance de ser enganado.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Para a psic\u00f3loga Katie Gray, da Universidade de Reading, autora principal do estudo, o resultado \u00e9 animador. \u201cAcho que foi encorajador que nosso procedimento de treinamento, relativamente curto, tenha aumentado bastante o desempenho em ambos os grupos\u201d, disse ao <a href=\"https:\/\/www.livescience.com\/health\/psychology\/ai-is-getting-better-and-better-at-generating-faces-but-you-can-train-to-spot-the-fakes\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Live Science<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p>Um ponto importante \u00e9 que o treinamento ajudou tanto os super-reconhecedores quanto os participantes comuns em propor\u00e7\u00f5es parecidas. Isso indica que a vantagem desse grupo n\u00e3o vem apenas de perceber erros vis\u00edveis.<\/p>\n<p>Segundo os autores, essas pessoas parecem usar outros sinais mais sutis ao analisar rostos. J\u00e1 o treinamento acrescenta um novo conjunto de pistas que qualquer pessoa pode aprender a observar.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m testaram uma situa\u00e7\u00e3o um pouco diferente: em vez de ver um rosto por vez, os participantes viam dois rostos lado a lado, um real e um artificial, e tinham que apontar qual era falso. Mesmo assim, o padr\u00e3o se repetiu. Sem treinamento, o desempenho foi baixo. Com treinamento, houve melhora, principalmente entre os super-reconhecedores.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Outro detalhe chamou a aten\u00e7\u00e3o: ap\u00f3s o treinamento, os participantes passaram mais tempo olhando cada imagem antes de responder. Para os pesquisadores, isso faz parte do processo. Analisar com calma ajuda a notar pequenos detalhes que passam despercebidos \u00e0 primeira vista.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m aponta limita\u00e7\u00f5es. Os testes foram feitos logo ap\u00f3s o treinamento, ent\u00e3o ainda n\u00e3o se sabe por quanto tempo esse aprendizado dura. Al\u00e9m disso, grupos diferentes participaram das etapas com e sem treinamento, o que impede medir exatamente o quanto cada pessoa melhora individualmente. Novas pesquisas devem acompanhar os mesmos participantes ao longo do tempo para responder a essas quest\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar disso, os autores veem aplica\u00e7\u00f5es diretas no mundo real. Sistemas de verifica\u00e7\u00e3o de identidade online j\u00e1 combinam programas autom\u00e1ticos com avalia\u00e7\u00e3o humana. Nesse contexto, treinar pessoas com grande habilidade para reconhecer rostos e integr\u00e1-las a essas ferramentas pode tornar o processo mais seguro.\u00a0<\/p>\n<p>AS MAIS LIDAS DA SEMANA<\/p>\n<p>\n                            Toda sexta, uma sele\u00e7\u00e3o das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.<br \/>\n                                <strong><br \/>\n                                    Inscreva-se aqui<br \/>\n                                <\/strong><\/p>\n<p>                            Cadastro efetuado com sucesso!<\/p>\n<p>Voc\u00ea receber\u00e1 nossas newsletters pela manh\u00e3 de segunda a sexta-feira.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cinco minutos de treinamento podem melhorar significativamente a capacidade das pessoas de identificar\u00a0rostos criados por intelig\u00eancia artificial (IA).&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":208265,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-208264","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115809799532818403","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/208264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=208264"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/208264\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/208265"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=208264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=208264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=208264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}