{"id":209346,"date":"2025-12-31T15:27:07","date_gmt":"2025-12-31T15:27:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/209346\/"},"modified":"2025-12-31T15:27:07","modified_gmt":"2025-12-31T15:27:07","slug":"controle-de-acucar-reduz-risco-cardiaco-diz-estudo-31-12-2025-equilibrio-e-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/209346\/","title":{"rendered":"Controle de a\u00e7\u00facar reduz risco card\u00edaco, diz estudo &#8211; 31\/12\/2025 &#8211; Equil\u00edbrio e Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Pessoas com <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/11\/pre-diabetes-pode-ser-revertida-antes-de-virar-doenca-cronica.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">pr\u00e9-diabetes<\/a> que conseguem controlar seu a\u00e7\u00facar no sangue podem reduzir pela metade o risco de morte por doen\u00e7a card\u00edaca ou insufici\u00eancia card\u00edaca, segundo nova pesquisa.<\/p>\n<p>O pr\u00e9-diabetes \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o na qual os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue est\u00e3o elevados, mas n\u00e3o atingem o limiar para diabetes. A pesquisa, <a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/landia\/article\/PIIS2213-8587(25)00295-5\/fulltext\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">publicada na revista Lancet Diabetes &amp; Endocrinology,<\/a> sugere que pessoas com pr\u00e9-diabetes cujos n\u00edveis de glicose retornaram ao normal \u2014aquelas que alcan\u00e7aram remiss\u00e3o\u2014 tiveram metade do risco de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2024\/05\/entenda-a-relacao-entre-diabetes-doencas-cardiacas-e-danos-renais.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">morte cardiovascular ou hospitaliza\u00e7\u00e3o por insufici\u00eancia card\u00edaca<\/a> duas d\u00e9cadas ap\u00f3s atingir a remiss\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o com aquelas que n\u00e3o alcan\u00e7aram.<\/p>\n<p>&#8220;Esse \u00e9 um resultado incr\u00edvel e realmente d\u00e1 esperan\u00e7a \u00e0s pessoas de que o que elas fazem hoje ter\u00e1 efeito duas d\u00e9cadas depois&#8221;, diz Latha Palaniappan, diretora associada de pesquisa da Stanford Medicine, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo existem evid\u00eancias de que o <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/03\/casos-de-insuficiencia-cardiaca-aumentam-com-avanco-da-obesidade-e-diabetes.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">diabetes tipo 2 aumenta o risco de ataques card\u00edacos<\/a> e insufici\u00eancia card\u00edaca. Alguns dados mostraram que o pr\u00e9-diabetes tamb\u00e9m est\u00e1 associado a doen\u00e7as cardiovasculares, mas n\u00e3o estava claro se isso ocorre porque frequentemente progride para diabetes, diz Elizabeth Selvin, professora de epidemiologia da Escola de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/saude\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Sa\u00fade<\/a> P\u00fablica Bloomberg da Johns Hopkins.<\/p>\n<p>As descobertas podem adicionar urg\u00eancia para que pacientes e m\u00e9dicos levem o pr\u00e9-diabetes a s\u00e9rio para prevenir complica\u00e7\u00f5es futuras: as diretrizes atuais para o manejo do pr\u00e9-diabetes enfatizam a p<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2025\/10\/remissao-de-pre-diabetes-e-possivel-mesmo-sem-perda-de-peso-aponta-estudo.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">erda de peso e h\u00e1bitos de vida saud\u00e1veis <\/a>para retardar ou prevenir a progress\u00e3o para diabetes tipo 2, mas n\u00e3o defendem especificamente a redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de glicose no sangue para uma faixa inferior \u00e0 pr\u00e9-diab\u00e9tica.<\/p>\n<p>A nova pesquisa foi uma an\u00e1lise de acompanhamento de dados de dois estudos importantes, incluindo o estudo americano <a href=\"https:\/\/www.niddk.nih.gov\/about-niddk\/research-areas\/diabetes\/diabetes-prevention-program-dpp\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Diabetes Prevention Program<\/a> (Programa de Preven\u00e7\u00e3o do Diabetes, em portugu\u00eas), realizado de 1996 a 2001. Esse estudo comparou os efeitos de tr\u00eas interven\u00e7\u00f5es no desenvolvimento do diabetes tipo 2 em pessoas com pr\u00e9-diabetes: um programa intensivo de estilo de vida incluindo dieta e exerc\u00edcio; o uso do medicamento metformina para redu\u00e7\u00e3o da glicose no sangue; e um placebo.<\/p>\n<p>O estudo mostrou que o programa intensivo de estilo de vida reduziu o<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/07\/diabetes-tipo-2-avanca-entre-criancas-e-adolescentes-e-preocupa-medicos.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> desenvolvimento do diabetes tipo 2<\/a> em 58% em tr\u00eas anos em compara\u00e7\u00e3o com o placebo, enquanto a metformina o reduziu em 31%.<\/p>\n<p>A nova pesquisa analisou os participantes desse estudo 20 anos depois. Cerca de 11% deles haviam reduzido para n\u00edveis normais de glicose ap\u00f3s um ano, independentemente da interven\u00e7\u00e3o que receberam. Vinte anos depois, esse subgrupo tinha um risco 50% menor de morte por doen\u00e7a cardiovascular ou hospitaliza\u00e7\u00e3o por insufici\u00eancia card\u00edaca do que aqueles que n\u00e3o haviam alcan\u00e7ado n\u00edveis normais de glicose, ap\u00f3s ajustes para certas caracter\u00edsticas, incluindo se as pessoas desenvolveram diabetes completo.<\/p>\n<p>Para testar essa descoberta, a equipe de pesquisa conduziu uma an\u00e1lise de acompanhamento de um estudo similar de preven\u00e7\u00e3o de diabetes na China. Nesse estudo, cerca de 13% das pessoas com glicose elevada alcan\u00e7aram n\u00edveis normais ap\u00f3s seis anos; 30 anos depois, essas pessoas tinham um risco 51% menor de morte por doen\u00e7a card\u00edaca ou hospitaliza\u00e7\u00e3o do que aquelas que n\u00e3o haviam alcan\u00e7ado n\u00edveis normais.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 interessante que esse per\u00edodo de interven\u00e7\u00e3o de curto prazo tenha esses efeitos de muito longo prazo&#8221;, diz Selvin.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2024\/10\/por-que-e-tao-importante-controlar-o-nivel-de-glicose-no-sangue.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Normalizar os n\u00edveis de glicose<\/a> \u2014com ou sem perda de peso\u2014 pode ajudar a reduzir o tecido adiposo no abd\u00f4men, reduzir a inflama\u00e7\u00e3o e aumentar a sensibilidade \u00e0 insulina, diz Andreas Birkenfeld, chefe do departamento de diabetologia, endocrinologia e nefrologia do Hospital Universit\u00e1rio de Tubingen, na Alemanha, e autor s\u00eanior do novo artigo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores n\u00e3o sabem quais participantes fizeram e mantiveram mudan\u00e7as no estilo de vida ap\u00f3s o per\u00edodo de interven\u00e7\u00e3o original. Eles tentaram controlar as diferen\u00e7as entre aqueles que alcan\u00e7aram remiss\u00e3o e aqueles que n\u00e3o alcan\u00e7aram, mas alguma diferen\u00e7a n\u00e3o medida poderia estar impulsionando resultados diferentes, diz Jonathan Newman, diretor de pesquisa cl\u00ednica do Centro de Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as Cardiovasculares da NYU Langone Heart.<\/p>\n<p>No geral, muito poucas pessoas conseguiram atingir <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2025\/08\/quem-deve-se-preocupar-com-picos-de-glicose-e-quais-estrategias-ajudam-a-controla-los-no-dia-a-dia.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">n\u00edveis normais de glicose<\/a> tanto no estudo dos EUA quanto no da China \u2014uma considera\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica importante, diz Judy Regensteiner, diretora do Centro de Pesquisa em Sa\u00fade da Mulher da Fam\u00edlia Ludeman na Universidade do Colorado Anschutz Medical Campus.Ela foi investigadora no estudo Diabetes Prevention Program, mas n\u00e3o esteve envolvida no estudo atual.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma boa prova de conceito&#8221;, diz. Mas, acrescenta, &#8220;se esses estudos muito bem feitos t\u00eam baixas taxas de sucesso em levar as pessoas a esses n\u00fameros, o que fazemos de diferente?&#8221;<\/p>\n<p>Especialistas observaram que os novos <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/09\/como-microdose-de-medicamentos-glp-1-se-tornou-uma-febre-nos-eua.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">medicamentos GLP-1<\/a>, que ajudam a controlar o a\u00e7\u00facar no sangue e reduzir o peso, n\u00e3o faziam parte do cen\u00e1rio quando os participantes se inscreveram originalmente nos estudos de preven\u00e7\u00e3o de diabetes nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990.<\/p>\n<p>&#8220;Interven\u00e7\u00f5es no estilo de vida s\u00e3o terapia de primeira linha&#8221;, diz Selvin. &#8220;A verdadeira quest\u00e3o em aberto \u00e9: como combinamos essas duas coisas?&#8221;<\/p>\n<p>Reduzir os n\u00edveis de glicose no sangue \u00e9 apenas um componente para reduzir o risco de doen\u00e7a cardiovascular. As pessoas ainda precisam manter um peso saud\u00e1vel, seguir uma boa dieta e se exercitar.<\/p>\n<p>&#8220;O pr\u00e9-diabetes \u00e9 o can\u00e1rio na mina de carv\u00e3o&#8221; e frequentemente um sinal de disfun\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica mais ampla, diz Newman. Visar apenas os n\u00edveis de glicose no sangue &#8220;n\u00e3o \u00e9 garantia&#8221; de eliminar o risco de doen\u00e7a cardiovascular, acrescentou, mas pode ser um marcador \u00fatil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pessoas com pr\u00e9-diabetes que conseguem controlar seu a\u00e7\u00facar no sangue podem reduzir pela metade o risco de morte&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":209347,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[10172,1031,1029,1027,8758,1026,9233,236,7662,11625,116,1208,32,33,117,1030,1822,29862],"class_list":{"0":"post-209346","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-acucar","9":"tag-autocuidado","10":"tag-cuide-se","11":"tag-diabetes","12":"tag-diabetes-tipo-2","13":"tag-emagrecimento","14":"tag-exame-medico","15":"tag-folha","16":"tag-glicose","17":"tag-glp-1","18":"tag-health","19":"tag-medicina","20":"tag-portugal","21":"tag-pt","22":"tag-saude","23":"tag-saude-mental","24":"tag-the-new-york-times","25":"tag-tratamento-diabetes"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115814887766927563","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=209346"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209346\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/209347"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=209346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=209346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=209346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}