{"id":209495,"date":"2025-12-31T17:34:43","date_gmt":"2025-12-31T17:34:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/209495\/"},"modified":"2025-12-31T17:34:43","modified_gmt":"2025-12-31T17:34:43","slug":"cientistas-usam-ia-para-identificar-dois-novos-subtipos-biologicos-de-esclerose-multipla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/209495\/","title":{"rendered":"Cientistas usam IA para identificar dois novos subtipos biol\u00f3gicos de esclerose m\u00faltipla"},"content":{"rendered":"<p>Cientistas identificaram dois subtipos biol\u00f3gicos at\u00e9 agora desconhecidos de esclerose m\u00faltipla (EM) recorrendo \u00e0 intelig\u00eancia artificial, uma descoberta que poder\u00e1 ajudar os m\u00e9dicos a adaptar os tratamentos com maior precis\u00e3o a cada doente<\/p>\n<p>A EM afeta milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo, mas as op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas continuam em grande medida a basear-se nos sintomas e n\u00e3o na biologia subjacente da doen\u00e7a. Isto significa que alguns doentes podem receber terapias menos eficazes para a sua forma espec\u00edfica de EM.<\/p>\n<p>Agora, os investigadores dizem ter identificado dois padr\u00f5es biol\u00f3gicos distintos da doen\u00e7a, combinando an\u00e1lise por IA, exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e um simples teste ao sangue.<\/p>\n<p>Como foi realizado o estudo<\/p>\n<p>O estudo, liderado pela University College London (UCL) e pela Queen Square Analytics, analisou dados de cerca de 600 pessoas com EM. Os cientistas centraram-se nos n\u00edveis de uma prote\u00edna sangu\u00ednea chamada cadeia leve de neurofilamento s\u00e9rico (sNfL), libertada quando as c\u00e9lulas nervosas s\u00e3o lesadas e que pode indicar o grau de atividade da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Usando um modelo de aprendizagem autom\u00e1tica denominado SuStaIn, os investigadores combinaram os dados de sNfL com imagens cerebrais. As conclus\u00f5es, publicadas na <a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/brain\/article\/148\/12\/4578\/8321558?login=false\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\"><strong>revista m\u00e9dica Brain<\/strong><\/a>, revelaram dois subtipos de EM: sNfL precoce e sNfL tardio.<\/p>\n<p>Nas pessoas com EM do tipo sNfL precoce, n\u00edveis elevados da prote\u00edna surgiam cedo na doen\u00e7a, a par de danos no corpo caloso, a estrutura que liga as duas metades do c\u00e9rebro. Estes doentes tamb\u00e9m desenvolviam les\u00f5es cerebrais mais rapidamente, sugerindo uma forma mais ativa e agressiva de EM.<\/p>\n<p>Nos doentes com EM do tipo sNfL tardio observou-se atrofia cerebral em regi\u00f5es como o c\u00f3rtex l\u00edmbico e a subst\u00e2ncia cinzenta profunda antes de os n\u00edveis de sNfL aumentarem. Este padr\u00e3o parece evoluir mais lentamente, com les\u00f5es nervosas vis\u00edveis a surgirem numa fase posterior.<\/p>\n<p>Como a descoberta pode mudar o diagn\u00f3stico e o tratamento da EM<\/p>\n<p>Identificar estes padr\u00f5es biol\u00f3gicos pode ajudar os m\u00e9dicos a prever a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e a escolher os tratamentos em conformidade.<\/p>\n<p>&#8220;A EM n\u00e3o \u00e9 uma \u00fanica doen\u00e7a e os subtipos atuais n\u00e3o descrevem as altera\u00e7\u00f5es tecidulares subjacentes, que precisamos de conhecer para a tratar&#8221;, disse Arman Eshaghi, autor principal do estudo e investigador na UCL.<\/p>\n<p>&#8220;Ao usar um modelo de IA combinado com um marcador sangu\u00edneo amplamente dispon\u00edvel e resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, conseguimos mostrar, pela primeira vez, dois padr\u00f5es biol\u00f3gicos claros de EM&#8221;, acrescentou. &#8220;Isto ajudar\u00e1 os cl\u00ednicos a perceber em que ponto do curso da doen\u00e7a est\u00e1 cada pessoa e quem poder\u00e1 necessitar de vigil\u00e2ncia mais apertada ou de tratamento dirigido mais precoce.&#8221;<\/p>\n<p>No futuro, os doentes identificados com EM do tipo sNfL precoce poder\u00e3o receber mais cedo terap\u00eauticas de maior efic\u00e1cia e ser acompanhados mais de perto. J\u00e1 os com sNfL tardio poder\u00e3o beneficiar de abordagens diferentes, como terapias destinadas a proteger as c\u00e9lulas cerebrais e a abrandar a degenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um avan\u00e7o importante na nossa compreens\u00e3o da EM&#8221;, disse Caitlin Astbury, respons\u00e1vel de comunica\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o na MS Society, ao The Guardian.<\/p>\n<p>Explicou que o estudo recorreu a aprendizagem autom\u00e1tica para combinar exames de RM e marcadores biol\u00f3gicos de pessoas com EM remitente-recorrente e secundariamente progressiva.<\/p>\n<p>&#8220;Nos \u00faltimos anos, melhor\u00e1mos a compreens\u00e3o da biologia da doen\u00e7a&#8221;, afirmou Astbury ao The Guardian. &#8220;Mas, atualmente, as defini\u00e7\u00f5es baseiam-se nos sintomas cl\u00ednicos que a pessoa experimenta. A EM \u00e9 complexa e estas categorias muitas vezes n\u00e3o refletem com precis\u00e3o o que se passa no organismo, o que pode dificultar um tratamento eficaz.&#8221;<\/p>\n<p>Existem cerca de 20 op\u00e7\u00f5es de tratamento dispon\u00edveis para pessoas com EM remitente, e come\u00e7am a surgir algumas terapias para as formas progressivas da doen\u00e7a. Ainda assim, muitos doentes continuam a ter op\u00e7\u00f5es limitadas ou inexistentes.<\/p>\n<p>&#8220;Quanto mais aprendermos sobre a doen\u00e7a, maior a probabilidade de encontrarmos tratamentos capazes de travar a progress\u00e3o&#8221;, concluiu Astbury.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cientistas identificaram dois subtipos biol\u00f3gicos at\u00e9 agora desconhecidos de esclerose m\u00faltipla (EM) recorrendo \u00e0 intelig\u00eancia artificial, uma descoberta&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":209496,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[4288,4357,7134,116,933,6706,32,33,117],"class_list":{"0":"post-209495","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-cerebro","9":"tag-doenca","10":"tag-esclerose-multipla","11":"tag-health","12":"tag-inteligencia-artificial","13":"tag-pesquisa-medica","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115815387136012255","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=209495"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209495\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/209496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=209495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=209495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=209495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}