{"id":209740,"date":"2025-12-31T21:49:14","date_gmt":"2025-12-31T21:49:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/209740\/"},"modified":"2025-12-31T21:49:14","modified_gmt":"2025-12-31T21:49:14","slug":"check-point-alerta-para-campanha-de-phishing-que-explora-funcionalidades-legitimas-do-google-cloud","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/209740\/","title":{"rendered":"Check Point alerta para campanha de phishing que explora funcionalidades leg\u00edtimas do Google Cloud"},"content":{"rendered":"<p class=\"singleNewsbodyP\">Momentos, para al\u00e9m do produto, o ano das marcas brancas, retalho \u2018searchless\u2019, a era da IA invis\u00edvel, a confian\u00e7a como motor para a rentabilidade. Cinco tend\u00eancias a que os players do retalho devem estar atentos em 2026 para compreenderem as expectativas e comportamentos dos clientes e adequarem as estrat\u00e9gias \u00e0s suas prioridades. \u201cO retalhista pode ter um \u00f3timo pre\u00e7o, mas isso n\u00e3o vai chegar para fidelizar. Cada vez mais h\u00e1 preocupa\u00e7\u00f5es ambientais, preocupa\u00e7\u00f5es com a pr\u00f3pria sa\u00fade, e isso vai ter impacto. O retalhista tem que ter internamente uma m\u00e1quina muito veloz para responder aos compradores pessoais. Tem que hiperpersonalizar, porque, sen\u00e3o, n\u00e3o est\u00e1 a responder aos requisitos de compra do pr\u00f3prio consumidor\u201d, defende Isabel Crist\u00f3v\u00e3o ao Hipersuper.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\">Fotografias Frame It<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Uma das tend\u00eancias \u00e9 a prioridade aos momentos, \u00e0s experi\u00eancias, em vez de produtos. No fundo, do que se trata? Como dar mais espa\u00e7o aos momentos, aos eventos, quando a venda do produto \u00e9 aquilo que d\u00e1 ganho ao retalho?<\/strong><br \/>Depois do Covid, as pessoas passaram a valorizar muito os momentos e a experi\u00eancia. Isto \u00e9 transversal a v\u00e1rias \u00e1reas, n\u00e3o apenas na alimentar. Aqui o grande desafio \u00e9 que h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o com pre\u00e7os e a forma como os retalhistas se podem diferenciar pode ser, por exemplo, uma degusta\u00e7\u00e3o de vinhos ou de queijos. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o produto, \u00e9 criar os momentos de rela\u00e7\u00e3o e de entrosamento com os seus clientes. Ter estes momentos que permitam criar uma liga\u00e7\u00e3o diferente, ao retalhista, \u00e0 marca e depois ao produto.<br \/>Um facto curioso \u00e9 que temos a Gera\u00e7\u00e3o Z presente em tr\u00eas dos cinco grupos (de tend\u00eancias) que o estudo permitiu identificar. E esta \u00e9 uma gera\u00e7\u00e3o muito mais propensa \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de toda a tecnologia, dos chatbots, das redes sociais, compram online e confiam nas recomenda\u00e7\u00f5es que obt\u00eam. Portanto, h\u00e1, por um lado, uma maior preocupa\u00e7\u00e3o com a experi\u00eancia da parte do consumidor e h\u00e1 uma necessidade dos retalhistas tamb\u00e9m investirem nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p><img describedby=\"caption-attachment-300712\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-300712 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capgemini-1-pagina.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"1200\"  \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-300712\" class=\"wp-caption-text\">Isabel Crist\u00f3v\u00e3o, head of consumer products, retail and distribution sector na Capgemini<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Os retalhistas n\u00e3o correm o risco de perder margens quando apostam mais em experi\u00eancias do que em produtos?<\/strong><br \/>Essas margens podem ser mais reduzidas, \u00e9 verdade, mas por outro lado est\u00e3o a ganhar e a consolidar fideliza\u00e7\u00e3o. E esta fideliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o se consegue apenas por pontos ou por descontos, esta fideliza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito de valores, de proximidade \u00e0 marca, de experi\u00eancia. Pode ser uma margem pontual naquele momento, mas vai traduzir-se numa rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a que se vai desenvolver com o consumidor.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Nesta grande tend\u00eancia de momentos para al\u00e9m do produto, o retail media ter\u00e1 um papel importante?<\/strong><br \/>Tenho dois n\u00fameros importantes, sobre isso: 67% dos consumidores reparam nos an\u00fancios da marca nos pr\u00f3prios sites ou nas apps do pr\u00f3prio retalhista e 63% reparam nos an\u00fancios nas redes sociais. E depois, um ter\u00e7o das compras online \u00e9 j\u00e1 influenciado pelos an\u00fancios que est\u00e3o a ser vistos quando est\u00e3o a fazer compras. Ou seja, isto tudo \u00e9 online e f\u00edsico, tamb\u00e9m \u00e9 importante que na loja se tenha estes placares que s\u00e3o din\u00e2micos e que s\u00e3o ajustados.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Outra tend\u00eancia apontada pela Capgemini \u00e9 o crescimento das marcas brancas no retalho. H\u00e1 categorias do retalho mais propensas a esse crescimento? E ser\u00e1 mais vis\u00edvel no Food do que no Non Food?<\/strong><br \/>As marcas pr\u00f3prias, \u00e0 partida, v\u00e3o ter mais margens, v\u00e3o dar mais margens ao retalhista e estas marcas fazem sentido mais no food. O que \u00e9 que fazem as outras marcas, no non-food? Criam marcas paralelas, no fundo, outros brandings para criarem e venderem esses produtos. Eu diria que em termos da componente food, o que acontece \u00e9 esta necessidade de os retalhistas aumentarem as margens e, simultaneamente, os consumidores tamb\u00e9m verem vantagem nisso. E h\u00e1 uma maior confian\u00e7a que estas marcas t\u00eam em conta crit\u00e9rios de sustentabilidade, de sa\u00fade e de determinados valores, onde os produtos s\u00e3o produzidos, de que forma s\u00e3o tratados. Portanto, as marcas pr\u00f3prias est\u00e3o a ter uma grande penetra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Falou na qualidade. Qual \u00e9 a vis\u00e3o da Capgemini no retalho? O que aconselha em termos de trabalho global destas marcas brancas? Porque h\u00e1 muito trabalho envolvido, at\u00e9 na rela\u00e7\u00e3o com os fornecedores\u2026<\/strong><br \/>Aquilo que n\u00f3s aconselhamos \u00e9 que nestas marcas haja muita informa\u00e7\u00e3o, seja dada informa\u00e7\u00e3o ao consumidor para transmitir transpar\u00eancia e confian\u00e7a. Porque os consumidores n\u00e3o est\u00e3o a comprar s\u00f3 pelo pre\u00e7o, \u00e9 tamb\u00e9m por esta garantia. Tem que haver bastante informa\u00e7\u00e3o, tem que haver consist\u00eancia na mensagem. O adotar de tend\u00eancias de sustentabilidade e valores para o consumidor tem que ser mais do que s\u00f3 dizer. N\u00f3s aconselhamos a que os retalhistas publiquem as evolu\u00e7\u00f5es, os indicadores que est\u00e3o a traduzir essa melhoria. N\u00f3s temos marcas que informam sobre o sal que est\u00e3o a reduzir, sobre o a\u00e7\u00facar que est\u00e3o a retirar aos produtos, n\u00e3o s\u00f3 nos seus, mas tamb\u00e9m naqueles que compram aos fornecedores.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-300717 alignleft\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/3a-foto-da-entrevista-240x300.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"300\"  \/>O retalho est\u00e1 a saber comunicar essas evolu\u00e7\u00f5es? Uma coisa \u00e9 informar no r\u00f3tulo, mas outra \u00e9 comunicar ao consumidor esse adotar de qualidade e tend\u00eancias nas suas marcas brancas\u2026<\/strong><br \/>Vai ser imprescind\u00edvel, e porqu\u00ea? Porque quando temos de um lado os compradores pessoais, os agentes pessoais, do outro lado tem de haver informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel para que o agente pessoal fa\u00e7a a compra. Se j\u00e1 temos uma percentagem a comprar e a aceitar as recomenda\u00e7\u00f5es destas ferramentas da AI pessoais, imagine do lado do retalhista n\u00e3o estar a dar a informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel para que possa ser feita essa compra ou essa sugest\u00e3o. Por exemplo, em vez de dizer \u201cprocurar itens\u201d, eu digo ao Chat GPT, \u201cquero fazer compras de at\u00e9 80 euros por refei\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos 15 dias e estes produtos n\u00e3o podem ter latic\u00ednios\u201d. Eu, como consumidora, se for ler e procurar os ingredientes, n\u00e3o saio dali, mas o Chat GPT faz isso, num instante. Agora, essa informa\u00e7\u00e3o tem que estar l\u00e1. J\u00e1 nem \u00e9 uma quest\u00e3o de haver alguma relut\u00e2ncia do retalho em apresentar os dados. V\u00e3o mesmo ter que expor esses dados, essas descri\u00e7\u00f5es do produto, at\u00e9 da origem dos produtos. Porque os consumidores v\u00e3o ter crit\u00e9rios.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>A quest\u00e3o do pre\u00e7o ainda \u00e9 importante, mas o consumidor come\u00e7a a ter outras prioridades\u2026<\/strong><br \/>H\u00e1 um n\u00famero muito interessante: 65% compram marcas pr\u00f3prias. E depois, dois ter\u00e7os trocam de marca de alimentos por op\u00e7\u00f5es com melhor pontua\u00e7\u00e3o nutricional.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>\u00c9 o efeito gera\u00e7\u00e3o Z?<\/strong><br \/>Sim, e por outra raz\u00e3o: eles j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam que estar a ler, o Chat GPT faz essas pesquisas por eles e sugere. Portanto, com a intelig\u00eancia artificial o processo de compra ficou simplificado. O Chat GPT d\u00e1-nos solu\u00e7\u00f5es, deixou de ser um problema do dia a dia ter que ir \u00e0s compras, para o Chat GPT nos dar solu\u00e7\u00f5es. Pode ser arrepiante, mas \u00e9 o futuro.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Por falar em futuro, outra das cinco grandes tend\u00eancias do estudo \u00e9 o futuro do retalho ser \u2018searchless\u2019. O que significa esse conceito, em que aspetos \u00e9 disruptor e como devem trabalh\u00e1-lo, as empresas de retalho?<\/strong><br \/>Normalmente, o que faz\u00edamos at\u00e9 agora? Pesquis\u00e1vamos o produto fisicamente ou online, apareciam listas\u2026 O que \u00e9 que est\u00e1 a mudar neste mundo? Que o retalhista, ou o produto, em vez de ser pesquisado, seja escolhido. Em vez de ser SEO (Search Engine Optimization), passa para GEO (Generative Ingenious Optimization). O que quer isso dizer? O retalhista passa a ter informa\u00e7\u00e3o que o torna relevante quando o comprador \u2013 que n\u00e3o est\u00e1 j\u00e1 a fazer pesquisa, porque \u00e9 uma m\u00e1quina que o vai fazer \u2013 encontra os produtos e confirma o ecossistema de fornecedores do retalhista. O searchless \u00e9 isso mesmo: eu n\u00e3o vou fazer pesquisas, agora o retalhista tem que estar ali, tem que aparecer naquilo que o meu pedido vai fazer. E sim, tem que antecipar as tend\u00eancias e tem que prever quais s\u00e3o os consumos que v\u00e3o existir.<br \/>Ou seja, \u00e9 estar em cima do acontecimento, conseguir antecipar o que vai acontecer, e depois estar preparado para fazer estocagem autom\u00e1tica. Porque h\u00e1 o \u2018searchless\u2019 do lado do consumidor, mas o que tem que haver do lado do retalhista? \u00c9 tamb\u00e9m a Intelig\u00eancia Artificial na toda a cadeia de abastecimento. \u00c9 o IA tamb\u00e9m que lhe vai permitir responder a esta velocidade vertiginosa.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-300718 alignright\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/4a-foto-da-entrevista-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\"  \/>Quais s\u00e3o as melhores tecnologias para facilitar essa oferta autom\u00e1tica de solu\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>J\u00e1 come\u00e7a a haver. A OpenAI lan\u00e7ou uma que \u00e9 o Operator, que j\u00e1 ajuda o consumidor at\u00e9 a comprar, e se tiver que negociar, negocia. Do lado do consumidor, s\u00e3o compradores pessoais, s\u00e3o m\u00e1quinas que est\u00e3o a comprar e, portanto, retiram o tempo e energia. Do lado retalhista, v\u00e3o automatizar as opera\u00e7\u00f5es todas: podem at\u00e9 fazer testes A\/B para perceber o que \u00e9 que tem mais sa\u00edda ou menos sa\u00edda; ajustamentos de pre\u00e7o em tempo real; tratar de tudo o que se refere a estocagem \u2013 em fun\u00e7\u00e3o de previs\u00f5es de compra, fazer de imediato ordens aos fornecedores, para garantir a perspetiva de vendas; v\u00e3o ter os agentes que n\u00f3s j\u00e1 estamos a implementar, para a toda a parte de call centers para ajudar os consumidores. Portanto, tem que haver uma transforma\u00e7\u00e3o interna do lado dos agentes e dos retalhistas.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Isto \u00e9 levar a personaliza\u00e7\u00e3o a outro n\u00edvel?<\/strong><br \/>\u00c9 a hiperpersonaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Que \u00e9 tamb\u00e9m uma grande tend\u00eancia, pelos vistos\u2026<\/strong><br \/>Claro, porqu\u00ea? Porque os retalhistas t\u00eam cada vez mais dados, v\u00e3o ter os seus dados pr\u00f3prios e v\u00e3o trabalh\u00e1-los. Para poder sobreviver, v\u00e3o ter que trabalhar esses dados. O agente do comprador tamb\u00e9m os tem, ou seja, temos aqui um conjunto de informa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o permitir personalizar. E a hiperpersonaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 em fun\u00e7\u00e3o do que comprou, mas do s\u00edtio onde est\u00e1. Por exemplo, eu estou a sair de uma zona desportiva, o agente j\u00e1 sabe que eu fui fazer desporto, e se calhar vai dar-me recomenda\u00e7\u00f5es para o meu bem-estar, porque ele tamb\u00e9m quer ter esta rela\u00e7\u00e3o comigo. O meu agente vai-me sugerir, porque n\u00e3o, onde ir comer, o que h\u00e1 saud\u00e1vel, \u00e0 volta. Por outro lado, os retalhistas que sabem onde est\u00e1, o que est\u00e1 a procurar e em que zona est\u00e1, tamb\u00e9m podem sugerir produtos mais saud\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>E o que implica em termos de investimento por parte dos retalhistas para alimentar esses agentes de IA?<\/strong><br \/>\u00c9 verdade que os softwares s\u00e3o mais r\u00e1pidos a implementar as tend\u00eancias dos low-codes, etc. Ali\u00e1s, ferramentas de intelig\u00eancia artificial ajudam a desenvolver os pr\u00f3prios softwares. A quest\u00e3o \u00e9 que n\u00f3s ainda n\u00e3o sabemos o consumo que isto vai trazer, portanto, o que \u00e9 que eu diria? Sim, vai haver investimento, mas n\u00e3o t\u00e3o elevado quanto seria h\u00e1 uns anos, porque, de facto, temos ferramentas mais f\u00e1ceis de incorporar, elas pr\u00f3prias dotadas de intelig\u00eancia. Ainda que n\u00f3s n\u00e3o o fa\u00e7amos pessoalmente, ainda que tamb\u00e9m do lado retalhista n\u00e3o estejam pessoas a ir ver a prateleira e preocupadas com os estoques e a contar, ou seja, h\u00e1 todo um sistema que controla, o facto \u00e9 que vai haver muito consumo. E isso pode vir a ter pre\u00e7os que n\u00f3s n\u00e3o calculamos neste momento.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Outra tend\u00eancia apontada pela Capgemini \u00e9 a IA invis\u00edvel. O que entendem por IA invis\u00edvel? Como podem os retalhistas \u2018pratic\u00e1-la\u2019, digamos assim, para atrair e reter consumidores?<\/strong><br \/>A AI invis\u00edvel vem por a t\u00f3nica na confian\u00e7a do consumidor. Uma coisa \u00e9 o searchless, que \u00e9 a automa\u00e7\u00e3o deste processo, a rapidez, a velocidade, etc. Isso \u00e9 um ponto muito importante que beneficia os dois, o consumidor e o retalhista.<br \/>Quando estamos a falar do Invisible AI, o que \u00e9 que n\u00f3s queremos dizer? \u00c9 que h\u00e1 um ponto onde n\u00e3o pode haver estranheza ou desconfian\u00e7a do consumidor. Ele tem que sentir que os seus dados s\u00e3o tratados com seguran\u00e7a, ele tem que sentir que est\u00e1 l\u00e1 a IA a trabalhar e at\u00e9 fica confiante para determinar o tipo de decis\u00f5es em que haja IA, que compara muito mais r\u00e1pido at\u00e9 do que ele pr\u00f3prio. Mas isso n\u00e3o pode ser um problema, ou seja, a interface, a usabilidade tem que ser muito natural, tem que ser simples e tem que ser eficaz. Tem que dar respostas que gerem confian\u00e7a.<br \/>Por outro lado, h\u00e1 tamb\u00e9m uma preocupa\u00e7\u00e3o que \u00e9 a de n\u00e3o ser demasiado intrusivo, porque \u2018entrar\u2019 demais pode criar a perce\u00e7\u00e3o de que, de facto, o tal admir\u00e1vel mundo novo pode ser perigoso. H\u00e1 um momento em que se fica a pensar: \u2018Como \u00e9 que sabe isto?\u2019, \u2018Como \u00e9 que me est\u00e1 a sugerir isto?\u2019, \u2018Que informa\u00e7\u00e3o minha j\u00e1 tem?\u2019 Por isso, \u00e9 preciso ter muita confian\u00e7a de que, de facto, estes dados s\u00e3o bem guardados, est\u00e3o bem seguros, que s\u00e3o usados da maneira pr\u00f3pria, porque podem causar dificuldades ao consumidor.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-300716 alignleft\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2a-foto-da-entrevista-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\"  \/>N\u00e3o h\u00e1 uma linha t\u00e9nue entre a confian\u00e7a, a transpar\u00eancia e a \u00e9tica no uso de IA invis\u00edvel, e uma poss\u00edvel \u2018manipula\u00e7\u00e3o\u2019 do consumidor? E como \u00e9 que n\u00e3o se ultrapassa esta linha? Com informa\u00e7\u00e3o ao retalhista, com legisla\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>N\u00f3s estamos a assistir a cada vez mais legisla\u00e7\u00e3o sobre este tema e uma grande preocupa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia para regulamentar tudo isto. Ao contr\u00e1rio de outras geografias. Na Europa, felizmente, temos um sistema e um modelo que nos permite ajudar a controlar e que obriga as empresas a terem determinados crit\u00e9rios e cuidados. E, portanto, penso que, n\u00f3s como consumidores, por esse lado estamos mais protegidos do que noutras geografias. E, claro, os retalhistas t\u00eam que implementar determinadas pr\u00e1ticas que t\u00eam que ser transparentes e audit\u00e1veis. A auditabilidade destes procedimentos e de tudo o que t\u00eam a funcionar, os algoritmos, como s\u00e3o usados, etc. Eu acho que isso d\u00e1 seguran\u00e7a ao consumidor. Porque se eu conhecer o cliente ou o cliente se apresentar com determinados requisitos e compras e se eu conseguir garantir que os meus produtos respondem \u2013 ou procurar produtos porque antecipei, eu estou a responder a essas necessidades.<br \/>Agora, acho que podemos estar mais descansados, exatamente, por este lado da legisla\u00e7\u00e3o na Europa e dos mecanismos de auditabilidade.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>A ado\u00e7\u00e3o da IA Invis\u00edvel vai impactar mais as compras digitais, os clientes t\u00eam que estar atentos mais aos seus sites, ou ela vai impactar na oferta omnicanal?<\/strong><br \/>Vai impactar na oferta omnicanal. Ali\u00e1s, vai ser uma das tend\u00eancias tamb\u00e9m, apostar nesta omnicanalidade em termos de tudo o que s\u00e3o os invent\u00e1rios, pre\u00e7os, promo\u00e7\u00f5es. Tem que haver uma consist\u00eancia, (o consumidor) n\u00e3o pode ter sugest\u00f5es e depois, por acaso, passar pela loja e ver outra coisa. Neste momento n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o ter esta integra\u00e7\u00e3o.<br \/>Ali\u00e1s, quando implementamos estas plataformas integradas, por exemplo, CRM (Customer Relationship Management), temos e-commerce, marketing, as ferramentas de apoio aos vendedores, os contact centers, etc, n\u00f3s j\u00e1 trabalhamos de maneira a que os pre\u00e7os sejam os mesmos, independentemente do comportamento espec\u00edfico online. Tenho que manter isto de uma forma que seja integrada. Como \u00e9 que o fa\u00e7o? \u00c9 um desafio constante. Cada vez mais, os pre\u00e7os, as promo\u00e7\u00f5es para serem personalizados, s\u00e3o um desafio.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>E depois, estas quatro tend\u00eancias culminam numa quinta tend\u00eancia muito importante e que domina tudo: a confian\u00e7a do consumidor. Porqu\u00ea a Capgemini a considera neste estudo como um elemento diferenciador? Em vez de, por exemplo, a sustentabilidade, a efici\u00eancia ou a capacidade de gerar volume. Porqu\u00ea, neste momento?<\/strong><br \/>Exatamente porque estamos num mundo da intelig\u00eancia artificial. Com dados a andarem de um lado para o outro, com estas hiperpersonaliza\u00e7\u00f5es em que a pessoa parece que j\u00e1 sabe quem sou eu e o que \u00e9 que eu quero. \u00c9 aquilo de que h\u00e1 pouco fal\u00e1vamos: tem que haver uma grande confian\u00e7a de que o retalhista est\u00e1 a entregar-me aquilo que me promete e que eu quero. Que est\u00e1, de facto, a utilizar bem os meus dados, est\u00e1 a cumprir todas as regras de seguran\u00e7a e, ao mesmo tempo, tamb\u00e9m est\u00e1 a cumprir a promessa que \u00e9 dos valores. Tem que desenvolver esta confian\u00e7a porque \u00e9 isso que leva \u00e0 fideliza\u00e7\u00e3o. Se eu tiver uma marca na qual tenho essa confian\u00e7a \u00e9 natural que eu at\u00e9 diga ao meu comprador pessoal que quero comprar nesta marca ou neste retalhista porque conhe\u00e7o o trabalho que faz, a inova\u00e7\u00e3o que traz, as preocupa\u00e7\u00f5es que tem, as certifica\u00e7\u00f5es da sua garantia.<br \/>E essa confian\u00e7a tem que ser criada do retalhista para o consumidor, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 necessariamente entre os agentes que depois v\u00e3o executar. E a confian\u00e7a vai ser um ponto muito importante. Porque a confian\u00e7a e n\u00e3o a sustentabilidade? Porque tenho que ter confian\u00e7a no meu retalhista, acreditar que est\u00e1 a trabalhar nas embalagens, nos seus procedimentos, etc., para ser mais sustent\u00e1vel. A confian\u00e7a \u00e9, neste mundo, a pedra de toque para a fideliza\u00e7\u00e3o ao retalhista. No fundo, isto \u00e9 executar o que promete, \u00e9 acontecer o que \u00e9 prometido.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Das cinco tend\u00eancias, esta ser\u00e1 a mais desafiadora e a mais dif\u00edcil?<\/strong><br \/>Esta \u00e9 o corol\u00e1rio de tudo o que estamos aqui a falar: como vou comunicar, como vou convencer que podem confiar em mim? Ter que dar evid\u00eancias. \u00c9 o culminar de todas as outras estrat\u00e9gias.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Que desafios estas cinco macrotend\u00eancias trazem \u00e0 Capgemini no \u00e2mbito do trabalho que realizam junto do tecido empresarial portugu\u00eas? Um tecido empresarial com muitas empresas tradicionais, muitas PME\u2019s\u2026<\/strong><br \/>Estamos a trabalhar com os grandes retalhistas, ou aqui ou nos seus pa\u00edses de origem, e estamos a assistir a uma grande abertura destes grandes retalhistas para adotarem e caminharem nesta jornada. T\u00eam consci\u00eancia do impacto desta transforma\u00e7\u00e3o, do que t\u00eam que fazer internamente e, sobretudo, como \u00e9 que t\u00eam que se organizar para permanecer relevantes.<br \/>Relativamente ao segmento das PMEs, aquilo que eu vejo \u00e9 que \u00e9 importante que se organizem, em agrupamentos, em cooperativas, em grupos que j\u00e1 come\u00e7am a existir, para poderem negociar em conjunto e beneficiar em conjunto destas ferramentas. Porque uma pequena empresa vai ter que apostar na rela\u00e7\u00e3o pessoal que tem no seu contexto. E \u00e9 interessante porque esse com\u00e9rcio tradicional tamb\u00e9m tem o seu espa\u00e7o, no fundo ele \u00e9 genuinamente aquilo que o grande com\u00e9rcio quer apostar com a hiperpersonaliza\u00e7\u00e3o.<br \/>Portanto, no com\u00e9rcio tradicional ou nestas pequenas empresas, t\u00eam que apostar nesta proximidade do seu cliente, conhecer o seu cliente, fazer a antecipa\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 o que j\u00e1 faziam, eram muito bons nisto. E, depois, tamb\u00e9m verem o que \u00e9 que ganham em juntar-se em centrais de compras, em grupos que depois ajudem tamb\u00e9m a vender a sua imagem e explicar o bom trabalho que fazem.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-300715 alignleft\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1a-foto-da-entrevista-259x300.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"300\"  \/>Que dificuldades a Capgemini j\u00e1 identificou como as que mais v\u00e3o afetar as empresas, tanto no com\u00e9rcio f\u00edsico como no online, para seguirem estas tend\u00eancias? Sejam financeiras, tecnol\u00f3gicas ou mesmo culturais?<\/strong><br \/>A componente cultural \u00e9 muito importante. Enquanto na loja online pod\u00edamos cortar um pouco, porque vamos assumir que h\u00e1 muito trabalho que \u00e9 feito entre m\u00e1quinas, digamos assim, na loja f\u00edsica vamos sempre ter pessoas, apesar de j\u00e1 haver as lojas de conveni\u00eancia que quase que n\u00e3o t\u00eam, como nos pa\u00edses n\u00f3rdicos onde h\u00e1 lojas quase sem pessoas a atender. Por isso, a parte cultural \u00e9 muito importante: como transformar e criar uma cultura onde quem trabalha n\u00e3o se sente a desaparecer e v\u00ea esta transforma\u00e7\u00e3o como uma vantagem para a sua carreira. Porque tem que haver um grande reskilling, upskilling das pessoas, mas elas t\u00eam que ver isto como uma alavanca para a qualidade do seu trabalho, para a sua produtividade e tamb\u00e9m como um fator de crescimento. Isto cria uma cultura tamb\u00e9m de investimento cont\u00ednuo.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Estas s\u00e3o cinco tend\u00eancias que vir\u00e3o moldar os modelos de neg\u00f3cio no retalho. No entanto, o que \u00e9 priorit\u00e1rio ao retalho, implementar no imediato?<\/strong><br \/>O que n\u00f3s estamos a dizer aos nossos clientes, s\u00e3o seis pontos fundamentais. Um \u00e9 criar jornadas de clientes, isto tem a ver com o que n\u00f3s fal\u00e1mos, na omnicanalidade. O retalhista tem que pensar a jornada do cliente independentemente se vai \u00e0 loja ou se vai comprar online, ou na app, ou no site, com comprador, sem comprador, ou seja, tem que pensar esta jornada para antecipar as necessidades e para poder apresentar os produtos de uma forma consistente.<br \/>O segundo \u00e9 personalizar a experi\u00eancia. Aqui, o grande investimento \u00e9 ter que adquirir os dados e organiz\u00e1-los para, no fundo, fazer a tal hiperpersonaliza\u00e7\u00e3o de que est\u00e1vamos a falar. E a personaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m, nos momentos de experi\u00eancia, estas serem \u00fanicas. O que vou propor a esta minha persona, a este meu cliente?<br \/>O terceiro \u00e9 que a IA tem que ser introduzida no back office, porque, sen\u00e3o, temos uma m\u00e1quina veloz que chega a consultar o nosso site e a ver os nossos pre\u00e7os e n\u00f3s n\u00e3o temos tempo de resposta.<br \/>Depois, desenhar todo o interface, toda a comunica\u00e7\u00e3o de maneira a evitar toda a estranheza, as tais d\u00favidas que possam criar problemas na confian\u00e7a.<br \/>Tamb\u00e9m, preparar a for\u00e7a de trabalho, j\u00e1 estivemos a falar um pouco sobre isto e \u00e9 fundamental. \u00c9 um grande trabalho de cultura, de transforma\u00e7\u00e3o, de change management. Temos que gerir esta mudan\u00e7a, interna tamb\u00e9m.<br \/>Por fim, trabalhar com os retalhistas para lidar com o prop\u00f3sito. No fundo \u00e9 perceber como \u00e9 que eles podem trazer solu\u00e7\u00f5es de sustentabilidade, de evitar o desperd\u00edcio, solu\u00e7\u00f5es mais saud\u00e1veis, etc., que venham responder a estas cada vez maiores preocupa\u00e7\u00f5es do consumidor. S\u00e3o estas iniciativas que recomendamos que sejam tomadas.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\"><strong>Uma sem a outra, n\u00e3o gera valor\u2026<\/strong><br \/>N\u00e3o gera. Porque o retalhista pode ter um \u00f3timo pre\u00e7o, mas isso n\u00e3o vai chegar para fidelizar. Cada vez mais h\u00e1 preocupa\u00e7\u00f5es ambientais, preocupa\u00e7\u00f5es com a pr\u00f3pria sa\u00fade, e isso vai ter impacto. O retalhista tem que ter internamente uma m\u00e1quina muito veloz para responder a estes compradores pessoais. Tem que hiperpersonalizar, porque, sen\u00e3o, n\u00e3o est\u00e1 a responder aos requisitos de compra do pr\u00f3prio consumidor.<\/p>\n<p class=\"singleNewsbodyP\">Entrevista publicada na edi\u00e7\u00e3o 440.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Momentos, para al\u00e9m do produto, o ano das marcas brancas, retalho \u2018searchless\u2019, a era da IA invis\u00edvel, a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":209741,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-209740","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115816389875040135","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209740","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=209740"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209740\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/209741"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=209740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=209740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=209740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}