{"id":21084,"date":"2025-08-08T12:26:21","date_gmt":"2025-08-08T12:26:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/21084\/"},"modified":"2025-08-08T12:26:21","modified_gmt":"2025-08-08T12:26:21","slug":"quando-o-intestino-responde-e-reage","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/21084\/","title":{"rendered":"Quando o intestino responde e reage"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Para algumas pessoas com alergia alimentar, amendoim ou camar\u00e3o s\u00e3o apenas tira-gostos. Em outras, por\u00e9m, a ingest\u00e3o desses itens desencadeia uma crise de anafilaxia, capaz de matar em poucos minutos. Agora, um experimento realizado nos Estados Unidos explica por que indiv\u00edduos com os mesmos anticorpos t\u00eam rea\u00e7\u00f5es t\u00e3o diferentes a determinados al\u00e9rgenos. Al\u00e9m disso, o estudo, publicado na revista Science, abre caminho para um novo tratamento, baseado em uma mol\u00e9cula j\u00e1 aprovada pelas autoridades sanit\u00e1rias.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2025\/08\/7219964-litio-pode-ser-solucao-para-tratamento-de-alzheimer.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">L\u00edtio pode ser solu\u00e7\u00e3o para tratamento de Alzheimer<\/a><\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2025\/08\/7220636-ruinas-submersas-na-turquia-recontam-origem-da-historia-da-arca-de-noe.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Ru\u00ednas submersas na Turquia recontam origem da hist\u00f3ria da Arca de No<\/a>\u00e9<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo a imunologista Stephanie Eisenbarth, coautora do estudo e pesquisadora da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, ter anticorpos associados \u00e0 alergia alimentar faz com que muitos pacientes vivam sob a tens\u00e3o constante de uma crise anafil\u00e1tica. A cientista explica que, at\u00e9 agora, era um mist\u00e9rio entender por que alguns al\u00e9rgicos respondem com viol\u00eancia a determinados alimentos, enquanto outros podem permanecer assintom\u00e1ticos por toda a vida.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Em testes com camundongos, os cientistas de Northwestern e da Universidade de Yale identificaram que a diferen\u00e7a entre reagir ou n\u00e3o a um alimento est\u00e1 na capacidade da mucosa intestinal de bloquear a passagem de al\u00e9rgenos \u2014 como prote\u00ednas de amendoim ou ovo \u2014 para a corrente sangu\u00ednea. &#8220;Apenas quando essas prote\u00ednas atravessam o intestino e entram em contato com c\u00e9lulas do sistema imunol\u00f3gico, como os mast\u00f3citos carregados com IgE, \u00e9 que a anafilaxia \u00e9 desencadeada&#8221;, explica Stephanie Eisenbarth.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Antena<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">IgE \u00e9 um anticorpo, subst\u00e2ncia produzida pelo corpo para lutar contra agentes infecciosos e, que tamb\u00e9m faz a media\u00e7\u00e3o de rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas. &#8220;Quando o organismo se sensibiliza diante de um al\u00e9rgeno, seja alimento ou medicamento, esse anticorpo, chamado imunoglobulina E, se liga a algumas c\u00e9lulas, incluindo os mast\u00f3citos. Uma vez que ele est\u00e1 l\u00e1, fica esperando a pr\u00f3xima vez que aquela subst\u00e2ncia vai entrar no corpo, \u00e9 como se fosse uma antena parab\u00f3lica captando essa informa\u00e7\u00e3o&#8221;, compara Alex Isidoro Ferreira Prado, m\u00e9dico imunologista e alergista e professor do Grupo Medcof. &#8220;Quando o al\u00e9rgeno entra em contato com o IgE, o mast\u00f3cito \u00e9 ativado, liberando uma s\u00e9rie de subst\u00e2ncias que est\u00e3o presentes em uma rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica&#8221;, diz.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">No experimento norte-americano, mesmo com n\u00edveis altos de anticorpos IgE contra amendoim, uma popula\u00e7\u00e3o de camundongos n\u00e3o desenvolvia anafilaxia quando exposta ao alimento pela via oral. Em vez disso, s\u00f3 tinha a rea\u00e7\u00e3o quando o al\u00e9rgeno era injetado diretamente no corpo, pulando o intestino. Isso chamou a aten\u00e7\u00e3o dos cientistas, que compararam esse grupo a roedores de outra linhagem, que reagem de forma violenta \u00e0 ingest\u00e3o do mesmo al\u00e9rgeno.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ao investigar o que havia de diferente entre os dois grupos, os pesquisadores fizeram uma triagem gen\u00e9tica e identificaram o gene Dpep1 como o fator de prote\u00e7\u00e3o. Ele codifica a enzima dipeptidase 1 (DPEP1), capaz de quebrar lip\u00eddios chamados leucotrienos e reduzir sua atividade inflamat\u00f3ria. Quando os cientistas bloquearam essa enzima com um medicamento, os camundongos antes protegidos passaram a desenvolver anafilaxia \u2014 um indicativo de que o DPEP1 funciona como uma esp\u00e9cie de freio natural para a resposta al\u00e9rgica grave.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Barreira<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">O imunologista Alex Isidoro Ferreira Prado esclarece que o intestino \u00e9 uma das principais barreiras protetoras do corpo. &#8220;Ele funciona como filtro f\u00edsico. Tem barreiras, tem c\u00e9lulas epiteliais que v\u00e3o revestir essa superf\u00edcie das nossas mucosas. Mas tamb\u00e9m tem c\u00e9lulas de defesas e anticorpos&#8221;, diz. &#8220;Tudo que a gente ingere \u2014 alimento, medicamento, contaminante, tem que passar por esse sistema de vigil\u00e2ncia. O estudo nos ajuda a entender que o intestino n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma barreira passiva: ele \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o imunol\u00f3gico bastante ativo, que pode modular o risco das alergias alimentares, dependendo de como \u00e9 essa entrada no nosso corpo.&#8221;\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Stephanie Eisenbarth afirma que a descoberta muda completamente a vis\u00e3o dos pesquisadores sobre a anafilaxia. &#8220;Sabemos que os anticorpos IgE s\u00e3o necess\u00e1rios, mas n\u00e3o suficientes para causar a rea\u00e7\u00e3o. Agora temos uma explica\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica para esse fen\u00f4meno: a integridade da barreira intestinal mediada pela atividade dos leucotrienos e pela a\u00e7\u00e3o da DPEP1&#8221;, resume.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">O professor de Alergia e Imunologia do Mecof lembra que ser IgE positivo \u2014 condi\u00e7\u00e3o apontada por exames laboratoriais \u2014 n\u00e3o \u00e9 suficiente para que o paciente tenha sintomas cl\u00ednicos. &#8220;S\u00f3 o exame de IgE n\u00e3o d\u00e1 o diagn\u00f3stico; a presen\u00e7a do anticorpo \u00e9 necess\u00e1ria, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente por si s\u00f3&#8221;, diz. &#8220;O estudo mostra que a efici\u00eancia da barreira intestinal \u00e9 diferente: nos pacientes que t\u00eam os sintomas e a anafixilia, o al\u00e9rgeno n\u00e3o \u00e9 degradado. Tamb\u00e9m temos outros fatores reguladores dessa resposta. Temos c\u00e9lulas que s\u00e3o os &#8216;guardinhas imunol\u00f3gicos&#8217;, as c\u00e9lulas T reguladoras, que controlam respostas exageradas&#8221;, diz Ferreira Prado.\u00a0<\/p>\n<p>Quatro perguntas para\u00a0Patr\u00edcia Consorte, m\u00e9dica pediatra e intensivista\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>O que pode explicar o aumento nos casos de alergia alimentar em crian\u00e7as?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, observamos um aumento significativo nos casos de alergia alimentar em crian\u00e7as. Diversos fatores podem estar associados a esse crescimento, incluindo mudan\u00e7as nos h\u00e1bitos alimentares, maior urbaniza\u00e7\u00e3o, cesarianas, uso precoce de antibi\u00f3ticos e at\u00e9 mesmo o excesso de higiene nos primeiros anos de vida, algo conhecido como &#8220;hip\u00f3tese da higiene&#8221;. Al\u00e9m disso, h\u00e1 mais conscientiza\u00e7\u00e3o e diagn\u00f3stico precoce, o que tamb\u00e9m contribui para o aumento das notifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Quais s\u00e3o os alimentos mais comuns que causam alergia alimentar em beb\u00eas e crian\u00e7as pequenas?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Em crian\u00e7as, s\u00e3o leite de vaca, ovo, trigo, soja, amendoim, castanhas, peixes e frutos-do-mar. Em beb\u00eas, o leite de vaca e o ovo s\u00e3o os principais vil\u00f5es. Lembrando do conceito da janela imunol\u00f3gica: quando feita a exposi\u00e7\u00e3o na fase correta da introdu\u00e7\u00e3o alimentar, diminu\u00edmos as alergias e criamos toler\u00e2ncia a esses alimentos.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Existem tratamentos que ajudam na dessensibiliza\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Sim, em alguns casos \u00e9 poss\u00edvel realizar um tratamento chamado imunoterapia oral, que consiste na administra\u00e7\u00e3o gradual do alimento ao qual a crian\u00e7a \u00e9 al\u00e9rgica, em doses progressivamente maiores, sob supervis\u00e3o m\u00e9dica. O objetivo \u00e9 induzir a toler\u00e2ncia e reduzir ou eliminar as rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas. Esse tratamento ainda \u00e9 feito em centros especializados e nem todos os casos s\u00e3o eleg\u00edveis, mas os resultados t\u00eam sido bastante promissores.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>A alergia alimentar pode\u00a0passar com o tempo?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Sim, muitas alergias alimentares infantis tendem a desaparecer com o tempo. \u00c9 comum que alergias a leite de vaca, ovo, soja e trigo se resolvam at\u00e9 os 5 a 7 anos. Por outro lado, alergias a amendoim, castanhas e frutos-do-mar t\u00eam maior chance de persistirem por toda a vida.\u00a0<\/p>\n<p>Testes em humanos\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Al\u00e9m de responder uma importante quest\u00e3o sobre anticorpos e alergia alimentar, o estudo das universidades de Northwestern e Yale, nos Estados Unidos, tamb\u00e9m pode abrir caminho para novos tratamentos terap\u00eauticos. Os pesquisadores testaram em camundongos o zileuton um medicamento j\u00e1 aprovado pela Food and Drugs Administration, ag\u00eancia reguladora norte-americana, e conseguiram evitar a anafilaxia nos animais al\u00e9rgicos. O rem\u00e9dio, que bloqueia a produ\u00e7\u00e3o de um tipo de lip\u00eddio, \u00e9 usado, atualmente, para controle da asma.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Esses dados sugerem que, no futuro, ser\u00e1 poss\u00edvel pensar em tratamentos preventivos para alergia alimentar que n\u00e3o atuem diretamente nos anticorpos, mas sim no ambiente intestinal&#8221;, disse, em nota, o imunologista Adam Williams, coautor do estudo. Ele lembra, no entanto, que os testes foram feitos em animais, e que ainda \u00e9 cedo para aplicar essas terapias em humanos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Outra subst\u00e2ncia testada no estudo, a cilastatina \u2014 que bloqueia a a\u00e7\u00e3o de uma enzima chamada DPEP1 \u2014 teve o efeito contr\u00e1rio. O uso tornou camundongos resistentes suscet\u00edveis \u00e0 rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica. &#8220;Isso confirmou o papel central da enzima como moduladora da resposta imune via intestino&#8221;, disse Willians. &#8220;A pesquisa levanta a possibilidade de uma nova abordagem para prevenir anafilaxia: modular o intestino, em vez de tentar &#8216;apagar&#8217; a alergia.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Disponibilidade<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo o alergista e imunologista Alex Isidoro Ferreira Prado, professor do Grupo Medcof, no mercado existem alguns medicamentos preventivos, como o pr\u00f3prio zileuton \u2014 dispon\u00edvel, apenas, nos Estados Unidos. No Brasil, h\u00e1 o montelucaste, amplamente usado para asma e rinite, mas que n\u00e3o foi eficaz no estudo norte-americano para alergia alimentar, lembra o m\u00e9dico. &#8220;\u00c9 muito importante ter estudos mostrando que h\u00e1 medica\u00e7\u00f5es eficientes, para que possamos aplicar na pr\u00e1tica cl\u00ednica e, quem sabe, aumentar a disponibilidade desses medicamentos para pa\u00edses como o Brasil&#8221;, acredita.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Apesar do entusiasmo, Ferreira Prado recomenda cautela. &#8220;A resposta do modelo animal \u00e9 diferente da resposta humana&#8221;, lembra. Al\u00e9m disso, a anafilaxia envolve outras subst\u00e2ncias e mediadores inflamat\u00f3rios, que podem, inclusive, n\u00e3o depender dos anticorpos IgE. &#8220;Tamb\u00e9m estamos falando de uma medica\u00e7\u00e3o que pode ter eventos adversos. Ent\u00e3o, a gente n\u00e3o tem nenhuma evid\u00eancia cl\u00ednica ainda com alergia alimentar em humanos. Por mais que sejam animadores os resultados, a gente tem que ter um pouco de cuidado cient\u00edfico nessa avalia\u00e7\u00e3o.&#8221;\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>                            <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Paloma Oliveto  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter s\u00eanior<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Formada na Universidade de Bras\u00edlia, \u00e9 especializada na cobertura de ci\u00eancia e sa\u00fade h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Entre as premia\u00e7\u00f5es recebidas, est\u00e3o primeiro lugar no Grande Pr\u00eamio Ayrton Senna e men\u00e7\u00e3o honrosa no Pr\u00eamio Esso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Para algumas pessoas com alergia alimentar, amendoim ou camar\u00e3o s\u00e3o apenas tira-gostos. 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