{"id":211067,"date":"2026-01-01T21:25:11","date_gmt":"2026-01-01T21:25:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/211067\/"},"modified":"2026-01-01T21:25:11","modified_gmt":"2026-01-01T21:25:11","slug":"estes-sao-os-misterios-da-historia-resolvidos-pela-ciencia-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/211067\/","title":{"rendered":"Estes s\u00e3o os mist\u00e9rios da Hist\u00f3ria resolvidos pela ci\u00eancia em 2025"},"content":{"rendered":"<p>\t                Escavado na d\u00e9cada de 1920, o barco Hjortspring, com 2.400 anos, est\u00e1 em exposi\u00e7\u00e3o no Museu Nacional da Dinamarca e serve de imagem de capa deste artigo<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Investigadores de todo o mundo puseram os seus chap\u00e9us de detetive para, em 2025, encontrarem respostas para perguntas que persistem h\u00e1 d\u00e9cadas\u2026 ou mesmo h\u00e1 s\u00e9culos. As descobertas, com muita margem para reflex\u00e3o, oferecem-nos novas formas de compreender o mundo.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica de s\u00edtios hist\u00f3ricos revelou novas perspetivas. A an\u00e1lise a uma pedreira que continha est\u00e1tuas inacabadas mostrou como os polin\u00e9sios n\u00f3madas criaram enormes cabe\u00e7as de pedra encontradas em Rapa Nui ou na Ilha de P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>No entretanto, um novo projeto de explora\u00e7\u00e3o de Pompeia descobriu uma escadaria de pedra que pode reconstruir como era o horizonte da antiga cidade romana, antes de uma erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica, em 79 depois de Cristo (d.C), a sepultar debaixo de espessas camadas de cinza.<\/p>\n<p>Uma combina\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises microbot\u00e2nicas e de imagens a\u00e9reas panor\u00e2micas captadas por drones permitiu tamb\u00e9m que os investigadores chegassem a uma nova hip\u00f3tese sobre quem criou a misteriosa forma\u00e7\u00e3o da Faixa de Buracos, uma s\u00e9rie com cerca de 5.200 buracos espalhados pelos Andes peruanos.<\/p>\n<p>Algumas investiga\u00e7\u00f5es levantaram mais perguntas do que respostas, como foi o caso de um criativo trabalho para tentar determinar como morreu a c\u00e9lebre escritora Jane Austen, com an\u00e1lise das pr\u00f3prias palavras da autora face \u00e0 aus\u00eancia de documentos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Aqui est\u00e3o algumas das descobertas mais memor\u00e1veis \u200b\u200bde 2025, que trouxeram respostas para os mist\u00e9rios da hist\u00f3ria que se arrastavam h\u00e1 muito.<\/p>\n<p>Uma m\u00famia misteriosa <\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/mummy-20251217154508035.jpg\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   A apar\u00eancia externa da m\u00famua, vista de frente (A) e de costas (B) mostra que n\u00e3o houve incis\u00f5es no corpo (Cortesia Andreas Nerlich) <\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Uma fuga de \u00e1gua numa cripta que guardava um \u201ccapel\u00e3o seco ao ar\u201d ajudou a revelar a identidade deste corpo, que tinha sido excecionalmente bem preservado e mantido numa remota igreja de uma vila austr\u00edaca desde o s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>Com a pele e os tecidos intactos, o corpo mumificado, que se acredita ser de um cl\u00e9rigo do s\u00e9culo XVIII, tinha gerado especula\u00e7\u00f5es sobre as propriedades curativas e os rumores do envenenamento.<\/p>\n<p>Os trabalhos para reparar os danos causados pela \u00e1gua levaram \u00e0 remo\u00e7\u00e3o do corpo, o que criou uma oportunidade para levar a cabo tomografias computadorizadas, an\u00e1lises de amostras de ossos e tecidos, bem como data\u00e7\u00e3o por radiocarbono. Os investigadores apuraram que os restos mortais pertenciam a Franz Xaver Sidler von Rosenegg, um aristocrata que foi monge, antes de se tornar vig\u00e1rio da par\u00f3quia de St. Thomas am Blasenstein.<\/p>\n<p>A equipa n\u00e3o s\u00f3 descobriu que o respons\u00e1vel pela secagem ao ar do cl\u00e9rigo tinha sido um m\u00e9todo de embalsamamento at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido, como tamb\u00e9m prop\u00f4s uma nova hip\u00f3tese para a sua morte. Resolveu o mist\u00e9rio relacionado com um objeto de vidro encontrado dentro dos restos mortais do homem.<\/p>\n<p>O barco vindo do nada <\/p>\n<p>O barco Hjortspring, em exposi\u00e7\u00e3o no Museu Nacional da Dinamarca, em Copenhaga, \u00e9 h\u00e1 muito uma embarca\u00e7\u00e3o de origem misteriosa.<\/p>\n<p>Os arque\u00f3logos desenterraram este barco de madeira de um p\u00e2ntano na ilha dinamarquesa de Als na d\u00e9cada de 1920, mais de dois mil anos ap\u00f3s seu naufr\u00e1gio. O barco estava carregado de armas, sugerindo que transportava guerreiros, com a inten\u00e7\u00e3o de atacar a ilha.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia pistas sobre a origem do barco nem sobre quem ele transportava \u2014 at\u00e9 agora.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/fingerprint-20251217180310801.jpg\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   Foi encontrada uma impress\u00e3o digital humana parcial em fragmentos de alcatr\u00e3o. Aqui mostra-se uma tomografia computadorizada de raios X de alta resolu\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o da impress\u00e3o digital (Sahel Ganji\/ Universidade de Lund) <\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Uma nova an\u00e1lise aos materiais do navio sugere que este viajou muito mais do que se pensava, o que significa que o ataque ter\u00e1 sido premeditado. Uma impress\u00e3o digital humana parcial encontrada em res\u00edduos de alcatr\u00e3o pode fornecer uma liga\u00e7\u00e3o direta a um dos tripulantes do navio.<\/p>\n<p>\u201cImpress\u00f5es digitais s\u00e3o muito raras para este per\u00edodo e nesta \u00e1rea\u201d, diz o autor principal do estudo, Mikael Fauvelle, professor associado e investigador do departamento de arqueologia e hist\u00f3ria antiga da Universidade de Lund, na Su\u00e9cia, acrescentando que \u201cencontrar uma num barco t\u00e3o singular \u00e9 algo mesmo especial\u201d.<\/p>\n<p>Por falar em navios hist\u00f3ricos, outra an\u00e1lise recente mostrou que a embarca\u00e7\u00e3o do explorador polar Ernest Shackleton, o HMS Endurance, n\u00e3o estava condenada ao falhan\u00e7o por causa do seu leme quebrado. O navio acabou por afundar em 1915, sim, devido a fragilidades estruturais \u2014 de que Shackleton j\u00e1 tinha conhecimento antes de partir atr\u00e1s do seu sonho polar.<\/p>\n<p>Idade do gelo: uma identidade confusa <\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-9902-20250613175944055-20251217154420403.jpg\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   Os restos mortais, bem preservados, de duas crias de lobo, com 14 mil anos de idade, foram encontrados no norte da Sib\u00e9ria em 2011 e 2015 (Sergey Fedorov\/Universidade Federal do Nordeste) <\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">H\u00e1 mais de 14 mil anos, uma toca desabou, deixando aprisionadas duas crias f\u00eameas no norte de Sib\u00e9ria. Os restos mumificados das \u201cCrias de Tumat\u201d, que se acredita serem irm\u00e3s, foram desenterrados, separadamente, em 2011 e 2015.<\/p>\n<p>As crias estavam t\u00e3o bem preservadas que ainda se encontravam cobertas de pelos e com vest\u00edgios de uma \u00faltima refei\u00e7\u00e3o nos seus est\u00f4magos. Os investigadores pensavam que poderiam ser c\u00e3es primitivos domesticados ou lobos domesticados que viviam perto de humanos.<\/p>\n<p>Contudo, um novo estudo, que analisa dados gen\u00e9ticos e assinaturas qu\u00edmicas, sugere que as Crias de Tumat foram crias de lobo que n\u00e3o interagiram com humanos.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 a dar pistas sobre qu\u00e3o complexo \u00e9 determinar quando \u00e9 que os c\u00e3es foram domesticados e come\u00e7aram a viver ao lado dos humanos.<\/p>\n<p>Um ex\u00e9rcito destinado \u00e0 doen\u00e7a <\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/cc017235-claudio-centonze-commission-europeenne-20251217154323041.jpg\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   Um dente utilizado para an\u00e1lises de ADN antigo durante o estudo sobre o ex\u00e9rcito de Napole\u00e3o (Claudio Centonze\/Comiss\u00e3o Europeia) <\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Quando Napole\u00e3o Bonaparte invadiu a R\u00fassia, em 1812, o imperador franc\u00eas liderava um ex\u00e9rcito com mais de meio milh\u00e3o de homens.<\/p>\n<p>Seis meses depois, s\u00f3 uma parte dos seus soldados \u2014 algumas dezenas de milhar \u2014 regressou a Fran\u00e7a, ap\u00f3s uma retirada for\u00e7ada. E mesmo que uma combina\u00e7\u00e3o de batalha, fome, frio e uma epidemia de tifo tivessem sido considerados os fatores a ter em conta na custosa e tr\u00e1gica perda de centenas de milhares de homens, h\u00e1 agora evid\u00eancias gen\u00e9ticas a sugerir novos culpados.<\/p>\n<p>\u201cAntes, pens\u00e1vamos que havia apenas uma doen\u00e7a infeciosa a dizimar o ex\u00e9rcito de Napole\u00e3o: o tifo\u201d, \u200b\u200bdiz o autor principal do estudo, R\u00e9mi Barbieri, investigador de p\u00f3s-doutoramento na Universidade de Tartu, na Est\u00f3nia.<\/p>\n<p>A equipa de Barbieri descobriu a exist\u00eancia de pat\u00f3genos at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidos, de Salmonella enterica e de Borrelia recurrentis nos dentes dos soldados mortos. As bact\u00e9rias causam, respetivamente, febre paratifoide e febre recorrente, o que pode ter contribu\u00eddo para as mortes dos soldados.<\/p>\n<p>Men\u00e7\u00f5es honrosas <\/p>\n<p>Este ano, os cientistas tamb\u00e9m deram respostas a estas intrigantes perguntas.<\/p>\n<p>Os investigadores finalmente identificaram o misterioso vulc\u00e3o que desencadeou uma erup\u00e7\u00e3o t\u00e3o violenta que resfriou a Terra em 1831.<\/p>\n<p>E, se \u00e9 dif\u00edcil imaginar como seriam os nossos pratos sem a batata moderna, talvez j\u00e1 tenha feito esta pergunta: de onde \u00e9 que ela veio? O tub\u00e9rculo ter\u00e1 evolu\u00eddo de um encontro fortuito com um tomate selvagem h\u00e1 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>E, tal como o Rei Artur, a Can\u00e7\u00e3o de Wade j\u00e1 foi uma epopeia popular. Contudo, poucas frases sobreviveram at\u00e9 hoje. Uma decifra\u00e7\u00e3o recente mostra que a saga, h\u00e1 muito perdida, n\u00e3o era tao repleta de criaturas sobrenaturais como se acreditava.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Escavado na d\u00e9cada de 1920, o barco Hjortspring, com 2.400 anos, est\u00e1 em exposi\u00e7\u00e3o no Museu Nacional da&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":211068,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[609,836,611,27,109,107,108,607,608,333,832,604,135,610,476,301,830,736,603,570,831,833,32507,62,834,13,835,602,52,32,33,105,103,104,106,110,29],"class_list":["post-211067","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-breaking-news","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-governo","tag-guerra","tag-historia","tag-justica","tag-live","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-misterios","tag-mundo","tag-negocios","tag-noticias","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-ultimas"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115821957879028108","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/211067","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=211067"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/211067\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/211068"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=211067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=211067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=211067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}