{"id":21112,"date":"2025-08-08T13:08:24","date_gmt":"2025-08-08T13:08:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/21112\/"},"modified":"2025-08-08T13:08:24","modified_gmt":"2025-08-08T13:08:24","slug":"responda-se-tem-mais-de-45-anos-acha-que-ser-amigo-do-ambiente-e-mais-caro-educacao-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/21112\/","title":{"rendered":"Responda se tem mais de 45 anos: acha que ser amigo do ambiente \u00e9 mais caro? | Educa\u00e7\u00e3o ambiental"},"content":{"rendered":"<p>Tem mais de 45 anos e tem preocupa\u00e7\u00f5es ambientais? Mas o que tem feito para proteger o ambiente? Embora 96% dos portugueses nesta faixa et\u00e1ria se digam preocupados com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e com os desafios ambientais, um ter\u00e7o admite n\u00e3o adoptar qualquer comportamento sustent\u00e1vel no dia-a-dia, revela um estudo do Iscte \u2013 Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa.<\/p>\n<p>Separar o lixo, poupar \u00e1gua quando faz limpeza, ou reaproveitar sacos de pl\u00e1stico s\u00e3o as medidas b\u00e1sicas que estes cidad\u00e3os dizem fazer. Mas, se questionados sobre a frequ\u00eancia destes comportamentos na semana anterior, 38% dizem n\u00e3o ter reutilizado sacos, 42% admitem ter falhado na separa\u00e7\u00e3o do lixo, 43% reconhecem nem sempre ter poupado \u00e1gua, e 64% ter adquirido produtos que n\u00e3o s\u00e3o amigos do ambiente.<\/p>\n<p>\u201cJustificam o desfasamento entre as ac\u00e7\u00f5es do dia-a-dia com a percep\u00e7\u00e3o de que os seus comportamentos individuais est\u00e3o limitados por obst\u00e1culos a n\u00edvel financeiro e estrutural\u201d, explicou Sandra Godinho, do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Interven\u00e7\u00e3o Social do Iscte, que realizou o estudo Take Action for Future Generations, juntamente com Margarida Garrido.<\/p>\n<p>As restri\u00e7\u00f5es financeiras s\u00e3o citadas por 39% dos inquiridos. \u201cPode ser o custo acrescido dos produtos definidos como mais sustent\u00e1veis, ou a instala\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is solares e o isolamento t\u00e9rmico das casas\u201d, exemplifica Sandra Godinho.<\/p>\n<p>A inexist\u00eancia ou desadequa\u00e7\u00e3o de infra-estruturas, como a rede de transportes p\u00fablicos ou os sistemas de recolha e valoriza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, \u00e9 citada por 33% dos entrevistados. Mencionam ainda a insufici\u00eancia de pol\u00edticas ambientais e de outros apoios do Estado (30%), a falta de informa\u00e7\u00e3o (18%) e a incapacidade das empresas em apresentar novas solu\u00e7\u00f5es (17%).<\/p>\n<p>Como superar a inac\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u201cMuitos dizem n\u00e3o adoptar mais comportamentos favor\u00e1veis ao ambiente no dia-a-dia por falta de apoio. Acreditam que o Governo e as empresas devem tomar a dianteira\u201d, explicou Sandra Godinho.<\/p>\n<p>Perceber de onde vem essa sensa\u00e7\u00e3o de falta de poder dos cidad\u00e3os n\u00e3o \u00e9 a meta do estudo, financiado pela Funda\u00e7\u00e3o \u201cla Caixa\u201d. \u201cO objectivo \u00e9 perceber que estrat\u00e9gias usar para reduzir este desfasamento entre inten\u00e7\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o\u201d, frisou a investigadora do Iscte.<\/p>\n<p>Esta faixa et\u00e1ria representa mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o, e \u00e9 influente: \u201cS\u00e3o l\u00edderes dos seus agregados familiares, est\u00e3o em cargos de poder\u201d, salientou Sandra Godinho.<\/p>\n<p>Mas apenas 20% dos residentes em Portugal p\u00f5e espontaneamente o ambiente no topo das suas preocupa\u00e7\u00f5es. A pobreza e o desemprego, a pol\u00edtica internacional (conflitos) e o crime e a viol\u00eancia v\u00eam primeiro.<\/p>\n<p>No entanto, se questionados directamente sobre uma lista de desafios ambientais, 96% mostram-se preocupados, ou muito preocupados. A falta de \u00e1gua est\u00e1 no topo (87%), a polui\u00e7\u00e3o do ar re\u00fane 82%, tal como o esgotamento dos recursos naturais.<\/p>\n<p>\u201cApesar de serem quest\u00f5es importantes, t\u00eam muito pouco reconhecimento. H\u00e1 a necessidade de diversificar e dar mais informa\u00e7\u00e3o sobre as amea\u00e7as reais que representam os problemas ambientais\u201d, adiantou Sandra Godinho. \u201c\u00c9 importante fazer campanhas de sensibiliza\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o dirigidas para este segmento da popula\u00e7\u00e3o\u201d, salientou.<\/p>\n<p>Isso pode passar por \u201crepresentar melhor esta faixa et\u00e1ria nas campanhas de sensibiliza\u00e7\u00e3o, e dar mais exemplos de comportamentos favor\u00e1veis, chamando a aten\u00e7\u00e3o para que esses comportamentos, muitas vezes, permitem reduzir custos e n\u00e3o increment\u00e1-los\u201d, como investir na reutiliza\u00e7\u00e3o, afirmou Sandra Godinho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Tem mais de 45 anos e tem preocupa\u00e7\u00f5es ambientais? 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