{"id":212152,"date":"2026-01-02T16:27:18","date_gmt":"2026-01-02T16:27:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/212152\/"},"modified":"2026-01-02T16:27:18","modified_gmt":"2026-01-02T16:27:18","slug":"pela-primeira-vez-na-historia-os-cientistas-captaram-oxigenio-puro-na-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/212152\/","title":{"rendered":"Pela primeira vez na hist\u00f3ria, os cientistas captaram oxig\u00e9nio puro na \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-720085\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/9987d22788e810116a45109f2ea88648-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Num novo estudo, uma equipa de investigadores conseguiu, pela primeira vez, captar imagens de um \u00e1tomo de oxig\u00e9nio em \u00e1gua, recorrendo \u00e0 fluoresc\u00eancia emitida pelos \u00e1tomos de oxig\u00e9nio excitados antes de serem neutralizados pela \u00e1gua envolvente.<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de ser um dos elementos mais importantes para a vida, o oxig\u00e9nio at\u00f3mico continua a encerrar uma quantidade surpreendente de mist\u00e9rios, j\u00e1 que os cientistas ainda n\u00e3o compreendem como reage em <strong>ambientes aquosos<\/strong>.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um ponto crucial: as propriedades oxidantes do oxig\u00e9nio at\u00f3mico s\u00e3o extremamente <strong>\u00fateis na medicina<\/strong> e na ind\u00fastria, pelo que perceber como o oxig\u00e9nio reage na \u00e1gua \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Dar resposta a esta quest\u00e3o pendente tem sido praticamente imposs\u00edvel devido a <strong>limita\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas<\/strong>.<\/p>\n<p>Tentativas anteriores de medir oxig\u00e9nio at\u00f3mico em \u00e1gua falharam, uma vez que o l\u00edquido <strong>neutraliza rapidamente qualquer \u00e1tomo excitado<\/strong> antes que possa ser registado.<\/p>\n<p>Mas agora, uma equipa de cientistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, Princeton e Texas A&amp;M alcan\u00e7ou um avan\u00e7o significativo, utilizando uma t\u00e9cnica laser de <strong>femtossegundo<\/strong> (10\u207b\u00b9\u2075 segundos) capaz de excitar o oxig\u00e9nio at\u00f3mico e registar a fluoresc\u00eancia resultante antes de esta ser extinta.<\/p>\n<p>Os resultados do <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-025-66196-8\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">estudo<\/a> foram apresentados num artigo publicado na revista Nature Communications.<\/p>\n<p>\u201cAs medi\u00e7\u00f5es mostram que <strong>os \u00e1tomos de oxig\u00e9nio persistem<\/strong> durante dezenas de microssegundos na \u00e1gua, penetrando centenas de micr\u00f3metros no l\u00edquido\u201d, escreveram os autores do estudo.<\/p>\n<p>\u201cEsta longevidade observada <strong>tem implica\u00e7\u00f5es significativas<\/strong>, sugerindo a necessidade de <strong>reavaliar os modelos existentes de reatividade<\/strong> e transporte do oxig\u00e9nio at\u00f3mico solvado\u201d, acrescentam os investigadores.<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar este avan\u00e7o, os investigadores recorreram a uma t\u00e9cnica conhecida como <strong>fluoresc\u00eancia induzida por absor\u00e7\u00e3o de dois fot\u00f5es<\/strong>, ou TALIF; e, ao contr\u00e1rio de muitos processos cient\u00edficos, este nome \u00e9 realmente descritivo.<\/p>\n<p>Os cientistas medem estes \u00e1tomos de oxig\u00e9nio individuais for\u00e7ando-os a absorver <strong>dois fot\u00f5es em simult\u00e2neo, o que os coloca num estado excitado<\/strong>. Ao regressarem ao seu estado fundamental, libertam o excesso de energia sob a forma de fluoresc\u00eancia. <strong>Medindo essa energia excedente \u2013 ou luz \u2013<\/strong>, \u00e9 poss\u00edvel determinar as concentra\u00e7\u00f5es de formas espec\u00edficas de um elemento.<\/p>\n<p><strong>Parece simples, n\u00e3o \u00e9<\/strong>? O problema \u00e9 que estes estados excitados n\u00e3o duram muito tempo, pois o l\u00edquido <strong>extingue-os rapidamente<\/strong>.<\/p>\n<p>Desta vez, por\u00e9m, o uso de um laser de femtossegundo excitou os \u00e1tomos t\u00e3o rapidamente que a equipa de investiga\u00e7\u00e3o dispunha de uma janela temporal consider\u00e1vel para os <strong>captar antes de serem neutralizados<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"wp-caption-text top\">Myers, B. et al \/ Nature Communications<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-720084 \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/2a6571da26602a67be14ea8c5ab82349-800x772.jpg\" alt=\"\" width=\"590\" height=\"569\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Visualiza\u00e7\u00e3o de \u00e1tomos de oxig\u00e9nio solvatados com um laser de femtosegundos<\/p>\n<p>Segundo o <a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2025-12-femtosecond-laser-technique-captures-elusive.html\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Phys.org<\/a>, os cientistas compararam depois os resultados da fluoresc\u00eancia com um sinal calibrado de densidade de x\u00e9non, j\u00e1 que, segundo explicam os autores do estudo, este apresenta um esquema de excita\u00e7\u00e3o e fluoresc\u00eancia por dois fot\u00f5es praticamente id\u00eantico.<\/p>\n<p>Estes dados foram posteriormente inseridos em simula\u00e7\u00f5es para estimar a frequ\u00eancia com que os \u00e1tomos excitados colidiam com mol\u00e9culas de \u00e1gua, tendo o estudo conclu\u00eddo que existia um <strong>total estimado de 10\u00b9\u2076 cm\u207b\u00b3 de \u00e1tomos<\/strong> pr\u00f3ximo da superf\u00edcie da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Um dos processos que esta configura\u00e7\u00e3o procura compreender \u00e9 a raz\u00e3o de <strong>ramifica\u00e7\u00e3o efetiva, isto \u00e9, a fra\u00e7\u00e3o de \u00e1tomos excitados<\/strong> que emite cada um um fot\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das limita\u00e7\u00f5es do estudo reside na suposi\u00e7\u00e3o impl\u00edcita de que qualquer colis\u00e3o entre estes \u00e1tomos excitados pelo laser e a \u00e1gua resulta sempre em <strong>desexcita\u00e7\u00e3o<\/strong>, quando \u00e9 poss\u00edvel que ocorram colis\u00f5es sem extin\u00e7\u00e3o do \u00e1tomo.<\/p>\n<p>Assim, os autores sublinham que os valores de densidade de oxig\u00e9nio acima referidos r<strong>epresentam, na melhor das hip\u00f3teses, uma estimativa m\u00e1xim<\/strong>a, e n\u00e3o um n\u00famero exato.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 foi referido, o estudo observou ainda que o oxig\u00e9nio pode, na verdade, <strong>persistir durante dezenas de microssegundos<\/strong> e percorrer centenas de micr\u00f3metros.<\/p>\n<p>Embora esta dist\u00e2ncia seja<strong> inimaginavelmente curta para n\u00f3s<\/strong>, \u00e9 significativamente superior ao que os cientistas previam, o que significa que futuros estudos ter\u00e3o de aprofundar este fen\u00f3meno e que os modelos existentes sobre o comportamento do oxig\u00e9nio em \u00e1gua ter\u00e3o de ser atualizados.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_545_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_770_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389372_556_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Num novo estudo, uma equipa de investigadores conseguiu, pela primeira vez, captar imagens de um 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