{"id":213853,"date":"2026-01-03T21:32:08","date_gmt":"2026-01-03T21:32:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/213853\/"},"modified":"2026-01-03T21:32:08","modified_gmt":"2026-01-03T21:32:08","slug":"acao-nao-legitima-ou-esperanca-reacoes-dos-candidatos-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/213853\/","title":{"rendered":"&#8220;A\u00e7\u00e3o n\u00e3o leg\u00edtima&#8221; ou &#8220;esperan\u00e7a&#8221;. Rea\u00e7\u00f5es dos candidatos \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Acompanhe aqui o <a href=\"https:\/\/observador.pt\/liveblogs\/pelo-menos-sete-explosoes-ouvidas-na-capital-da-venezuela-ha-partes-da-cidade-sem-eletricidade\/#liveblog-entry-744483-scroll\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">liveblog com\u00a0os desenvolvimentos do ataque dos EUA<\/a> na Venezuela<\/p>\n<p>Horas depois de os EUA terem desencadeado uma s\u00e9rie de ataques contra territ\u00f3rio venezuelano \u2014 e j\u00e1 com o an\u00fancio de que o Presidente Nicol\u00e1s Maduro tinha sido capturado e estaria a ser levado para os Estados Unidos \u2014, os candidatos \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 18 de janeiro reagiram \u00e0 opera\u00e7\u00e3o militar ordenada por Donald Trump.<\/p>\n<p>Numa primeira rea\u00e7\u00e3o aos acontecimentos em Caracas, <strong>Lu\u00eds Marques Mendes<\/strong> defendeu a necessidade de <strong>\u201cdesescalada da interven\u00e7\u00e3o\u201d dos EUA<\/strong> no pa\u00eds. O social-democrata disse estar <strong>preocupado \u201ccom a comunidade portuguesa na Venezuela\u201d<\/strong>, mas afirmou que, de acordo com as informa\u00e7\u00f5es que recolheu, \u201ca comunidade est\u00e1 bem, tranquila e serena\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNeste momento, julgo que todas a aten\u00e7\u00f5es devem esta centradas na comunidade portuguesa e nos esfor\u00e7os diplom\u00e1ticos\u201d, disse. E acrescentou que a sua \u201csegunda grande preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o com a desescalada da interven\u00e7\u00e3o\u201d dos EUA. \u201cO modo pac\u00edfico de interven\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre melhor que o modo violento. \u00c9 mais ou menos \u00f3bvio que <strong>esta interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o segue o direito internacional<\/strong>. Prefiro mudan\u00e7as pela via pac\u00edfica, mas os EUA h\u00e1 muito tempo que indiciavam uma interven\u00e7\u00e3o desta natureza.\u201d<\/p>\n<p>Marques Mendes fez ainda quest\u00e3o de lembrar que a Uni\u00e3o Europeia \u201cnunca reconheceu as elei\u00e7\u00f5es \u00faltimas na Venezuela e que tem, tamb\u00e9m, um afastamento enorme do regime\u201d. \u201c\u00c9 tudo ainda muito incerto. O que vai acontecer a seguir? Uma mudan\u00e7a de presidente, de regime, uma revolta na Venezuela? Ainda ningu\u00e9m sabe. Neste momento, h\u00e1 que ter muita prud\u00eancia em tudo o que se diz e faz\u201d, rematou o candidato a Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro<\/strong> disse tamb\u00e9m estar a acompanhar os desenvolvimentos da interven\u00e7\u00e3o militar dos EUA na Venezuela e referiu-se, num primeiro momento, aos \u201ccerca de <strong>meio milh\u00e3o de portugueses a viver<\/strong>\u201d no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Depois, admitiu que poderia estar em causa uma viola\u00e7\u00e3o do \u201cprinc\u00edpio da defesa do Direito Internacional\u201d. \u201cEstou a recolher informa\u00e7\u00f5es. Neste momento, ainda n\u00e3o tenho informa\u00e7\u00f5es fidedignas. Espero voltar a falar sobre este assunto ao longo do dia. Mas h\u00e1 um princ\u00edpio que eu quero aqui sublinhar: que \u00e9 o princ\u00edpio da <strong>defesa do Direito Internacional<\/strong>\u201c, vincou. Para o candidato presidencial, \u201cas <strong>rela\u00e7\u00f5es entre os Estados devem ser pautadas pelo respeito, pela soberania e pela afirma\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do Direito Internacional<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p><strong>Gouveia e Melo<\/strong> lembra que j\u00e1 teria deixado alertas sobre o \u201cabalo\u201d das rela\u00e7\u00f5es internacionais e diz ser \u201cpreocupante que pa\u00edses invadam a soberania de outros\u201d, numa das posi\u00e7\u00f5es mais cr\u00edticas sobre a a\u00e7\u00e3o \u2014 que considera <strong>\u201cn\u00e3o leg\u00edtima\u201d<\/strong> dos EUA em territ\u00f3rio venezuelano.<\/p>\n<p>\u201cEm mar\u00e7o de 2024, h\u00e1 mais de um ano, escrevi um artigo a dizer que est\u00e1vamos numa nova realidade pol\u00edtica depois das invas\u00f5es da Ucr\u00e2nia e que essa realidade com a administra\u00e7\u00e3o Trump iria piorar porque as rela\u00e7\u00f5es internacionais iriam sofrer um grande abalo. C\u00e1 estamos n\u00f3s, nesse processo neste momento e \u00e9 <strong>preocupante que pa\u00edses invadam a soberania de outros<\/strong>\u201c, afirmou Gouveia e Melo, numa a\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-campanha este s\u00e1bado em Queluz em rea\u00e7\u00e3o aos ataque dos EUA \u00e0 Venezuela.<\/p>\n<p>O candidato presidencial disse ainda estar preocupado com a comunidade portuguesa na Venezuela e espera que a situa\u00e7\u00e3o se resolva \u201csem v\u00edtimas\u201d. \u201cHouve uma opera\u00e7\u00e3o Z russa e h\u00e1 outra opera\u00e7\u00e3o americana com o mesmo formato e o com o mesmo feitio para mudar o governo, independentemente de ele ser leg\u00edtimo ou n\u00e3o\u201d, acrescenta. Para Gouveia e Melo, Portugal deve ter um \u201cposicionamento de cautela\u201d em rela\u00e7\u00e3o a uma opera\u00e7\u00e3o que considera<strong> \u201cn\u00e3o leg\u00edtima\u201d \u00e0 luz dos tratados internacionais<\/strong>.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m candidata \u00e0s presidenciais, <strong>Catarina Martins<\/strong> criticou o sil\u00eancio da Uni\u00e3o Europeia. \u201cEspero que nas pr\u00f3ximas horas haja uma posi\u00e7\u00e3o clara de condena\u00e7\u00e3o\u201d, apelou. \u201c<strong>Portugal deve condenar o que est\u00e1 a acontecer<\/strong> e esta opera\u00e7\u00e3o e salvaguardar a comunidade portuguesa na Venezuela\u201d, come\u00e7ou por apelar Catarina Martins que na manh\u00e3 deste s\u00e1bado esteve em Olh\u00e3o numa a\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-campanha.<\/p>\n<p>\u201cEspero que nas pr\u00f3ximas horas haja uma posi\u00e7\u00e3o clara de condena\u00e7\u00e3o. Os valores europeus s\u00e3o a defesa da paz e exijo que a UE condene o que se est\u00e1 a passar. <strong>Donald Trump \u00e9 um risco de guerra global<\/strong>. Portugal n\u00e3o deve esperar e a Europa n\u00e3o pode continuar a esperar\u201d, acrescentou a candidata presidencial. Catarina Martins diz ainda que tal, como \u201cn\u00e3o aceitamos que Vladimir Putin diga que vai fazer uma opera\u00e7\u00e3o\u201d para invadir territ\u00f3rio ucraniano, a recusa deve estender-se ao que est\u00e1 a acontecer na Venezuela.<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Cotrim de Figueiredo<\/strong> considerou tamb\u00e9m que a <strong>a\u00e7\u00e3o dos EUA \u00e9 \u201ccritic\u00e1vel\u201d<\/strong>, mas assinala que a \u201ccomunidade internacional n\u00e3o soube lidar com a ditadura na Venezuela\u201d. O candidato presidencial sublinha que a \u201ca\u00e7\u00e3o militar n\u00e3o foi precedida de qualquer consulta ou di\u00e1logo\u201d com qualquer institui\u00e7\u00e3o. E afirmou que \u201cqualquer infra\u00e7\u00e3o ao direito internacional \u00e9, por si s\u00f3, critic\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Contudo, o liberal fez ainda quest\u00e3o de frisar que \u201ca <strong>comunidade internacional n\u00e3o soube lidar com uma ditadura na Venezuela<\/strong>, que h\u00e1 demasiado tempo oprime o povo venezuelano e que usurpou as elei\u00e7\u00f5es de h\u00e1 2 anos\u201d. Cotrim espera ainda que a normalidade se reestabele\u00e7a rapidamente, de forma a que \u201co povo venezuelano possa expressar a sua opini\u00e3o livre relativamente ao futuro\u201d e que \u201cisso corresponda a um per\u00edodo de paz\u201d.<\/p>\n<p>Enquanto candidato presidencial, o antigo l\u00edder da Iniciativa Liberal lembrou ainda que o Presidente da Rep\u00fablica \u201cdeve ser o garante de que os valores pr\u00f3prios de Portugal e da UE s\u00e3o aplicados\u201d. Portugal \u2014 que tem cidad\u00e3os \u201cespalhados\u201d por todo o mundo \u2014 deve \u201cgarantir que os portugueses sentem que Portugal est\u00e1 sempre pronto para os os ajudar nestes momentos\u201d, rematou.<\/p>\n<p>J\u00e1 o presidente do Chega, <strong>Andr\u00e9 Ventura<\/strong>, escreveu no X que o \u201cderrube do regime de Nicol\u00e1s Maduro \u00e9 um <strong>bom sinal para a liberdade<\/strong> em toda a regi\u00e3o\u201d. O candidato presidencial afirmou que a deposi\u00e7\u00e3o de Maduro \u00e9 um \u201c<strong>sinal de esperan\u00e7a para o povo venezuelano<\/strong> e para as comunidades portuguesas ali residentes\u201d. E remata: \u201cAgora, poder\u00e3o viver em democracia e <strong>sem o jugo de um ditador narcotraficante<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jorge Pinto,<\/strong> candidato apoiado pelo Livre, considera que este foi um \u201cataque ilegal ao arrepio do Direito Internacional\u201d e\u00a0espera que, \u201cdo lado de Portugal, Europeu e dos outros pa\u00edses da NATO, n\u00e3o haja qualquer apoio ao ataque\u201d. Afirmando que a sua primeira preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 para com a comunidade portuguesa, Jorge Pinto deixou ainda uma mensagem ao governo portugu\u00eas: \u201c<strong>Espero que os respons\u00e1veis portugueses sejam muito claros no rep\u00fadio a esta a\u00e7\u00e3o<\/strong>, porque ela, muito em breve, pode virar-se contra n\u00f3s.\u201d<\/p>\n<p>O candidato comunista <strong>Ant\u00f3nio Filipe<\/strong> tamb\u00e9m exigiu uma \u201ccondena\u00e7\u00e3o\u201d deste ataque. Este, que foi o \u00faltimo dos candidatos a Bel\u00e9m a reagir, defende que \u201cas guerras devem ser condenadas, onde quer que ocorram\u201d. \u201cO que est\u00e1 aqui <strong>em causa \u00e9 a apropria\u00e7\u00e3o dos recursos minerais e petrol\u00edferos da Venezuela<\/strong>. Isso \u00e9 uma evid\u00eancia\u201d, apontou, acrescentando que \u201ctem de haver respeito pelas soberanias dos povos\u201d.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Filipe argumentou ainda que \u201cn\u00e3o pode haver uma invas\u00e3o de um pa\u00eds soberano s\u00f3 porque discordamos do governo desse pa\u00eds\u201d. E esclareceu que a Venezuela n\u00e3o \u00e9 da sua cor pol\u00edtica: \u201cEsse pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 da minha cor pol\u00edtica, a minha cor pol\u00edtica \u00e9 o nosso pa\u00eds, \u00e9 Portugal. Eu n\u00e3o tenho \u00e9 dois pesos e duas medidas.\u201d<\/p>\n<p>Not\u00edcia atualizada \u00e0s 13h50 com rea\u00e7\u00e3o de Jorge Pinto e Ant\u00f3nio Filipe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Acompanhe aqui o liveblog com\u00a0os desenvolvimentos do ataque dos EUA na Venezuela Horas depois de os EUA terem&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":213854,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[624,27,28,623,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31,3023],"class_list":{"0":"post-213853","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-amu00e9rica","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-estados-unidos-da-amu00e9rica","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-portugal","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-pt","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ultimas","31":"tag-ultimas-noticias","32":"tag-ultimasnoticias","33":"tag-venezuela"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115833310074783159","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/213853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=213853"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/213853\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/213854"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=213853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=213853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=213853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}