{"id":21423,"date":"2025-08-08T17:32:17","date_gmt":"2025-08-08T17:32:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/21423\/"},"modified":"2025-08-08T17:32:17","modified_gmt":"2025-08-08T17:32:17","slug":"quatro-mitos-sobre-a-saude-de-pessoas-com-sindrome-de-down","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/21423\/","title":{"rendered":"Quatro mitos sobre a sa\u00fade de pessoas com s\u00edndrome de Down"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Desmistificar conceitos ultrapassados sobre a <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2025\/05\/7140457-como-lidar-com-a-sindrome-de-down-no-dia-a-dia.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>s\u00edndrome de Down<\/strong><\/a> \u00e9 um passo fundamental para garantir mais inclus\u00e3o, bem-estar e pertencimento em todos os aspectos sociais. Na \u00e1rea da sa\u00fade, por exemplo, o avan\u00e7o das pol\u00edticas de cuidado e as transforma\u00e7\u00f5es na forma como a defici\u00eancia intelectual \u00e9 percebida ainda esbarram em cren\u00e7as equivocadas.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para o geriatra do Hospital Israelita Albert Einstein e parceiro do Instituto Serendipidade, entidade que oferece apoio a pessoas com defici\u00eancia e suas fam\u00edlias, Marcelo Altona, \u00e9 preciso atualizar o olhar cl\u00ednico e social. \u201cOs pacientes com s\u00edndrome de Down devem ser tratados como qualquer paciente, independentemente da sua condi\u00e7\u00e3o. O nosso desafio \u00e9 romper estigmas ainda presentes quando se fala em sa\u00fade e inclus\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"texto\">Nos \u00faltimos 40 anos, a expectativa de vida de pessoas com s\u00edndrome de Down mais que dobrou, saltando de cerca de 25 anos na d\u00e9cada de 1980 para mais de 60 anos atualmente, de acordo com dados da Global Down Syndrome Foundation.<\/p>\n<p class=\"texto\">Essa <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2024\/02\/6810366-longevidade-como-envelhecer-com-bem-estar.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>longevidade<\/strong><\/a> crescente \u00e9 resultado direto do avan\u00e7o nos cuidados m\u00e9dicos, do acesso a tratamentos espec\u00edficos e, sobretudo, da mudan\u00e7a de mentalidade sobre o papel da pessoa com defici\u00eancia na sociedade. No entanto, como aponta o posicionamento do Instituto Serendipidade, \u00e9 preciso viver com qualidade. E isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando sa\u00fade f\u00edsica, emocional e inclus\u00e3o caminham juntas.<\/p>\n<p class=\"texto\">Derrubar velhos conceitos e disseminar informa\u00e7\u00e3o qualificada \u00e9 parte essencial desse processo de transforma\u00e7\u00e3o. <strong>A seguir, est\u00e3o quatro mitos ainda presentes no imagin\u00e1rio coletivo \u2014 e o que diz a ci\u00eancia sobre cada um deles.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Todas as pessoas com s\u00edndrome de Down t\u00eam atraso significativo no desenvolvimento?<\/strong><\/p>\n<p>Essa generaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade. Embora seja comum algum grau de comprometimento cognitivo, o desenvolvimento intelectual e motor de pessoas com s\u00edndrome de Down varia amplamente de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo. Fatores como ambiente familiar, acesso a terapias, escolariza\u00e7\u00e3o e est\u00edmulos precoces t\u00eam impacto direto na evolu\u00e7\u00e3o de habilidades sociais, comunicativas e acad\u00eamicas.<\/p>\n<p class=\"texto\">Estudos mostram que, com apoio multidisciplinar adequado e cont\u00ednuo \u2014 envolvendo fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento psicopedag\u00f3gico \u2014, muitas pessoas com a condi\u00e7\u00e3o conseguem atingir n\u00edveis significativos de autonomia, aprender a ler, escrever, trabalhar, participar ativamente da vida em comunidade, inclusive, morando sozinho.<\/p>\n<p><strong>Pessoas com s\u00edndrome de Down t\u00eam mais chances de desenvolver cardiopatias e c\u00e2ncer?<\/strong><\/p>\n<p>Apenas as <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2024\/06\/6874550-cardiopatia-congenita-6-das-criancas-morrem-antes-de-completar-um-ano.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>cardiopatias cong\u00eanitas<\/strong><\/a> s\u00e3o mais frequentes entre pessoas com s\u00edndrome de Down &#8211; estima-se que cerca de 50% nas\u00e7am com alguma anomalia card\u00edaca. At\u00e9 a d\u00e9cada de 1970, isso reduzia significativamente a expectativa de vida, j\u00e1 que muitas fam\u00edlias n\u00e3o encontravam respaldo para realizar cirurgias. Hoje, esse cen\u00e1rio mudou. Gra\u00e7as aos avan\u00e7os da medicina e ao acesso ampliado ao tratamento, a expectativa de vida ultrapassa os 60 anos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em rela\u00e7\u00e3o ao <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2025\/02\/7070506-cancer-e-um-termo-amplo-que-abrange-mais-de-100-doencas-diz-cientista.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>c\u00e2ncer<\/strong><\/a>, a cren\u00e7a de que pessoas com Down t\u00eam maior risco n\u00e3o \u00e9 sustentada por evid\u00eancias s\u00f3lidas. \u201cExistem alguns tipos de leucemias e c\u00e2nceres que s\u00e3o conhecidamente mais comuns nessa popula\u00e7\u00e3o, enquanto outros tipos de c\u00e2nceres s\u00e3o mais raros. Sendo assim, dizer que a incid\u00eancia de c\u00e2ncer em geral \u00e9 maior nesta popula\u00e7\u00e3o \u00e9 um erro \u201d, afirma Marcos Altona.<\/p>\n<p><strong>O envelhecimento precoce \u00e9 inevit\u00e1vel e sem interven\u00e7\u00e3o efetiva?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 verdade que os sinais de <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2025\/03\/7086895-a-ciencia-por-tras-do-envelhecimento-com-qualidade-de-vida.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>envelhecimento<\/strong><\/a> surgem mais cedo em pessoas com s\u00edndrome de Down. Entre os 25 e 30 anos, h\u00e1 registros de perda de for\u00e7a muscular, <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2024\/08\/6920417-catarata-causa-alteracoes-no-cerebro-entenda.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>catarata<\/strong><\/a> e decl\u00ednio cognitivo. Um estudo realizado em Salvador, por exemplo, apontou sintomas de <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/saude\/2024\/05\/6865602-conheca-os-5-sintomas-menos-conhecidos-da-depressao.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>depress\u00e3o<\/strong><\/a> em cerca de 32% da amostra e in\u00edcio de perdas cognitivas ainda na juventude.<\/p>\n<p class=\"texto\">No entanto, o mito est\u00e1 em acreditar que nada pode ser feito. Para o m\u00e9dico, o acompanhamento gerontol\u00f3gico precoce \u00e9 essencial. \u201cCom est\u00edmulo cognitivo, atividade f\u00edsica, dieta equilibrada e v\u00ednculos afetivos, \u00e9 poss\u00edvel garantir mais qualidade de vida e autonomia\u201d, refor\u00e7a o m\u00e9dico.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Sa\u00fade mental e inclus\u00e3o n\u00e3o impactam no desenvolvimento da pessoa com a s\u00edndrome<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das cren\u00e7as mais prejudiciais, al\u00e9m de infundada. A forma como a pessoa com s\u00edndrome de Down \u00e9 acolhida e inclu\u00edda em seu ambiente familiar, escolar e comunit\u00e1rio tem impacto direto no seu bem-estar emocional e na evolu\u00e7\u00e3o de suas capacidades. <\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cA sa\u00fade emocional \u00e9 um pilar da autonomia. O que vemos na pr\u00e1tica \u00e9 que inclus\u00e3o e pertencimento transformam trajet\u00f3rias\u201d, refor\u00e7a Henri Zylberstajn, fundador do Instituto Serendipidade. Para Marcos Altona, a inclus\u00e3o social e os est\u00edmulos adequados tamb\u00e9m t\u00eam efeito na preven\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es como dem\u00eancia e depress\u00e3o, comuns no envelhecimento precoce.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Va8e466AO7RPLL06EL2h\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Siga nosso canal no WhatsApp e receba not\u00edcias relevantes para o seu dia<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Desmistificar conceitos ultrapassados sobre a s\u00edndrome de Down \u00e9 um passo fundamental para garantir mais inclus\u00e3o, bem-estar e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21424,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117,2392],"class_list":{"0":"post-21423","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude","12":"tag-sindrome-de-down"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21423","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21423"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21423\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21424"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}