{"id":214812,"date":"2026-01-04T18:01:16","date_gmt":"2026-01-04T18:01:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/214812\/"},"modified":"2026-01-04T18:01:16","modified_gmt":"2026-01-04T18:01:16","slug":"casos-de-osteoporose-devem-disparar-ate-2050-inclusive-no-brasil-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/214812\/","title":{"rendered":"Casos de osteoporose devem disparar at\u00e9 2050, inclusive no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>\n                Ler Resumo<\/p>\n<ul class=\"resume-list\" id=\"resume-list\" aria-hidden=\"true\">\n<li class=\"section-item section-intro\">\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Osteoporose: um desafio crescente. Com o envelhecimento e h\u00e1bitos inadequados, fraturas aumentam globalmente e no Brasil. Silenciosa, exige preven\u00e7\u00e3o desde a inf\u00e2ncia e diagn\u00f3stico precoce para evitar complica\u00e7\u00f5es graves. Entenda os riscos e as chaves para se proteger da doen\u00e7a.<\/p>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-topicos\">\n<ul>\n<li>Aumento alarmante: Proje\u00e7\u00f5es indicam alta significativa de casos e fraturas por osteoporose at\u00e9 2050, com o Brasil seguindo a tend\u00eancia de envelhecimento.<\/li>\n<li>Cuidado desde a inf\u00e2ncia: A doen\u00e7a \u00e9 silenciosa, mas a forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea crucial ocorre at\u00e9 os 30 anos, tornando a preven\u00e7\u00e3o precoce fundamental.<\/li>\n<li>Estilo de vida e gen\u00e9tica: Enquanto a gen\u00e9tica influencia, h\u00e1bitos como atividade f\u00edsica regular, alimenta\u00e7\u00e3o rica em c\u00e1lcio e vitamina D s\u00e3o decisivos na preven\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Impacto da menopausa: A queda hormonal p\u00f3s-menopausa acelera a perda \u00f3ssea nas mulheres, elevando drasticamente o risco de fraturas.<\/li>\n<li>Diagn\u00f3stico e tratamento: Exames como a densitometria \u00f3ssea s\u00e3o vitais para a identifica\u00e7\u00e3o precoce e para guiar terapias que variam conforme o risco do paciente.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-info\">\n<p style=\"margin: 0;\">Este resumo foi \u00fatil?<\/p>\n<p>\n                            \ud83d\udc4d<br \/>\ud83d\udc4e\n                        <\/p>\n<p>                    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela reda\u00e7\u00e3o da Editora Abril.\n                <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Principal causa de fraturas ap\u00f3s os 50 anos, a osteoporose deve avan\u00e7ar de forma significativa nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, impulsionada pelo envelhecimento populacional, por h\u00e1bitos de vida inadequados e pelo maior n\u00famero de diagn\u00f3sticos. A Funda\u00e7\u00e3o Internacional de Osteoporose (IOF, na sigla em ingl\u00eas) estima que uma em cada tr\u00eas mulheres e um a cada cinco homens acima dos 50 anos sofrer\u00e3o fraturas relacionadas \u00e0 doen\u00e7a. At\u00e9 2050, a <a href=\"https:\/\/www.osteoporosis.foundation\/sites\/iofbonehealth\/files\/2024-10\/2024_country_profile_brazil.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de que os casos aumentem<\/a> 54% entre pessoas com mais de 50 anos e 32% entre aquelas acima dos 70.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia de crescimento tamb\u00e9m \u00e9 observada no Brasil. \u201cA estimativa \u00e9 de que cerca de 10 milh\u00f5es de brasileiros convivam com a osteoporose. Esse n\u00famero tende a crescer, acompanhando o r\u00e1pido envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o\u201d, analisa a reumatologista Vera Lucia Szejnfeld, membro da Comiss\u00e3o de Doen\u00e7as Osteometab\u00f3licas e Osteoporose da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). \u201cHoje, o pa\u00eds j\u00e1 tem mais de 33 milh\u00f5es de pessoas com 60 anos ou mais e as proje\u00e7\u00f5es indicam que, at\u00e9 2030, esse grupo ultrapassar\u00e1 40 milh\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Essa curva ascendente n\u00e3o se explica apenas pelo envelhecimento populacional, mas tamb\u00e9m pela melhoria no diagn\u00f3stico. O aumento da conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a e da educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica continuada tem permitido identificar casos antes despercebidos.\u00a0<\/p>\n<p>Fatores associados ao estilo de vida \u2014 como sedentarismo, defici\u00eancia de c\u00e1lcio e vitamina D e maior preval\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f4nicas \u2014 tamb\u00e9m influenciam. \u201cO relat\u00f3rio da IOF aponta que, no Brasil, ocorrem cerca de 400 mil fraturas por fragilidade a cada ano, e que, se nada mudar, esse n\u00famero pode aumentar em at\u00e9 60% at\u00e9 2030. Ou seja, a osteoporose e suas complica\u00e7\u00f5es j\u00e1 representam um grande desafio de sa\u00fade p\u00fablica, exigindo cada vez mais aten\u00e7\u00e3o a preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico e tratamento\u201d, observa Szejnfeld.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p><b>Cuidados desde a inf\u00e2ncia<\/b><\/p>\n<p>Embora seja silenciosa nas fases iniciais, a doen\u00e7a s\u00f3 costuma dar sinais quando j\u00e1 est\u00e1 avan\u00e7ada, muitas vezes ap\u00f3s fraturas provocadas por esfor\u00e7os m\u00ednimos \u2014 desde pequenas quedas at\u00e9 movimentos banais, como um espirro. Mas os cuidados devem come\u00e7ar muito antes, ainda na inf\u00e2ncia.\u00a0<\/p>\n<p>At\u00e9 os 30 anos de idade, o organismo est\u00e1 em sua fase mais intensa de forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, acumulando minerais e construindo o chamado \u201cbanco de ossos\u201d, que servir\u00e1 de reserva para toda a vida adulta. A partir desse per\u00edodo, inicia-se um decl\u00ednio natural da massa \u00f3ssea.\u00a0<\/p>\n<p>Nas mulheres, essa perda se acelera de maneira acentuada ap\u00f3s a menopausa, quando a queda dos horm\u00f4nios femininos aumenta a atividade das c\u00e9lulas respons\u00e1veis pela reabsor\u00e7\u00e3o dos ossos (osteoclastos), enquanto as c\u00e9lulas que produzem tecido \u00f3sseo novo (osteoblastos) n\u00e3o conseguem compensar o ritmo acelerado de desgaste. \u201cSem reposi\u00e7\u00e3o hormonal, estima-se que at\u00e9 25% das mulheres podem apresentar perda significativa de densidade \u00f3ssea, e em at\u00e9 10 anos podem perder cerca de 30% desse material, o que eleva muito o risco de fraturas\u201d, destaca Szejnfeld.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>A gen\u00e9tica tamb\u00e9m tem um peso importante: cerca de 80% do pico de massa \u00f3ssea \u00e9 herdado. Mas os outros 20% dependem diretamente do estilo de vida. \u201cAo longo da vida \u00e9 importante praticar atividades f\u00edsicas regulares, especialmente as de for\u00e7a e que levam a impacto, como muscula\u00e7\u00e3o e caminhada, al\u00e9m de tomar sol, ter uma alimenta\u00e7\u00e3o rica em c\u00e1lcio e vitamina D conforme a idade\u201d, orienta o ortopedista Sandro Reginaldo, coordenador da Ortopedia do Einstein Hospital Israelita em Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p>Evitar fatores de risco tamb\u00e9m \u00e9 essencial, o que inclui n\u00e3o fumar, n\u00e3o beber \u00e1lcool em excesso e n\u00e3o consumir com frequ\u00eancia medica\u00e7\u00f5es que aceleram a perda \u00f3ssea, como corticoides, sem orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos cuidados preventivos, exames s\u00e3o fundamentais para identificar a condi\u00e7\u00e3o precocemente. A densitometria \u00f3ssea e o FRAX, ferramenta que calcula o risco de fraturas por osteoporose, ajudam a direcionar o tratamento, especialmente quando surgem sinais de alerta, como perda acelerada de estatura e altera\u00e7\u00f5es posturais. \u201cNo que diz respeito ao tratamento, a escolha do medicamento deve ser considerada conforme hist\u00f3rico de fraturas, resultado de exames, comorbidades, risco cardiovascular, al\u00e9m dos custos\u201d, destaca Reginaldo.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Pacientes com osteoporose sem fraturas ou com osteopenia (fase inicial de perda \u00f3ssea, que j\u00e1 eleva o risco de les\u00f5es) normalmente recebem medicamentos que reduzem a reabsor\u00e7\u00e3o \u00f3ssea e evitam fraturas futuras. Mas, quando elas ocorrem (as mais comuns s\u00e3o em punhos, v\u00e9rtebras e f\u00eamur), colocam o paciente em uma categoria de alto risco.\u00a0<\/p>\n<p>Nesses casos, o tratamento inclui rem\u00e9dios anab\u00f3licos, que estimulam a forma\u00e7\u00e3o de tecido \u00f3sseo novo. Eles funcionam como uma esp\u00e9cie de \u201cfunda\u00e7\u00e3o\u201d para refor\u00e7ar a estrutura do esqueleto antes de iniciar terapias destinadas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da massa \u00f3ssea. \u201cNo Brasil, estimativas recentes apontam centenas de milhares de fraturas por fragilidade e uma quantidade elevada de subtratamento, o que \u00e9 um grande risco e um ponto que precisa de muita aten\u00e7\u00e3o\u201d, alerta o ortopedista Adriano Passaglia Esperidi\u00e3o, tamb\u00e9m do Einstein Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Einstein\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ler Resumo Introdu\u00e7\u00e3o Osteoporose: um desafio crescente. Com o envelhecimento e h\u00e1bitos inadequados, fraturas aumentam globalmente e no&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":214813,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-214812","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115838142520107688","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/214812","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=214812"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/214812\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/214813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=214812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=214812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=214812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}