{"id":214863,"date":"2026-01-04T18:46:15","date_gmt":"2026-01-04T18:46:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/214863\/"},"modified":"2026-01-04T18:46:15","modified_gmt":"2026-01-04T18:46:15","slug":"o-maior-satelite-jamais-construido-ja-esta-em-orbita-223-m%c2%b2-para-desafiar-a-starlink","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/214863\/","title":{"rendered":"O maior sat\u00e9lite jamais constru\u00eddo j\u00e1 est\u00e1 em \u00f3rbita: 223 m\u00b2 para desafiar a Starlink"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">AST SpaceMobile<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-720211\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/4032e4a98c507ddab784522eba67afa0-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Sat\u00e9lite gigante BlueBird 6 da AST SpaceMobile<\/p>\n<p><strong>O BlueBird 6, o maior sat\u00e9lite comercial alguma vez colocado em \u00f3rbita, que ocupa uns impressionantes 223 m\u00b2 com a antena totalmente aberta, promete revolucionar as comunica\u00e7\u00f5es, enfrentando diretamente a Starlink de Elon Musk. \u00c9 um apartamento T5 a flutuar no Espa\u00e7o.<br \/><\/strong><\/p>\n<p>A startup texana <a href=\"https:\/\/ast-science.com\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">AST SpaceMobile<\/a> lan\u00e7ou esta semana, a partir da \u00cdndia, o monumental <strong>BlueBird 6<\/strong> \u2014 um sat\u00e9lite gigante que, com o tamanho de um campo de t\u00e9nis, se tornou o<strong> maior sat\u00e9lite comercial<\/strong> a orbitar a Terra.<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento ocorreu a 23 de dezembro, a bordo do foguet\u00e3o <strong>LVM3<\/strong> da ag\u00eancia espacial indiana <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/tag\/ISRO\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ISRO<\/a>, a partir do Centro Espacial Satish Dhawan. Bastaram apenas <strong>16 minutos<\/strong> para que o sat\u00e9lite alcan\u00e7asse a \u00f3rbita terrestre baixa.<\/p>\n<p>A AST planeia lan\u00e7ar<strong> entre 45 e 60 sat\u00e9lites id\u00eanticos<\/strong> at\u00e9 ao final de 2026, diz o <a href=\"https:\/\/www.elconfidencial.com\/tecnologia\/novaceno\/2026-01-02\/satelite-comunicaciones-starlink-elon-musk-bluebird_4276834\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">El\u00a0Confidencial<\/a>.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 criar a<strong> primeira rede celular de banda larga espacial<\/strong> acess\u00edvel <strong>diretamente a partir de telem\u00f3veis convencionais<\/strong>, sem necessidade de equipamento adicional.<\/p>\n<p>A empresa j\u00e1 tem mais cinco sat\u00e9lites comerciais, de dimens\u00f5es inferiores, em \u00f3rbita e espera <strong>oferecer servi\u00e7os 5G<\/strong> nos Estados Unidos e noutros quatro pa\u00edses j\u00e1 no in\u00edcio deste ano.<\/p>\n<p>Esta proposta <strong>concorre diretamente com o servi\u00e7o Starlink<\/strong> da SpaceX. Apesar de a empresa de Elon Musk operar m<strong>ais de 9.000 sat\u00e9lites<\/strong> \u2014 cerca de 75% a 85% de todos os sat\u00e9lites em \u00f3rbita \u2014, os BlueBirds da AST destacam-se por terem <strong>antenas significativamente maiores<\/strong>.<\/p>\n<p>A AST j\u00e1 celebrou acordos com gigantes das telecomunica\u00e7\u00f5es como a AT&amp;T, Verizon e Vodafone, para complementar a cobertura m\u00f3vel tradicional em zonas <strong>com pouca ou nenhuma conectividade<\/strong>. A Starlink, por seu lado, mant\u00e9m uma parceria com a T-Mobile no emergente mercado de liga\u00e7\u00e3o direta a dispositivos.<\/p>\n<p>Um gigante no espa\u00e7o<\/p>\n<p>Quando os pain\u00e9is est\u00e3o totalmente abertos no espa\u00e7o, o BlueBird 6 estende-se por cerca de 223 m\u00b2 \u2014 o <strong>equivalente a um campo de t\u00e9nis<\/strong> ou a um apartamento de <strong>cinco quartos a flutuar em \u00f3rbita<\/strong>.<\/p>\n<p>O seu tamanho ultrapassa largamente o do antecessor <strong>BlueWalker 3<\/strong>, que, uma vez totalmente aberto, cobre cerca de 64 m\u00b2.<\/p>\n<p><strong>A dimens\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mero capricho<\/strong>. A AST necessita destas propor\u00e7\u00f5es colossais para que as antenas possam <strong>funcionar como torres m\u00f3veis espaciais<\/strong>, capazes de comunicar diretamente com telem\u00f3veis comuns.<\/p>\n<p>Segundo a empresa, cada sat\u00e9lite est\u00e1 desenhado para suportar<strong> 10 gigahertz<\/strong> de largura de banda e oferecer <strong>velocidades at\u00e9 120 mbps por telem\u00f3ve<\/strong>l. Para tal, s\u00e3o necess\u00e1rias antenas suficientemente potentes para alcan\u00e7ar dispositivos que n\u00e3o foram concebidos para comunica\u00e7\u00f5es via sat\u00e9lite.<\/p>\n<p>O prot\u00f3tipo <a href=\"https:\/\/ast-science.com\/bluewalker-3\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">BlueWalker 3<\/a>, lan\u00e7ado em setembro de 2022, j\u00e1 demonstrou esta capacidade ao realizar a <strong>primeira chamada telef\u00f3nica 5G a partir do espa\u00e7o<\/strong> para um Samsung Galaxy S22 comum.<\/p>\n<p>No entanto, <strong>o brilho do sat\u00e9lite aumentou cerca de duas magnitudes<\/strong> ao abrir o painel<strong>, tornando-se mais luminoso do que a maioria dos objetos vis\u00edveis<\/strong> no c\u00e9u noturno. Com o BlueBird 6, que \u00e9 tr\u00eas vezes maior, as preocupa\u00e7\u00f5es com a <strong>polui\u00e7\u00e3o luminosa espacial<\/strong> multiplicam-se.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia da AST SpaceMobile passa por redefinir a forma como nos ligamos \u00e0 internet.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de outros sistemas satelitais, que requerem terminais especiais ou antenas parab\u00f3licas, os BlueBird permitir\u00e3o que qualquer pessoa com um <strong>telem\u00f3vel convencional<\/strong> aceda a internet de alta velocidade praticamente em <strong>qualquer ponto do planeta<\/strong>. Segundo os especialistas, isto poder\u00e1 eliminar as zonas mortas de cobertura que ainda persistem em \u00e1reas rurais ou remotas.<\/p>\n<p>Com o objetivo de lan\u00e7ar at\u00e9<strong> 243 sat\u00e9lites no tota<\/strong>l, a AST procura construir uma constela\u00e7\u00e3o capaz de garantir cobertura cont\u00ednua e global. Os dados da empresa indicam que pretendem iniciar opera\u00e7\u00f5es comerciais em alguns mercados norte-americanos e noutros quatro pa\u00edses <strong>durante o primeiro trimestre de 2026<\/strong>.<\/p>\n<p>Enquanto a Starlink e a AST travam uma batalha regulat\u00f3ria e comercial, os seus sat\u00e9lites<strong> continuam a encher a \u00f3rbita terrestre<\/strong> e a bloquear cada vez mais a nossa vis\u00e3o do c\u00e9u noturno. A satura\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 cr\u00edtica, mesmo sem contar com a nova constela\u00e7\u00e3o da AST.<\/p>\n<p>Os 9.000 sat\u00e9lites Starlink <strong>triplicaram a popula\u00e7\u00e3o orbital em apenas 7 anos<\/strong> e obrigam \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de manobras de evas\u00e3o a cada 1,8 minutos.<\/p>\n<p>Os sat\u00e9lites s\u00e3o for\u00e7ados a desviar-se constantemente para evitar colis\u00f5es que poderiam desencadear o <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/o-que-e-o-sindrome-de-kessler-cientistas-acreditam-que-cenario-de-desastre-espacial-ja-comecou-650055\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">s\u00edndrome de Kessler<\/a> \u2014 uma rea\u00e7\u00e3o em cadeia capaz de devastar toda a infraestrutura orbital (GPS, comunica\u00e7\u00f5es, sistemas financeiros), <strong>mergulhando a civiliza\u00e7\u00e3o no caos<\/strong>.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_545_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_770_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389372_556_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"AST SpaceMobile Sat\u00e9lite gigante BlueBird 6 da AST SpaceMobile O BlueBird 6, o maior sat\u00e9lite comercial alguma vez&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":214864,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,1008,41924,32,33,41925,4109],"class_list":{"0":"post-214863","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-espaco","12":"tag-isro","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-sindrome-de-kessler","16":"tag-starlink"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115838319600131506","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/214863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=214863"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/214863\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/214864"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=214863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=214863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=214863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}