{"id":215109,"date":"2026-01-04T23:06:09","date_gmt":"2026-01-04T23:06:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/215109\/"},"modified":"2026-01-04T23:06:09","modified_gmt":"2026-01-04T23:06:09","slug":"nunca-comemos-um-pao-tao-bom-como-este-os-franceses-trocaram-a-baguete-pelo-pao-moderno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/215109\/","title":{"rendered":"&#8220;Nunca comemos um p\u00e3o t\u00e3o bom como este&#8221;: os franceses trocaram a baguete pelo p\u00e3o moderno"},"content":{"rendered":"<p>\t                A quebra no consumo de p\u00e3o e as novas abordagens na panifica\u00e7\u00e3o est\u00e3o entre os fatores que desafiam o lugar da baguete nas mesas francesas (Chesnot\/Getty Images)<\/p>\n<p>Quando a baguete recebeu o t\u00edtulo oficial de Patrim\u00f3nio Mundial da UNESCO em Paris, em 2022, a delega\u00e7\u00e3o francesa acenou triunfalmente com os finos p\u00e3es crocantes, numa foto que se tornou viral em todo o mundo.<\/p>\n<p>O presidente franc\u00eas, Emmanuel Macron, saudou a baguete como \u201c250 gramas de magia e perfei\u00e7\u00e3o no nosso dia a dia\u201d, numa publica\u00e7\u00e3o nas redes sociais, acompanhada por uma ic\u00f3nica fotografia antiga, a preto e branco, de Willy Ronis, mostrando um rapazinho franc\u00eas radiante a correr com uma baguete comprida debaixo do bra\u00e7o.<\/p>\n<p>Mas a vit\u00f3ria da UNESCO, que inscreveu o saber-fazer artesanal da panifica\u00e7\u00e3o francesa e a cultura da baguete na sua lista de patrim\u00f3nio cultural imaterial, parece ter feito pouco para inverter o decl\u00ednio cont\u00ednuo do consumo de p\u00e3o em Fran\u00e7a, gerando manchetes como \u201cO p\u00e3o vai desaparecer das mesas francesas?\u201d na comunica\u00e7\u00e3o social gastron\u00f3mica francesa.<\/p>\n<p>Historicamente, os franceses consumiam, em m\u00e9dia, 700 gramas de p\u00e3o por pessoa, por dia, nos anos que se seguiram \u00e0 Segunda Guerra Mundial. De acordo com a Federa\u00e7\u00e3o de Empres\u00e1rios de Padaria, em 2015 este n\u00famero desceu drasticamente para 110 gramas. Hoje, este n\u00famero voltou a descer para 99 gramas, o equivalente a pouco menos de metade de uma baguete por dia.<\/p>\n<p>Num inqu\u00e9rito ao consumidor realizado em 2023 pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Padarias e Confeitarias Francesas (CNBPF), mais de um ter\u00e7o (36%) dos mil inquiridos afirmou tamb\u00e9m ter reduzido o consumo de p\u00e3o nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>Os especialistas do setor explicam que esta tend\u00eancia \u00e9 impulsionada pela mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos alimentares, juntamente com uma nova gera\u00e7\u00e3o de &#8220;neopadeiros&#8221;, alguns dos quais est\u00e3o a optar por retirar completamente as baguetes das suas prateleiras, e a crescente popularidade do rival americano da baguete, o p\u00e3o de forma processado fatiado.<\/p>\n<p>&#8220;Uma das amea\u00e7as \u00e9 o facto de os jovens estarem a perder o h\u00e1bito de comprar uma baguete todos os dias&#8221;, diz Dominique Anract, presidente da CNBPF.<\/p>\n<p>As idas di\u00e1rias \u00e0 padaria local para comprar baguetes &#8211; uma tarefa que, segundo Dominique Anract, costumava ser t\u00e3o autom\u00e1tica e ritual\u00edstica como escovar os dentes &#8211; tornaram-se menos frequentes.<\/p>\n<p>Mas isto \u00e9 especialmente verdade para as gera\u00e7\u00f5es mais jovens, que cozinham menos e comem mais fora de casa.<\/p>\n<p>\u201cAntigamente, at\u00e9 os estudantes cozinhavam para si pr\u00f3prios. N\u00e3o havia snacks, nem \u2018comida internacional\u2019, nem hamb\u00fargueres, kebabs ou sushi. Mas cada vez mais jovens optam por fast food\u201d, indica.<\/p>\n<p>Uma padaria sem baguetes? <\/p>\n<p>Tradicionalmente, as baguetes s\u00e3o consumidas como tartines abertas ao pequeno-almo\u00e7o, generosamente cobertas com manteiga e geleia ou creme de avel\u00e3 com chocolate. Ao almo\u00e7o, s\u00e3o recheadas com fiambre, atum, frango ou queijo para uma sandu\u00edche de baguete para levar. E ao jantar s\u00e3o o acompanhamento indispens\u00e1vel de uma refei\u00e7\u00e3o tradicional francesa com molho, como um blanquette de veau (guisado de vitela) ou um boeuf bourguignon, em que se usam peda\u00e7os de p\u00e3o para absorver qualquer molho que fique no prato &#8211; um gesto que tem o seu pr\u00f3prio verbo, chamado \u201csaucer\u201d (molhar o p\u00e3o).<\/p>\n<p>\u201cPercebemos que os jovens ficam muito felizes por comer a tradicional baguete aos fins de semana, quando visitam os pais, por isso \u00e9 apreciada. Mas a vida tornou-se mais moderna e existem diferentes op\u00e7\u00f5es para comer fora sem p\u00e3o\u201d, aponta Dominique.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, outra mudan\u00e7a not\u00e1vel tem vindo a transformar a rela\u00e7\u00e3o de Fran\u00e7a com o p\u00e3o: o aparecimento das &#8220;neoboulangeries&#8221; ou neo-padarias. Esta nova gera\u00e7\u00e3o utiliza gr\u00e3os ancestrais e farinha biol\u00f3gica, vende p\u00e3o de fermenta\u00e7\u00e3o natural arom\u00e1tico e produz menos baguetes \u2013 ou mesmo nenhuma.<\/p>\n<p>A Seize Heures Trente P\u00e2tisserie-Boulangerie, em Rennes, \u00e9 uma das v\u00e1rias padarias em Fran\u00e7a que ganharam destaque este ano por terem a ousadia de n\u00e3o vender baguetes.<\/p>\n<p>Quando a chef pasteleira Marion Juhel expandiu a sua pastelaria para uma padaria, h\u00e1 dois anos, tomou a decis\u00e3o deliberada de n\u00e3o vender baguetes. Para Juhel, \u00e9 um produto que requer muita energia para ser produzido, tem pouco valor nutricional e uma vida \u00fatil curta, o que leva a uma das suas maiores irrita\u00e7\u00f5es: o desperd\u00edcio excessivo de alimentos.<\/p>\n<p>Em vez disso, os p\u00e3es grandes de fermenta\u00e7\u00e3o natural e os p\u00e3es integrais feitos com farinha biol\u00f3gica local s\u00e3o vendidos a peso. Al\u00e9m de se manterem frescos durante mais tempo, estes p\u00e3es, que chegam a pesar at\u00e9 tr\u00eas quilos, servem mais fam\u00edlias, s\u00e3o melhores para a digest\u00e3o gra\u00e7as a tempos de fermenta\u00e7\u00e3o mais longos, que quebram o gl\u00faten e, simplesmente, t\u00eam um sabor melhor, garante Marion.<\/p>\n<p>Mas, para alguns, a ideia de uma padaria francesa sem baguetes foi dif\u00edcil de aceitar. Marion recorda-se de um homem que ficou furioso quando lhe disseram que n\u00e3o faziam baguetes. O homem teve mesmo de ser expulso do estabelecimento.<\/p>\n<p>\u201cHavia uma necessidade real de educar os clientes para que compreendessem a nossa abordagem\u201d, explica Marion Juhel \u00e0 CNN. \u201c\u00c9 verdade que os franceses esperam que uma padaria tenha baguetes. E o facto de nos declararmos uma padaria e n\u00e3o as termos era inconceb\u00edvel para eles.\u201d<\/p>\n<p>&#8220;Nunca comemos um p\u00e3o t\u00e3o bom como este&#8221; <\/p>\n<p>Outro empreendedor que partilha a filosofia de Marion Juhel \u00e9 o p\u00e2tissier e padeiro artesanal Beno\u00eet Castel, considerado um dos pioneiros do movimento do p\u00e3o moderno, tendo transformado os p\u00e3es r\u00fasticos de fermenta\u00e7\u00e3o natural no seu produto de assinatura, em 2012.<\/p>\n<p>Em vez de baguetes, \u00e9 o seu p\u00e3o caramelizado e arom\u00e1tico, o pain du coin &#8211; um trocadilho que significa tanto p\u00e3o local como p\u00e3o de marmelo, em refer\u00eancia \u00e0 massa m\u00e3e \u00e0 base de marmelo utilizada na sua produ\u00e7\u00e3o &#8211; que \u00e9 o campe\u00e3o de vendas nas suas tr\u00eas padarias parisienses.<\/p>\n<p>\u201cDesde o in\u00edcio que quis fazer estes p\u00e3es grandes, mais tradicionais, como eram feitos antigamente\u201d, explica Beno\u00eet.<\/p>\n<p>Como Beno\u00eet Castel observa, as baguetes s\u00f3 surgiram no s\u00e9culo XX como alternativa aos p\u00e3es tradicionais, feitos uma vez por semana. Ao contr\u00e1rio dos pains de garde (que significa &#8220;p\u00e3o de guarda&#8221;), que exigem mais tempo e trabalho, as baguetes, com o seu tempo de cozedura mais curto, tornaram-se populares entre a burguesia parisiense, que rapidamente desenvolveu o gosto pelo p\u00e3o branco fresco todos os dias.<\/p>\n<p>Mas enquanto os pains de garde podem ser consumidos durante toda a semana, as baguetes ficam duras rapidamente, gerando um desperd\u00edcio significativo nas casas francesas.<\/p>\n<p>Para resolver este problema na sua pr\u00f3pria padaria, Beno\u00eet Castel criou o pain d&#8217;hier et de demain (o p\u00e3o de ontem e de amanh\u00e3), feito com o stock amanhecido e n\u00e3o vendido. Para al\u00e9m de uma textura mais escura e tostada, o p\u00e3o, que n\u00e3o gera desperd\u00edcio, tem um sabor praticamente indistingu\u00edvel do p\u00e3o fresco.<\/p>\n<p>Para Beno\u00eet Castel, a popularidade dos p\u00e3es de fermenta\u00e7\u00e3o natural org\u00e2nicos e ben\u00e9ficos para a sa\u00fade intestinal, bem como das padarias com desperd\u00edcio zero, reflete um momento entusiasmante: embora os franceses possam estar a comer menos p\u00e3o, est\u00e3o a com\u00ea-lo melhor.<\/p>\n<p>\u201cAcho que nunca comemos um p\u00e3o t\u00e3o bom como agora. Hoje em dia, comemos um p\u00e3o excelente em Paris.\u201d<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de adaptar-nos\u201d <\/p>\n<p>Mas o padeiro \u00c9ric Kayser, que construiu um mini imp\u00e9rio de 370 padarias em todo o mundo com base na sua tradicional baguete feita com fermento natural l\u00edquido, levanta uma quest\u00e3o interessante sobre os p\u00e3es especiais que est\u00e3o a conquistar a capital.<\/p>\n<p>\u201cO problema \u00e9 que este p\u00e3o \u00e9 muito mais caro. N\u00e3o \u00e9 acess\u00edvel a todos\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"708\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>    Eric Kayser, visto aqui em Nova Iorque, em 2017, \u00e9 o dono de centenas de padarias em todo o mundo. Timothy A. Clary\/AFP\/Getty Images <\/p>\n<p>Para contextualizar, uma baguete simples, que pode ser feita com aditivos e cozida ap\u00f3s ser congelada, custa cerca de um euro. A baguete artesanal tradicional de alta qualidade &#8211; que por lei s\u00f3 pode ser feita fresca com farinha, \u00e1gua, sal e fermento, seja ele levedura, fermento natural ou uma combina\u00e7\u00e3o de ambos &#8211; custa cerca de 1,30\u20ac. Em contrapartida, um peda\u00e7o de 500 gramas de p\u00e3o especial, que \u00e9 geralmente vendido a peso, pode chegar a custar 7\u20ac.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo de uma baguete \u00e9 alimentar muita gente. S\u00e3o padarias mais elitistas. N\u00e3o h\u00e1 nada de errado nisso, mas corresponde a um certo tipo de clientes de classe m\u00e9dia\u201d, explica \u00c9ric Kayser.<\/p>\n<p>Apesar do decl\u00ednio no consumo de p\u00e3o, \u00c9ric diz n\u00e3o estar preocupado com o seu potencial desaparecimento. Mesmo quando os resultados de um outro estudo de mercado realizado pela Federa\u00e7\u00e3o de Empres\u00e1rios de Panifica\u00e7\u00e3o revelam que 86% dos franceses admitem consumir p\u00e3o branco industrializado de supermercado.<\/p>\n<p>\u201cAlgumas pessoas mais velhas gostam porque \u00e9 mais f\u00e1cil para os dentes, e tamb\u00e9m h\u00e1 jovens que compram um p\u00e3o, colocam-no no frigor\u00edfico onde dura uma semana inteira e vivem um pouco como os americanos. \u00c9 pr\u00e1tico\u201d, reconhece Dominique Anract.<\/p>\n<p>Ainda assim, \u00c9ric Kayser rejeita a ideia de que a baguete esteja em risco de desaparecer. \u201cNem num milh\u00e3o de anos. As pessoas adoram\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u00c9ric salienta que a sandu\u00edche de baguete, um produto relativamente recente que s\u00f3 come\u00e7ou a fazer sucesso no final dos anos 90 e in\u00edcio dos anos 2000, aproveitou a quebra nas vendas da baguete individual.<\/p>\n<p>Na verdade, Kayser est\u00e1 t\u00e3o confiante no seu produto estrela que, no ano passado, inaugurou uma concept store e um &#8220;bar de baguetes&#8221; chamado simplesmente baguett. em Paris, com a cofundadora Deborah Magnan. Al\u00e9m de sandu\u00edches com quase um metro de comprimento, s\u00e3o exibidos nas vitrinas p\u00e3es de baguete rosa-f\u00facsia tingidos com beterraba e recheados com arandos, ou surpreendentemente verdes, de pist\u00e1cio e chocolate branco.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma ideia simples, mas os nossos clientes franceses perguntam: &#8216;Porque \u00e9 que nunca ningu\u00e9m fez isto antes?'&#8221;, conta Deborah Magnan.<\/p>\n<p>Para Dominique Anract, as neopadarias e os padeiros criativos como Muhel, Castel e Kayser s\u00e3o o que sempre impulsionou a cultura da panifica\u00e7\u00e3o em Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos de adaptar-nos. As padarias sempre passaram por crises, mas sempre nos reinvent\u00e1mos.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A quebra no consumo de p\u00e3o e as novas abordagens na panifica\u00e7\u00e3o est\u00e3o entre os fatores que desafiam&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":215110,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85],"tags":[609,836,611,41950,41949,27,607,608,333,832,604,135,610,476,114,115,208,301,830,603,570,831,833,62,834,13,835,602,2458,52,32,33,29],"class_list":{"0":"post-215109","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-entretenimento","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-baguete","12":"tag-baguete-francesa","13":"tag-breaking-news","14":"tag-cnn","15":"tag-cnn-portugal","16":"tag-comentadores","17":"tag-costa","18":"tag-crime","19":"tag-desporto","20":"tag-direto","21":"tag-economia","22":"tag-entertainment","23":"tag-entretenimento","24":"tag-franca","25":"tag-governo","26":"tag-guerra","27":"tag-justica","28":"tag-live","29":"tag-mais-vistas","30":"tag-marcelo","31":"tag-mundo","32":"tag-negocios","33":"tag-noticias","34":"tag-opiniao","35":"tag-pais","36":"tag-paris","37":"tag-politica","38":"tag-portugal","39":"tag-pt","40":"tag-ultimas"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115839341907699751","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/215109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=215109"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/215109\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/215110"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=215109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=215109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=215109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}