{"id":215665,"date":"2026-01-05T10:12:08","date_gmt":"2026-01-05T10:12:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/215665\/"},"modified":"2026-01-05T10:12:08","modified_gmt":"2026-01-05T10:12:08","slug":"como-os-inventores-encontram-inspiracao-na-evolucao-05-01-2026-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/215665\/","title":{"rendered":"Como os inventores encontram inspira\u00e7\u00e3o na evolu\u00e7\u00e3o &#8211; 05\/01\/2026 &#8211; Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Por s\u00e9culos, engenheiros t\u00eam se voltado para a natureza em busca de inspira\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/leonardo-da-vinci\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Leonardo da Vinci<\/a> sonhava com m\u00e1quinas planadores que imitariam <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ciencia\/2025\/08\/alguns-passaros-nao-param-de-cantar-e-a-culpa-e-nossa.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">p\u00e1ssaros<\/a>. Hoje, o estudo minucioso de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/animais\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">animais<\/a> e plantas est\u00e1 levando a inven\u00e7\u00f5es como baterias flex\u00edveis e rob\u00f4s que andam sobre a \u00e1gua.<\/p>\n<p>Cassandra Donatelli, bi\u00f3loga da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/universidade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Universidade<\/a> de Washington, Tacoma, e autora de uma recente revis\u00e3o do crescente campo da &#8220;bioinspira\u00e7\u00e3o&#8221;, atribui essa tend\u00eancia a novas ferramentas sofisticadas e a um novo esp\u00edrito de colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 enorme&#8221;, diz ela. &#8220;Temos um laborat\u00f3rio de biomec\u00e2nica aqui onde temos seis ou sete engenheiros e dez bi\u00f3logos. Estamos todos fisicamente no mesmo pr\u00e9dio, trabalhando juntos.&#8221;<\/p>\n<p>Apesar de sua promessa, o futuro da bioinspira\u00e7\u00e3o \u00e9 incerto. O governo <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/donald-trump\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Trump<\/a> prop\u00f4s cortar o or\u00e7amento de pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/ciencia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ci\u00eancia<\/a> em 55%, direcionando os fundos restantes para alguns campos como intelig\u00eancia artificial e computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica. A bioinspira\u00e7\u00e3o, que prosperou com esse financiamento, pode perder espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;Esse trabalho sofrer\u00e1 com as novas prioridades da NSF&#8221;, diz Duncan Irschick, bi\u00f3logo da Universidade de Massachusetts. &#8220;Sinceramente, eu me preocupo em entregar o manto da pesquisa bioinspirada para a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/china\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">China<\/a>.&#8221;<\/p>\n<p>Aqui est\u00e3o algumas inven\u00e7\u00f5es, tanto novas quanto hist\u00f3ricas, que se inspiraram na criatividade da natureza.<\/p>\n<p>O VELCRO DA NATUREZA<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Pequenos ganchos nas sementes da planta Bardana ajudam as sementes a se espalhar em pelos e roupas.<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Esta descoberta levou um engenheiro a inventar o Velcro.<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>Em 1941, o inventor su\u00ed\u00e7o George de Mestral saiu para uma ca\u00e7ada. No caminho, sementes de bardana grudaram em suas cal\u00e7as e no pelo de seu cachorro. Curioso sobre o poder de ader\u00eancia, de Mestral colocou as sementes sob um microsc\u00f3pio. Ele viu milhares de pequenos ganchos. A vis\u00e3o o levou a imaginar um novo tipo de fechamento, que n\u00e3o dependeria de n\u00f3s ou cola.<\/p>\n<p>Alguns anos depois, De Mestral descobriu uma subst\u00e2ncia que poderia tornar essa ideia real: o nylon. A fibra sint\u00e9tica poderia ser permanentemente dobrada em forma de gancho. De Mestral descobriu que os ganchos de nylon facilmente se prendiam ao tecido e podiam ser destacados. Em 1955, ele registrou a patente de sua inven\u00e7\u00e3o, que chamou de velcro, uma combina\u00e7\u00e3o das palavras francesas &#8220;velour&#8221; (&#8220;veludo&#8221;) e &#8220;crochet&#8221; (&#8220;ganchos&#8221;).<\/p>\n<p>BICOS DE VELOCIDADE<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>O bico do martim-pescador ajuda o p\u00e1ssaro a mergulhar na \u00e1gua para capturar presas.<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Trens com um perfil semelhante permanecem silenciosos em altas velocidades.<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>Quando engenheiros no <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/japao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Jap\u00e3o<\/a> criaram uma frota de trens de alta velocidade nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990, eles tamb\u00e9m criaram alguns problemas inesperados. Um trem viajando por um t\u00fanel comprimia o ar \u00e0 sua frente. Quando a onda de press\u00e3o atingia a sa\u00edda do t\u00fanel, criava uma explos\u00e3o s\u00f4nica.<\/p>\n<p>Um engenheiro chamado Eiji Nakatsu procurou uma maneira de tornar os trens silenciosos. &#8220;A quest\u00e3o ent\u00e3o me ocorreu \u2014existe algum ser vivo que administra mudan\u00e7as repentinas na resist\u00eancia do ar como parte da vida di\u00e1ria?&#8221;, lembrou Nakatsu em uma entrevista de 2005.<\/p>\n<p>Nakatsu n\u00e3o era apenas um engenheiro, mas tamb\u00e9m um \u00e1vido observador de p\u00e1ssaros. Enquanto ponderava a quest\u00e3o, o martim-pescador veio \u00e0 mente. Quando o p\u00e1ssaro mergulha em alta velocidade para capturar peixes, seu bico desliza na \u00e1gua sem fazer respingos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o Nakatsu e seus colegas constru\u00edram motores de trem com extremidades dianteiras arredondadas e afiladas. Seu formato de bico de martim-pescador reduziu a press\u00e3o do ar nos t\u00faneis em 30%, tornando os trens mais silenciosos e eficientes, mesmo quando viajavam mais rapidamente atrav\u00e9s dos t\u00faneis.<\/p>\n<p>FLUXO DE BALEIA<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Protuber\u00e2ncias nas bordas das nadadeiras das baleias ajudam os animais a nadar em c\u00edrculos apertados.<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Protuber\u00e2ncias inspiradas nas baleias melhoram o design de cascos de navios e p\u00e1s de turbinas e\u00f3licas.<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, Frank Fish examinou de perto as grandes protuber\u00e2ncias que cobrem a borda frontal das nadadeiras das <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ciencia\/2025\/12\/dna-de-baleia-jubarte-tem-marcas-de-caca-predatoria-no-seculo-20.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">baleias-jubarte<\/a>. Fish, bi\u00f3logo da Universidade de West Chester na Pensilv\u00e2nia, e seus colegas descobriram que esses tub\u00e9rculos melhoram significativamente o desempenho das baleias, mantendo a \u00e1gua fluindo suavemente sobre suas nadadeiras, gerando sustenta\u00e7\u00e3o extra.<\/p>\n<p>Fish e seus colegas patentearam sua descoberta, que desde ent\u00e3o foi adotada por engenheiros para melhorar uma longa lista de dispositivos. Os tub\u00e9rculos prolongam a vida \u00fatil das p\u00e1s de turbinas e\u00f3licas, por exemplo, e tornam os ventiladores industriais de teto mais eficientes. Eles podem at\u00e9 ser encontrados em quilhas de pranchas de surf e espelhos de caminh\u00f5es.<\/p>\n<p>ADESIVOS DE LAGARTIXA<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>As lagartixas podem escalar superf\u00edcies lisas, gra\u00e7as a dedos incrivelmente aderentes.<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Isso inspirou a cria\u00e7\u00e3o de adesivos que se fixam firmemente e depois se soltam sem causar danos.<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>O p\u00e9 de uma <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folhinha\/2024\/05\/lagartixas-comem-mosquito-da-dengue-e-baratas-e-de-quebra-ainda-sao-fofinhas.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">lagartixa<\/a> \u00e9 coberto por meio milh\u00e3o de pequenos pelos, cada um dos quais se divide em centenas de ramifica\u00e7\u00f5es. Quando uma lagartixa bate o p\u00e9 em uma parede, muitas das ramifica\u00e7\u00f5es pressionam firmemente contra a superf\u00edcie. Cada ramifica\u00e7\u00e3o cria uma fraca atra\u00e7\u00e3o molecular com a parede, e juntas geram uma for\u00e7a poderosa, mas a lagartixa pode facilmente retirar seu p\u00e9 em um milissegundo.<\/p>\n<p>Irschick e seus colegas criaram um tecido que imita essas for\u00e7as, que chamaram de Geckskin. Um peda\u00e7o do tamanho de um cart\u00e3o de visita pode sustentar 320 quilos em uma superf\u00edcie de vidro e ser movido sem deixar vest\u00edgios.<\/p>\n<p>UM REPELENTE VERDE<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Plantas carn\u00edvoras t\u00eam bordas escorregadias que capturam insetos.<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>A mesma f\u00edsica levou a metais e pl\u00e1sticos que resistem \u00e0 poeira e outros contaminantes.<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>As <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ciencia\/2017\/04\/1875720-diferentes-plantas-carnivoras-usam-o-mesmo-arsenal-contra-insetos.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">plantas carn\u00edvoras<\/a> se alimentam de insetos que rastejam na borda de suas folhas em forma de jarro. A borda \u00e9 extremamente escorregadia, fazendo com que as presas percam o equil\u00edbrio e caiam em uma piscina de enzimas digestivas.<\/p>\n<p>Pesquisadores descobriram que, quando a chuva e o orvalho se acumulam na planta, sali\u00eancias e sulcos microsc\u00f3picos puxam a \u00e1gua para formar uma pel\u00edcula que gruda nas pernas dos insetos. Os insetos lutam por tra\u00e7\u00e3o e acabam nadando \u2014e caindo.<\/p>\n<p>Em 2011, Joanna Aizenberg, engenheira da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/webstories\/cultura\/2022\/10\/a-historia-da-universidade-harvard\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Universidade Harvard<\/a>, e seus colegas criaram materiais com padr\u00f5es de plantas carn\u00edvoras em sua superf\u00edcie, e estes tamb\u00e9m se mostraram escorregadios. Uma empresa cofundada por Aizenberg vende revestimentos que impedem que fluidos pegajosos entupam tubula\u00e7\u00f5es e tintas que repelem cracas dos cascos de navios.<\/p>\n<p>ESCUDOS DE CAMAR\u00c3O<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Os camar\u00f5es-louva-a-deus podem quebrar conchas de moluscos com seguran\u00e7a usando suas garras.<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Engenheiros est\u00e3o imitando a mec\u00e2nica para projetar materiais absorventes de choque.<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>O camar\u00e3o-louva-a-deus tem um par de membros estranhos chamados clavas d\u00e1ctilo que se parecem um pouco com luvas de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/boxe\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">boxe<\/a>. Ele usa as clavas para dar socos impressionantes com uma for\u00e7a igual \u00e0 de uma bala de calibre .22 \u2014o suficiente para quebrar conchas. Os cientistas h\u00e1 muito se perguntam por que esses impactos n\u00e3o quebram a pr\u00f3pria clava d\u00e1ctilo.<\/p>\n<p>No processo evolutivo, o camar\u00e3o-louva-a-deus ganhou um exoesqueleto de complexidade surpreendente. Suas clavas d\u00e1ctilo s\u00e3o compostas de camadas de fibras; algumas formam padr\u00f5es em espinha de peixe, enquanto outras s\u00e3o feitas de feixes em forma de saca-rolhas. Essas camadas desviam a energia de um soco, impedindo que ela se espalhe e cause danos.<\/p>\n<p>Em maio, pesquisadores do Instituto Nacional de Padr\u00f5es e Tecnologia relataram a cria\u00e7\u00e3o de uma vers\u00e3o artificial dessas camadas absorventes de choque. Quando pequenas esferas de s\u00edlica foram disparadas contra o material a 1.600 km\/h, ele amassou, mas n\u00e3o rachou. Os pesquisadores preveem o uso do material para fazer escudos leves para naves espaciais, para proteg\u00ea-las de pequenos meteoroides.<\/p>\n<p>ROB\u00d4S INSETOS DE SUPERF\u00cdCIE<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Os insetos de superf\u00edcie deslizam pela superf\u00edcie de riachos, gra\u00e7as a pelos em forma de leque em seus p\u00e9s.<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Seguindo um princ\u00edpio semelhante, engenheiros projetaram um rob\u00f4 que anda sobre a \u00e1gua.<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>Os insetos de superf\u00edcie t\u00eam aproximadamente o tamanho de um gr\u00e3o de arroz. Eles flutuam na superf\u00edcie de riachos espalhando suas pernas sobre a \u00e1gua \u2014mas tamb\u00e9m podem se mover com velocidade surpreendente, aproximadamente 120 comprimentos corporais por segundo. Em escala humana, isso se traduziria em 640 km\/h.<\/p>\n<p>O segredo est\u00e1 no final do par central de pernas. Quando um inseto de superf\u00edcie os mergulha na \u00e1gua, a tens\u00e3o superficial faz com que franjas r\u00edgidas nas extremidades se abram em apenas 10 milissegundos, e os leques se tornam remos. No final de cada movimento, quando o inseto levanta esses remos da \u00e1gua, os leques se fecham.<\/p>\n<p>Em agosto, Victor Ortega-Jim\u00e9nez, bi\u00f3logo da Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley, e sua equipe anunciaram que, seguindo esses princ\u00edpios, constru\u00edram pequenos rob\u00f4s que andam sobre a \u00e1gua, fazem curvas r\u00e1pidas e freiam bruscamente. E como a \u00e1gua for\u00e7a a abertura e o fechamento dos leques, os Rhagabots \u2014nome derivado de Rhagovelia, o nome latino para insetos de superf\u00edcie\u2014 requerem pouca energia de suas baterias internas.<\/p>\n<p>ENERGIA DE ENGUIA<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Enguias el\u00e9tricas atordoam suas presas com choques poderosos produzidos por um tecido de alta voltagem.<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Baterias flex\u00edveis, inspiradas na anatomia da enguia, poderiam ser fontes de energia seguras para implantes m\u00e9dicos.<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>As descargas paralisantes de eletricidade que uma <a href=\"https:\/\/f5.folha.uol.com.br\/bichos\/960516-nova-especie-de-enguia-e-fossil-vivo-de-seus-ancestrais.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">enguia<\/a> el\u00e9trica libera surgem de um tecido que envolve o corpo do animal. O tecido cont\u00e9m milhares de camadas de c\u00e9lulas, que s\u00e3o intercaladas por camadas de fluido. As c\u00e9lulas bombeiam \u00e1tomos carregados para o fluido, criando uma bateria biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Michael Mayer, biof\u00edsico da Universidade de Fribourg, na <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/suica\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Su\u00ed\u00e7a<\/a>, e seus colegas est\u00e3o trabalhando para imitar os \u00f3rg\u00e3os el\u00e9tricos de enguias el\u00e9tricas e outros peixes. Uma bateria biologicamente inspirada poderia oferecer grandes vantagens sobre as convencionais. Elas poderiam ser fontes de energia mais seguras para implantes m\u00e9dicos, por exemplo, porque funcionariam com compostos org\u00e2nicos em vez de produtos qu\u00edmicos t\u00f3xicos.<\/p>\n<p>A equipe construiu prot\u00f3tipos em forma de lentes de contato a partir de g\u00e9is macios e flex\u00edveis. Mayer espera um dia implantar as baterias com as mesmas prote\u00ednas que as enguias el\u00e9tricas usam para mover \u00e1tomos carregados.<\/p>\n<p>&#8220;Construir tudo isso para que realmente fa\u00e7a a mesma coisa que no peixe est\u00e1 atualmente al\u00e9m do nosso alcance&#8221;, diz Mayer. &#8220;Acho que isso est\u00e1 longe no futuro, mas o projeto j\u00e1 foi muito mais longe do que eu pensava que iria.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por s\u00e9culos, engenheiros t\u00eam se voltado para a natureza em busca de inspira\u00e7\u00e3o. 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