{"id":217177,"date":"2026-01-06T09:30:23","date_gmt":"2026-01-06T09:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/217177\/"},"modified":"2026-01-06T09:30:23","modified_gmt":"2026-01-06T09:30:23","slug":"por-que-tanta-gente-termina-esse-filme-em-silencio-ele-esta-no-prime-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/217177\/","title":{"rendered":"Por que tanta gente termina esse filme em sil\u00eancio? Ele est\u00e1 no Prime Video"},"content":{"rendered":"<p>Seja pela relev\u00e2ncia do assunto, seja pelo alcance mercadol\u00f3gico, os filmes de guerra t\u00eam lugar garantido no cinema, por preservarem o car\u00e1ter belicoso dessas narrativas enquanto diretores esmeram-se por contextualizar os eventos apresentados, quase sempre espinhosos, intrincados, que dependem da justa constru\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica para que fa\u00e7am sentido e, por \u00f3bvio, o espectador os absorva. Diferentes vis\u00f5es de um fato hist\u00f3rico, expostas e mesmo defendidas por diretores que mudam-se para aquele universo por meses a fio, v\u00eam \u00e0 tona em produ\u00e7\u00f5es muito bem-cuidadas, que p\u00f5em por terra um rol de verdades suspeitas. \u00c9 o que Dennis Gansel quer com \u201cO Tanque de Guerra\u201d, uma hist\u00f3ria que evita obviedades ao passo que joga luz sobre uma pol\u00eamica.<\/p>\n<p>O diretor e o corroteirista Colin Teevan voltam ao outono de 1943, quando o tenente Philip Gerkins e seus homens operam um tanque Tiger numa ponte. Est\u00e1 em curso a Batalha do Dnieper, que colocou nazistas e sovi\u00e9ticos em lados antag\u00f4nicos, e na Terra de Ningu\u00e9m, entre os dois territ\u00f3rios, est\u00e1 escondido num bunker o tenente Paul von Hardenburg, que precisa ser resgatado. Paulatinamente, Gansel destrincha um dos grandes embara\u00e7os da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), um ato de bravura orquestrado pelos tanquistas de Hitler, conduzindo seu trabalho com dignidade, evitando conceitos manique\u00edstas. Inexperientes, inseguros, vulner\u00e1veis, uma boa parte do contingente apavora-se com a possibilidade de n\u00e3o mais voltar para casa, ainda que precise desempenhar suas atribui\u00e7\u00f5es \u2014 sem saber direito para qu\u00ea. Esses rapazes nem sempre agressivos, quase nunca truculentos, n\u00e3o est\u00e3o felizes.<\/p>\n<p>Gansel reserva a cada um dos personagens o seu pr\u00f3prio momento, compondo di\u00e1logos fortes para atua\u00e7\u00f5es cheias de tons. Na pele de Philip, David Sch\u00fctter galvaniza um elenco harmonioso, que entende a proposta do filme e por ele chega a Michel, o soldado ing\u00eanuo de Yoran Leicher; a Keilig, o tipo cerebral de Sebastian Urzendowsky; \u00e0 imp\u00e1vida dec\u00eancia de Christian Weller, com um Laurence Rupp que oferece as passagens mais tocantes, e ao diversionismo de Helmut, um anti-her\u00f3i que Leonard Kunz reveste de camadas tragic\u00f4micas. A sequ\u00eancia em que o intr\u00e9pido quinteto depara-se com o Samokhodnaya Ustanovka 100, o SU-100, o canh\u00e3o autopropulsado de cem mil\u00edmetros usado pelas tropas de Stalin, mant\u00e9m esse esp\u00edrito rebelde de iconoclastia e um humor involunt\u00e1rio, mas com m\u00e9todo, ratificando a voca\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica germ\u00e2nica para a an\u00e1lise sociopol\u00edtica.<\/p>\n<p>\n<strong>Filme: <\/strong><br \/>\nO Tanque de Guerra<\/p>\n<p>\n<strong>Diretor: <\/strong><\/p>\n<p> Dennis Gansel                <\/p>\n<p>\n<strong>Ano: <\/strong><br \/>\n2025<\/p>\n<p>\n<strong>G\u00eanero: <\/strong><br \/>\nDrama\/Guerra<\/p>\n<p>\n<strong>Avalia\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<p>8\/10<br \/>\n1<br \/>\n1<\/p>\n<p>Giancarlo Galdino<\/p>\n<p>\n\u2605\u2605\u2605\u2605\u2605\u2605\u2605\u2605\u2605\u2605<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Seja pela relev\u00e2ncia do assunto, seja pelo alcance mercadol\u00f3gico, os filmes de guerra t\u00eam lugar garantido no cinema,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":217178,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140],"tags":[937,114,115,147,148,146,32,33],"class_list":{"0":"post-217177","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-filmes","8":"tag-amazon-prime-video","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-film","12":"tag-filmes","13":"tag-movies","14":"tag-portugal","15":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115847457941018312","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=217177"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217177\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/217178"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=217177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=217177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=217177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}