{"id":217852,"date":"2026-01-06T18:35:07","date_gmt":"2026-01-06T18:35:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/217852\/"},"modified":"2026-01-06T18:35:07","modified_gmt":"2026-01-06T18:35:07","slug":"a-economia-portuguesa-e-resiliente-mas-ha-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/217852\/","title":{"rendered":"A economia portuguesa \u00e9 resiliente, mas h\u00e1 desafios"},"content":{"rendered":"<p>                O relat\u00f3rio conhecido hoje indica que <b>&#8220;o desempenho econ\u00f3mico de Portugal tem sido forte, com um crescimento econ\u00f3mico resiliente, taxas de emprego historicamente elevadas e um r\u00e1pido decl\u00ednio da d\u00edvida p\u00fablica. No entanto, a invas\u00e3o em larga escala da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia e o aumento das tens\u00f5es comerciais t\u00eam travado o crescimento na Europa e afetado a economia portuguesa<\/b>&#8220;, l\u00ea-se no documento. <\/p>\n<p>H\u00e1 fatores que podem penalizar o crescimento e que aumentam a necessidade de reformas estruturais, na vis\u00e3o da OCDE, onde se inclui <b>&#8220;a escassez de m\u00e3o de obra, o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, a necessidade de manter os ganhos de produtividade, a r\u00e1pida valoriza\u00e7\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o e o crescente impacto das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas&#8221;<\/b>.<\/p>\n<p>Para sustentar o crescimento e continuar a reduzir a d\u00edvida p\u00fablica, deve ser assumida uma posi\u00e7\u00e3o de <b>&#8220;prud\u00eancia or\u00e7amental&#8221;<\/b>, bem como avan\u00e7ar com reformas estruturais, recomenda a organiza\u00e7\u00e3o, nomeadamente no sentido de dar prioridade a investimentos p\u00fablicos que aumentem a produtividade e contendo as press\u00f5es na despesa de longo prazo atrav\u00e9s de uma <b>&#8220;combina\u00e7\u00e3o equilibrada de medidas para aumentar as receitas e limitar o crescimento das despesas relacionadas com o envelhecimento&#8221;<\/b>.<\/p>\n<p>No que diz respeito ao mercado laboral, este mostrou tamb\u00e9m resili\u00eancia ap\u00f3s a pandemia, mas come\u00e7am a emergir alguns sinais de press\u00e3o, nomeadamente relacionados com a falta de m\u00e3o-de-obra e o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o.&#13;\n<\/p>\n<p><b>O sistema fiscal\u00a0<\/b><\/p>\n<p>A OCDE considera que \u00e9 <b>&#8220;excessivamente complexo, aumentando os custos administrativos e reduzindo as receitas&#8221;<\/b>, recomendando assim que Portugal deve &#8220;simplificar e ampliar o seu sistema fiscal, com base no trabalho da sua nova unidade de avalia\u00e7\u00e3o fiscal (U-TAX), para avaliar e eliminar gradualmente as despesas fiscais ineficientes nos regimes de IVA, imposto sobre o rendimento das pessoas singulares e coletivas, o que poder\u00e1 contribuir para a redu\u00e7\u00e3o das taxas de impostos&#8221;.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica or\u00e7amental portuguesa, a institui\u00e7\u00e3o referiu que continuar\u00e1 a ser &#8220;expansionista em 2026 e tornar-se-\u00e1 contracionista em 2027, refletindo principalmente o fim da implementa\u00e7\u00e3o do PRR (Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia) em 2026&#8221;.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p><b>&#13;<br \/>\nO mercado de trabalho<\/b><\/p>\n<p>A OCDE recomenda a Portugal fortalecer a integra\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho de trabalhadores mais velhos, desempregados de longa dura\u00e7\u00e3o e jovens e aumentar os incentivos para uma vida ativa mais longa, para combater escassez de m\u00e3o-de-obra.<\/p>\n<p>No &#8216;Economic Survey&#8217; de Portugal divulgado hoje, a OCDE salienta que<b> a falta de m\u00e3o-de-obra e o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o &#8220;dever\u00e3o afetar o crescimento econ\u00f3mico de Portugal, apesar dos recentes e elevados fluxos de trabalhadores estrangeiros&#8221;<\/b>.<\/p>\n<p>Esta escassez verifica-se em setores-chave, principalmente na <b>manufatura, constru\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, bem como em setores sazonais e muitas empresas sinalizam dificuldades em encontrar trabalhadores qualificados adequados<\/b>, nota.<\/p>\n<p>Assim, para a OCDE, algumas medidas que poderiam mitigar a situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o, por exemplo, <b>fortalecer a integra\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho de trabalhadores mais velhos, desempregados de longa dura\u00e7\u00e3o e jovens, atrav\u00e9s de pol\u00edticas de forma\u00e7\u00e3o ao longo da vida, e pelo aumento dos incentivos para uma vida ativa mais longa<\/b>.<\/p>\n<p>&#8220;<b>Melhorar a qualidade e a governan\u00e7a da educa\u00e7\u00e3o de adultos e da forma\u00e7\u00e3o profissional deve ser uma prioridade<\/b>&#8220;, salienta a organiza\u00e7\u00e3o, acrescentando que &#8220;estabelecer padr\u00f5es nacionais de qualidade para cursos de forma\u00e7\u00e3o ao longo da vida e aprimorar a coordena\u00e7\u00e3o no sistema de aprendizagem ao longo da vida apoiariam a ades\u00e3o e um melhor alinhamento das compet\u00eancias com as necessidades do mercado de trabalho&#8221;. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, &#8220;<b>fortalecer a forma\u00e7\u00e3o para trabalhadores mais velhos, melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho por meio de modalidades de trabalho mais flex\u00edveis e pol\u00edticas de sa\u00fade ocupacional mais robustas ajudariam a prolongar a vida ativa<\/b>&#8220;, defende a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A OCDE destaca ainda outro tipo de medidas como reduzir o uso &#8220;ainda elevado de contratos tempor\u00e1rios&#8221;, bem como &#8220;facilitar a integra\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho de migrantes, mulheres e trabalhadores mais velhos&#8221;, tendo em vista taxas de emprego mais elevadas e reduzir as desigualdades de rendimentos.&#13;\n<\/p>\n<p><b>&#13;<br \/>\nO IMI e as mais-valias com a venda de casas <\/b><\/p>\n<p>O agravamento do IMI, limites \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o de mais-valias com a venda de habita\u00e7\u00f5es e agravamento fiscal sobre <b>&#8220;habita\u00e7\u00f5es subutilizadas&#8221; ou devolutas em &#8220;zonas de elevada procura&#8221;<\/b> s\u00e3o as principais recomenda\u00e7\u00f5es de um estudo da OCDE divulgado hoje.<\/p>\n<p>No &#8216;Economic Survey&#8217; de Portugal, onde analisa o desempenho econ\u00f3mico do pa\u00eds, a OCDE dedica um cap\u00edtulo aos <b>desafios da crise da habita\u00e7\u00e3o, propondo solu\u00e7\u00f5es como a &#8220;simplifica\u00e7\u00e3o das licen\u00e7as de constru\u00e7\u00e3o&#8221;, a &#8220;reforma da tributa\u00e7\u00e3o&#8221; e o &#8220;reequil\u00edbrio da regulamenta\u00e7\u00e3o dos arrendamentos&#8221;.<\/b><\/p>\n<p>Para a organiza\u00e7\u00e3o, os incentivos fiscais dados aos propriet\u00e1rios em Portugal para &#8220;colocar os edif\u00edcios vagos no mercado ou libertar habita\u00e7\u00f5es subutilizadas s\u00e3o fracos&#8221;, contribuindo para reduzir a &#8220;mobilidade&#8221; e agravar a &#8220;desigualdade intergeracional&#8221;.<\/p>\n<p>A OCDE defende, por isso, uma <b>&#8220;transi\u00e7\u00e3o gradual dos impostos sobre as transa\u00e7\u00f5es para os impostos sobre a propriedade&#8221;<\/b>, designadamente atrav\u00e9s do aumento significativo do IMI, assim como um agravamento da tributa\u00e7\u00e3o das mais-valias com a venda de habita\u00e7\u00f5es e um &#8220;refor\u00e7o dos impostos sobre as habita\u00e7\u00f5es subutilizadas em zonas de elevada procura&#8221;.<\/p>\n<p>A OCDE considera ainda que &#8220;as isen\u00e7\u00f5es de imposto sobre as mais-valias em resid\u00eancias principais (quando reinvestidas) contribuem para elevados ganhos inesperados com a valoriza\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis e aumentam a desigualdade intergeracional&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Portugal poderia considerar a revis\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o e das isen\u00e7\u00f5es de mais-valias&#8221;, mesmo que impondo apenas &#8220;limites&#8221; \u00e0 isen\u00e7\u00e3o acima de determinados valores, sugere o estudo. <\/p>\n<p>No caso dos im\u00f3veis desocupados, a OCDE defende um agravamento maior do imposto que, embora podendo ir at\u00e9 tr\u00eas vezes a taxa de IMI, \u00e9 sempre diminuto &#8220;devido a bases tribut\u00e1rias reduzidas, \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o apenas das taxas m\u00ednimas ou \u00e0 n\u00e3o identifica\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios devolutos como tal&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO Governo prev\u00ea atingir este ano, segundo as proje\u00e7\u00f5es inscritas no Or\u00e7amento do Estado para 2026, um excedente or\u00e7amental de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e um r\u00e1cio da d\u00edvida p\u00fablica de 87,8% do PIB.&#13;\n<\/p>\n<p>\nO executivo projeta ainda um crescimento econ\u00f3mico de 2,3% este ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O relat\u00f3rio conhecido hoje indica que &#8220;o desempenho econ\u00f3mico de Portugal tem sido forte, com um crescimento econ\u00f3mico&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":217853,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,420,421,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-217852","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-rtp","26":"tag-rtp-noticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115849600843847162","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217852","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=217852"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217852\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/217853"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=217852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=217852"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=217852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}