{"id":217887,"date":"2026-01-06T19:03:08","date_gmt":"2026-01-06T19:03:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/217887\/"},"modified":"2026-01-06T19:03:08","modified_gmt":"2026-01-06T19:03:08","slug":"menos-sem-abrigo-no-porto-pedro-duarte-admite-ter-percepcao-contraria-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/217887\/","title":{"rendered":"Menos sem-abrigo no Porto? Pedro Duarte admite ter percep\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria | Pobreza"},"content":{"rendered":"<p>Os relat\u00f3rios anuais da Estrat\u00e9gia Nacional para a Integra\u00e7\u00e3o de Pessoas em Situa\u00e7\u00e3o de Sem-abrigo (ENIPSSA) dizem que o n\u00famero de pessoas sem casa e sem tecto no Porto est\u00e1 em queda desde 2021. O retrato tem sido contrariado, nos \u00faltimos anos, por in\u00fameras associa\u00e7\u00f5es que trabalham no terreno e se mostram preocupadas, precisamente, com um aumento muito significativo do problema. Agora, o pr\u00f3prio presidente da C\u00e2mara do Porto admite, tamb\u00e9m, que aquilo que observa \u00e9 diferente do que a ENIPSSA relata: \u201cN\u00e3o temos dados cient\u00edficos, mas todos n\u00f3s pressentimos que temos popula\u00e7\u00e3o crescente a viver na rua.\u201d<\/p>\n<p>Na reuni\u00e3o de c\u00e2mara desta ter\u00e7a-feira, Pedro Duarte n\u00e3o puxou o lustro aos dados referentes a 2024, s\u00f3 agora conhecidos, e que fixam o n\u00famero de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo, no Porto, em 553. Em 2023 tinham sido <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/06\/03\/local\/noticia\/camara-ha-menos-semabrigo-porto-nao-conta-imigrantes-irregulares-2092749\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">597, exclu\u00eddos os imigrantes em situa\u00e7\u00e3o irregular<\/a>, em 2022, 647 e em 2021, 730. \u00c9 certo que comparando com a realidade nacional \u2013 onde h\u00e1 um agravamento da situa\u00e7\u00e3o, chegando-se \u00e0s <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/12\/18\/sociedade\/noticia\/14400-pessoas-situacao-semabrigo-portugal-desemprego-precariedade-laboral-sao-principais-causas-2158580\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">14.400 pessoas, mais 1272 do que no ano anterior<\/a> \u2013 os n\u00fameros s\u00e3o \u201cmenos desanimadores\u201d, mas o cen\u00e1rio continua muito longe do desej\u00e1vel.<\/p>\n<p>O autarca associa essa sensa\u00e7\u00e3o de haver mais sem-abrigo na cidade \u00e0s pessoas que, n\u00e3o estando registadas no Porto, dormem nas ruas da cidade. Os dados mostram que a maioria dos sem-abrigo do Porto (52%) \u00e9 mesmo da cidade, havendo 25% que vem de outros munic\u00edpios, 15% sem destino de origem conhecido, 4% dos PALOP e 3% de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Para Pedro Duarte, quem escolhe o Porto para dormir n\u00e3o sendo da\u00ed origin\u00e1rio f\u00e1-lo por \u201cv\u00e1rios fen\u00f3menos\u201d, nomeadamente o facto de \u201cser o local onde compram e consomem droga\u201d, apontou. Por acreditar que os dois problemas t\u00eam fortes liga\u00e7\u00f5es, j\u00e1 anunciou que ter\u00e1 no programa <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/11\/10\/politica\/entrevista\/pedro-duarte-promete-politica-social-toxicodependencia-investimento-retirar-pessoas-rua-2153779\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Porto Feliz 2.0<\/a> uma forma alargada de intervir sobre a problem\u00e1tica e afirmou estar dispon\u00edvel para fazer mais investimento. Como, quanto e quando ainda n\u00e3o se sabe ao certo: \u201cEstamos a trabalhar noutras solu\u00e7\u00f5es, temos de ser mais criativos. Temos de ir mais longe.\u201d<\/p>\n<p>Na \u00c1rea Metropolitana do Porto houve tamb\u00e9m um decr\u00e9scimo do n\u00famero de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo, aponta o relat\u00f3rio da ENIPSSA. S\u00e3o 1438, sobretudo homens, portugueses, entre os 45 e os 64 anos e solteiros. Mas 13% s\u00e3o menores (menos de 18 anos) e 29% mulheres. Entre as causas mais frequentes para que tenham ficado nesta situa\u00e7\u00e3o aponta-se o \u201cdesemprego ou precariedade no trabalho\u201d, \u201coutras causas\u201d e \u201cdepend\u00eancia de \u00e1lcool ou subst\u00e2ncias psicoactivas\u201d.<\/p>\n<p>Depois do Porto, \u00e9 Vila Nova de Gaia quem tem mais sem-abrigo (229), seguindo-se Gondomar (107), Valongo (102), Maia (91) e Matosinhos (61). No fundo da tabela aparecem Paredes (6), Vale de Cambra (12) e Trofa (17).<\/p>\n<p>Alargar respostas<\/p>\n<p>Como j\u00e1 tem sido habitual, n\u00e3o ficou de fora do debate a quest\u00e3o metropolitana, com Duarte a pedir \u201crespostas mais abrangentes\u201d. \u201cDe repente, o Porto tem, com muitas aspas, de resolver o problema de cidades lim\u00edtrofes, algumas at\u00e9 se orgulham de dizer que t\u00eam muito poucos sem-abrigo e n\u00e3o t\u00eam um problema\u201d, criticou. \u201cTem de ser encontrada uma resposta mais conjunta\u201d, repetiu, salvaguardando que o Porto n\u00e3o ir\u00e1 discriminar quem seja de fora.<\/p>\n<p>Manuel Pizarro pediu a palavra para dizer estar alinhado com a an\u00e1lise de Pedro Duarte. Numa mat\u00e9ria onde \u00e9 dif\u00edcil obter dados \u201cobjectivos\u201d, at\u00e9 pela \u201cgrande transitoriedade do fen\u00f3meno\u201d, o socialista n\u00e3o deixa de valorizar a medi\u00e7\u00e3o feita, mesmo tendo tamb\u00e9m uma percep\u00e7\u00e3o de que o problema n\u00e3o est\u00e1 em queda.<\/p>\n<p>\u201cNo Porto melhoramos e no pa\u00eds pioramos, com o mesmo m\u00e9todo de contagem. Pelo menos esta compara\u00e7\u00e3o pode ser feita\u201d, anuiu, sublinhando, ainda assim, haver \u201c553 pessoas a mais\u201d na contagem e ser preciso \u201ccontinuar\u201d a investir em respostas para estas pessoas.<\/p>\n<p>Sobre o velho debate da resposta metropolitana, Pizarro ironizou: \u201cN\u00e3o vale a pena ter excessivas ilus\u00f5es sobre isso, em todo o mundo evolu\u00eddo a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma. \u00c9 nos centros das grandes metr\u00f3poles que este problema se sente mais. N\u00e3o devemos desistir, mas n\u00e3o tenhamos ilus\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>O vereador do Chega pediu uma ac\u00e7\u00e3o \u201cmais forte\u201d nesta mat\u00e9ria que tem impacto n\u00e3o s\u00f3 em quem vive nas ruas ou em institui\u00e7\u00f5es mas \u201cna pr\u00f3pria cidade\u201d. Para Miguel Corte Real, a cria\u00e7\u00e3o do N\u00facleo de Planeamento e Interven\u00e7\u00e3o Sem-Abrigo (NPISA) Porto, no \u00e2mbito da estrat\u00e9gia delineada para o per\u00edodo entre 2025 e 2030, votada esta ter\u00e7a-feira, \u00e9 \u201cum passo, mas n\u00e3o chega\u201d.<\/p>\n<p>A proposta, assinada por Pedro Duarte, foi aprovada por unanimidade, com ligeiras altera\u00e7\u00f5es sugeridas por Fernando Paulo, vereador do PS que no anterior executivo presidia e coordenava este n\u00facleo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os relat\u00f3rios anuais da Estrat\u00e9gia Nacional para a Integra\u00e7\u00e3o de Pessoas em Situa\u00e7\u00e3o de Sem-abrigo (ENIPSSA) dizem que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":217888,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[1201,27,28,15,16,14,25,26,352,21,22,12,13,19,20,18043,42363,8337,462,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-217887","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-area-metropolitana-do-porto","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-local","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-pedro-duarte","24":"tag-pessoas-em-situacao-de-sem-abrigo","25":"tag-pobreza","26":"tag-porto","27":"tag-portugal","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-pt","31":"tag-top-stories","32":"tag-topstories","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115849711090588636","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=217887"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217887\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/217888"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=217887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=217887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=217887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}