{"id":218287,"date":"2026-01-06T23:45:07","date_gmt":"2026-01-06T23:45:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/218287\/"},"modified":"2026-01-06T23:45:07","modified_gmt":"2026-01-06T23:45:07","slug":"estudo-levanta-duvidas-sobre-o-potencial-de-vida-em-europa-lua-de-jupiter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/218287\/","title":{"rendered":"Estudo levanta d\u00favidas sobre o potencial de vida em Europa, lua de J\u00fapiter"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"0\" data-end=\"368\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A <strong class=\"group-[.isActiveSource]:text-xl group-[.isActiveSource]:font-bold\">lua Europa, de J\u00fapiter, est\u00e1 na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na busca por vida al\u00e9m da Terra<\/strong>, com um grande oceano subterr\u00e2neo que se acredita estar escondido sob uma camada externa de gelo. No entanto, novas pesquisas est\u00e3o l<strong class=\"group-[.isActiveSource]:text-xl group-[.isActiveSource]:font-bold\">evantando d\u00favidas sobre se ela de fato re\u00fane as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a habitabilidade.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"370\" data-end=\"761\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">O estudo avaliou o <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tecnologia\/existe-um-centro-no-universo-estudo-cientifico-reacende-debate\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" class=\"text-red-600 underline hover:text-red-500 font-medium break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">potencial<\/a> do fundo do oceano de Europa para atividade tect\u00f4nica e vulc\u00e2nica, que na Terra facilitam intera\u00e7\u00f5es entre rochas e a \u00e1gua do mar, gerando nutrientes essenciais e <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tecnologia\/rocha-em-marte-sugere-que-o-planeta-ja-teve-clima-tropical-entenda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" class=\"text-red-600 underline hover:text-red-500 font-medium break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">energia qu\u00edmica para a vida<\/a>. Ap\u00f3s modelar as condi\u00e7\u00f5es de Europa, os pesquisadores conclu\u00edram que seu assoalho rochoso provavelmente \u00e9 mecanicamente forte demais para permitir esse tipo de atividade.<\/p>\n<p data-start=\"763\" data-end=\"1096\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Os pesquisadores consideraram fatores como o tamanho de Europa, a composi\u00e7\u00e3o de seu n\u00facleo rochoso e as for\u00e7as gravitacionais exercidas por J\u00fapiter, o maior planeta do Sistema Solar. A avalia\u00e7\u00e3o de que provavelmente h\u00e1 pouca ou nenhuma atividade de falhamento no fundo do oceano desse corpo sugere que essa lua seja desprovida de vida.<\/p>\n<p data-start=\"1098\" data-end=\"1481\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cNa Terra, atividades tect\u00f4nicas como fraturas e falhas exp\u00f5em rochas frescas ao ambiente, onde rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, principalmente envolvendo \u00e1gua, geram subst\u00e2ncias como o metano, que a vida microbiana pode utilizar\u201d, disse o cientista planet\u00e1rio Paul Byrne, da Universidade Washington em St. Louis, autor principal do estudo publicado nesta ter\u00e7a-feira (6) na revista <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-025-67151-3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" class=\"text-red-600 underline hover:text-red-500 font-medium break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Nature Communications<\/a>.<\/p>\n<p data-start=\"1483\" data-end=\"1664\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cSem esse tipo de atividade, essas rea\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais dif\u00edceis de se estabelecer e manter, tornando o fundo do oceano de Europa um ambiente desafiador para a vida\u201d, acrescentou Byrne.<\/p>\n<p data-start=\"1666\" data-end=\"1841\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A vida pode ter surgido na Terra bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s no ambiente din\u00e2mico ao redor de fontes hidrotermais no fundo do mar. Mas Europa pode n\u00e3o possuir essas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p data-start=\"1843\" data-end=\"2242\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cCom base em nossas descobertas, o fundo do oceano provavelmente n\u00e3o conteria grandes formas tect\u00f4nicas, como longas cristas ou vales profundos. Provavelmente n\u00e3o haveria vulc\u00f5es submarinos ou montes submarinos, nem atividade hidrotermal como as chamadas \u2018chamin\u00e9s negras\u2019. Dito isso, espero um dia estar errado\u201d, afirmou o ge\u00f3logo da Universidade da Ge\u00f3rgia e coautor do estudo, Christian Klimczak.<\/p>\n<p data-start=\"2244\" data-end=\"2526\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Europa, com um di\u00e2metro de aproximadamente 3.100 quil\u00f4metros, \u00e9 um pouco menor que a Lua da Terra. Acredita-se que sua crosta de gelo tenha entre 15 a 25 quil\u00f4metros de espessura, assentada sobre um oceano com profundidade estimada entre 60 a 150 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p data-start=\"2528\" data-end=\"2770\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A quarta maior entre as 95 luas de J\u00fapiter formalmente reconhecidas, Europa tem cerca de um quarto do di\u00e2metro da Terra. No entanto, seu oceano de \u00e1gua l\u00edquida salgada pode conter o dobro da quantidade de \u00e1gua presente nos oceanos terrestres.<\/p>\n<p data-start=\"2772\" data-end=\"2839\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Esse corpo possui caracter\u00edsticas que sugerem potencial habitabilidade.<\/p>\n<p data-start=\"2841\" data-end=\"2969\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cH\u00e1 tr\u00eas fatores principais considerados cr\u00edticos para sustentar a vida: \u00e1gua l\u00edquida, qu\u00edmica org\u00e2nica e energia\u201d, disse Byrne.<\/p>\n<p data-start=\"2971\" data-end=\"3344\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cO oceano subterr\u00e2neo de Europa satisfaz o primeiro requisito. Identificamos compostos org\u00e2nicos na camada externa de gelo dessa lua, e \u00e9 muito poss\u00edvel que esses compostos tamb\u00e9m existam dentro do oceano. Esse \u00e9 o segundo requisito. E a \u00f3rbita espec\u00edfica faz com que J\u00fapiter provoque aquecimento por mar\u00e9s em seu interior \u2014 o terceiro requisito\u201d, explicou Byrne.<\/p>\n<p data-start=\"3346\" data-end=\"3605\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A Nasa lan\u00e7ou em 2024 a espa\u00e7onave rob\u00f3tica Europa Clipper em uma miss\u00e3o para examinar se Europa possui condi\u00e7\u00f5es adequadas para sustentar vida. A ag\u00eancia espacial americana planeja que a Europa Clipper realize dezenas de sobrevoos pr\u00f3ximos, a partir de 2031.<\/p>\n<p data-start=\"3607\" data-end=\"3865\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cEmbora a geologia funcione de maneira semelhante em todo o Sistema Solar, cada corpo planet\u00e1rio que exploramos apresentou algum processo \u00fanico. Dado o que sabemos sobre Europa, ela ainda \u00e9 o melhor lugar para procurar vida extraterrestre\u201d, afirmou Klimczak.<\/p>\n<p data-start=\"3867\" data-end=\"4246\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A for\u00e7a gravitacional de J\u00fapiter afeta suas numerosas luas de maneiras diferentes. Io, a maior lua interna de J\u00fapiter, \u00e9 o corpo mais vulcanicamente ativo do Sistema Solar. A gravidade de J\u00fapiter, combinada com for\u00e7as gravitacionais de outras luas, cria intensas for\u00e7as de mar\u00e9 em Io, gerando atrito interno e calor. Mas Europa orbita J\u00fapiter a uma dist\u00e2ncia bem maior do que Io.<\/p>\n<p data-start=\"4248\" data-end=\"4624\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cO efeito desse aquecimento por mar\u00e9s diminui rapidamente com a dist\u00e2ncia, ent\u00e3o, embora haja aquecimento suficiente para impedir que o oceano de Europa congele completamente, de acordo com nossos c\u00e1lculos n\u00e3o h\u00e1 energia suficiente para deformar tectonicamente o fundo do oceano. Em resumo, provavelmente n\u00e3o ocorre em Europa o tipo de atividade que vemos em Io\u201d, disse Byrne.<\/p>\n<p data-start=\"4626\" data-end=\"4680\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">O estudo avaliou apenas as condi\u00e7\u00f5es atuais de Europa.<\/p>\n<p data-start=\"4682\" data-end=\"5035\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cH\u00e1 raz\u00f5es para acreditar que Europa possa ter sido muito mais geologicamente ativa no passado, embora isso tenha ocorrido h\u00e1 alguns bilh\u00f5es de anos. Portanto, talvez por um per\u00edodo aquele mundo n\u00e3o fosse apenas habit\u00e1vel, mas de fato habitado, antes que essas condi\u00e7\u00f5es mudassem e a energia qu\u00edmica necess\u00e1ria para a vida se esgotasse\u201d, concluiu Byrne.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A lua Europa, de J\u00fapiter, est\u00e1 na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":218288,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-218287","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115850819984348194","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=218287"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218287\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/218288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=218287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=218287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=218287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}