{"id":219273,"date":"2026-01-07T16:01:06","date_gmt":"2026-01-07T16:01:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/219273\/"},"modified":"2026-01-07T16:01:06","modified_gmt":"2026-01-07T16:01:06","slug":"macaco-que-viveu-ha-7-milhoes-de-anos-pode-ser-o-primeiro-hominideo-a-andar-sobre-dois-pes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/219273\/","title":{"rendered":"Macaco que viveu h\u00e1 7 milh\u00f5es de anos pode ser o primeiro homin\u00eddeo a andar sobre dois p\u00e9s"},"content":{"rendered":"<p class=\"author tooltip-comp\"> Da reda\u00e7\u00e3oi Da reda\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/autor\/da-redacao\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/revistaplaneta.com.br\/autor\/da-redacao<\/a> <\/p>\n<p>07\/01\/2026 &#8211; 12:23<\/p>\n<p data-path-to-node=\"3\">An\u00e1lise de f\u00f3sseis encontrados no Chade (centro-norte da \u00c1frica) indica que o macaco Sahelanthropus tchadensis caminhava sobre duas pernas. A descoberta, publicada na revista <b data-path-to-node=\"3\" data-index-in-node=\"143\">Science Advances<\/b>, posiciona a esp\u00e9cie como um dos membros mais antigos da linhagem humana.<\/p>\n<ul data-path-to-node=\"4\">\n<li>\n<p data-path-to-node=\"4,0,0\">Pesquisadores da <b data-path-to-node=\"4,0,0\" data-index-in-node=\"17\">Universidade de Nova York<\/b> (NYU) utilizaram imagens 3D para analisar ossos da coxa e do antebra\u00e7o.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"4,1,0\">A presen\u00e7a de um ligamento potente no f\u00eamur comprova a estabilidade necess\u00e1ria para a marcha b\u00edpede.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"4,2,0\">O estudo refor\u00e7a a tese de que o bipedalismo evoluiu precocemente, logo ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o dos ancestrais de humanos e chimpanz\u00e9s.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p data-path-to-node=\"4,3,0\">A esp\u00e9cie habitava o deserto do Djurab, no norte do Chade, em um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o evolutiva.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p data-path-to-node=\"5\"><b data-path-to-node=\"5\" data-index-in-node=\"0\">Confira tamb\u00e9m:<\/b><\/p>\n<p data-path-to-node=\"8\">Uma nova evid\u00eancia cient\u00edfica publicada na revista <b data-path-to-node=\"8\" data-index-in-node=\"51\">Science Advances<\/b> soluciona um debate de d\u00e9cadas sobre a origem da locomo\u00e7\u00e3o humana. A an\u00e1lise detalhada dos restos mortais do Sahelanthropus tchadensis, encontrados no in\u00edcio dos anos 2000 no deserto do Djurab, no Chade, confirma que a esp\u00e9cie era capaz de caminhar sobre duas pernas. O estudo foi liderado por <b data-path-to-node=\"8\" data-index-in-node=\"362\">Scott Williams<\/b>, professor associado do Departamento de Antropologia da <b data-path-to-node=\"8\" data-index-in-node=\"433\">NYU<\/b>.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"9\">Para chegar \u00e0 conclus\u00e3o, a equipe de pesquisadores utilizou t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de imagem em tr\u00eas dimens\u00f5es e comparou a estrutura \u00f3ssea do f\u00f3ssil com a de esp\u00e9cies vivas e de homin\u00eddeos famosos, como o f\u00f3ssil <b data-path-to-node=\"9\" data-index-in-node=\"209\">Lucy<\/b>. A descoberta desafia interpreta\u00e7\u00f5es anteriores que sugeriam que o bipedalismo seria uma caracter\u00edstica de esp\u00e9cies mais recentes.<\/p>\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o e estrutura f\u00edsica<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">Diferente de grandes primatas contempor\u00e2neos, o Sahelanthropus apresentava caracter\u00edsticas anat\u00f4micas espec\u00edficas para a vida no solo, sem abandonar completamente o ambiente arb\u00f3reo. \u201cO Sahelanthropus tchadensis era essencialmente um macaco b\u00edpede que possu\u00eda um c\u00e9rebro do tamanho do de um chimpanz\u00e9 e provavelmente passava uma parte significativa do seu tempo em \u00e1rvores, procurando alimento e seguran\u00e7a\u201d, explicou <b data-path-to-node=\"11\" data-index-in-node=\"417\">Williams<\/b>.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\">A principal evid\u00eancia funcional reside no f\u00eamur: o estudo identificou um tub\u00e9rculo femoral distinto, ponto de fixa\u00e7\u00e3o do ligamento iliofemoral. Trata-se do maior e mais potente ligamento do corpo humano, essencial para estabilizar o quadril durante o movimento da marcha. Embora as pernas fossem curtas e guardassem semelhan\u00e7as com as dos chimpanz\u00e9s, a musculatura gl\u00fatea era forte e compat\u00edvel com a de homin\u00eddeos primitivos.<\/p>\n<p>Evolu\u00e7\u00e3o da linhagem humana<\/p>\n<p data-path-to-node=\"14\">At\u00e9 ent\u00e3o, parte da comunidade cient\u00edfica defendia que o animal se locomovia de quatro, apoiando-se nos n\u00f3s dos dedos (knuckle-walking), como gorilas. A pesquisa atual, no entanto, demonstra que o bipedalismo surgiu em um ancestral muito pr\u00f3ximo ao tronco comum que deu origem aos chimpanz\u00e9s e bonobos modernos.<\/p>\n<blockquote data-path-to-node=\"15\"><p>\u201cNossa an\u00e1lise oferece evid\u00eancias diretas de que o bipedalismo evoluiu cedo em nossa linhagem e a partir de um ancestral semelhante aos primatas de hoje.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p data-path-to-node=\"16\">O trabalho de <b data-path-to-node=\"16\" data-index-in-node=\"14\">Williams<\/b> e sua equipe coloca o Sahelanthropus como um elo central na hist\u00f3ria da humanidade. Ao confirmar que a esp\u00e9cie habitava o solo de forma ereta h\u00e1 7 milh\u00f5es de anos, a ci\u00eancia redefine o cronograma das adapta\u00e7\u00f5es evolutivas que permitiram o surgimento de g\u00eaneros posteriores, como o Homo erectus e o Homo sapiens.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Da reda\u00e7\u00e3oi Da reda\u00e7\u00e3o https:\/\/revistaplaneta.com.br\/autor\/da-redacao 07\/01\/2026 &#8211; 12:23 An\u00e1lise de f\u00f3sseis encontrados no Chade (centro-norte da \u00c1frica) indica&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":219274,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-219273","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115854657671107726","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/219273","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=219273"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/219273\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/219274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=219273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=219273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=219273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}