{"id":219731,"date":"2026-01-07T22:36:08","date_gmt":"2026-01-07T22:36:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/219731\/"},"modified":"2026-01-07T22:36:08","modified_gmt":"2026-01-07T22:36:08","slug":"maior-traidor-na-historia-da-cia-morre-aos-84-anos-na-prisao-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/219731\/","title":{"rendered":"Maior traidor na hist\u00f3ria da CIA morre aos 84 anos na pris\u00e3o \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Morreu esta segunda-feira na pris\u00e3o federal de Cumberland, Maryland, Aldrich Ames, considerado o maior traidor da hist\u00f3ria da CIA.\u00a0Entre 1985 e 1994, Aldrich Ames teve acesso \u00e0 identidade de todos os agentes sovi\u00e9ticos recrutados pela CIA, bem como de americanos envolvidos em opera\u00e7\u00f5es secretas. E foi durante esses nove anos, antes e depois do colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, que entregou ao KGB todos esses nomes e informa\u00e7\u00f5es sobre a realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es a troco de dinheiro.<\/p>\n<p>De acordo com a informa\u00e7\u00e3o revelada pelos servi\u00e7os prisionais norte-americanos, Ames tinha 84 anos. N\u00e3o foram reveladas as circunst\u00e2ncias da morte do antigo agente dos servi\u00e7os de informa\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Segundo conta o <a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/obituaries\/2026\/01\/06\/aldrich-ames-dead-cia-traitor\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Washington Post<\/a>, a viola\u00e7\u00e3o dos segredos da CIA por Ames ter\u00e1 levado \u00e0 morte de pelo menos uma dezena de agentes recrutados pela ag\u00eancia ou por outros servi\u00e7os secretos estrangeiros de pa\u00edses aliados. A duplicidade na sua atua\u00e7\u00e3o ter-lhe-\u00e1 rendido mais de um milh\u00e3o de d\u00f3lares pagos em \u2018dinheiro vivo\u2019 pelos russos, al\u00e9m da promessa de outro milh\u00e3o de d\u00f3lares e de uma propriedade na R\u00fassia.<\/p>\n<p>\u201cProblemas financeiros, imediatos e cont\u00ednuos\u201d, justificou Ames, quando confrontado com as raz\u00f5es para avan\u00e7ar com a partilha de informa\u00e7\u00f5es secretas norte-americanas, at\u00e9 ter sido descoberto e preso em fevereiro de 1994, quando tinha 52 anos.<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\" data-width=\"500\" data-dnt=\"true\">\n<p lang=\"en\" dir=\"ltr\">Breaking news: Aldrich Ames, the CIA officer whose spying for Moscow was the most damaging breach in the agency\u2019s history, reportedly causing the deaths of at least 10 recruited CIA or allied intelligence agents, died at 84. <a href=\"https:\/\/t.co\/oHw3FtuosF\" rel=\"nofollow\">https:\/\/t.co\/oHw3FtuosF<\/a><\/p>\n<p>\u2014 The Washington Post (@washingtonpost) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/washingtonpost\/status\/2008689805647843499?ref_src=twsrc%5Etfw\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">January 6, 2026<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No entanto, a sua liga\u00e7\u00e3o \u00e0 CIA come\u00e7ou d\u00e9cadas antes e tinha at\u00e9 origens familiares. O pai, Carleton Ames, chegou a trabalhar de forma clandestina para a ag\u00eancia.<\/p>\n<p>Em 1957, com apenas 16 anos, Aldrich Ames teve um primeiro emprego de ver\u00e3o na CIA a classificar documentos para a ag\u00eancia. Voltaria para mais duas experi\u00eancias similares, tentou formar-se em teatro, mas abandonou os estudos na Universidade de Chicago e regressou a Washington. Em 1967, entraria finalmente para o programa de forma\u00e7\u00e3o da CIA e iniciou a sua carreira como agente.<\/p>\n<p>Durante anos Aldrich Ames manteve uma atua\u00e7\u00e3o normal, mas o dinheiro e uma desilus\u00e3o com a forma de atua\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos abririam caminho \u00e0 trai\u00e7\u00e3o. Contudo, Ames explicou numa entrevista ao Post nove semanas depois de ser preso, que o desencanto que sentiu n\u00e3o tinha sido acompanhado de qualquer sentimento de admira\u00e7\u00e3o pelos sovi\u00e9ticos, aludindo simplesmente a uma \u201cestranha transfer\u00eancia de lealdades\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o era para o sistema sovi\u00e9tico, que eu considerava um regime cruel, desumano e repugnante\u201d, frisou Ames, que se gabou de ser no final dos anos 80 e in\u00edcio dos anos 90 \u201cuma das pessoas mais bem informadas da comunidade de informa\u00e7\u00f5es sobre o servi\u00e7o de intelig\u00eancia russo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO meu acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e o meu conhecimento sobre os sovi\u00e9ticos eram tais que eu conseguia praticamente tudo o que queria\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Ames sublinhou ainda que as d\u00e9cadas de trabalho na espionagem levaram-no a \u201ccompartimentar sentimentos e pensamentos\u201d, desvalorizando as consequ\u00eancias da sua atua\u00e7\u00e3o e uma eventual culpabiliza\u00e7\u00e3o. \u201cSentia que, pelo menos da maneira como estou a trair estes agentes, estou a expor-me ao mesmo destino\u201d, contou.<\/p>\n<p>Ames acabou por ser condenado em 1994 a pris\u00e3o perp\u00e9tua sem possibilidade de liberdade condicional, ap\u00f3s se declarar culpado, a fim de proteger tamb\u00e9m a mulher e o filho, ent\u00e3o com cinco anos. Rosario Casas era acusada igualmente de ser c\u00famplice e acabou condenada a uma pena de cinco anos e tr\u00eas meses de pris\u00e3o, mas foi libertada ao fim de quatro anos.<\/p>\n<p>            <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Morreu esta segunda-feira na pris\u00e3o federal de Cumberland, Maryland, Aldrich Ames, considerado o maior traidor da hist\u00f3ria da&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":219732,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[624,27,28,623,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,2004,58,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-219731","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-amu00e9rica","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-estados-unidos-da-amu00e9rica","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-seguranu00e7a","27":"tag-sociedade","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ultimas","31":"tag-ultimas-noticias","32":"tag-ultimasnoticias","33":"tag-world","34":"tag-world-news","35":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115856211006635094","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/219731","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=219731"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/219731\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/219732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=219731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=219731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=219731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}